{"id":2006,"date":"2016-03-21T20:59:34","date_gmt":"2016-03-21T20:59:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=2006"},"modified":"2016-03-21T21:01:15","modified_gmt":"2016-03-21T21:01:15","slug":"gresv-apoteose-lanca-enredo-para-o-carnaval-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/gresv-apoteose-lanca-enredo-para-o-carnaval-2016\/","title":{"rendered":"GRESV Apoteose lan\u00e7a enredo para o Carnaval 2016"},"content":{"rendered":"<p>JUSTIFICATIVA<\/p>\n<p>Em seu ano de estreia no Carnaval Virtual, o Gr\u00eamio Recreativo Escola de Samba Virtual Apoteose apresentar\u00e1 o enredo \u201cM\u00e3e-Baiana, Tia do Samba \u2013 Hist\u00f3ria guardada na saia rodada\u201d. Prestando uma justa homenagem \u00e0s grandes m\u00e3es do samba e do carnaval, carinhosamente chamadas de tias, e que, hoje, formam a mais emblem\u00e1tica ala de um desfile de escola de samba.<\/p>\n<p>Saber a hist\u00f3ria das baianas \u00e9 desenrolar sua saia, buscando descobrir a ess\u00eancia ali guardada. \u00c9 como folhear um livro \u00e0 procura de conhecimento. Saia essa que estava presente nas taieiras, mulheres pertencentes ao grupo denominado Taieira, o qual, no s\u00e9culo XVIII, realizava uma dan\u00e7a-cortejo, de cunho sagrado e profano, em louvor aos santos negros \u2013 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e S\u00e3o Benedito.<\/p>\n<p>Das taieiras se originaram as baianas. Com sua ancestralidade africana, as negras remodelaram as caracter\u00edsticas de suas precursoras, aderindo \u00e0 saia e implementando seus pr\u00f3prios colares, suas guias e seu principal adere\u00e7o: o turbante. N\u00e3o demorou muito para que estivessem nas ruas com seus tabuleiros de quitutes, costurando mais uma parte de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Com o feito da Princesa Isabel, essas mulheres se mudaram para o Rio de Janeiro. \u201cFundaram\u201d a \u201cPequena \u00c1frica\u201d, lugar onde se instalaram e trabalhavam para manter o sustento da fam\u00edlia. Contudo, de noite, tinha batuque e louva\u00e7\u00e3o a todos os seus santos. Desses encontros pessoais e musicais, nasceu o \u201csemba\u201d. E se fez samba.<br \/>\nRitmo ensinado pelas escolas e aben\u00e7oado pelas tias baianas, que depois do decreto-lei de 1933, ganharam uma ala em sua homenagem, nos desfiles que aconteciam na Pra\u00e7a Onze. At\u00e9 a Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, a ala das baianas passou por diversas transforma\u00e7\u00f5es e, ao longo de sua hist\u00f3ria, eternizou grandes componentes desse grupo.<br \/>\nComponentes que hoje semeiam o orgulho de ser baiana para todo o Brasil. Encarnam o personagem mesmo fora da avenida. Baianas que, como m\u00e3e, passam o legado de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. Legado oriundo de toda uma ess\u00eancia eternizada na hist\u00f3ria dessas mulheres. Hist\u00f3ria de luta, resist\u00eancia e supera\u00e7\u00e3o, que pela M\u00e3e-Baiana \u00e9 carregada. E na saia rodada \u00e9 guardada.<\/p>\n<p>SINOPSE<\/p>\n<p>Trajadas de branco. Umas com flores, outras jarros, at\u00e9 vassouras. Tudo de mais sagrado para limpar as energias daquela pista e deixar bons fluidos para o carnaval que h\u00e1 de passar. Entoam sambas como um canto ao santo, rufam-se os tambores como surdos de marca\u00e7\u00e3o. Na mistura afro-brasileira, samba e candombl\u00e9, faz-se a lavagem do samb\u00f3dromo virtual. As baianas preparam sua pr\u00f3pria festa: ax\u00e9!<\/p>\n<p>No desenrolar de sua saia, baiana, \u00e9 revelada a mais bonita hist\u00f3ria do carnaval&#8230;<\/p>\n<p>Cai a tarde na vila de Nossa Senhora da Purifica\u00e7\u00e3o e Santo Amaro. \u00c9 chegada a hora do festejo come\u00e7ar! Enquanto as sinh\u00e1s viviam enclausuradas na casa grande, o grupo Taieira dan\u00e7ava, cantava e louvava Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e S\u00e3o Benedito. As mulheres, taieiras, tomavam a frente, rodavam suas saias e formavam uma grande imensid\u00e3o branca, onde somente seus adere\u00e7os coloridos davam as cores da dan\u00e7a-cortejo.<\/p>\n<p>\u201cSinh\u00f4 S\u00e3o Binidito, tai\u00ea<br \/>\nS\u00e3o Binidito valei-se<br \/>\nAqui est\u00e1 sua devota, taieira<br \/>\nCom sua devo\u00e7a, istarei\u201d<\/p>\n<p>Da janela da mans\u00e3o senhorial sa\u00eda um cheiro peculiar que ganharia as ruas. L\u00e1 se v\u00e3o as escravas ganhadeiras, pelos \u201ccantos\u201d, levando seus tabuleiros recheados de quitutes feitos pelas sinh\u00e1s. De ganho em ganho, compraram a alforria, ganharam a liberdade. Os \u201ccantos\u201d, agora, estavam tomados por ex-escravas, que da comunh\u00e3o \u201ctaieira-africana\u201d montaram a pr\u00f3pria caracter\u00edstica baiana. \u00c9 com a saia rodada, turbante na cabe\u00e7a, pulseiras, colares e guias, que elas ostentam seus pr\u00f3prios tabuleiros.<\/p>\n<p>Vindos da Bahia, ex-escravos fazem do Rio sua nova morada e tiram da bagagem a \u00e1urea esperan\u00e7a de uma vida melhor. Outrora Morro da Concei\u00e7\u00e3o e seus entornos, agora \u201cPequena \u00c1frica\u201d e suas baianas. De dia, trabalho; de noite, batuque. Pode chamar todo mundo, que a festa na casa das tias n\u00e3o tem hora pra acabar! Mas acabou. Em samba.<\/p>\n<p>E todo mundo se re\u00fane, ansiosos por ver. \u00c9 o primeiro ano. Na Pra\u00e7a Onze h\u00e1 de acontecer o primeiro desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. A ben\u00e7\u00e3o, tia baiana. E a primeira escola faz seu cortejo. A ben\u00e7\u00e3o, tia baiana. E a segunda escola come\u00e7a a entrar. A ben\u00e7\u00e3o, tia baiana. At\u00e9 que terminam os desfiles. No ano seguinte, novamente, todos se re\u00fanem. Mas, dessa vez, para ver, tamb\u00e9m, a mais nova ala de um desfile: a ala das baianas. Perpetuada at\u00e9 hoje, ap\u00f3s tantas transforma\u00e7\u00f5es, eterniza grandes personagens do carnaval. Salve Nair Pequena! Salve Tia Alice! Salve Tia Nilda!<\/p>\n<p>Seus cabelos brancos, sua pele marcada, pernas j\u00e1 calejadas, bra\u00e7os sem tanta for\u00e7a. As senhoras baianas carregam uma ess\u00eancia eternizada em todos os seus atos. Elas trabalham, fazem shows, cozinham. Preparam a feijoada que voc\u00ea vai comer na quadra. E em nenhum momento deixam de ser baianas. Passam o orgulho em ser esse personagem hist\u00f3rico para suas filhas, netas, bisnetas. Que tamb\u00e9m, um dia, ir\u00e3o ser M\u00e3es-Baianas e carregar essa saia, pesada, por tanta hist\u00f3ria ali guardada.<\/p>\n<p>Enrola-se a saia da baiana. E ela sai a rodar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JUSTIFICATIVA Em seu ano de estreia no Carnaval Virtual, o Gr\u00eamio Recreativo Escola de Samba Virtual Apoteose apresentar\u00e1 o enredo \u201cM\u00e3e-Baiana, Tia do Samba \u2013 Hist\u00f3ria guardada na saia rodada\u201d. 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