{"id":39333,"date":"2023-05-16T12:00:08","date_gmt":"2023-05-16T15:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=39333"},"modified":"2023-05-10T22:38:15","modified_gmt":"2023-05-11T01:38:15","slug":"imperiais-de-madureira-apresenta-enredo-para-o-carnaval-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/imperiais-de-madureira-apresenta-enredo-para-o-carnaval-2023\/","title":{"rendered":"Imperiais de Madureira apresenta enredo para o Carnaval 2023"},"content":{"rendered":"<p>Preparando-se para a disputa do Grupo de Acesso I do Carnaval Virtual, o GRESV Imperiais de Madureira apresentou o enredo que levar\u00e1 para o seu desfile oficial de 2023.<\/p>\n<figure id=\"attachment_645944\" aria-describedby=\"caption-attachment-645944\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-645944\" src=\"https:\/\/www.srzd.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Pavilh\u00e3o-Imperiais-de-Madureira-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-645944\" class=\"wp-caption-text\">Pavilh\u00e3o oficial da agremia\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>De autoria de Marcos Felipe Reis e Caio Barcelos, a azul, verde e branco abordar\u00e1 a Amaz\u00f4nia atrav\u00e9s do enredo<em> &#8220;A melodia que vem da selva&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela agremia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>A Melodia Que Vem Da Selva <\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong><em>Justificativa<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0No papel de uma escola de samba \u00e9 primordial que saibamos respeitar as nossas origens, nossa tradi\u00e7\u00e3o, nosso ventre. Respeitar aqueles que vieram antes de n\u00f3s e moldaram uma terra para que hoje possamos caminhar e deixar um legado para os que vir\u00e3o ap\u00f3s nossa partida.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0A Imperiais de Madureira para o Carnaval de 2023 levanta a bandeira dos povos da Floresta, e pede passagem bradando a melodia daqueles que desbravam e vivem na maior floresta tropical do mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>Ou\u00e7am a Amaz\u00f4nia, ou\u00e7am o cantar, o gritar, o chorar da floresta m\u00e3e! Nossa \u00c1guia levanta seu v\u00f4o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 grande Selva para amplificar a voz da floresta, os sons da vida que pulsam e emanam de cada ser vivo que reside em seu interior.<\/em><\/p>\n<p><em>Daremos luz aos grandes maestros respons\u00e1veis por reger a orquestra de vida que emana da verde mata e se espalha pelo mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>Ou\u00e7am a Melodia que vem da Floresta!<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Sinopse: <\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>A melodia da vida<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Sou tudo que existe: sou galho, planta, raiz, \u00e1gua, pedra&#8230; Sou o ser maior que contata o ser humano todos os dias, mas que ainda sim continua nas sombras. Minha voz ecoa, mas n\u00e3o \u00e9 ouvida. Eu amparo, dou alimento, luz e abrigo para todos aqueles que de mim necessitam. Tenho v\u00e1rios nomes, conhecidos em v\u00e1rias culturas: Gaia, Danu, Erce, Pachamama, mas voc\u00eas podem me chamar de Natureza.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0Com o levantar do sol todos os dias e o deitar da noite na cabeceira do horizonte, eu vejo uma floresta despertar e com ela a melodia da vida se reinicia. O vento \u00e9 livre, corre entre as \u00e1rvores tocando tudo: balan\u00e7ando as folhas, levando sementes pelos ares que ir\u00e3o germinar em terras distantes. No c\u00e9u, vejo a dan\u00e7a dos p\u00e1ssaros, leves e soltos curtindo o prazer da liberdade sem rumo num multicolorido surreal. Nas \u00e1guas, vejo o correr de rios que ora se alargam, ora se tornam estreitos novamente, o nadar de peixes, botos, serpentes e toda uma vida que se estabelece por debaixo dos sinuosos rios da Amaz\u00f4nia. Na terra o rugido das feras, o saltar dos micos e macacos que habitam a minha selva fazem desse manto verde um santu\u00e1rio, uma catedral ancestral da vida.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>A Melodia do imagin\u00e1rio<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Sou palco, sou ribalta a c\u00e9u aberto. Do meu ch\u00e3o vi florescer contos, mitos e seres fant\u00e1sticos, assustadores e lindos. As lendas ultrapassam gera\u00e7\u00f5es, permanecendo vivas nas mentes daqueles que ouvem o som do Imagin\u00e1rio ganhar forma no meio de minha selva. O bradar da Floresta torna-se palp\u00e1vel na mente daqueles que em mim habitam. Eu vi ao longo das eras essas lendas ganharem forma, cor, brilho, contagiando a mente e os olhares curiosos. Eu vi brotar Nai\u00e1, a flor das \u00e1guas. Ouvi o canta sedutor da Iara chamando os caboclos e ind\u00edgenas para o mundo dos rios, vi o olhar amedrontador da Boi\u00fana ou Cobra Grande. Assisti Ajuricaba se atirar no encontro das \u00e1guas e se tornar ser encantado do rio, vi o boto virar gente e dan\u00e7ar nas festas ao longo de meus beirad\u00f5es. Da terra, ou\u00e7o o passo apressado do curupira confundindo o ca\u00e7ador. Escondido nas folhagens o Bicho Folharal espreita o madeireiro, boitat\u00e1 rasteja com suas escamas flamejantes afugentando aqueles que tentam degradar meu solo. E do ar posso ver a paix\u00e3o proibida de Jaci e Guaraci, os ventos mortais causados pelo bater de asas da Matinta Per\u00ea, o canto apaixonado do Uirapuru.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u00a0A melodia da ancestralidade<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Eu sou a terra, eu sou a vida, eu sou a raiz ancestral, sou o in\u00edcio e o fim. Vi durante anos e anos brotarem de mim povos e civiliza\u00e7\u00f5es. O som que parte da ancestralidade e conhecimento ind\u00edgena, pulsa do cora\u00e7\u00e3o aldeia em noite de festa, ecoando por cada palmo de ch\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Eu sou o chacoalhar do marac\u00e1, o doce canto da flauta, o rufar dos tambores tribais que se manifestam em toque de guerra ou de festa&#8230; Emano pulsa\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas para cada \u00edndio que brada por seu local, seu ch\u00e3o, sua tribo e sua floresta. Eu sou o clamor do pag\u00e9, a risada do curumim e da cunhat\u00e3, o canto da tribo celebrando seus ritos.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Estou no canto de festa, na reza dos ritos, no grito de guerra, eu estou na melodia que parte da terra Ancestral e que se comunica com quem entende os direitos da terra, e preserva os direitos desse solo, canta, dan\u00e7a, brada e guerreia&#8230; \u00cdndio do Brasil!<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0Resisto no bater de p\u00e9s descal\u00e7os sincronizados com o ch\u00e3o da aldeia a liga\u00e7\u00e3o com terra, com a origem! Sinto cada l\u00e1grima derramada por cada \u00edndio amea\u00e7ado e me fa\u00e7o presente, pois sou a melodia que ecoa tamb\u00e9m nos solu\u00e7os de dor e desespero ao ver seu h\u00e1bitat sendo devastado por gananciosos madeireiras e cobi\u00e7adores que insistem em fazer do verde da floresta apenas pasto.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_645942\" aria-describedby=\"caption-attachment-645942\" style=\"width: 206px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-645942\" src=\"https:\/\/www.srzd.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Logo-Imperiais-de-Madureira-2023-206x300.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-645942\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em><strong>A melodia do saber ribeirinho<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Eu me fa\u00e7o presente na sabedoria que \u00e9 passada de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Estou na oralidade que \u00e9 contada pelos mais velhos aos jovens de cada comunidade ribeirinha.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0Sou o &#8220;zum zum&#8221; dos barcos que v\u00e3o e vem por esses rios, existo em cada palha de buriti que se tornam cestas e ornamentos, estou no barro que vira vaso, pote, urna&#8230; Sou a reza da beata, a for\u00e7a da parteira, os c\u00e2nticos das benzedeiras. Sou parte da rede que mergulha no rio em busca de peixe para o pescador, a gota de l\u00e1tex que escorre na seringueira, a planta que se comunica com o caboclo mateiro. Eu vi e vejo os ensinamentos se perpetuarem com o passar dos anos, ensinamentos esses que precisam guerrear para se manterem vivos pelos pr\u00f3ximos anos.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>A Melodia da Cultura Popular<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Sou f\u00e9, sou rito, sou religi\u00e3o. Fa\u00e7o-me presente nos andores, nas chamas das velas, em cada ter\u00e7o. Estou no pensamento, na ora\u00e7\u00e3o, na pensar e no c\u00e2ntico entoado e levado aos c\u00e9us.<\/em><\/p>\n<p><em>Sou C\u00edrio, cord\u00e3o, prociss\u00e3o, c\u00edrculo de ora\u00e7\u00e3o&#8230; Acompanho os fi\u00e9is romeiros aonde v\u00e3o: pela terra cortando ruas de igreja em igreja, na sacada das casas, nos altares e orat\u00f3rios e nas \u00e1guas serpenteando os rios e igarap\u00e9s na alvorada conduzindo o &#8220;cardume&#8221; de embarca\u00e7\u00f5es que seguem os santos de adora\u00e7\u00e3o do povo.<\/em><\/p>\n<p><em>Sou alegria, dan\u00e7a, toada, brega&#8230; Carimb\u00f3, ciri\u00e1, marujada! O toque forte do tambor ecoa alcan\u00e7ando o mundo, amplificado pela for\u00e7a da cultura popular, me fa\u00e7o de palco para os \u00e7air\u00e9s, botos, \u00edndios, caboclas e todas as manifesta\u00e7\u00f5es desse peda\u00e7o verde de ch\u00e3o. Sou a orquestra da vida que rege no teatro verde da Amaz\u00f4nia uma sinfonia de amores.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Pano, espuma, veludo, cetim&#8230; Azul, vermelho, gingado, ritmo e tradi\u00e7\u00e3o. Eu existo na euforia de cada torcedor &#8220;azulado&#8221; ou &#8220;encarnado&#8221;, no grito das torcidas, no brilhar das estrelas do c\u00e9u ou no bater dos cora\u00e7\u00f5es na terra. Sou a melodia que encanta uma na\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0Eu sou a poesia que brada da floresta, a m\u00e3e de toda a vida, os regentes da orquestra verde que pulsa da Amaz\u00f4nia, eu vivo, eu existo para lutar e eu brado para resistir e assim, continuar perpetuando em mim a melodia que vem da selva. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preparando-se para a disputa do Grupo de Acesso I do Carnaval Virtual, o GRESV Imperiais de Madureira apresentou o enredo que levar\u00e1 para o seu desfile oficial de 2023. 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