{"id":32308,"date":"2022-04-08T17:00:22","date_gmt":"2022-04-08T20:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=32308"},"modified":"2022-07-25T12:24:58","modified_gmt":"2022-07-25T15:24:58","slug":"o-resgate-da-luz-confira-o-enredo-do-imperio-da-praca-xi-para-o-carnaval-virtual-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/o-resgate-da-luz-confira-o-enredo-do-imperio-da-praca-xi-para-o-carnaval-virtual-2022\/","title":{"rendered":"O Resgate da Luz &#8211; Confira o enredo do Imp\u00e9rio da Pra\u00e7a XI para o Carnaval Virtual 2022"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_32310\" aria-describedby=\"caption-attachment-32310\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Pavilh\u00e3o-Oficial.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-32310\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Pavilh\u00e3o-Oficial-300x212.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Pavilh\u00e3o-Oficial-300x212.png 300w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Pavilh\u00e3o-Oficial-768x542.png 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Pavilh\u00e3o-Oficial-1024x723.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-32310\" class=\"wp-caption-text\">Novo pavilh\u00e3o do Imp\u00e9rio da Pra\u00e7a XI.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s o sucesso do seu \u00faltimo e premiado desfile, o G.R.E.S.V. Imp\u00e9rio da Pra\u00e7a XI renovou com toda sua equipe e lan\u00e7ou, no dia de sua funda\u00e7\u00e3o, o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso I do Carnaval Virtual em 2022. A escola tamb\u00e9m reformulou o seu bras\u00e3o e pavilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Viajando at\u00e9 o norte do Peru, o Imp\u00e9rio da Pra\u00e7a XI busca o campeonato com o enredo <em>&#8220;O Resgate da Luz&#8221;,\u00a0<\/em>de autoria de seu enredista, e diretor art\u00edstico, Lucas Guerra.<\/p>\n<p>A escola encomendou o seu samba-enredo e em breve divulgar\u00e1 a obra.<\/p>\n<p>Confira abaixo a sinopse do enredo:<\/p>\n<p><strong><em>&#8220;O RESGATE DA LUZ&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>As montanhas sagradas andinas guardam mem\u00f3rias dos nossos ancestrais. Aos p\u00e9s dessa cordilheira, est\u00e1 uma lend\u00e1ria hist\u00f3ria do guerreiro que se tornou her\u00f3i e divindade para o seu povo. H\u00e1 muitos anos atr\u00e1s, a costa Norte peruana foi habitada por uma civiliza\u00e7\u00e3o guerreira que marcou a hist\u00f3ria dos povos andinos. Os Moche, ou Mochicas, dominavam vales entre o mar e a Cordilheira dos Andes. Dentre as diversas habilidades desenvolvidas pelos Moche, a cer\u00e2mica e a ourivesaria s\u00e3o as grandes marcas deixadas por essa civiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombiana.<\/em><br \/>\n<em>Os Mochicas tinham na natureza o seu ponto de f\u00e9; os deuses por eles cultuados se ligavam \u00e0 elementos naturais como o Sol e a Lua. Tamb\u00e9m eram conhecidos por sua for\u00e7a e bravura na defesa de suas terras e no fortalecimento de seus vales. Nas batalhas em que entravam, os Moche costumavam amedrontar seus inimigos com grandes armas de guerra, como tacapes, arp\u00f5es e adagas de metal.<\/em><\/p>\n<p><em>Na hist\u00f3ria Mochica um guerreiro se destacou por um grande feito que mudaria a sua vida e a do seu povo. O bravo guerreiro conhecido como<b>\u00a0<\/b>Ai Apaec, vivia no alto das montanhas rochosas que cercavam os vales e s\u00f3 descia de l\u00e1 em tempos de batalhas e culto \u00e0 grande Lua. Do alto da montanha, Ai Apaec reverenciava o poderoso e reluzente Sol que brilhava e levava luz para o seu povo, fortalecendo e revigorando-os para as jornadas que iriam futuramente enfrentar.<\/em><\/p>\n<p><em>Certa vez, Ai Apaec viu o poderoso<b>\u00a0<\/b>Sol ser aprisionado pelas \u00e1guas salgadas do oceano, fazendo com que toda luz que tocava os vales Moche sumisse e a escurid\u00e3o fosse despertada, trazendo consigo o medo, a fome e a morte. O guerreiro ent\u00e3o, decidiu partir junto de seus companheiros com quem dividia a vida nas montanhas, o cachorro manchado e a astuta lagartixa, que sempre estavam prontos para ajud\u00e1-lo em qualquer situa\u00e7\u00e3o,<b>\u00a0<\/b>para resgatar o poderoso Sol. Pegou sacolas de couro com feij\u00f5es pretos e brancos<b>\u00a0<\/b>\u2013 um tesouro abundante nos vales -, que seriam usados como moeda de troca na jornada, visto que os Mochicas acreditavam que as marcas nos gr\u00e3os carregavam mensagens dos deuses. O guerreiro ent\u00e3o montou no urubu de cabe\u00e7a vermelha e sobrevoou as montanhas at\u00e9 a praia, o umbral entre os mundos terrestre e marinho.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao anoitecer e pisar nas areias que cercavam as \u00e1guas, o guerreiro viu emergir os s\u00e1bios guardi\u00f5es que protegem e permitem a entrada de qualquer ser nas \u00e1guas salgadas. Ai Apaec ent\u00e3o, explica sua miss\u00e3o e oferta um punhado do tesouro que trouxe, fazendo com que os guardi\u00f5es lhe dessem uma semente misteriosa para respirar embaixo da \u00e1gua e o alertassem sobre as \u00e1guas profundas, onde o guerreiro deveria encontrar a narigueira dourada para adentrar as profundezas.\u00a0 As ondas bateram com mais for\u00e7a a mando dos guardi\u00f5es, que permitiram a sua entrada no grande mar, e delas surgiu o encantado p\u00f3rtico de Ni, por onde o guerreiro adentrou as \u00e1guas salgadas.<\/em><\/p>\n<p><em>O mundo marinho era at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido pelo guerreiro, mesmo sabendo que iria enfrentar batalhas para o resgate do poderoso Sol, ele se encantou com as belezas das \u00e1guas rasas de Ni, o mar. Diversas criaturas habitavam os coloridos e org\u00e2nicos corais repletos de vida. Adentrando nas \u00e1guas, o guerreiro chegou \u00e0 sua primeira batalha. Para encontrar a luz, Ai Apaec precisaria enfrentar o gigante caranguejo escudeiro e derrot\u00e1-lo para que a habilidade de suas fortes patas seja conquistada e o ajudasse a caminhar pelas pedras e areias debaixo d&#8217;\u00e1gua; o guerreiro conseguiu vencer o crust\u00e1ceo, e seguiu sua jornada sabendo caminhar pelas rotas marinhas de Ni.<\/em><\/p>\n<p><em>Rumando ainda mais para o fundo, Ai Apaec \u00e9 surpreendido pela revela\u00e7\u00e3o da grande arraia do fundo das \u00e1guas. Com suas asas, o animal anuncia que novos perigosos ser\u00e3o enfrentados pelo guerreiro se continuar a descer ao fundo das \u00e1guas. Ele ent\u00e3o, entra em combate com a arraia para que ela n\u00e3o o fira com seu ferr\u00e3o e atrapalhe a sua miss\u00e3o. Vencendo a grande arraia, o guerreiro pega as habilidades de se movimentar rapidamente e de maneira sigilosa de sua rival derrotada, podendo se camuflar junto \u00e0s pedras e areia do mar. Agora, Ai Apaec est\u00e1 ainda mais forte para seguir sua jornada, sabendo se camuflar, andar sobre os penhascos e ser veloz em caso de perigo.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois de vencer as batalhas do p\u00f3rtico das \u00e1guas salgadas de Ni, o guerreiro segue sua jornada pelo mar em busca do poderoso Sol. Seu pr\u00f3ximo desafio ser\u00e1 enfrentar os guardi\u00f5es do oceano desconhecido, e o primeiro encontro acontece quando o guerreiro se depara com o homem-ouri\u00e7o e seus espinhos afiados e letais. Em sua narina, Ai Apaec viu a narigueira dourada mencionada pelos guardi\u00f5es das areias, o guerreiro ent\u00e3o oferece uma de suas sacolas de couro com o tesouro dos vales trazidas por ele, em troca da joia e de seus espinhos. O homem-ouri\u00e7o, encantado pelas marcas nos gr\u00e3os, aceita a oferta e entrega ao guerreiro a narigueira e os espinhos, que seriam usados como defesa por ele no momento certo.<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s o encontro com o homem-ouri\u00e7o, o guerreiro vai em busca do homem-baiacu, o \u00faltimo guardi\u00e3o com quem negociaria. Habitando \u00e1guas mais escuras, o homem-baiacu carregava uma coroa com olhos de coruja, fazendo com que ele enxergasse tudo que estava a sua volta. Tamb\u00e9m usava grandes brincos protetores de ouvidos, que protegiam a agu\u00e7avam a audi\u00e7\u00e3o embaixo d&#8217;\u00e1gua, fazendo com que escutasse at\u00e9 mesmo o mais sutil movimento. Ai Apaec ent\u00e3o oferta ao guardi\u00e3o baiacu a sua \u00faltima sacola com os feij\u00f5es pretos e brancos em troca dos objetos que lhe dariam mais habilidades para seguir em sua miss\u00e3o. As trocas s\u00e3o feitas e o guerreiro agora conta com todas as habilidades necess\u00e1rias para concretizar sua jornada. Ele agregou em si, todos os pontos adquiridos pelos habitantes das \u00e1guas salgadas.\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_32309\" aria-describedby=\"caption-attachment-32309\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Carnaval-Virtual-2022-O-resgate-da-luz.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-32309\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Carnaval-Virtual-2022-O-resgate-da-luz-214x300.png\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Carnaval-Virtual-2022-O-resgate-da-luz-214x300.png 214w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Carnaval-Virtual-2022-O-resgate-da-luz-768x1075.png 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Carnaval-Virtual-2022-O-resgate-da-luz-731x1024.png 731w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/G.R.E.S.V.-Imp\u00e9rio-da-Pra\u00e7a-XI-Carnaval-Virtual-2022-O-resgate-da-luz.png 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-32309\" class=\"wp-caption-text\">Logo Oficial do enredo 2022.<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>A caminhada do guerreiro chega em \u00e1guas abissais, habitadas por mist\u00e9rios jamais revelados por ningu\u00e9m. O cerne de Uka Pacha, o mundo submerso, \u00e9 cercado por abismos desconhecidos e de pouca luz, somente criaturas-quimeras vivem nessas \u00e1guas. No mais fundo ponto da escurid\u00e3o, Ai Apaec avista um feixe de luz e parte atr\u00e1s dele na cren\u00e7a de que l\u00e1 estava aprisionado o poderoso Sol. L\u00e1, o guerreiro encontra uma criatura guardando a entrada de uma caverna carregando o sagrado s\u00edmbolo espiralado para reencontrar a luz. O caracol gigante vivia entre penhascos no fundo do oceano, sua casca espiralada era como uma armadura forte e quase impenetr\u00e1vel, e dentro dela estava o desafio de Ai Apaec. O caminho espiralado da concha forma um labirinto escuro e misterioso, tal qual a espiral representa todo o ciclo da vida e renova\u00e7\u00e3o na cultura Moche. Para que o Sol e toda sua luz fosse encontrada, o guerreiro precisou adentrar a concha do gigante caracol e enfrentar os desafios que l\u00e1 estavam. Uma grande batalha \u00e9 travada e o guerreiro derrota a criatura usando arp\u00f5es feitos com os espinhos do homem-ouri\u00e7o. Ai Apaec consegue a sagrada concha onde os Mochicas acreditam ser poss\u00edvel escutar os deuses falando atrav\u00e9s das espirais da vida e da regenera\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Derrotando o caracol sentinela, Ai Apaec entra na caverna e v\u00ea a mais poderosa criatura dos oceanos, e que tamb\u00e9m seria a sua mais dif\u00edcil batalha. Entre as paredes rochosas e ossos espalhados pelo ch\u00e3o, o guerreiro fica frente a amedrontadora quimera da escurid\u00e3o, que se tratava de uma criatura com cabe\u00e7a de le\u00e3o-marinho, asas e ferr\u00e3o de arraia e dentes de tubar\u00e3o. O guerreiro acreditava que a poderosa criatura estava com o Sol e trava uma grande batalha com a mesma. A dura luta entre a quimera e Ai Apaec finda com a morte do guerreiro, decapitado com uma adaga de ossos. No mesmo momento, seu corpo se transforma ganhando um aspecto cadav\u00e9rico, mostrando que Ai Apaec j\u00e1 n\u00e3o pertencia mais \u00e0 Kay Pacha, o mundo terrestre.<\/em><\/p>\n<p><em>Percorrendo as escadas-caminhos entre os mundos, o esp\u00edrito de Ai Apaec escuta os gritos e agouros que precedem a entrada do reino de Fur, o temido senhor da morte. Assim como as espirais, os degraus marcam a divis\u00e3o entre os mundos para o povo Mochica, agora o guerreiro desceu ao mundo dos mortos e encontrou as almas de outros grandes guerreiros em meio a sagrada dan\u00e7a dos mortos. Em dado momento, Ai Apaec come\u00e7ou a perder a vis\u00e3o e tudo ficou escuro, sem conseguir enxergar, o guerreiro entrou em uma esp\u00e9cie de transe onde sentia seu corpo flutuar.<\/em><\/p>\n<p><em>Por sua valentia, for\u00e7a e coragem, Ai Apaec foi resgatado do reino de Fur por um urubu-rei e a grande atob\u00e1, as aves mensageiras de Hanan Pacha, o mundo dos deuses.<\/em><br \/>\n<em>Em meio as nuvens e os deuses, o guerreiro foi ressuscitado pelas m\u00e3os da Lechuza, a sacerdotisa xam\u00e3 das divindades. Ai Apaec se depara com um lugar completamente diferente, repleto de luz e vida e logo questiona como havia toda essa vida por l\u00e1 se o Sol estava no fundo do oceano. A sacerdotisa ent\u00e3o explica que ao vencer o gigante caracol, Ai Apaec j\u00e1 havia conseguido cumprir com seu objetivo, dentro da sagrada concha espiralada estava o poderoso Sol e toda a sua luz, que junto ao seu corpo, foi trazida para Hanan Pacha e l\u00e1 libertada para voltar a brilhar e iluminar os mundos andinos.<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s a explica\u00e7\u00e3o, o guerreiro desejava voltar para sua montanha, para o seu povo, mas a poderosa xam\u00e3 explica que sua miss\u00e3o ainda n\u00e3o estava finalizada, antes de regressar para Kay Pacha Ai Apaec precisava assegurar, junto \u00e0 Pachamama, a deusa m\u00e3e da terra, que a vida fosse regenerada. Ele ent\u00e3o, caminhou pelo mundo dos deuses em busca de Pachamama, para juntos formarem o enlace vital para a regenera\u00e7\u00e3o da terra e do mundo. Do encontro entre o guerreiro e deusa da terra, brotou o ulluchu, a \u00e1rvore sagrada da vida Mochica. Dos frutos do ulluchu, brotaram as sementes divinais dos deuses, as quais foram aben\u00e7oadas para germinarem em todos os vales do seu povo. Pachamama o consagrou como o patrono dos frutos germinados, aqueles que fornecem o alimento, o sustento e vida para todos os Moche.<\/em><\/p>\n<p><em>A finaliza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o de Ai Apaec aconteceria em seu mundo, e agora, ap\u00f3s o encontro com Pachamama o guerreiro estava pronto para o seu regresso \u00e0 Kay Pacha, e partir carregando com ele a sagrada concha espiralada. Os Mochicas aguardavam ansiosamente seu guerreiro que agora se tornou her\u00f3i do seu povo. O guerreiro das montanhas retornou e foi celebrado com honrarias, oferendas e festejos ao seu feito. Mas sua miss\u00e3o ainda n\u00e3o estava conclu\u00edda. Com o desaparecimento da luz, os vales sofreram com a escassez de alimentos e das chuvas, Ai Apaec precisava pedir junto ao poderoso deus da montanha que as sagradas chuvas retornassem a cair sobre os vales. O guerreiro subiu novamente as montanhas junto aos seus dois leais companheiros e chegou ao templo do deus da montanha, l\u00e1 ele ofereceu a sagrada concha espiralada e clamou que a divindade permitisse que as \u00e1guas dos c\u00e9us descessem sobre as paredes rochas e molhassem novamente o solo dos Mochica. O pedido de Ai Apaec foi atendido e as nuvens carregadas de chuva come\u00e7aram a se formar no alto da montanha, trovoadas anunciaram que um novo de tempo de fartura e abund\u00e2ncia estava chegando aos vales entre a mar e a cordilheira andina. Sementes germinaram, o barro novamente se formou, a vida se regenerou em fartura e abund\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n<p><em>O poderoso e imponente Sol enfim retornou a brilhar do alto da montanha, o guerreiro que enfrentou os mais diversos perigosos concluiu a sua miss\u00e3o e assegurou para o seu povo o retorno do sustento, da vida e da natureza. O temido guerreiro agora \u00e9 louvado nos vales como o guerreiro do Sol. Ai Apaec se transformou em figura endeusada pelos Moche como o deus principal da exist\u00eancia. Sem ele, os Mochica teriam sido exterminados pela fome, medo e escurid\u00e3o. O resgate da luz foi conclu\u00eddo, a agora divindade segue reinando do alto das rochosas montanhas da cordilheira, de onde todos os dias avista o mar e relembra a trajet\u00f3ria de luta e coragem nas \u00e1guas salgadas de Ni. No primeiro raio de Sol, o bravo Ai Apaec permanece reverenciando o poderoso Sol que surgir\u00e1 at\u00e9 o fim dos dias iluminando e revigorando os Moche e todas as civiliza\u00e7\u00f5es andinas.<\/em><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><em><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/em><\/p>\n<p><em>AI APAEC, el h\u00e9roe Mochica. Museu Larco &#8211; Produ\u00e7\u00e3o de Erika Nak\u014d e Jaime Farias<\/em><br \/>\n<em>Pueblo Libre Lima, Peru, 2020. 6 epis\u00f3dios. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.museolarco.org\/miniserie\/ai-apaec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.museolarco.org\/miniserie\/ai-apaec\/<\/a><\/em><br \/>\n<em>Acesso em: 10 jan. 2022.<\/em><\/p>\n<p><em>BARS, C\u00e1ssia Rodrigues. A Cole\u00e7\u00e3o Mochica do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP: testemunhos materiais da cosmovis\u00e3o andina.\u00a0<b>Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia<\/b>,\u00a0[S. l.], n. 20, p. 345-359, 2010. DOI: 10.11606\/issn.2448-1750.revmae.2010.89940. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/revmae\/article\/view\/89940\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.revistas.usp.br\/revmae\/article\/view\/89940<\/a><\/em><br \/>\n<em>Acesso em: 24 jan. 2022.<\/em><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><em>BARS, C\u00e1ssia Rodrigues. O Felino na Iconografia Mochica: An\u00e1lise dos Padr\u00f5es de Estiliza\u00e7\u00e3o na Cer\u00e2mica Ritual. Orientador: Dr\u00aa Maria Beatriz Borba Florenzano. 2009. 280 folhas. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado) \u2013 Arqueologia, Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de S\u00e3o Paulo, SP, 2009.<\/em><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><em>JUNIOR, A. A. S. COSMOVIS\u00c3O E RELIGIOSIDADE ANDINA: UMA DIN\u00c2MICA HIST\u00d3RICA DE ENCONTROS, DESENCONTROS, REENCONTROS.\u00a0<b>INTERA\u00c7\u00d5ES<\/b>, v. 4, n. 5, p. 149-162, 11.<\/em><\/p>\n<p><em>MUSEO DE ARTE PRECOLOMBINO CUSCO. Museo de Arte Precolombino Cusco,2022. Diversas p\u00e1ginas. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/mapcusco.pe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/mapcusco.pe\/<\/a>&gt;. Acesso em: 12 de jan. 2022.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o sucesso do seu \u00faltimo e premiado desfile, o G.R.E.S.V. 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