Conheça o enredo da Sociedade Águia Real para o Carnaval 2018
SOCIEDADE ÁGUIA REAL “Baroque Brasiliensis” – Uma história esculpida em ouro. SINOPSE Sou a luz e a sombra, o dourado e o ocre, o detalhe, o exagero, o sacro. Cresci num intenso momento de crise. Crise econômica, de fé, de identidade… Arte das contradições, das tensões e disputas, das oposições e incertezas. Viajar é preciso… Atravessei o mar, saí de meu continente natal para “dar alma” aos “sem alma”. Um oceano de sonhos dourados, onde o futuro traria novas oportunidades. Cheguei ao Brasil através de jesuítas e aqui encontrei território favorável. Catequizei os nativos dessa terra, através de meu esplendor artístico. Ensinei, inspirei, ilustrei a devoção, dei ritmo a literatura e som a fé. Construí monumentos, decorei ruas, esculpi as divindades, encenei os dogmas. Me misturei com a cultura nativa e no Novo Mundo me transformei. Já não me sinto mais europeu, fui remodelado, recriado, reinventado. Esse povo me viu de forma diferente, moldei a cultura cristã dessa terra. Mas, sem perder minha intensidade e dramaticidade. E segui os caminhos das Minas Gerais… Minha terra de sonhos dourados. O ciclo do ouro me valorizou ainda mais, me tornei mais imponente. Fui elevado com o sangue e suor de negros explorados nas minas de ouro. Alimentei a economia de várias cidades mineiras. Enfeitei-as através das artes de um grande gênio dessa terra. Alguém que me dignificou como jamais nenhum outro. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. E o carnaval? Ah,o carnaval… Meu palco agora é o Rio de Janeiro, da Rio Branco à Marquês de Sapucaí. Moldado no templo das “Belas Artes”, refinado e devolvido ao povão. Fui esculpido e refinado por um grande mestre, um “Ar lindo” de criatividade. E consagrado por uma monumental professora que espalha perfume de “Rosa”. Quem sou eu? Baroque Brasiliensis… mas, pode me chamar de...
Conheça o enredo do GRESV Morro do Esplendor para o Carnaval 2018
MORRO DO ESPLENDOR Jorge Ben Jor – O Poeta Urbano e Suburbano Do sonho que bem mais parece uma realidade de uma típica noite de verão carioca, com a lua cheia, morada de São Jorge, brilhante, cintilante, com sua grandeza, mas que beleza! Estamos em fevereiro e tem carnaval. Nessa apoteose, com o poder do algo mais e da alegria, o Morro do Esplendor o aguarda com sua quadra toda iluminada, preparada, com a presença de todos que ali estão: os baluartes, compositores, desde os fundadores à nova geração, passando pelo nosso casal e a bateria, com seu mestre e ritmistas. Ninguém queria ficar de fora desse grande encontro. Todos arrumados, como de costume, mas era nítida no ar uma mistura de ansiedade com puro prazer, o brilho no olhar. Não era preciso falar nada, todos o aguardavam com as mesas de toalhas azuis e brancas impecáveis e o pavilhão tremulando ao fundo. Estávamos prontos para receber nosso convidado tão ilustre. A conversa já estava bem avançada, apalavrada, mas faltava esse contato humano, o olho no olho, o calor e a sinergia, a troca de energia com a Escola e seu futuro homenageado. Era o que todos esperavam e, já madrugada adentro, todo de branco discreto e silencioso, eis que surge, anunciado com toda honra para os presentes, Jorge Ben Jor! Salve Simpatia! Uma das mais completas e transparentes traduções do Brasil, dono de uma sonoridade inconfundível, estamos diante do Poeta Alquimista, que é a mistura do samba, batuque e swing. África-Brasil. Atravessou todos os movimentos musicais do país: Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicalismo. Construtor de imagens, personagens, melodias que estão no imaginário popular; para-raio do sentimento profundo da humanidade, tradutor e criador, cercado de mistério e revelação. Por onde passa nesse mundo faz amigos e deixa marca, arrasta, movimenta a multidão: sabe como ninguém animar a festa! Em uma conversa descontraída, desinibida, sem protocolo ou compromisso, a felicidade é contagiante e Jorge vai entrando. Com a união de seus ancestrais, a força da raiz africana de sua mãe com a raiz do samba e da malandragem de seu pai, nasce Jorge que diz: “Eu sou mesclado, porque misturo com minha mãe, a África, e como meu pai, o Rio, Brasil!” – e já emenda – “meu pai e minha mãe se conheceram na Gafieira Elite, dançaram muito na Estudantina também. Arrastaram as sandálias, arrastaram até gastar, madrugada adentro, até o casamento” – e dá risada. – “De meu pai aprendi a malandragem, o lado filósofo e o samba de verdade. Meu pai me levou pela primeira vez, quando menino, no Salgueiro, para sentir de perto o que já...
Conheça o enredo do ARESV Arranco da Fgaf para o Carnaval 2018
ARRANCO DA FGAF Outra vez na passarela, o mundo inteiro espera pra ver a Ilha passar… Segura a marimba! Introdução: No próximo carnaval virtual, o Arranco da FGAF vai homenagear o Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador. A querida agremiação carioca, que completa 65 anos de fundação em 2018, será exaltada na tela do computador através de seus enredos históricos e sambas antológicos. E ninguém melhor para conduzir essa viagem recheada de alegria e emoção do que um dos maiores personagens da União da Ilha: o saudoso Aroldo, que tem Melodia até no nome… Sinopse: “Respeitando opiniões de outras agremiações Eu sou mais a União. Com ela aprendi a ser sambista E hoje sou até artista dessa escola popular” “Canta minha Ilha!” Quem diria? Hoje a tua história é carnaval… Aguenta, coração… Teu manto azul, vermelho e branco resplandece e traz lembranças saudosas, que nos fazem reviver belos carnavais. Se a FGAF chamou, nossa irmã tricolor, então vamos lá! Outra vez, bordar o sorriso no rosto desse povo tão sofrido e exaltar teus grandes momentos, que o mundo inteiro nos espera. É hoje o dia… Segura a marimba!” “Eu vou tomar um porre de felicidade Vou sacudir, eu vou zoar Toda a cidade” “O que será?” Me perguntou o artista, procurando um jeito original de homenagear a minha União da Ilha. Sem notar, ele mesmo já tinha matado a charada. “1979! Carnaval de Adalberto Sampaio, com samba de minha autoria com o grande Didi”. Após uns minutos sem compreender, o artista logo sorriu. E assim nossa conversa fluiu… Deixemos as datas de lado. Afinal, é carnaval! E pra falar da Ilha não precisa de cerimônia – “Sou a comunicação”! Com simplicidade e beleza, o bonito é barato. Vamos embarcar nessa alegria que, atravessando o mar, ancora na passarela ano após ano. No maior show da terra, minha escola me faz rei no meio da gente modesta e quase me sinto o dono dessa festa… Profana, sim, senhor! Mas que, mesmo assim, faz a vida ter mais cor, dá um porre de felicidade e sacode a cidade! Entre confete e serpentina, vem na magia! Pois o rei mandou e a FGAF vai cair dentro dessa folia. Vamos juntos reviver as muitas facetas da União da Ilha. “E o povo na boate ou gafieira Esquece da segunda-feira Nesta cidade formosa” Talvez o traço mais marcante e lembrado da União da Ilha seja sua comunicação com o público. Não é à toa que ela é conhecida como “a segunda escola do coração de todo carioca”. A União é do povo, assim como o grande Mestre Joãosinho, celebrado num...
Conheça o enredo do GRESV Corações Unidos para o Carnaval 2018
CORAÇÕES UNIDOS A vida é pra celebrar! Um mundo em festa! Proposta Festejar é uma necessidade humana, o homem necessita festejar e fazer da vida particular ou social um festejo como explicita Leonardo Boff em seu artigo “Festejar: é afirmar a bondade da vida”: “A festa faz esquecer os fracassos, suspende o terrível cotidiano e o tempo dos relógios. É como se, por um momento, participássemos da eternidade, pois na festa não percebemos o tempo passar”. Transformar todos os aspectos de uma vida ou sociedade em festa, em riso, musica e dança é criar uma nova experiencia momentânea que quando deixa a individualidade e alça ao coletivo torna-se uma das mais importantes e proeminentes formas de se comunicar e de resistir às espirais do tempo como nos mostra a obra “A arte de festejar: Da alternância da festa e de suas expressões materiais” de Juliana Aparecida Garcia Corrêa : “A festa vista como acontecimento coletivo ultrapassa o sentido da comemoração e atua na formação dos vínculos que fundamentam a experiência humana coletiva. Ela marca histórias pontuando e regulando o curso da vida das pessoas. A festa é índice de temporalidade, marca os tempos fortes e culminantes para a coletividade”. Portanto, festejar deixa de ser algo puramente imaterial ou impalpável e ganha contornos físicos e concretos galgados nas expressões e materialidades humanas, logo, abordar os mais variados festivais é mostrar parte da humanidade. E trazer ao carnaval virtual o olhar da pluralidade em tempos de violência, ignorância e intolerância é mais do que carnavalizar, é, também, conscientizar e legitimar a compreensão da diversidade do homem; diversidade que se cria diariamente, se transforma constantemente e se constrói temporalmente através da fé, do medo, da lascividade, da sociedade, do indivíduo, da arte, cultura e, princialmente, da emoção que, sob certo aspecto, não deixa de ser o vital motor do grande festival da vida. Sinopse Festejando a fantasia e a loucura antropológica a famigerada C.U. convida a todos a se deleitarem e festejarem a vida em um carnaval historicamente social, festivo, ilusório, abstratamente real e paradoxalmente – talvez nem tanto – virtual cheio de devaneios concretamente etéreos conflitantemente profanos e sagrados, pois a fé é o que conduz a vida do homem, seja ele religioso ou não, portanto entre em transe imaginativo delirantemente carnavalizado e se entregue às mais diversas formas de se manifestar o deus que habita em você, na natureza, nos templos ou sacrifícios e oferendas, entregue-se ao nirvana carnavalesco da alegria e da força sobrenatural que conduz a cada um de nós. Entregue-se também à esperança de um novo caminho, renove os votos de felicidade e boas vindas às energias...
Conheça o enredo do GRESV Império do Rio Belo para o Carnaval 2018
IMPÉRIO DO RIO BELO LAROYÊ EXU O Império do Rio Belo em sua caminhada pelo Carnaval Virtual experimentará novos ares. E para isso, pede licença e proteção para que seus caminhos em num novo desafio possam se abrir. Vamos apresentar um pouco daquele que está próximo de nós, porém não o vemos. Aquele que emana as vibrações, o fogo que arde sem ver, onde tudo começa. Não se começam pedidos sem antes pedir licença. Teremos a honra de falar daquele que é sempre citado, lembrado, mas não tem sua história aprofundada. Laroyê exu! Num caminho longínquo Onde não se enxerga o início e nem o fim Eu dito o ritmo da vida Abra o portão, pois sou eu seu sentinela E peça sempre licença antes de falar de mim Sou eu quem começa, sou eu quem termina Eu trago, eu levo Abro porta, fecho porta Posso ser “Seo” Tranca-rua, o dono da gira O galo aqui já cantou pra minha escola passar E se você não for passar que eu o faça! Concebido por Olorum Fui a primeira forma a ser criada, junto do ar e da água O orun e o ayê, o espiritual e o material O mensageiro de dois mundos Guardião da sua cancela Sentinela da fé (segundo setor) Sou bravo guerreiro Irmão de Ogum e Oxóssi E ao pisar na terra, com muita fome comi todas as comidas Devorei os animais que nela havia e continuei pedindo Comi plantas, minérios e minerais E quando não havia mais o que comer Devorei até minha própria mãe Tornei-me Elegibo, senhor das oferendas A boca do mundo E desde então sou eu quem entrega tudo o que é oferecido aos orixás (terceiro setor) Sempre convidado e respeitado em todas as festas Sou a energia travessa que adora um charme Sou o calor da chama que arde sem cessar Sem a mim nada começa, nada se encaminha e nada termina Sou devasso, alegre, liberto Aproximo-me da força natural A força animal, a energia primordial Protetor do comércio e dos espíritos revolucionários Sou o senhor da transformação Orientador de contradições, o estopim e a pólvora A desordem e o silencio Sou a esfera que equilibra o universo (quarto setor) E nessa caminhada ouvia-se uma gargalhada Que parecia correr para todos os lados No chacoalhar das grandes ondas Que balançavam o tumbeiro Ora aproximando, ora afastando Esse gargalhar, meu caro Não era de alegria E ressoava estridente Resistindo ao esquecimento imposto aos negros Lá fui eu na Calunga Grande Desbravando o seio de Iemanjá Homens e mulheres, reis e rainhas O coração dos negros foi acorrentado A sete chaves, em meio...









