Wuy Jugu – Império da Fênix exalta os Mundurukus em 2023
maio03

Wuy Jugu – Império da Fênix exalta os Mundurukus em 2023

Após ascensão do Grupo Especial no carnaval passado, o GRESV Império da Fênix apresentou o enredo que marcará sua estreia na elite do Carnaval Virtual em 2023. De autoria de Fabiana Motta, a tricolor de Niterói/RJ irá cantar os Mundurukus através do enredo “Wuy Jugu – Do Vale do Tapajós… Mundurukus!”. Confira abaixo a sinopse divulgada pela escola: WUY JUGU – DO VALE DO TAPAJÓS… MUNDURUKUS! Quando todo o horizonte era escuro… nem rio, nem terra, nem ventos, nem luz, se faziam presentes. Na alvorada do mundo dos seres viventes, Karú-Sacaibê, o artesão do universo teceu a história dos grandes guerreiros, senhores da mundurukânia. No baile primal do universo, a trama tecida pelas mãos do grande fazedor do mundo, deu origem a Ipi e tudo que nela existe, em seu maior suspiro de inspiração Karú criou a Amazônia e da terra brotou a vida, cresceram florestas de grandes samaumeiras, brotaram olhos d’água que despertaram rios, igarapés e lagos de muita fartura, dos tucunarés e dos tambaquis, nos céus as araras bailavam em uma dança da vida! A aldeia global surgiu e então Karú caminhou sobre Ipi, mas sentiu-se só e moldou um amigo para contemplar a beleza de sua criação, e veio Rairú fiel escudeiro de Karú-Sacaibê, ele sentiu frio e na prece ao criador surgiu o fogo que trouxe calor e luz. Curimim curioso, Rairú foi quem achou a gente escondida no centro da terra, por seu desenho perfeito do tatu no chão e na ânsia de eternizar sua mais perfeita arte em âmbar, sua mão se une a cauda do pequeno animal de carapaça, que cava o caminho para o curumim descer ao centro da terra e fazer a grande descoberta… do povo que morava no centro da terra, e na volta para a superfície Rairú traz a boa nova ao criador Karú que ao jogar uma pelota sobre a terra fez brotar o pé de algodoeiro, do algodoeiro veio a corda que trouxe o bravo povo para desbravar as maravilhas da terra de cima. São por suas raízes, Wuy Jugu! Do beligerante guerreiro, aquele iniciado Marupiara com as bênçãos do poderoso Xamã e passou pelos sete caminhos de provação para se tornar o grande guerreador. Por inimigos eram Mudurukus! Exímios senhores da guerra, que pela terra e pelas águas chegavam! No estrondoso toque das trombetas de guerra quebravam o mais perturbador dos silêncios, como um reino de formigas de fogo caiam sobre seus inimigos desprevenidos com suas lâminas de bambú, que como caça fugiam de seus algozes, o desespero tomava conta da aldeia enquanto as flechas de fogo rasgavam a escuridão da noite e abriam o...

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Samba paulista é o enredo da Franco da Rocha para 2023
maio03

Samba paulista é o enredo da Franco da Rocha para 2023

11ª colocada pelo Grupo de Acesso I no carnaval passado, a ESV Unidos do Franco da Rocha apresentou o enredo que levará para a disputa de uma vaga no Grupo Especial do Carnaval Virtual. De autoria de Felipe Cruz, a azul, branco, preto e verde, de Franco da Rocha/SP, cantará o samba paulista e suas matriarcas através do enredo “O galo saúda o samba paulista”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela escola: O Galo saúda o Samba Paulista! Prólogo: No começo de tudo antes da criação, N`Zambi estava muito triste e nenhum dos Inquices conseguiam alegrar o sábio Deus, foi então que Zazi o senhor do fogo, consultou o oráculo e usou o fogo para tornar oco e seco o pedaço de um tronco e sobre as extremidades esticou um couro de animal, inventou Ngoma, o primeiro tambor. Quando Zambi ouviu o tambor de Zazi, ele riu e se alegrou, disse que iria criar a humanidade para que todos participassem da grande Festa do Amanhecer. Por isso os Bantus dizem que foi o tambor que criou a vida. 1ºsetor: Os Bantos foram trazidos e escravizados. Contudo, a contribuição africana no período colonial não foi só no campo econômico, uma vez que os escravizados souberam reviver suas culturas de origem, e recriarem novas práticas culturais. Combinando costumes, expressões culturais, os Bantos trouxeram Ngoma e o Caxambu, os tambores de Jongo, também usado na Umbigada e que deram origens e influências em diversos ritmos e bailados no tempo em que era tudo mato, cana e café, aqui na Paulistânia. O ritmo e a dança, sempre estiveram ligados aos contextos religiosos, sociais e políticos. 2º setor: Pelas margens do lendário rio Tietê, onde estiveram concentradas maiores manifestações, fortemente incentivada pelo sincretismo; festas religiosas, cujo calendário se combina com o calendário agrícola de cada local. Durante as pomposas procissões coloniais, ocasião em que a população se reunia na cidade para assistir aos cortejos, que por essa época possuíam um caráter misto, profano-religioso. Os cortejos religiosos eram o momento e local de manifestações onde todas as classes participavam, é neste contexto que aparece a presença de outro tambor, o Bumbo. E o uso do Bumbo como instrumento central dos festejos, sendo apropriado e ganhando novos significados. A dança dos Caiapós por exemplo, é um dos primeiros folguedos, e de herança Indígena Tupi. Era realizada pela população pobre e negra, população aceita nesses cortejos e colocada como abertura nos mesmos, como um atrativo, reunindo a população para assistir e acompanhar as procissões. As festas dos Santos católicos eram frequentadas também pelas Irmandades, que eram um dos meios para estimular práticas e vivências da...

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Coruja Negra cantará o mundo sem racismo no Carnaval Virtual 2023
maio03

Coruja Negra cantará o mundo sem racismo no Carnaval Virtual 2023

Na disputa por uma vaga no Grupo de Acesso I do Carnaval Virtual, o GRESV Coruja Negra apresentou o enredo que levará para o seu desfile oficial de 2023. De autoria de Thiago Borges, a azul, vermelho e preto, de Praia Grande/SP, irá defender o enredo “O menino negro do futuro”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela escola: A coruja negra apresenta ” O menino negro do futuro “ O menino negro do futuro em um mundo sem racismo. Poderíamos imaginar que ele teria melhores oportunidades, igualdade de direitos e respeito na sociedade. No entanto, em um cenário catastrófico de perda da cultura negra, qual seria o destino dessa criança? Esse é o futuro do nosso menino, porém o povo preto parou de se empoderar e esse garoto não conhece a sua história, o passado dos seus ancestrais, e se sente perdido por não saber quem ele é ou de onde veio. Em busca desses respostas ele recorreu a um Velho baú que pertencia ao seu avô, o garoto se depara com diversos artefatos, fotografias e “coisas estranhas”. Ao abrir o livro ele começa a viajar em suas páginas. O garoto começa a conhecer a história de seus vários povos que brigaram por justiça e igualdade. Logo ele ler sobre orixás e deuses que com o tempo foram esquecidos. Dentro desse sonho em forma de leitura ele conhece Oxalá, que lhe oferece sabedoria e paz, Nanã que mostra como o homem foi feito através do barro e como seus ancestrais vieram ao mundo. E também Obaluaê apresenta tantos de seus antepassados que foram curados pelos seus rituais. Ouvindo um batuque que é um dos pilares da religião e cultura do povo preto ele ver as danças, o semba e como tudo era muito rico em todos os aspectos. Os animais, plantas e ervas… Também percebe que o homem branco traficou seus iguais e lhe fizeram sofrer muito. Viu líderes, reis e rainhas virarem escravos e nesse obscuro capítulo se pergunta o porque de tanto sofrimento. Vendo seu povo já no outro lado da Calunga Grande resistindo como panteras negras, vê seu povo também crescendo e lutando pelos seus direitos e isso faz ele se empoderar com todas essas historias. Daí vem a vontade de recomeçar essa luta que foi esquecida, reescrever a história como os grandiosos Djamila, Zumbis, Dandaros e Marielles que lutaram muito e ganharam voz na sociedade. Ele quer ser como um deles, até como um samurai negro. Ao final do livro o garoto percebe que seu avô queria deixar um legado e esse legado seria ele. Voltando para a sua atual realidade futurística entende...

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Colorados do samba traz a infância na Amazônia como enredo 2023
maio02

Colorados do samba traz a infância na Amazônia como enredo 2023

5ª colocada do Grupo de Acesso I no carnaval passado, o BVC Colorados do Samba apresentou o enredo que levará para o seu desfile no Grupo Especial do Carnaval Virtual em 2023. De autoria do carnavalesco Lucas Bereco, o enredo “O Cordão da bicharada – Retratos da infância na Amazônia” abordará o Cordão da Bicharada, de Mestre Zenóbio Ferreira. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgado pela agremiação: SINOPSE XAPIRIPÊS. (…) Terra-Floresta, virgem e tropical. Suas cores saltam à tela viva, de profundidade infindável. Nela nasceu Omama, o primeiro ancestral-gente, que é filho de Hutukara; a terra fértil. Quando o menino cresceu, transformou Urihi, a Amazônia, em entidade viva e consciente. Para fazer companhia a ela, Omama copulou com a filha do Terepesikê, o senhor do mundo subaquático. Assim nasceu o primeiro xamã yanomami, que luta para manter longe os nê-waripês; espíritos maléficos que caçam e matam o seu povo. Para protegê-los, Omama criou os Xapiripês, seres fantásticos que assumem as formas de yaropês; animais que compõem a vasta fauna amazônica. Graças aos bichos, os Xapiripês podem festejar e brincar por toda Urihi feito crianças encantadas. Quem nasce nesse paraíso verde e pertence à ancestralidade Yanomami tem o privilégio de ser escoltado por Xapiripês e tem os Yaropês como seus maiores companheiros de vida. FILHO DE DEUSES, FILHO DE BICHOS. (…) A vida dos Asurinís do Tocantins floresce quando o bebê é concebido pelo herói mítico Mahíra, que visita os sonhos das mulheres para anunciar a sagrada gestação. Quando chega a hora do nascimento, quem fica responsável por trazer o bebê a este mundo é a própria avó-parteira. Já com o bebê presente neste plano, o pai-térreo da criança deve cantar todos os dias para que seu filho cresça mais rápido e de forma saudável. Para auxiliar na fase de crescimento, também se inicia as pinturas corporais com jenipapo. Há ainda quem acredite que crianças também são filhas de bichos. Os Galibi-marworno, por exemplo, temem a lendária Kadeikaru; uma cobra grande que vem a terra e “leva” suas crias para o “mundo do fundo”. Para evitar o rapto dos mimis, o pajé visita a mãe todos os dias para proclamar potás, que afastam qualquer maldição e precedem um bom parto. Os que não são levados pela Kadeikaru, acabam marcas permanentes. Isso significa que essa Tiximun tem habilidades xamânicas e com isso está propícia a se tornar um grande Pajé quando crescer. A SUPERORDEM XENARTHRA. (…) Floresta cheia de bichos e bichos cheios de mitos… Nas tribos indígenas da na Amazônia, crescer ouvindo histórias em que os animais assumem o protagonismo atenua o frescor da imaginação das crianças e ensina elas...

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Asa Branca para cantará Luiz Gonzaga em 2023
maio02

Asa Branca para cantará Luiz Gonzaga em 2023

Após a 17ª colocação no carnaval passado, o GRESV Acadêmicos da Asa Branca anunciou o enredo que irá defender na disputa do Grupo de Acesso I do Carnaval Virtual. De autoria de Ademar Neto e Radu Moreira, a vermelha, preta e branca ,de João Pessoa/PB, apresentará o enredo: “Minha sanfona e meu baião. Que falta eu sinto de um bem, que falta me faz voltar a vida e vestir o gibão”. Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela escola: “MINHA SANFONA E MEU BAIÃO. QUE FALTA EU SINTO DE UM BEM, QUE FALTA ME FAZ VOLTAR A VIDA E VESTIR O GIBÃO” JUSTIFICATIVA Para o carnaval virtual 2023 o G.R.E.S.V. Acadêmicos da Asa Branca idealiza um retorno de Luiz Gonzaga, Rei do Baião, ao seu amado sertão. O próprio Gonzaga afirmou que gostaria de ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão, as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor. Dessa forma, o filho de Januário e dona Ana, vai através do “Hino” do Nordeste Brasileiro, a Asa Branca, reviver para revisitar seu povo, sua história e seus amores. É impossível imaginar um retorno de Gonzaga, sem pensar no Nordeste, afinal de contas, suas histórias coincidem. Na volta, com muita emoção, Luiz vai notar que o luar do sertão permanece como uma beleza sem igual, que o São Francisco aos poucos vai batendo no meio do mar, e que a Asa Branca sempre está guardando o sertão, como uma verdadeira protetora. E como voltar é uma forma de renascer, a Asa Branca preparou um “arvoroço” da peste, afinal quem carregava a saudade no coração, hoje reencontra seu Rei. É ele o rei do baião, é Luiz, o cantador do sertão. SINOPSE Sou o dono de cavalo De garupa, munto não Eu vou pro meu pé-de-serra Levando meu matulão Parece que foi ontem que o menino que cantava solto que nem cigarra vadia, em Exu, nascia. Do seu nascimento, seu Luiz, até os dias de hoje, tanta coisa mudou no Sertão Nordestino. Aliás, prefiro o chamar de meu pai. Pela sua voz virei “Hino” do povo nordestino e até hoje emociono gerações. A Asa Branca que bateu asas do sertão pela seca que tanto aflige o sertão nordestino, hoje te convida a fazer o caminho da volta. Logo na manhã, convoco o povão, a cambada que toca ardente a sanfona e que raspa o triângulo para contemplar o sol do sertão nordestino, que quente igual um inferno, queimava o barro de Vitalino junto com o parceiro bruto Virgulino. Do canto do pássaro a voar, ouvi...

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