Conheça o enredo do GRESV Unidos de Vila Betânia para o Carnaval 2018
maio15

Conheça o enredo do GRESV Unidos de Vila Betânia para o Carnaval 2018

GRESV UNIDOS DE VILA BETÂNIA Elza Soares: Do Planeta Fome à Mulher do fim do Mundo! “(…) É um navio humano quente, negreiro do mangue É um navio humano quente, guerreiro do mangue” É meus amigos! Este trecho da canção “Corações do Mar” diz muito sobre o lugar de onde venho. Uma vez indagada ironicamente de que planeta eu havia vindo, não exitei em responder: – Do Planeta Fome! Favela, subúrbio! Lugar onde impera a pobreza, onde a cada dia seu povo tem de resistir, lutar, lutar e vencer. Ser um grande guerreiro vencedor de batalhas, pois a cada dia enfrenta uma diferente. E oque seria vencer uma batalha para essas pessoas? Devem estar a seperguntar. Eu vos digo que vencer uma batalha para eles é sobreviver em meio a violência, é alimentar-se, é manter-se com saúde, educar os filhos, garantir um futuro melhor diante do caos e desprezo do poder público. Foi neste lugar que nasci, passei minha infância, brinquei, carreguei lata d’agua na cabeça, me fiz forte e me impus. Ali! Onde impera tanta dificuldade, impera também a alegria de um povo que mesmo sofrido consegue trazer no rosto o sorriso de quem sabe amar e que está sempre disposto a ajudar. A vida não foi nada fácil para mim. Tive de me casar muito jovem e também muito jovem tive de lidar com a pior das dores que alguém pode carregar que é a perda de um filho. Passei por isso mais de uma vez durante minha caminhada. Filhos que perderam a vida e até uma filha que me foi tirada. Tive de conviver submissa a meu marido numa época que a mulher não tinha seus direitos conquistados, fiquei viúva jovem, com 5 filhos para criar. Não esmoreci e trabalhei duro para sustenta-los. Diante de tudo o que se passou em minha vida, jamais deixei meu imenso amor pela canção de lado, me inscrevia em todos os concursos que podia, enviava letras escritas por mim para as rádios, sempre lutando pelo sonho de me tornar cantora. Consegui! Tornei-me aquilo que sonhei ser, pude usar minha voz para dar prazer, alegria, conforto e até alento às pessoas através das canções que interpretava. Foi já como cantora que me apaixonei por ele, aquele homem de pernas tortas, que fazia a alegria dos torcedores ao balançar as redes do time que pertencia. Esta paixão também me fez ver ainda mais algo que o ser humano teima em carregar dentro de si, o Preconceito! Fui taxada de amante, destruidora de lares, difamada, julgada, sofri ataques na rua. Tudo por escolher viver um amor. Ah o Amor! Este me fez sofrer...

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Conheça o enredo do GRESV Ungidas para o Carnaval 2018
maio15

Conheça o enredo do GRESV Ungidas para o Carnaval 2018

GRESV UNGIDAS MARCHA DA CONSCIÊNCIA BRANCA: E SE FOSSE COM VOCÊ? Era o começo de novos tempos. Na próspera e desenvolvida África, os Reinos de Ketu, Ashanti, Jêje, Nagô, Songhay e Angola se fundiram formando o Reino Unido Afro-ancestral. Um império poderoso que, depois de descobrir que havia rotas marítimas para as Índias, havia também uma terra “inexplorada” para além-oceano. Essa terra era justamente Pindorama. E quando os navegantes africanos, liderados por Aboubakari V, chegaram no novo continente e lá acharam um espaço para impor uma colônia Os nativos de Pindorama, os Tupi-Guarany, não gostaram da invasão de suas terras, porém pouco puderam fazer frente o poderio dos navegadores. E assim, de Terra de São Ramsés para Negril, o nome da terra que tardiamente viraria uma referência na América. De São Ramsés para Negril, de Negril  para Brasil, e, com um restante de escravidão indígena, houve o ciclo do Pau-Brasil. Porém, a insubmissão e a alta mortalidade dos nativos praticamente os dizimaram, e os africanos precisavam de povos servis para trabalharem.   Enquanto isso, a miserável Europa, mergulhada ainda na Idade Média, entre tantas guerras feudais de semi-reinos, milhares de prisioneiros e prisioneiras são vendidos como escravos para os africanos. E começaram a vir para as vilas brasileiras, diretamente de Portugal, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Alemanha, Bélgica e Itália, entre outras nações menores, brancos para serem vendidos como mercadoria.   Os navios que traziam esses escravos, chamados de navios-branqueiros, e conhecidos pela total insalubridade, foram batizados de mausoleiros. E assim, os pobres brancos, despidos de suas identidades, de suas nacionalidades, direitos, liberdades, incapazes de lutarem pelas suas vidas, são legados a regimes torturantes Alemão? Francês? Português? É tudo branco! Tudo queijo azedo! Peludos, descoloridos, enrugados e fracos! Que diferença faz? Não aguentam meia hora de sol sem definhar! Não são dignos como os africanos! E essas crendices de Messias que morreu e três dias depois ressuscitou? Balela! Tem que banir esse tipo de feitiçaria primitiva! Nas terras brasileiras só se pratica as verdadeiras palavras divinas dos espíritos ancestrais naturais, e o Islamismo e o Judaísmo são tolerados. O restante é do demônio! E assim, o cristianismo foi completamente suprimido. Os brancos foram despidos de tudo. Dignidade, identidade, nacionalidade, nome e até mesmo de suas crenças. Como honrar seus ancestrais Henry, Manoel, Pablo, Richard, Sigmund, Giordano, se agora eram obrigados a usar nomes africanos como Akin, Amir, Daren, Faraji, Malik, Talib? E as matriarcas  que antes carregavam nomes nobres como Beatriz, Alice, Isabella, Chloe, Hannah, Alessandra,  foram rebatizadas como Anaya, Ashia,  Jamila, Latifa, Makeda, Núbia? Nomes europeus eram desonrosos para uma terra onde os orisàs, voduns, inkissis e a luz...

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Conheça o enredo do GRESV Malandros para o Carnaval 2018
maio07

Conheça o enredo do GRESV Malandros para o Carnaval 2018

MALANDROS MADAME SATÃ APRESENTA A LAPA BOÊMIA Ah… Velha Lapa… Das serestas, cabarés e festas emolduradas pelos lampiões a gás… Ah, Velha Lapa, quantas saudades nos traz… Recanto de belezas e encantos, dos malandros e artistas, das mundanas que conquistam. Da boemia, seu costume principal. Lapa do prazer, da mistura das cores e raças. Terra do gingado e da alegria. Lapa dos vícios, pecados e paixões. Das virtudes, encantos e amores. Da boemia desenfreada, de malandragem e dos sambistas, dos desordeiros perigosos. Dos bares e cafés, cabarés e cassinos. Onde convivem diferentes tipos cariocas. A própria imagem do Rio de Janeiro. A Lapa boêmia começa a surgir no fim da década de 1910, com apogeu nos anos 30. É a terra da dualidade. Ela não é boa nem má, mas sim boa e má. Os boêmios estão entre a ingenuidade e a criminalidade. Um estilo de vida duplo e perigoso. E entre malandros, meretrizes, músicos, intelectuais, vedetes, garçons e outras figuras que compõem o elenco deste bairro, quem nos leva para conhecê-lo é João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã. Negro, homossexual, pobre e marginalizado. João trabalhou como travesti no teatro para se tornar artista, mas não deixou de lado a malandragem e ganhou o nome de Madame Satã. Falar da Lapa é falar de Madame Satã. O bairro fez parte de sua trajetória desde sua chegada de Pernambuco. Quem melhor para nos mostrar a lapa boêmia? E lá vamos nós com o malandro Satã, que começa nos tornando familiares às diversas figuras que frequentam o bairro. A Lapa foi marcada pelo misto de homens e mulheres, trabalhando ou se divertindo, o que lhe garantiu o seu tom peculiar. Para traçar o seu perfil, é necessário imaginar a sua vida noturna notavelmente boêmia. A atmosfera humana era descrita como fascinante, e a muitos visitantes agradava ficar a observar, entre uma cerveja e outra, a rotina dos notívagos e boêmios, marinheiros, letrados, prostitutas e, sobretudo, da malandragem. Ah, a malandragem! Madame Satã nos apresenta a seus colegas malandros. Colegas, porque o respeito entre os malandros não quer dizer amizade. Afinal, não se pode confiar. Malandro de verdade é aquele que acompanha as serenatas, frequenta os botequins e não corre de briga, nem contra a polícia. É aquele que impõe respeito e medo. E não entrega o outro. sempre a sua navalha, a “pastorinha”. Imortalizado nos textos e na música. Estigmatizados e perseguidos pela polícia. A figura do malandro na lapa se torna um mito. Sempre vestido com aprumo, com seu chapéu panamá. Viviam na gafieira, nas rodas de samba ou na capoeira. Para sustentar seu estilo de vida,...

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Conheça o enredo do GRESV Filhos do Tigre para o Carnaval 2018
abr13

Conheça o enredo do GRESV Filhos do Tigre para o Carnaval 2018

GRESV FILHOS DO TIGRE QUE FELICIDADE, QUE ALEGRIA! Olá pessoal! Convidamos à todos para fazer uma grande viagem. Viagem essa por tudo aquilo e aqueles que nos fazem sentir bem, que nos fazem Sorrir, uma viagem pela Alegria e felicidade. Desde os tempos mais antigos existiam aqueles que eram responsáveis por levar a Alegria para a vida de outras pessoas. Dentre os personagens históricos responsáveis pelo sorriso e bem estar de muitos, estão os ditos Bobos da Corte, personagens que tinham o dever de divertir os Reis e seu Séquito na Europa da Idade Média. Os Bobos da Corte eram personagens de tão grande importância que eram um dos únicos que podiam fazer criticas aos Reis sem correr nenhum risco. Caminhando no tempo passamos por diversos artistas responsáveis pelo nosso bem estar, por nos fazer felizes nem que seja por um momento. Temos os Palhaços que são uma espécie de bobos da corte mais modernos, os mágicos que nos intrigam com seus truques, os acrobatas que nos deixam de boca aberta com sua destreza, os comediantes que nos fazem gargalhar com suas piadas e performances, os músicos que nos trazem a alegria através do som, os Doutores da alegria que levam o sorriso para aqueles que estão a sofrer nos hospitais. Dedicar uma vida a levar Felicidade  às pessoas, faz com que todos os artistas do riso sejam também felizes. Infância! Quantas alegrias vindas da mais sincera forma. Ver o sorriso estampado na face de uma criança muitas das vezes não é algo trabalhoso, vem de coisas simples como uma careta, um brinquedo, brincadeiras, animais, guloseimas, desenhos animados, histórias das mais diversas… Vamos caminhar pelo universo infantil até chegar naquilo que deixa toda criança em êxtase: Um belo Parque de Diversões. Vamos todos voltar a ser crianças e cair nas brincadeiras! Vamos continuar nossa viagem caminhando pelas conquistas. O quão gratificante é receber a notícia que sereis pais? Ali, dentro do ventre da mãe cresce o ser que ao nascer irá proporcionar momentos inesquecíveis de felicidade. Amor, sentimento lindo que nos faz sentir felizes fazendo o outro feliz. Venha conosco encontrar sua “Alma Gêmea”, se você já tem junte-se num encontro de casais bem alegre. Vencer, superar suas dificuldades! A vida nos trás diversas formas de vencer, seja ela alcançando o topo do podium num esporte, seja lutando e se formando naquilo que se dedicou, seja realizando um grande desejo material ou emocional, seja crescendo na classe social pelos próprios esforços… Curtam ao máximo nossa passagem pelas conquistas, sejam felizes e sinta-se orgulhos de vocês mesmos, pois hoje somos todos vencedores! Por fim faremos nossa passagem pelas mais diversas...

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Conheça o enredo do GRESV Acadêmicos de Realengo para o Carnaval 2018
abr13

Conheça o enredo do GRESV Acadêmicos de Realengo para o Carnaval 2018

GRESV ACADÊMICOS DE REALENGO Alô Alô Realengo Aquele Abraço!   Defesa do Enredo e introdução O G.R.E.S.V Acadêmicos de Realengo em seu primeiro ano de desfile, escolheu levar para a avenida, uma homenagem ao bairro que dá nome a agremiação. Nada mais justo que seja esse o enredo a ser elaborado pela nossa agremiação, pois Realengo tem uma das história mais fantáticas da nossa cidade e inclusive do Brasil, Realengo guarda segredos emocionantes para toda população, mesmo sendo um bairro abandonado pelo poder público, seus moradores não querem deixar esse lugar, pois quem conhece realengo ama realengo e cuida do nosso lugar, vamos juntos cantar e contar essa história fascinante!   Sinopse Em 20 de Novembro de 1815, surge oficialmente o bairro de Realengo, que tinha esse nome pois significava terras Realengas, ou seja distante do Rei mas que pertenciam ao Rei, e que o mesmo teria domínio e explorava estas terras, era o então principe ainda na época Dom João VI, “ora pois pois” se já não bastassem levar as nossas riquezas, ainda usufriam de nossas  terras e as tomava para eles. Com o passar dos anos essas terras foram povoadas por escravos e imigrantes “Portugueses da Ilha dos Açores”, por ordem do Príncipe, e passaram a se dedicar a agricultura, levando produtos como açúcar, rapadura, álcool e  a famosa “cachaça” pelo porto de Guaratiba. Posteriormente Realengo passou a ser um bairro para pastagem de gado, fornecendo assim carnes para os açogues da cidade, sendo o principal fornecedor na época, mas em pouco tempo resolveram acabar com a farra dos bois, pois a carne passou a ser considerada imprópria para o consumo. Alguns Anos mas tarde Realengo, passou a ser um importante pólo para as forças armadas, por aqui surgi uma fábrica de cartuchos, uma escola militar de formação de cadetes e uma escola de tiro. Finalmente Realengo passou a viver e ascensão, o comércio cresceu, moradores novos foram chegando, passou a ser um bairro de verdade agora. Passados mais de seis décadas após a sua fundação, Realengo recebe sua estação de trem, da estrada de ferro central do Brasil, onde no angar ao lado foi “construído o primeiro balão dirigível do Brasil”, chamado de “Bartholomeu de Gusmão”. Com o tempo a fábrica fechou, os militares foram se retirando, e o comércio passou a entrar em colapso… Daí vêm a mais emocianante história, pois com tudo parecendo estar perdido, o povo de Realengo não desistiu, acreditou que seria possível, essa garra e disposição até hoje é visível no rosto de cada “realenguense”,  aonde quer que vamos seja na praça padre Miguel, ou no campo de marte, que passemos...

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Conheça o enredo do GRESV Pindorama para o Carnaval 2018
abr04

Conheça o enredo do GRESV Pindorama para o Carnaval 2018

GRESV PINDORAMA Lá vem o Brasil descendo a ladeira Cena 1. O sol nasce. O menino desce as escadas com sua bola no pé. – Lá vem o Brasil descendo a ladeira! – avistou a Maria com a lata d’água na cabeça. – Quem desce do morro não morre não asfalto! – gritava seu Manuel da padaria. Era assim todo dia que o Brasil descia do morro com sua camisa amarelo canário e sua companheira redonda. Cabelo preto escorrido, a face negra, os olhos claros, em seu rosto trazia a herança negro-branco-indígena. Um jovem cheio de esperança para o seu futuro, mas com uma grande bagagem no seu passado também. Ele carregava em si a ancestralidade de todas as culturas. E não é de hoje que ele vem descendo morro a baixo. Lá se vão séculos. Ele tenta equilibrar-se com o peso de ser quem é, de trazer consigo a memória de tantos povos, mas ele ainda não sabe o que fazer com ela. A verdade é que nosso menino apesar de já estar na idade escolar, não aprendeu a ler uma linha sequer. O Brasil só sabe as coisas de ouvir dizer, ingênuo como ele só, acredita em qualquer história que lhe contam. Sua vida mudou no dia em que feliz, fazendo embaixadinhas com sua bola, ele seguia morro abaixo mais uma vez. Até que a mãe de santo mais respeitada, e temida, do morro inteiro parou diante dele. O menino gelou com a visão daquele senhora a sua frente com todas as suas guias. Ela o encarou e, então, disse: – Vem cá, Brasil! Deixa eu ler a sua mão, menino, que grande destino reservaram pra você?! O jovem sonhador gelou na mesma hora. Órfão, ele não sabia nem de seu passado, quem eram seus pais. Como poderia saber de seu futuro? O Brasil havia crescido no meio de uma família portuguesa, seu Tio Manuel jurava de pés juntos que seu pai era um tal de Cabral, que havia chegado numa caravela. Mas como ele podia pertencer aquela família? Ele não podia provar, mas desconfiava que sua verdadeira família não era aquela. Como ele tão escuro podia ter saído dali? – Você não quer saber a sua história? – a imponente mãe de santo disse o chamando. O jovem menino verde-e-amarelo pegou sua bola e seguiu a senhora. Chegando em seu terreiro, ela abriu os búzios que revelavam toda a verdade desconhecida do menino. A história que o Brasil não conhecia de si mesmo, que não estava no seu registro, que não estava nos livros didáticos. A história marginal do Brasil. – Isto aqui o que é?...

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