Rio Belo homenageia Serrinha em 2017
fev28

Rio Belo homenageia Serrinha em 2017

No seu segundo desfile no Carnaval Virtual, a Império do Rio Belo homenageia outro Império: o Império Serrano, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Confira a sinopse de “Um Império em Aquarela – A Coroação do Menino da Serrinha”, de Marcos Felipe.   UM IMPÉRIO EM AQUARELA – A COROAÇÃO DO MENINO DA SERRINHA   A palavra “aquarela” dentro de um sentido literário tem vários significados. Ela remete à diversidade de cores e formas, mas também de culturas sabores e paisagens de um país. “Aquarela” é diversidade, que se encontra em uma agremiação que une fé com tradição e valores que honram a glória dos seus ancestrais. E em 2017, o Império do Rio Belo irá aquarelar em seu desfile a diversidade de uma escola que se orgulha de ser de todos.   SINOPSE Lá pelos idos de 1940, o Rio de Janeiro passava por profundas transformações. Morros abriam espaço pela mata. Pretos, pobres, nordestinos, todos se amontoavam no subúrbio que só crescia. Erguiam-se casinhas de pau a pique tão simples quanto as famílias que ali chegavam. Era o pequeno quilombo carioca! O glorioso jongo, som do atabaque que traz a guerreira expressão da cor, desatava o ponto e enfeitiçava a todos que ali passavam. Deixe levar pela ancestralidade de um povo que carrega dentro de si uma realeza africana Bantu do Congo e Angola. Herança que enraizou em cada alvorecer a felicidade e sua humildade. “Serra dos anos dourados da nossa história Desperta e vem cantar feliz O jongo e o samba de raiz No enredo desse carnaval” Os blocos faziam a festa no asfalto. Guerras de confete e serpentina embalavam os foliões que podiam ali se divertir. Mas não eram todos que podiam. Mano Décio e Silas de Oliveira, homens que trajados de linho e panamá, levaram a musicalidade da cidade às batidas do subúrbio. O samba era a sua bandeira, mesmo que proibida. E o samba resiste! Abraçado ao jongo sobe o morro, abre espaço num tímido quintal e participa da roda. Então, sob as bênçãos da cigana guerreira, uma mistura de rituais sacro-profanos riscava o chão e sacramentava o nascimento que consagrou toda uma brasilidade. Inspirado na corte Tijucana, a esperança se une à paz e dá o toque final. “Sua voz ecoa pelo ar Ao som de lindas marchinhas Seu nome atravessou fronteiras Um buquê de poesias” De maneira impressionante, sempre encantava a todos desenhando uma Aquarela brasileira por onde passava. Quem era? Se for malandro, é? Eu não sei. Por entre medalhas e brasões, arrasta uma multidão pelas andanças por este grande país. Quem vem lá? No balanço...

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GRESV Império do Rio Belo lança sinopse para o Carnaval Virtual 2016
abr18

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Nem mesmo grandes nomes do mundo artístico têm sua criatividade aflorada sempre. E aconteceu também com Cândido Portinari, que em seu estúdio de pintura não sabia o que iria retratar. Queria algo que aspirasse brasilidade, essência. Colocou as tintas em sua frente, brincou com os pincéis esperando que alguma idéia o visitasse. Olhou pela janela e viu um grande cafezal e começou a mergulhar em suas memórias… “Vim da terra vermelha e do cafezal As almas penadas, os brejos e as matas virgens Acompanham-me como o espantalho, Que é o meu autorretrato Todas as coisas frágeis e pobres Se parecem comigo” Com os olhos refletindo o cafezal, Portinari decide imortalizar em uma tela a história do povo que cultivou, plantou e colheu o café. Assim, emoldurado na tela da história do Brasil e imortalizado nos traços de Portinari, o Império do Rio Belo apresenta: “No ar, o aroma de café. Na tela, o retrato de um povo!” Ao iniciar o desenho, o pintor lembrou-se daqueles primeiros que embarcaram na rota do café e que foram trazidos por navios negreiros vindos de vários países da África, iniciando assim o cultivo e nossa história. Ah, o café! Desbravou terras por esse Brasil e se enraizou mais fortemente no Rio de Janeiro e em São Paulo abrigando o luxo, a riqueza e os mimos imperiais cujos barões do café se enriqueciam nas custas do Império do café que se instaurara. Aquarelando por entre os ramos o artista foi além, avançando nos trilhos do trem que seguiu a todo vapor rumo à república, em Minas Gerais, firmando o companheirismo que governou nosso país e até hoje está presente na mesa do brasileiro – Café com leite. A industrialização já dava sinais de que iria florescer ocasionada pelo grande valor de mercado que passou a ter o grão. Pedindo espaço por entre a imensidão verde, Portinari vê os trabalhadores que se aproximam. Um povo de fibra, sempre firme no trabalho diário: gente que derrama seu suor em sua lida diária, pés descalços, mãos repletas de calos, fisionomia cansada. Já ficaram à sombra de feitores que lhes vigiam e maltratam, humilhando-os dia a dia. Na senzala, as mazelas eram choradas, onde feitores e capitães do mato eram praguejados e lamentos eram ignorados. Fora dela, a Abolição da Escravatura, assinada pela Princesa Isabel, só fez com que o café mudasse de mão. Filho de imigrantes seduzidos por propagandas ilusórias de terras e emprego, Portinari retratou não só estrangeiros, mas também retirantes nordestinos que também auxiliaram na formação de vilarejos, cidades e na miscigenação. O café não ajudou só na política ou na miscigenação não. Cai à...

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