{"id":32244,"date":"2022-03-09T12:00:50","date_gmt":"2022-03-09T15:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=32244"},"modified":"2022-04-07T14:47:20","modified_gmt":"2022-04-07T17:47:20","slug":"o-vale-do-omo-sera-homenageado-pela-republica-das-ungidas-no-carnaval-virtual-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/o-vale-do-omo-sera-homenageado-pela-republica-das-ungidas-no-carnaval-virtual-2022\/","title":{"rendered":"O Vale do Omo ser\u00e1 homenageado pela Rep\u00fablica das Ungidas no Carnaval Virtual 2022"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12561\" aria-describedby=\"caption-attachment-12561\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ungidas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12561\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ungidas-300x197.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ungidas-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ungidas-207x136.jpg 207w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ungidas-260x170.jpg 260w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ungidas.jpg 380w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12561\" class=\"wp-caption-text\">Pavilh\u00e3o oficial da agremia\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Rep\u00fablica das Ungidas anunciou que seu enredo na disputa pelo t\u00edtulo de campe\u00e3 do Grupo de Acesso 2 ser\u00e1\u00a0<em>Omo: o despertar da humanidade<\/em>, de autoria do carnavalesco e presidente, Eduardo Tann\u00fas. A escola abordar\u00e1 em seu enredo a regi\u00e3o ao sul da Eti\u00f3pia, em que vive uma comunidade tradicional, usando de seu espa\u00e7o para defender a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Confira a sinopse da escola:<\/p>\n<p><em>E fez-se a vida! um \u201cgrande chifre\u201d chegou para ficar e formar um Grande Vale em pleno semideserto, fazendo a \u00e1gua brotar rumo ao Lago. <\/em><br \/>\n<em>E l\u00e1 no Lago? A vida aumentava e evolu\u00eda. Primatas chegavam para virarem homin\u00eddeos, que viraram humanes e, com isso, as primeiras ocupa\u00e7\u00f5es.<\/em><br \/>\n<em>O pioneiro foi do povo Kwegu em sua facilidade como povo ca\u00e7ador-coletor. Desceram o vale at\u00e9 descobrirem pelos deuses onde poderiam ter o suficiente para comer pelos mil\u00eanios seguintes: o alimento que morava no rio.<\/em><br \/>\n<em>De ca\u00e7adores e coletores, descobriram como pescar, at\u00e9 tornarem-se o \u201cpovo do rio&#8221; pelos vizinhos que vieram posteriormente. Bravos pioneiros fluviais!<\/em><br \/>\n<em>O povo Daasanach veio um pouco depois para ensinar o manejo da terra, o pastoreio e, sobretudo, uma arquitetura sempre inovativa<\/em><br \/>\n<em>Chegando, por fim, \u00e0 intelig\u00eancia pioneira dos Turkanas, que, unindo-se aos Jie, Karamojong , Toposa, Nyangatom e Teso, formaram a Confedera\u00e7\u00e3o Akere, um pa\u00eds pr\u00f3prio de v\u00e1rios povos diferentes. <\/em><br \/>\n<em>Nessa regi\u00e3o \u00e1rida onde s\u00f3 o gado sobrevive bem, os Bodi provam as possibilidades de fartura, mesmo em tempos de escassez<\/em><br \/>\n<em>Passaram tamb\u00e9m todo o poder do povo Karo, que preferiu manter as tradi\u00e7\u00f5es de seu povo e isolar-se nos barrancos altos e meandros<\/em><br \/>\n<em>Os Hamar, das escarifica\u00e7\u00f5es, lideram os povos das altas terras a manejar equilibradamente os alimentos em terras f\u00e9rteis<\/em><br \/>\n<em>Os poderosos Mursi, trazem o pleno pastoreio adaptado \u00e0 uma vida totalmente florestal<\/em><br \/>\n<em>Os Suris mostram as cores finais. Dando ao mundo toda a express\u00e3o de sua arte, simbi\u00f3tica e totalmente inocente, intoc\u00e1vel, irretoc\u00e1vel. <\/em><br \/>\n<em>O Reino da Eti\u00f3pia sempre foi tolerante com seus povos diversos. Seus l\u00edderes seguiram o exemplo Akere e acharam prudente respeitar centenas de milhares de pessoas, se organizando t\u00e3o bem em uma \u00e1rea t\u00e3o in\u00f3spita. Por\u00e9m, os monstros, as pestes e as drogas aparecem pelo entorno. Uganda e Sud\u00e3o caem perante o Imperialismo Brit\u00e2nico, ao passo que a Som\u00e1lia passou a ser uma f\u00e1brica de horrores fascistas, a Eti\u00f3pia, imprensada nesse mar de sangue e horror, resistiu bravamente, caiu mas expulsou os fascistas junto com seu povo, mesmo que na pobreza e nos embargos. <\/em><br \/>\n<em>Contudo, a Eti\u00f3pia cedeu. Depois de anos tentando sempre dividir o pouco alimento que possu\u00eda, mas mergulhada na mis\u00e9ria, resolve adotar o estilo de vida ocidental neoliberal utilizando-se de \u201cinvestimentos\u201d estrangeiros.<\/em><br \/>\n<em>Ent\u00e3o, o governo neoliberal et\u00edope se esqueceu do estrago que os europeus fizeram nos pa\u00edses do entorno e decide se corromper leiloando terras para estrangeiros irrespons\u00e1veis e construindo obras sem nenhum controle de impacto social ou ambiental. Rendeu-se \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia, incentivando guerras entre vizinhos \u2013 antes irm\u00e3os. <\/em><br \/>\n<em>Tudo isso para invadir o rio Omo e prend\u00ea-lo at\u00e9 ele sangrar. Como? Com a constru\u00e7\u00e3o da hidroel\u00e9trica Gibe IiI, a \u201cusina mais alta de toda a \u00c1frica\u201d, as cheias diminu\u00edram e houve seca para muitos dos povos do baixo Omo, pr\u00f3ximo ao Lago Turkana. Os habitantes da regi\u00e3o foram armados pelo governo do Qu\u00eania para \u201cse protegerem\u201d, ao passo que os latif\u00fandios chineses, malaios e coreanos sugam todos os nutrientes da regi\u00e3o, al\u00e9m de roubar as terras nativas. Uma vez que o governo et\u00edope tamb\u00e9m vendeu essas terras sem a menor consulta com os habitantes originais da regi\u00e3o.<\/em><br \/>\n<em>O que era um lindo vale dos homens naturais, hoje \u00e9 um vale amea\u00e7ado. <\/em><br \/>\n<em>Por sorte, a humanidade classificou-o como patrim\u00f4nio e decidiu cuidar dele, junto aos povos tradicionais. E mesmo com tanta press\u00e3o de genocidas, latifundi\u00e1rios ou corruptos incorrig\u00edveis, a Rep\u00fablica das Ungidas desfilar\u00e1 plena, juntamente com tanta diversidade, clamando pelos direitos dos povos naturais.<\/em><br \/>\n<em>E fica aquela grande quest\u00e3o: at\u00e9 que ponto o estilo de vida ocidental \u00e9 um modelo exemplar perfeito a ser seguido? A Ungidas traz a mensagem de defesa do povo do Vale do Omo, em busca de um mundo e uma vida mais simples, com menos explora\u00e7\u00e3o. Viva a luta das popula\u00e7\u00f5es tradicionais!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rep\u00fablica das Ungidas anunciou que seu enredo na disputa pelo t\u00edtulo de campe\u00e3 do Grupo de Acesso 2 ser\u00e1\u00a0Omo: o despertar da humanidade, de autoria do carnavalesco e presidente, Eduardo Tann\u00fas. 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