Erês e Heresias é o enredo da Dom João para 2023
maio05

Erês e Heresias é o enredo da Dom João para 2023

Estreante no Grupo de Acesso I, o GRESV Dom João divulgou o enredo que apresentará em seu desfile oficial de 2023. De autoria de Alê MSF, a vinho, preto e branco, de São Paulo/SP, irá desenvolver o enredo “Erês e Heresias”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela escola: Justificativa do enredo Infância Substantivo femininto 1.Período do desenvolvimento do ser humano, que vai do nascimento ao início da adolescência; meninice, puerícia 2.O conjunto das crianças. A Dom  João  abre a ciranda e convoca a todos os “erês” ( criança na iconografia ioruba) a tomarem conta do Carnaval 2023 . Sobre as bênçãos de Cosme e Damião apresentamos o enredo “Erês e Heresias” ,um grito de basta! Contra a9 intolerância religiosa, que  tanto afeta adultos e também crianças do mundo todo. Nosso enredo visa abrir os olhos da sociedade sobre práticas de discriminação sofridas pelo ser humano na fase mais importante de sua existência ,o período infantil. A trajetória dessa história começa  em tempos coloniais durante a escravatura do Brasil, onde o tráfico infantil ceifou inúmeras crianças não só africanas mas indígenas do convívio com sua cultura Natal. As crianças são o futuro da humanidade? Sim ,mas elas só serão o futuro se aprenderem a lidar com a diversidade existente no universo ,para que neste tão sonhado “futuro” elas não comentam os erros dos adultos do passado que escreveram tristes episódios na história  da humanidade, conectando todas pelo olhar infantil dissertamos sobre a falta de uma política justa que propicie um crescimento adequado, justo e tolerante ,porém também mostramos ótimas iniciativas a exemplo da  “UNICEF” que dialoga diretamente com os países na promoção de medidas que facilitem a  vida da criança como acesso a educação, saúde , alimentação entre outras . Criança foi feita para brincar ,correr e se divertir não para sofrer.  Primeiro setor – Libambo   Libambo                                                        Substantivo masculino   1.Cadeia de ferro com que se prendia pelo pescoço um grupo de condenados ou que se punha no pescoço dos escravos. 2.Ajuntamento de pessoas; turba, bando, rancho. 10% essa era aproximadamente a estimativa de crianças que eram traficadas em tumbeiros nos períodos de 1734 a 1769. 10% de crianças africanas eram retiradas de suas família pelo porto de Luanda em Angola e trazidas para o Brasil . Luanda era o principal entreposto negreiro do século XVIII seguido de Benguela ,taxadas como mercadorias por traficantes que por muitas vezes os permutavam por objetos como missangas ,tabaco ,pólvora ou por instrumentos de ferro com os quais mantinham os prisioneiros atados ,o libambo a sólida corrente de ferro prendia pelo pescoço dezenas de escravos simultaneamente enquanto as crianças ficavam soltas ao...

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Valongo cantará sereia angolana no Carnaval Virtual 2023
maio05

Valongo cantará sereia angolana no Carnaval Virtual 2023

A vermelha e branca de Itaocara/RJ apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II, do Carnaval Virtual de 2023. “Kianda” é o enredo que o GRESV Valongo irá defender em seu próximo desfile oficial. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela agremiação: “Kianda” Há muito tempo, quando Angola ainda era um território do Reino do Kongo, a ilha de Luanda era tida como um local de acesso restrito, vigiada noite e dia por guardas diretamente ligados ao rei. Ninguém penetrava em suas praias sem a devida autorização. Esta restrição era quebrada apenas quando se aproximava o período da coleta dos cobiçados búzios acinzentados assentados no fundo do mar… Acontece que nesta época a moeda corrente de quase toda costa oeste do continente africano era exatamente essas conchas, conhecidas como nzimbus. Com elas se realizavam todas as atividades comerciais, trocando-as por alimentos, peças de vestuário, criações e muitas outras mercadorias. A ilha era, portanto, uma verdadeira casa da moeda, geradora de riquezas, pois embora o nzimbu fosse encontrado em outras praias de angolanas, os búzios acinzentados, mais raros, ocorriam somente ali. E, exatamente por isso, eram mais valiosos. Quando o rei julgava necessário aumentar a riqueza monetária da nação, convocava um grupo de mulheres e as encumbia da coleta dos pequenos búzios. Avançavam até certa profundidade no mar, mergulhavam e enchiam de areia os cestos de palha que carregavam. Depois levavam até a praia e começavam a procurar as conchas mais valiosas. Tudo era feito sob o olhar atento da guarda real para que nenhum nzimbu fosse desviado. Era um trabalho árduo e perigoso, pois não eram escassos os casos de ataques de tubarões. Temerosas destes ataques e de outros perigos, estavam sempre a pedir proteção às divindades ligadas ao grande Kalunga. Não somente elas, mas também os inúmeros pescadores que toda manhã partiam para alto mar desejosos de uma boa pesca. E suas preces eram sempre atendidas… A fartura imperava. O variado pescado atraía comerciantes de muitas regiões e assim fazia o reino prosperar economicamente. Porém, certo dia, um conhecido pescador cansado de investidas infrutíferas em alto mar clamou por misericórdia e ajuda, pois no meio de tanta fartura somente ele não conseguia seu sustento através do trabalho. Dependia da caridade de seus vizinhos e amigos. Vendo o desespero daquele homem, Kianda, a sereia do grande Kalunga, que todos conheciam e respeitavam, encheu-se de compaixão e resolveu ajudar. Mergulhou nas límpidas águas do oceano e separou um grande baú recheado de tesouros, com muitos nzimbus. Ao lançar sua rede, numa derradeira tentativa, percebeu que ao contrário de todas as outras vezes a rede...

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Alquimia é o enredo da Mocidade Negra para o Carnaval 2023
maio04

Alquimia é o enredo da Mocidade Negra para o Carnaval 2023

Após sua estreia no Grupo Especial do e uma boa colocação no carnaval passado, o GRESVM Mocidade Negra anunciou o enredo que levará para a busca do título de campeã do Carnaval Virtual 2023. De autoria de Murilo Polato, a verde e preto, da Ilha do Governador/RJ, apresentará o enredo “Alquimia”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela escola: Prólogo: Como é forte o bater de asas São das mais belas coisas É transformação. Movimento. Energia. Parece até ter um ‘Q’ de Magia Será? Nossa heroína tem certeza que sim. Curiosidade ela afirma ter Lhe falta apenas o saber Mas ele há de vir Quando a borboleta surgir. Esteja a postos e pegue forte seu livro. O vento vai bater e a borboleta vai voar Para mais uma história se alterar. Sinopse: O livro a se abrir. Em um belo dia de férias de verão, surge uma garota em uma biblioteca. Ela, que já conhecia há tempos o caminho para lá, já sabia também onde seus livros favoritos iria procurar. Esse lugar, para a garota, parecia que havia saído de um conto de fadas. Lá ela encontrava a paz para pensar e se desprender da vida cotidiana. Essa garota, dentre tantas coisas, gostava de ler, estudar, o mundo conhecer, e com experimentos brincar. Sua mãe já a incentivava, mas ouvira em uma tarde seu pai ao fundo falar: – Onde já se viu menina cientista? A menina não deu bola e continuou a brincar. Mas essa frase, lhe desencorajou ao que ela já mostrava ter interesse em conhecer e se aprofundar. Por isso, a biblioteca costumava visitar. Nesse dia, porém, algo novo havia. Uma borboleta estava a passar, consciente de que uma garota iria escolher para um novo caminho a ela mostrar. A garota, a borboleta fitou com o olhar, e lhe deu retenção: – Que bonita! – sua cabeça ressoava. Parecia que só ela a notara, naquele grande salão. A bela borboleta decidiu a voar por ele, enquanto a garota a acompanhava, sem deixá-la se assustar. E só ela a viu em um grande livro pousar. Tal livro lhe chamara atenção, principalmente por estar rente ao chão. A borboleta parecia querer observar se a garota vira, e quando teve certeza que sim, de cima do livro saira. A garota pegou o livro e para a mesa mais próxima decidiu levar. Em uma janela, que vista para tal mesa havia, repousou para essa aventura acompanhar. Alquimia! O livro era de certo um tanto misterioso, o que despertou tal cérebro muito curioso. A menina já com a capa percebeu, que tal livro seu destino mudaria. Seu título? Alquimia. Havia...

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Primeira Estação do Samba divulga seu enredo para 2023
maio04

Primeira Estação do Samba divulga seu enredo para 2023

13ª colocada pelo Grupo de Acesso I no carnaval passado, o GRESV Primeira Estação divulgou o enredo que defenderá na busca por uma vaga na elite do Carnaval Virtual em 2023. Deu autoria de Vinícius Santiago, a verde e rosa, do Rio de Janeiro/RJ, irá apresentar o enredo “Manchas de um velho mar”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgado pela escola: SINOPSE As Manchas de um Velho Mar contam histórias carregadas de dor, sofrimento e escravidão. É onde se encontram as cicatrizes de um passado cruel, que ainda ecoam nos dias de hoje. Dos reinos africanos, homens e mulheres eram sequestrados, vendidos e tratados como mercadorias. Nas mãos dos traficantes de escravos, eram privados da sua liberdade, dignidade e humanidade. Separados das suas famílias, línguas e culturas, eram submetidos a condições infernais, onde a morte era uma companheira constante. “Que noite mais funda calunga No porão de um navio negreiro Que viagem mais longa candonga Ouvindo o batuque das ondas Compasso de um coração de pássaro No fundo do cativeiro É o semba do mundo calunga Batendo samba em meu peito Kawo Kabiecile Kawo Okê arô okê” No ventre de um navio negreiro, que é o nosso cenário principal, milhões de africanos foram forçados a uma jornada sem volta, onde o fim muitas das vezes era o calunga grande, o oceano infinito que devorava corpos e almas. No velho mar, a luta pela sobrevivência enfrentava as forças da natureza e dos homens. Sob o sol escaldante, a chuva torrencial, o vento forte , vazio, e as tempestades, os escravos eram amontoados nos porões dos navios, onde mal tinham espaço para respirar. A fome, a sede, a falta de higiene e os despejos nos porões tornavam o ar irrespirável, o que resultava em doenças, feridas, mutilações e mortes. Mas não eram só as forças das natureza que ameaçavam a vida dos escravos. A bordo também estavam os capatazes brancos, cruéis, que espancavam, torturavam e matavam os cativos que se rebelavam ou que não aguentavam mais o sofrimento. Era uma guerra de poder, onde o branco se julgava superior ao preto, o que legitimava a sua crueldade e indiferença. “Vou baixar no seu terreiro” Entretanto, mesmo em meio ao horror do velho mar, os escravos não estavam sozinhos. Eles contavam com a ajuda dos orixás, as divindades africanas que lhes davam força, coragem e esperança. Nas suas preces, cantos e danças, invocavam a proteção dos seus ancestrais, que os ajudavam a suportar a dor e o medo. Iemanjá os acolheu mesmo no fundo do mar. “O Batuque das ondas Nas noites mais longas Me ensinou a cantar” Mas o mar,...

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Xuxu na Serra divulga enredo da sua estreia no Carnaval Virtual
maio04

Xuxu na Serra divulga enredo da sua estreia no Carnaval Virtual

Fazendo sua estreia no Carnaval Virtual em 2023, a ESV Xuxu na Serra divulgou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II no seu desfile desse ano. De autoria de Fernando Saol, a azul e rosa, do Rio de Janeiro/RJ, irá apresentar o enredo “Guardai os vossos pandeiros, guardai! Porque esse ano a escola de samba não sai”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela escola: SINOPSE Todo ano é a mesma coisa Qual será o tema que virá? O enredo desse ano foi tão lindo Arquibancada aplaudindo O povão gabaritou E o dez que não veio dos jurados Não entenderam, coitados A profundidade da nossa criação O presidente apareceu no ateliê Cobrou e tá querendo ver Uma grande ideia surgir no barracão Egito Antigo sempre dá enredo bom Afinal de contas, tudo veio de lá Estamos pensando em botar na comissão Plumas e faisões costumam impressionar Ou se optarem pela velha homenagem Clara Nunes não descansa, todo ano só dá ela Alguma escola já fez no ano passado Troca pena, renova a mão de tinta Não precisa ter trabalho Sei que o terreno aqui do lado Tem coqueiro, tem palmeira Palha nunca vai faltar No Mercadão tem roupa pronta de orixá Falar de África não tem como errar O presidente acabou com a brincadeira Não tem dinheiro nem para trocar pneu Disse que esse ano, está fechada a torneira “Reciclem o que der, pelo amor de Deus” Com pouca verba surge criatividade Que logo acaba, quando cogitam cidades Piraporinha já mandou representante Comércio, marca de refrigerantes Vão entrar no ratatá Mas pesquisando, vimos curiosidades Dinossauro, mamute e cabrito Já viveram na cidade Mas claro que a prefeitura não quer O tema já veio pronto “Não me metam a colher” O departamento cultural Achou outro tema para o nosso carnaval Vai ter almoço com empresários do Acre Do ramo da borracha, quem diria “Porque não exaltamos Chico Mendes?” Tá na moda falar de ecologia… Foram oferecer a outra escola Pelo visto, pisamos na bola E não foi dessa vez Que teremos pacaranas no abre-alas Ainda temos uma pequena chance De conseguir um patrocínio estatal Do “estrangeiro” está vindo a comitiva De um governo ditatorial O medo no encontro é palpável Mas pela sorte não falam nossa língua O país é um pequeno sultanato Esse nome é um barato E não sabemos o que significa Menos mal que não é Arábia Saudita Voltando ao assunto do enredo Querem que contemos TODA a história do Brunei No pendrive, tem 1 giga de arquivos Tem fotos, documentos e livros Mas como contar isso, eu não sei Só...

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