{"id":1502,"date":"2015-10-30T18:16:11","date_gmt":"2015-10-30T18:16:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/?p=1502"},"modified":"2015-11-24T18:34:20","modified_gmt":"2015-11-24T18:34:20","slug":"rosa-vermelha-divulga-sinopse-para-o-carnaval-virtual-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/rosa-vermelha-divulga-sinopse-para-o-carnaval-virtual-2016\/","title":{"rendered":"Rosa Vermelha divulga sinopse para o Carnaval Virtual 2016"},"content":{"rendered":"<p>Rosa &#8211; Um conto barroco na grandeza de uma flor.<\/p>\n<p><strong>Proposta do enredo<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e9lson, com seu cavaquinho, que me d\u00ea licen\u00e7a para fazer de seus versos o fio que conduzir\u00e1 o nosso humilde carnaval?<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Me d\u00ea as flores em vida<\/em><br \/>\n<em>O carinho, a m\u00e3o amiga,<\/em><br \/>\n<em>Para aliviar meus ais.<\/em><br \/>\n<em>Depois que eu me chamar saudade<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o preciso de vaidade<\/em><br \/>\n<em>Quero preces e nada mais<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">[Quando eu me chamar saudade<br \/>\nComposi\u00e7\u00e3o: Guilherme De Brito \/ N\u00e9lson Cavaquinho]<\/p>\n<p>As flores s\u00e3o uma das formas mais comuns, mas n\u00e3o menos gloriosa, de se prestar uma homenagem. S\u00e3o o s\u00edmbolo mais puro da beleza, do reconhecimento e do carinho, as flores trazem a iconografia da grandeza, receber flores em sua homenagem \u00e9 ter a consagra\u00e7\u00e3o feita com a mais perfeita cria\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p>No entanto, dentro de um imenso jardim h\u00e1 aquela flor que sempre se sobressair\u00e1, n\u00e3o \u00e9 atoa que carrega o t\u00edtulo de nobreza atribu\u00eddo por poetas inspirados e por amantes apaixonados. A rainha de todas as flores \u00e9 a que exala o perfume mais sedutor e o orvalho quando cai \u00e0 noite desliza sobre o rubro veludo de suas p\u00e9talas revelando toda a perfei\u00e7\u00e3o da natureza quando desabrocha a mais bela Rosa Vermelha.<\/p>\n<p>Fazer um carnaval, real ou virtual, \u00e9 como tratar um jardim. Devemos cuidar de nossas cria\u00e7\u00f5es, garantir que cada detalhe esteja em seu lugar, cada cor esteja em harmonia, cada textura, cada palavra tem que estar em sintonia. Regamos nosso carnaval com suor e l\u00e1grimas emocionadas, fortalecemos nossas ra\u00edzes com comprometimento e vontade, cuidamos de nossa roseira para que seus bot\u00f5es flores\u00e7am em vermelho vivo, para que seu perfume conquiste cada um que esteja assistindo nosso trabalho, cuidamos para que nossos p\u00e9s, assim como as ra\u00edzes, estejam sempre plantados no ch\u00e3o, firmes e fortes para que possamos, humildemente, prestar a homenagem a grande mestra da arte de fazer carnaval. Rosa Magalh\u00e3es e seus 45 anos de carnaval ser\u00e3o lembrados com muita emo\u00e7\u00e3o, com euforia bordada em um sentimento chamado inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Sopram os ventos que trazem consigo o ar da inspira\u00e7\u00e3o. Ventos que sopram sobre um palco, aparentemente vazio, at\u00e9 que sua cortina \u00e9 levantada, um grande ato est\u00e1 por ocorrer: Por detr\u00e1s do grande pano encarnado um enorme jardim se revela, uma grande Rosa Vermelha desabrocha sobre o olhar de um casal apaixonado. As luzes se apagam, e reacendem revelando uma menininha envolta com anjinhos barrocos de brasilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>&#8220;A casa come\u00e7a ficar cheia E no grande ato<\/em><br \/>\n<em>No bumbum praticumbum Ouvi algu\u00e9m perguntar Que tititi \u00e9 esse?<\/em><\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o e Marias<\/strong><\/p>\n<p>O Incr\u00edvel homem que s\u00f3 tinha medo de quase nada Marqu\u00eas, Dom Quixote e Catarina de M\u00e9dici Unem-se todos nesse museu de grandes novidades&#8221;<\/p>\n<p>Em outro ato, todos com os olhos atentos para mais um grande espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>&#8220;V\u00e1rios cen\u00e1rios se misturam num turbilh\u00e3o de fantasia A festa do Arrai\u00e1 ganha ares do Brasil de Cabral Piratas de perna de pau vindos do cear\u00e1 Posicionam-se onde o canto livre de Angola possa ecoar&#8221;<\/p>\n<p>O \u00faltimo ato revela a maior consagra\u00e7\u00e3o de um artista, quando seu nome sai das folhas de papel, voando por todo o teatro, e vai ganhando forma de carnaval rompendo aos olhos com a emo\u00e7\u00e3o transbordada em matiz cristalino; A consagra\u00e7\u00e3o popular:<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>&#8220;Rosa!<\/em><br \/>\n<em>O povo quer Rosa! M\u00e1scaras, renda, brilho e alta-costura<\/em><br \/>\n<em>Todos sa\u00fadam o ato final<\/em><br \/>\n<em>A menininha cresceu, virou mestra<\/em><br \/>\n<em>E seu trabalho, sua vida, sua hist\u00f3ria tornam-se sempre inspira\u00e7\u00e3o <\/em><br \/>\n<em>Para que sempre estejam gravadas nas sutilezas de um carnaval.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><strong>O enredo<\/strong><\/p>\n<p>O vermelho do amor esculpia sutilezas nos cen\u00e1rios, costurava figurinos, as letras no papel exalavam paix\u00e3o e carinho entre Raimundo Magalh\u00e3es J\u00fanior e L\u00facia Benedetti, grandes escritores, jornalistas, contistas e um casal inspirado que quando deslizavam a caneta sobre as p\u00e1ginas brancas deixam um legado de amor \u00e0 literatura, ao teatro e a vida. Talvez o maior legado tenha sido um conto em espec\u00edfico, um conto barroco recheado de cores, emo\u00e7\u00f5es, vit\u00f3rias e inspira\u00e7\u00f5es. Um conto sobre uma rosa, n\u00e3o uma qualquer, mas uma Rosa em mai\u00fasculo, fruto de um amor escrito em pura ess\u00eancia art\u00edstica.<\/p>\n<p>As ruas calmas de Copacabana viram crescer uma menina esperta, inteligente e com um dom natural para a pintura e um gosto herdado de ber\u00e7o pela literatura. Quase todos os dias sua casa estava cheia de seus amigos mais velhos como Jorge Amado, Raquel de Queiroz, Heitor Villa-Lobos entre outros tantos intelectuais e artistas que foram se tornando grandes inspira\u00e7\u00f5es para a menina, assim como o antigo livro de figurinos de sua m\u00e3e, j\u00e1 com suas p\u00e1ginas amareladas pelo tempo, ali exposto na antiga prateleira, e mesmo depois de anos, depois da menina j\u00e1 formada em pintura pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, os coloridos desenhos teatrais inspiravam Rosa a cursar e se formar em Cenografia e Indumentaria pela Escola de Teatro UniRio, na ocasi\u00e3o Fefierj. Os palcos, as coxias, a emo\u00e7\u00e3o que se rasga no cora\u00e7\u00e3o do artista quando as cortinas se abrem, os tr\u00eas toques antes do espet\u00e1culo e por fim os aplausos da plateia formam um universo \u00fanico, um espa\u00e7o pr\u00f3prio e cada vez mais fascinante chamado teatro. Rosa mant\u00e9m um fio terno que a deixa sempre disposta a criar, conceber e realizar sonhos sobre os tablados, fio de ternura que costura com delicadeza feminina cada detalhe, cada adorno de seus trabalhos.<\/p>\n<p>Esse toque de Midas chama aten\u00e7\u00e3o, ainda nos idos anos de 1970, de um de seus grandes mestres, Fernando Pamplona que acompanhado de Arlindo Rodrigues reconheceram o talento para pintura e desenho de Rosa. Talento que foi estreante em um dos mais aclamados carnavais da hist\u00f3ria. O grande Salgueiro, na \u00e9poca embalado por grandiosos carnavais sob a batuta dos mestres Arlindo e Pamplona, ganhava mais um par de m\u00e3os habilidosas para incumb\u00eancias dentro dos espa\u00e7os reservados para adere\u00e7os e decora\u00e7\u00f5es carnavalescas, hoje popularmente chamados de barrac\u00f5es. O carnaval de 1971 ficou marcado com a grande e apote\u00f3tica apresenta\u00e7\u00e3o da acemia do samba com outro marco na forma de se fazer enredos. Festa para um rei negro sagrou-se campe\u00e3o e a festa foi comemorada por toda a equipe de jovens talentos como e seus mestres. Do vermelho e branco para o azul e branco foi um passo para sua carreira, no entanto as dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es de trabalho na Beija-Flor e na Portela fizeram que Rosa buscasse novas inspira\u00e7\u00f5es para suas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Festa \u00e9 uma das palavras que mais est\u00e3o estampadas nas p\u00e1ginas da vida de Rosa Magalh\u00e3es. Festas e comemora\u00e7\u00f5es est\u00e3o sempre atribu\u00eddas a grandes vit\u00f3rias e conquistas. Mas dentre todas, talvez, a primeira sempre ser\u00e1 lembrada com mais carinho, um carinho matizado em verde e branco, uma lembran\u00e7a bordada com sentimento de nostalgia e com um toque especial de sua maior parceira de carnavais. Em 1982 com um enredo que exaltava a origem do carnaval e as primeiras festas carnavalescas, Rosa e Liliam conquistam mais um campeonato para o grande Imp\u00e9rio Serrano. N\u00e3o mais um campeonato, mas o primeiro campeonato assinado por m\u00e3os femininas, &#8220;Bumbum paticumbum prugurundum&#8221; j\u00e1 demonstrava a coragem de uma grande artista.<\/p>\n<p>Coragem tamb\u00e9m n\u00e3o faltou em escolas como Est\u00e1cio de S\u00e1, Imperatriz Leopoldinense e sua volta ao Salgueiro, no entanto, sua hist\u00f3ria estava prestes a se elevar para outro patamar quando, auxiliando Viriato Ferreira, conhece a &#8220;Czarina de Ramos&#8221;, e foi na Imperatriz que Rosa fez hist\u00f3ria, literalmente. Foram dezoito anos defendendo as cores verde, branco e ouro, uma vida. Seus carnavais hist\u00f3ricos e rigorosamente bem feitos, organizados e minuciosamente detalhados conquistaram cinco campeonatos e quatro vices campeonatos. Rosa fez hist\u00f3ria, marcou seu nome os cora\u00e7\u00f5es de uma verdadeira na\u00e7\u00e3o leopoldinense.<\/p>\n<p>Seu nome tamb\u00e9m marcou carnaval na Uni\u00e3o da Ilha, quando fez Dom Quixote delirar na passarela do samba e na Vila Isabel quando fez toda a Marques de Sapuca\u00ed cantar e se emocionar com o canto que vem de Angola e sela sua passagem na azul e branco com um dos campeonatos mais aclamados da hist\u00f3ria, &#8220;festa no arrai\u00e1&#8221; se tornou um marco para a escola e para todo o povo do samba que cantava uma bela homenagem ao povo simples do campo. Ap\u00f3s uma passagem r\u00e1pida pela Mangueira e Drag\u00f5es da Real &#8211; voltando ao carnaval paulistano ap\u00f3s a passagem por Barroca Zona Sul em 2003 &#8211; Rosinha vai assinar seu carnaval na amarelo e preto de Botafogo, em um desfile m\u00e1gico e aclamado, pela primeira vez em muitos anos a S\u00e3o Clemente figura entre as primeiras escolas durante a apura\u00e7\u00e3o e mostrando que a simplicidade e o tom rom\u00e2ntico e ing\u00eanuo do antigo carnaval de rua ainda sobrevive em tempos que a tecnologia invade cada vez mais o espet\u00e1culo do povo, criado pelo povo, para o povo.<\/p>\n<p>Uma artista consagrada, multipremiada em v\u00e1rias \u00e1reas, que ganhou fama e renome mundial em 2007 quando conquista o Pr\u00eamio Emmy, pela abertura dos jogos Pan Americanos de 2007 no Rio de Janeiro mostrando os tons de brasilidade estampados nos rostos de nossos atletas. O calor humano, o jeitinho peculiar do povo brasileiro, o amor ardente do povo brasileiro certamente ser\u00e1 uma das inspira\u00e7\u00f5es para que Rosa encerre os Jogos Ol\u00edmpicos Rio 2016 nos brindando com mais um prazer aos olhos, nos ensinando mais uma vez que a sina de um artista \u00e9 renovar-se ao mesmo passo que mant\u00eam sua marca, sua hist\u00f3ria que corre nas veias de uma gente chamada Brasil.<\/p>\n<p>Renova\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das palavras trazidas pelo vento que formar\u00e3o um mantra, \u00e9 uma das sementes que ser\u00e3o plantadas neste jardim para que flores\u00e7am novas inspira\u00e7\u00f5es e criem novas ra\u00edzes de garra e vontade, que ao lado das velhas marcas desta Roseira, ser\u00e3o fundamentais para que possamos seguir o conselho da &#8220;mestra&#8221;:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Que os carnavalescos continuem persistentes, apesar das dificuldades encontradas no caminho.&#8221;*<\/p>\n<p>Rosa, quatro letras que sintetizam inspira\u00e7\u00e3o, um nome que traduz o significado de gl\u00f3ria e que hoje ganha uma singela homenagem de um grupo de sonhadores amantes do samba e do Carnaval Virtual. Uma homenagem que se costura em cada um de n\u00f3s, carnavalescos virtuais, jovens que pintam sutilezas de sonhos no papel e esculpem peda\u00e7os de uma sina, um \u00edmpeto de desbravar corres e tra\u00e7os para um dia realizar a vontade de fazer carnaval.<\/p>\n<p><strong>Explica\u00e7\u00e3o do enredo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Estilha\u00e7os de uma hist\u00f3ria, peda\u00e7os de uma vida, partes de uma hist\u00f3ria! Personagens, momentos marcantes e lembran\u00e7as que vem a cabe\u00e7a quando lemos o nome &#8220;Rosa Magalh\u00e3es&#8221;. \u00c9 autom\u00e1tico, simples e claro.<\/p>\n<p><strong>Parte I &#8211;<\/strong> A ideia principal \u00e9 que Raimundo e L\u00facia (pais de Rosa, grandes escritores) deixaram grande legado liter\u00e1rio, teatral e cultural, mas o maior deles foi o legado que hoje se torna inspira\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se os dois contassem, escrevessem a hist\u00f3ria da filha.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez o maior legado tenha sido um conto em espec\u00edfico, um conto barroco recheado de cores, emo\u00e7\u00f5es, vit\u00f3rias e inspira\u00e7\u00f5es. Um conto sobre uma rosa, n\u00e3o uma qualquer, mas uma Rosa em mai\u00fasculo, fruto de um amor escrito em pura ess\u00eancia art\u00edstica.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Parte II &#8211;<\/strong> A carreira de Rosa \u00e9 o destaque, sua atua\u00e7\u00e3o no teatro, nas artes, sua vida no carnaval, suas premia\u00e7\u00f5es e toda a trajet\u00f3ria de gl\u00f3rias \u00e9 o conte\u00fado, a massa do enredo.<\/p>\n<p><strong>Parte III &#8211;<\/strong> Encerramos o enredo mostrando que Rosa Magalh\u00e3es, al\u00e9m de tudo, \u00e9 um \u00edcone, uma inspira\u00e7\u00e3o para n\u00f3s carnavalescos, em especial carnavalescos virtuais que se empenham, se dedicam a essa nossa brincadeira.<\/p>\n<p>&#8220;Uma homenagem que se costura em cada um de n\u00f3s, carnavalescos virtuais, jovens que pintam sutilezas de sonhos no papel e esculpem peda\u00e7os de uma sina, um \u00edmpeto de desbravar corres e tra\u00e7os para um dia realizar a vontade de fazer carnaval.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosa &#8211; Um conto barroco na grandeza de uma flor. 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