Morro do Esplendor cantará esportes paralímpicos no Carnaval Virtual 2022
O GRESV Morro do Esplendor divulgou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial do Carnaval Virtual 2022. A escola do Rio de Janeiro/RJ irá apresentar o enredo “Para Agitos – Movem-se os Corpos na Adversidade”, idealizado por Júlio Rosolen e pesquisado por Artur Cardoso. A sinopse é de autoria de Murilo Polato. Confira abaixo a justificativa e sinopse da escola: JUSTIFICATIVA Com muita coragem, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual Morro do Esplendor apresenta para 2022 o enredo: Para Agitos – Movem-se os corpos na adversidade retratando as lutas diárias em busca de inclusão, apoio e resistência dos muitos atletas que fazem dos esportes paralímpicos uma oportunidade de demonstrar sua resistência e de dar vazão às suas habilidades. O Morro do Esplendor utiliza de seu espaço para somar em prol dessa tão importante causa, levando a mensagem da inclusão como norte de seu carnaval. SINOPSE PARA AGITOS – MOVEM-SE OS CORPOS NA ADVERSIDADE Tempos de trevas assolam o mundo Devastam e trazem impactos profundos As ruas tingidas com sangue vermelho Dão o tom do continente velho Uma triste aquarela que contrasta Povos sofridos e nefasta A possibilidade de um novo amanhecer Arames, sons e tanques fazem parte do cotidiano Orquestrados por um ser inescrupuloso Nesse lugar não há espaço, não há vidas Há temor, morte e existências prescrevidas A devastação deixou sinais, muitas vezes tatuados Em formas de triângulos para seres atenuados Outros tantos sinais de dor em seus corpos Escolhidos a dedo por fenótipos Unidas as nações venceram o vilão estarrecedor E movem-se os corpos para demonstrar o amor contra o terror. Nações unidas criaram, e impulsionaram o esporte como solução Fazendo deste uma grande confraternização Que leva a paz acima da competição. Superando limites o mundo viu a história do esporte mudar E dezesseis atletas fizeram uma grande fênix em Londres brilhar Era a hora de outros corpos passarem a partilhar A esperança de um mundo melhor Com igualdade independente de condição Física, mental ou qualquer atribuição. Floresce a consciência da demanda De olhar para os corpos sem distinção Um ‘start’ para dar a devida atenção Em um unido reino o movimento iniciar Rumo a naturalizar àqueles que vivenciavam a margem Através da atividade do corpo trazer essa mensagem. Tomar consciência é um árduo processo Mas há de se batalhar para conquistar com sucesso. Foram em busca de dias melhores para toda uma população A autoestima, amor e oportunidade, trazendo sensibilização Para àqueles que desafiam a adversidade no simples ato de existir Tentando alcançar o tão almejado sonho de inclusão Foi preciso com eficiência persistir E com o coração levar a humanidade a...
Malandros trará homenagem ao Salgueiro no Carnaval Virtual 2022
Estreante no Grupo Especial, o GRESV Malandros apresentou o enredo que levará para o Carnaval Virtual 2022. A vermelha e branca do Rio de Janeiro/RJ irá apresentar o enredo “MAREJOU MEU OLHAR PELO MAR DA SAUDADE: A VOLTA DO MALANDO EM BUSCA DA FELICIDADE”, de autoria do seu carnavalesco Clay Gommez. Confira abaixa a justificativa e sinopse do enredo: JUSTIFICATIVA Em 2022, a G.R.E.S.V. Malandros tem o orgulho de, no Carnaval Virtual, poder homenagear uma de nossas grandes inspirações, o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro, e dar o pontapé inicial nos festejos pelos 70 anos da escola, que serão celebrados em 05 de março de 2023. Neste ensejo, a escola revisita um dos enredos mais célebres do carnaval carioca, mas pela ótica que o público não viu. No segundo semestre de 1992, o Salgueiro anunciava o seu enredo para o carnaval seguinte, sem imaginar o quão antológico aquele desfile seria. No entanto, o que possivelmente muitos desconheçam, é que aquele samba – o mais famoso samba-enredo da história, cujo refrão é conhecido até por “não-sambistas” – não era o favorito naquela disputa. Durante as eliminatórias na quadra, além do animadíssimo “Explode Coração”, despontava um poético samba, cuja derrota levaria a um gosto amargo que não seria esquecido até a Quarta-Feira de Cinzas. A obra que não foi para a avenida, ainda assim, ficou na memória e até hoje é lembrada em conversas saudosistas entre salgueirenses. A dúvida, porém, fica no ar: “Como teria sido ‘Peguei um Ita no Norte’ contado pela inspiração de Luiz, Sereno, Fernando e Diogo?” A G.R.E.S.V Malandros vem contar a sua versão da história: a visão de um malandro paraense que, às vésperas de completar 30 anos de sua viagem ao Rio de Janeiro em um Ita, recorda de cada passo de seu itinerário. Com os olhos marejados, ele relembra sua chegada à “terra do samba, da mulata e futebol” e como se apaixonou pelo Salgueiro. Esperamos honrar neste desfile os compositores Luiz Fernando, Sereno, Fernando Baster (in memorian) e Diogo (in memorian), que carinhosamente autorizaram o uso de sua obra para estreitar ainda mais os laços da G.R.E.S.V Malandros com o G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro. Que esta seja uma forma de apresentar a mais pessoas um samba que não ganhou a disputa oficial, mas venceu a barreira do tempo. Victor Nowosh e Daiv Santos SINOPSE MAREJOU MEU OLHAR PELO MAR DA SAUDADE: A VOLTA DO MALANDO EM BUSCA DA FELICIDADE ABERTURA: “DO NORTE PARTE O ITA EM MINHAS LEMBRANÇAS” “Eu peguei um Ita lá no Norte E fui parar longe da terra onde nasci O mar foi a minha estrada Nessa viagem tão sonhada Muitos...
União de Sepetiba trará apresentadoras infantis no Carnaval Virtual 2022
O GRESV União de Sepetiba divulgou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II do Carnaval Virtual. A escola do Rio de Janeiro/RJ irá apresentar o enredo “No Clube da Alegria, a Maravilha deste Xou é ter a sua Companhia”, de autoria de Tiago Rodrigues. Confira abaixo a sinopse do enredo: No Clube da Alegria, a Maravilha deste Xou é ter a sua Companhia Neste enredo, apresentaremos de forma lúdica, a junção das histórias destas apresentadoras infantis que mais tempo ficaram na telinha com seus programas. As que mais se destacaram com sucessos, em filmes, com suas músicas, com mensagens e principalmente representatividade. Xuxa, Angélica, Eliana, Mara Maravilha, Mariane e Jackeline Petcovik, seis meninas/mulheres que marcaram uma geração e deixaram histórias que aqui será contado, em seus momentos chave. Como era bom ser criança, como era gostoso acordar de manhã, escovar os dentes e já ir para a frente da tv assistir aos programas, enquanto tomávamos nosso dejejum. Só era muito triste, quando a escola era de manhã e tínhamos que deixar de acompanhar nossos desenhos, os programas, mas o dever chamava, uma mensagem muito importante que todas faziam questão. Estudar! Estude! Mas quando não tinha aula, ou quando não podíamos ir ou as aulas eram a tarde, dava para apreciar e viver intensamente aqueles momentos únicos. Mas nem todo programa era exibido na parte da manhã, alguns eram exibido a tarde, o que facilitava para quem estudava de manhã, mas em nada ajudava quem estudava a tarde. Viver de nostalgia é bom, desde que seja com intensidade! Ser criança e poder entrar na tv, mesmo sem sair do lugar. Uma viagem no tempo, que marcou gerações. Xuxa com sua Vóvuxa dando seu recado e a Madame Caxuxá suas previsões. Uma volta no Navio da Fantasia ou até quem sabe de táxi, onde quem guia é a Angélica. Muitos queriam entrar na nave da Xuxa, viajar neste mundão a fora, talvez sendo uma paquita ou um paquito. Ouso até dizer que na companhia do Dengue ou do Praga. Que a fada Bela, nos ajude, por Merlin! Ir além, lutar contra o Baixo astral, cantar para a lua de cristal ou até viver cada detalhe da ficção, zoando na tv. Sem esquecer, que nadar com os golfinhos, capturar um pokémon ou ser uma guerreira da lua, não deixa de ser uma aventura em tanto. Sou uma índia, sou filha da lua e filha do sol, conto com meus dedinhos que a musicalidade é uma maravilha. Brincando nesta fantasia, o bom dia com sua companhia, faz uma enorme alegria. Digo Dó Ré Mi numa ciranda, sendo a...
Filhos de Gandhy, axé! União da Gávea apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2022
O GRESV União da Gávea lançou o enredo que levará na busca pelo título do Grupo de Acesso I e o retorno ao Grupo Especial do Carnaval Virtual. Em 2022, a tricolor de São Gonçalo/RJ irá apresentar o enredo “Sou cortejo, sou afoxé. Filhos de Gandhy, da Gávea, axé!” Confira abaixo a sinopse do enredo: Sou cortejo, sou afoxé. Filhos de Gandhy, da Gávea, axé! “Beira-mar, aue Beira-mar Beira-mar, aue Beira-mar” Lá onde a onda se levanta Ganha forma e quebra num estrondo O velho cais do Porto recebe os primeiros raios de sol Lá onde senhor Ogum Beira-mar faz morada Abraçado no seio de iemanjá Que nossa história vai começar Perto dali havia uma mangueira De onde os estivadores olhavam preocupados Queriam continuar sua festa momesca Mas a crise financeira pegara de surpresa E o bloco ameaçava não ir para a rua. “Senhor Ogum dá licença” Vigiai os caminhos da minha festança Com seu azul me cobrirei E no branco da paz eu me espelharei A paz que um dia parou um país inteiro… E deixe tocar o meu ijexá Pelas ruas de São Salvador Afoxé é cultura, é união Afoxé é cortejo, é religião E no meio desse cortejo de paz O manto branco vai se estendendo Nossas frutas fazem a limpeza espiritual Enquanto a alfazema perfuma a rua Chamando todos os orixás para descerem para ver A nossa cultura popular Mas a crise apareceu novamente Os caminhos pareciam se fechar As portas tiveram que interromper Por dois anos a folia não pode acontecer Porém, meu amigo “A fé não costuma faiá” De uma flecha guiou-se o destino Recebendo carinho de sua terra amada A resistência seguiu, o povo se uniu E o bloco novamente saiu! E ao som dos seus tambores Segue rumo à eternidade O mais conhecido afoxé ganha sempre mais força Aquela força do cavaleiro armado Mas também a sabedoria de quem clama a paz O respeito para seus iguais Somos filhos da fé Somos Filhos de Gandhy Pelas bênçãos de Oxalá, nosso caminho nunca deixaremos de trilhar… “Ele trabalha na areia meu pai, Ele trabalha no mar” Ajayô! Referências: História da Bahia. Guia geográfico. Filhos de Gandhy. Disponível em: https://www.historia-brasil.com/bahia/filhos-gandhy.htm. Acesso em nov. 2018. Palmares Fundação Cultural. Filhos de Gandhy celebram seus 70 anos de existência. Disponível em: https://www.palmares.gov.br/?p=53431. Acesso em Nov. 2018. Universidade Federal da Bahia. História do afoxé Filhos de Gandhy. Repertório, Salvador, nº 19, p.215-220, 2012.2. Disponivel em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/13648/1/JJJJJJJJJJJJJJJJJJJJ.pdf. Acesso em...
Pirapuan! Conheça o enredo do Acadêmicos do Sabiá para o Carnaval Virtual 2022
Mais uma estreante no Carnaval Virtual prepara a sua estreia e divulga enredo para o Carnaval Virtual 2022. O GRESV Acadêmicos do Sabiá apresentou o enredo que levará para o seu desfile no Grupo de Acesso II do Carnaval Virtual. De autoria de Felipe Camargo e Theo Neves, “Pirapuan” é o enredo da vermelha e branca do Rio de Janeiro/RJ irá apresentar no Carnaval Virtual 2022. Confira abaixo a sinopse do enredo: PIRAPUAN O mundo se transforma a cada detalhe, na pele ao chão, na dor, na dúvida, na descoberta. Séculos atrás, antes desse lugar ter verde e amarelo como cores oficiais, antes mesmo de ser um lugar único, a vida era outra muito diferente. Vamos a um tempo em que, nessas terras, o ser humano e a natureza seguiam no mesmo sentido. Homens e mulheres se dedicavam à vida e, em um ritual alucinógeno, buscavam encontrar a forma plena de enxergá-la. Viravam lendas, trocavam de pele, mudavam seus corpos, se transformavam em animais. Era o humano a conexão viva entre o chão e o céu. Voaria, rastejaria, nadaria, sobre outras formas que não a carne e osso próprias. O homem e a natureza eram um só. Era ele zoomorfo, era a mata e tudo nela também. Onça e águia, jacaré e mico leão, uirapuru e tracajá, pirarucu e tucano, jararaca e traíra. Partiam esses homens e mulheres, rumo a mais um ritual comum de seus dias: nas águas guardadas por Iara, buscar a carne branca, o alimento. Na pesca, a argila que fez o corpo do homem se unia à magia do leito. E antes de tocar o homem, as águas se tocavam, doce e sal, rio e mar; encontro que estabelecia limites e o casamento de reinos. A vida marinha também era vegetal. E ali, na esquina do mar com o rio, avistou-se o inusitado. O que era? Corpo grande, denso, extenso, coberto de folhas, cascas e coisas mais. Cortava as águas com força, as crianças só poderiam se assustar. Tronco? Ou seria monstro, um gigante jacaré? Pirarucu encantado, será que era? Talvez, o mais abusado dos botos? Ou, quem sabe, a própria protetora Iara, mãe d’água? Os que avistaram poderiam levantar armas, chorar ou até achar que a mente perderiam, a depender do que seria. Já pensou, se fosse ela, a serpente encantada maior que rodeia outros lugares? Foram os humanos buscar a resposta. Nenhuma divindade entregava, o enigma seguia rio a dentro. Mata fechada ou leito, era o comentário geral. A pesca foi interrompida, a vida cotidiana também; a rotina virou procurar saber. Na alucinação foram buscar saída, e ali viram que eram possibilidades infinitas;...









