Samba Oficial 2017 – GRCESV Ponte Aérea
ago05

Samba Oficial 2017 – GRCESV Ponte Aérea

“Deus e o Diabo na Terra do Sol” Compositor: Imperial e Leandro Thomaz Interprete: Diego Nicolau   Da força de Deus… A fé Da fúria do cão… A fibra A terra do homem é Sem pecado e sem perdão Ponte Aérea canta o sertão! Prepare o seu coração Pros causos que eu vou contar Lá nos confins do sertão Sobe uma prece ao céu Brilha incandescente o fogaréu Rosa sem espinho faz chorar E o vaqueiro vai tentar alcançar a esperança Mas num repente tudo isso se perdeu Tão forte a seca que até o boi correu E o coronel que lançou tanta mentira Viu no sangue da justiça o poder de Emanuel O destino que restou… Ôôô  O beato e sua fé Que promete um mundo novo E arrasta todo povo… Que já veio ou que vier! E a crença cega que a todos alucina Vai gerando sacrifícios por Jesus e por Maria Quanta maldade para quem tanto sonhou Horizonte de descrença, outro rumo se riscou Geme o cangaço, geme o coração que um dia Brincou de amor, imaginou que poderia Mudar a sina dessa gente sertaneja Dessa alma que viceja… Toda paz do arrebol Chegou o dia do juízo, da peleja Entre a Morte e o Capeta vigiados pelo sol Corre lá… Corre lá… Devaneio que não morre…  O sertão vai virar...

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Samba Oficial 2017 – GRESV Corações Unidos
ago05

Samba Oficial 2017 – GRESV Corações Unidos

C.U Doce Compositor: Marcos Mano Interprete: Reinaldo Coelho   É gostosa, é saborosa… Uma loucura CU doce… Sensacional Vem provar, se lambuzar Na delícia deste carnaval Tem cheiro doce no ar Tanta história pra contar No príncipio foi presente aos deuses Fez o homem a mágica mistura Das flores, da cana, do mel Original prazer… Divinal doçura! Descoberta de essências e cores Tantos sabores pra agradar ao paladar Bárbaro a fermentar…  Inventou o Hidromel Aos gregos deuses… Manjar…  Baunilha no chocolate…  O harém arde Lá no Egito o faraó goma mascou Europa… que beleza… Aos doces deu requinte e nobreza Açúcaradas riquezas… “petit fours” e marzipãs A sobremesa é arte… Nos chás, nos cafés… Nos balcões Jujubas, pirulitos e cocadas… Festeja a garotada No hallowen, ou em Cosme e Damião Dona Benta vem ler… Vem sim Tem bolinho de chuva… “Docin” Fantástica fábrica… É de chocolate Sonho de um prazer sem fim Água na boca… Delicada e brejeira… Miscigenada doçura...

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C.U. Doce, conheça o enredo do GRESV Corações Unidos
ago05

C.U. Doce, conheça o enredo do GRESV Corações Unidos

C.U Doce Autor: Romulo de Souza /  Lukas Schultheiss Respire fundo! Sentiu um cheiro doce no ar? A partir deste momento todos os sentidos estarão mais apurados, pois a Corações Unidos invadirá a avenida trazendo aromas, sabores, texturas, cores e recheada de histórias para falar de algo que está na boca do povo: o doce. Desde os tempos mais remotos o homem sempre buscou maneiras de alterar o sabor dos alimentos. Na mitologia, os sabores mais doces eram oferecidos aos deuses – inclusive um deles usava instrumentos feitos de doces. Já com os devidos da cana da cana-de-açúcar o doce chega à mesa dos nobres europeus e faz surgir os confeiteiros e receitas que são reproduzidas até hoje. E com elas, novos mitos, novas histórias e novos sabores são criados. Um doce divino (ou… da história à mitologia, os doces em homenagem aos deuses) Para muitas pessoas receber ou comer um doce gera um prazer tão grande que se iguala a um orgasmo. As pupilas dilatam, o coração bate mais forte, os pelos arrepiam, a respiração fica ofegante… pode parecer exagerado, mas para a cultura Hindu essas sensações estão intrinsecamente ligadas. Afinal, Kamadeva, uma espécie de cupido, uma divindade que controla o amor e o erotismo utiliza-se de um arco feito de cana-de–açúcar, com a corda feita de mel de abelhas e suas flechas são compostas de 5 tipos de flores: ashoka, lótus branco e azul, mallika e manga. É assim, juntando o doce do mel e da cana e o aroma das flores ele flecha o coração dos apaixonados. E os nomes pelos quais a divindade é conhecida, não poderiam ser mais certeiros: Ragavrinda (O ramo da paixão), Ananga (O incorpóreo), Kandarpa (o que inflama até os deuses), Manmatha (o que agita os corações), Manasija (O que nasce da mente), Madana (O intoxicante). Para proteger e acompanhar a divindade segue um exército de abelhas zunindo e um papagaio. E por falar em abelhas, na mitologia grega,Virgílio, um poeta e pensador romano, em seu 4º livro das “Geórgicas” relata que o personagem Aristeu teria sido o primeiro apicultor da história e que cultivava abelhas em carcaças de animais. Mas, quem primeiro ficou famoso por fazer uso das colmeias foram os bárbaros. As noites nas tavernas eram de pura anarquia. Homens imensos, ornamentados com peles de animais, chapéus com chifres e tacapes, ora festejavam, ora se engalfinhavam por qualquer motivo. E como um encontro destes pede uma bebida e a cerveja só foi inventada empos depois, o que eles tomavam era uma beberagem doce, sagrada e “meio mágica”, o hidromel, uma mistura de mel e água, fermentada, ninguém sabe quem...

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Conheça o enredo do GRESV Imperiais do Samba para o Carnaval Virtual 2017
ago05

Conheça o enredo do GRESV Imperiais do Samba para o Carnaval Virtual 2017

AXIS MUNDI – POR MINHAS RAÍZES, BATUCAI!! Autor: Wellington Kirmeliene SETOR I – O EIXO DOS MUNDOS Estava lá quando a criação principiou. Quando a escuridão se partiu em um filete de luz. Fui a árvore que recebeu os tronos da fé de Oxalá e Logunan. Envolvi com meus galhos o tempo! Fui sustentáculo de mitos, ritos e seres cósmicos. Também me tornei alvo da curiosidade humana que custou a permanência no Jardim do Éden. Axis mundi – eixo dos mundos, toquei com minhas raízes a terra e com minhas copas o céu. Interliguei homens e deuses. SETOR II – CASCOS, TRONCOS E GALHOS: A HISTÓRIA Por mim a humanidade navegou. Fui embarcação para seus sonhos de grandeza, domínio e riqueza. Fui também o motivo de tanto querer transpor limites tornando o impossível algo possível. Assentei o mundo colonial sendo símbolo de ostentação e fartura dos senhores de engenho. Recebi a dor que provinha de canaviais e senzalas. O chicote estalava e eu, silenciada, sofria junto aos filhos de Ébano. Observei a realeza, idas e vindas dessa terra brasilis. Rimando selvagem e civilizado, envolvi em meus galhos, com minhas raízes, as pilastras, os balaústres tornando-me palco verdejante no coração da Amazônia. Fui limite entre dois mundos. SETOR III – POR MINHAS RAÍZES, BATUCAI! Pelas mãos geniosas e geniais emiti inúmeros sons. Derivaram de mim tambores, violinos e alaúdes. Sonoridade e musicalidade entrelaçadas em meu corpo. Quando zabumba fui alento à vida ressequida do sertão. Mas fui bem mais. Por minhas raízes floresceu o samba. Escolas e blocos foram acolhidas por meus galhos, folhas e frutos. Transcendi e me tornei virtual gerando incontáveis agremiações – sonhos de meninos – que brincaram de carnaval. Ganhei patente e coroa tornando-me a imortal do samba – Imperiais do Samba. Como uma fênix renasço folha por folha, esticando meus galhos, aprofundando minhas raízes mostrando a força que possuem. A você do mundo real, virtual, de ontem, de hoje e de sempre…por minhas raízes, batucai!!...

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Samba Oficial 2017 – GRESV Imperiais do Samba
ago05

Samba Oficial 2017 – GRESV Imperiais do Samba

“Axis Mundi” Compositor: Rodrigo Raposa   Interprete: Rodrigo Raposa   É samba de dar em doido  É nó na madeira Laranjeiras levantou poeira Renasce valente a Imperiais A imortal dos Carnavais O infinito se parte em luz Raiou a primeira aurora Eu criação ancestral Estendo meus galhos mirando o infinito Iroko o trono de Oxalá, de Logunan Avatar do próprio tempo Fruto do conhecimento Que condenou o paraíso Vi o indio bailando aos meus pés Ouvi o saber dos pajés Minhas copas tocando o céu Eis meu papel…o eixo dos mundos! Em mim navega a ambição em caravelas Em direção ao mundo de esplendor Vi a nobreza que enriquece a casa grande E o sofrimento dos irmãos da cor No encontro do selvagem e do erudito Fui o palco verdejante de emoção Limite entre os planos Em troncos e ramos me fiz inspiração Soam tambores, guitarras, violinos Zabumba que enfeita a sequitude do sertão Aos pés da jaqueira mais bela O samba floresce em canção Batuqueiro eh! Vai batucar! Seu fruto hoje ganha a avenida E eu rainha que renasce a cada festival Visto a coroa de um Império imortal Razão da minha...

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