{"id":39340,"date":"2023-05-18T17:00:52","date_gmt":"2023-05-18T20:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=39340"},"modified":"2025-05-01T22:03:03","modified_gmt":"2025-05-02T01:03:03","slug":"ponte-aerea-trara-encantarias-dos-pankararu-para-o-carnaval-virtual-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/ponte-aerea-trara-encantarias-dos-pankararu-para-o-carnaval-virtual-2023\/","title":{"rendered":"Ponte A\u00e9rea trar\u00e1 encantarias dos Pankararu para o Carnaval Virtual 2023"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_32314\" aria-describedby=\"caption-attachment-32314\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Pavilh\u00e3o-Oficial-GRCESV-Ponte-A\u00e9rea.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-32314\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Pavilh\u00e3o-Oficial-GRCESV-Ponte-A\u00e9rea-300x212.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Pavilh\u00e3o-Oficial-GRCESV-Ponte-A\u00e9rea-300x212.png 300w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Pavilh\u00e3o-Oficial-GRCESV-Ponte-A\u00e9rea-768x542.png 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Pavilh\u00e3o-Oficial-GRCESV-Ponte-A\u00e9rea-1024x723.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-32314\" class=\"wp-caption-text\">Pavilh\u00e3o oficial da agremia\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Atual vice-campe\u00e3 do Grupo Especial do Carnaval Virtual, o GRCESV Ponte A\u00e9rea apresentou o enredo que levar\u00e1 na busca pelo seu 4\u00ba t\u00edtulo de campe\u00e3 em 2023.<\/p>\n<p>De autoria de Lucas Guerra e Murilo Polato, a escola de Xancer\u00ea\/SC ir\u00e1 cantar os rituais do povo ind\u00edgena Pankararu atrav\u00e9s do enredo <em>&#8220;Encantarias de Um Povo Vermelho&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Confira abaixo a sinopse do enredo divulgada pela agremia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>&#8220;Encantarias de Um Povo Vermelho&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>SINOPSE<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Rancho: O flechar do curumim e o chamado de Ponti\u00e1<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O canto do ara\u00e7ari percorre os raios do entardecer que iluminam as brincadeiras dos curumins na aldeia Pankararu, em Brejo dos Padres &#8211; Pernambuco. A noite vai e todos se recolhem, na soturna madrugada os encantos pairam sobre os sonhos do povo de pele vermelha. Na cabe\u00e7a de um curumim a n\u00e9voa dos esp\u00edritos toma conta de sua mente. Entre as brumas de medo e agonia, ele sente a ponta da flecha no peito e seu corpo \u00e9 tomado pelo sono profundo. O dia raiou e o curumim no canto &#8220;amado&#8221; fez com que surgisse entre seus familiares a suspeita de que uma perigosa noite tenha ocorrido. Ele se levanta e cai, sem for\u00e7as, ao ch\u00e3o. Chega pai, chega m\u00e3e. Chega mais velho, chega rezadeira. A mesa ser\u00e1 aberta na for\u00e7a dos Encantados, da Jurema e da Santa Cruz. Vela acesa no por\u00f3, campi\u00f4 ao c\u00e9u. O chacoalhar do marac\u00e1 chama o pante\u00e3o Pankararu. A velha rezadeira sente a correnteza em seus p\u00e9s, chega a certeza que a &#8220;doen\u00e7a&#8221; do curumim veio de cima. A encantada das \u00e1guas visitou seu sono e o flechou. O bater das folhas, no cair da tarde, \u00e9 interrompido pelo cantar de um velho prai\u00e1. Dentro do por\u00f3 ele entoa junto ao marac\u00e1:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>&#8220;Ponti\u00ea r\u00eaaa, ponti\u00eai pontiou r\u00eaan\u00e1 rei\u00f4v\u00ea<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Ponti\u00ea r\u00eaaa, ponti\u00eai pontiou r\u00eaan\u00e1 rei\u00f4v\u00ea<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Ponti\u00ea r\u00eaaa, ponti\u00eai pontiou r\u00eaan\u00e1 rei\u00f4v\u00ea&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Um forte vento sopra ao final do toante e a rezadeira entende a mensagem. \u00c9 Ponti\u00e1, encantado da terra, que veio interceder pelo curumim. Ao &#8220;Rancho&#8221; ele deve ser prometido e ao Encantado entregue para que seja um novo prai\u00e1 Pankararu de Ponti\u00e1.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Fuma\u00e7a de campi\u00f4: A Santa Cruz, a Jurema e os Encantados<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>O encantado \u00e9 quem pede, e um novo prai\u00e1 nasceu. \u00c9 hora de celebrar a cura do menino que passou pelo &#8220;rancho&#8221;. Ajuc\u00e1 na aldeia e rezas no por\u00f3. Enquanto as dan\u00e7as no terreiro levantam poeira, os chefes-prai\u00e1s se re\u00fanem para adentrar o mundo m\u00edstico Pankararu e apresentar o curumim aos encantos espirituais. O campi\u00f4 \u00e9 preenchido com o fumo enrolado e seco, a fuma\u00e7a se espalha e entranha nas palhas secas, chamando as energias dos seus ancestrais para que celebrem e tragam a sua for\u00e7a para a aldeia. Em nome de Deus, da Jurema e dos Encantados, o ajuc\u00e1 \u00e9 servido nas cuias de caba\u00e7a. Sem rezas e somente ao som dos marac\u00e1s, os chefes-prai\u00e1s ingerem a bebida de folhas sagradas e chegam a dimens\u00e3o dos esp\u00edritos. Das \u00e1guas, da terra e das matas; a cruz sagrada carrega a devo\u00e7\u00e3o e a mem\u00f3ria da chegada do estrangeiro aos antepassados. Seu s\u00edmbolo foi transposto e levado ao brejo. H\u00e1 de se louvar sua presen\u00e7a. H\u00e1 de se ter penit\u00eancia a Santa Cruz. \u00c9 chegada a hora de unir a energia da aldeia com a for\u00e7a da Jurema, &#8211; cren\u00e7a em mist\u00e9rios e segredos guardados em folhas &#8211; onde os encantamentos e os encantados l\u00e1 est\u00e3o. O transe desperta o imagin\u00e1rio do curumim e conecta os segredos do por\u00f3 aos segredos do mundo de mist\u00e9rios e magias Pankararu.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Marac\u00e1 ecoa: Passos da noite no rastro do bicho e a queima sagrada<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Ordenados por S\u00e3o S\u00e9, o deus criador, os esp\u00edritos de Pinda\u00e9 descem na noite em que o terreiro da aldeia \u00e9 tomado pelo bater dos p\u00e9s sob a luz do luar. A mata contorce e os gritos ecoam pela caatinga pernambucana, s\u00e3o os bichos da M\u00e3e Terra que est\u00e3o chegando para afastar os esp\u00edritos mal\u00e9ficos da aldeia. Os Pankararu se enfeitam com urucum e tau\u00e1, v\u00e3o ao centro do terreiro com seu marac\u00e1. Come\u00e7a o toante e a poeira do ch\u00e3o vai at\u00e9 as estrelas. Os esp\u00edritos de Pinda\u00e9 s\u00e3o evocados pela imita\u00e7\u00e3o de seus sons emitidos pelo novo prai\u00e1 de Ponti\u00e1. Chegam os p\u00e1ssaros, as serpentes e as carca\u00e7as. Os candangos, os morcegos e os tatus. A flauta seca avisa que o terreiro est\u00e1 pronto para a purifica\u00e7\u00e3o. No primeiro raio de sol as mulheres da aldeia preparam os cestos com a planta sagrada para a dan\u00e7a no terreiro. As folhas de cansan\u00e7\u00e3o ser\u00e3o entregues aos guerreiros. S\u00f3 h\u00e1 colheita se o corpo e o esp\u00edrito se purificarem. Em uma dan\u00e7a de for\u00e7a, os Pankararus, em p\u00e1reas, dan\u00e7am e batem as folhas nas costas dos outros. A queima da pele \u00e9 expurga\u00e7\u00e3o. A sensa\u00e7\u00e3o rememora o fogo que limpa o esp\u00edrito e purifica o lugar. Arde a pele ao tocar a folha. Arde a alma para se renovar. O \u00faltimo chacoalhar do marac\u00e1 encerra o rito. A queima da cansan\u00e7\u00e3o est\u00e1 feita, os Pankararu, agora purificados, v\u00e3o aos p\u00e9s de imb\u00fa prontos para receber a nova colheita.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Imb\u00fa: Corrida, ca\u00e7a, cip\u00f3<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>O amadurecer do Imb\u00fa anuncia que a colheita chegou. \u00c9 tempo da corrida do fruto na aldeia Pankararu. Os guerreiros se preparam para os rituais que a envolvem. Todo povo se move para a celebra\u00e7\u00e3o. Come\u00e7am a surgir as flechas para a disputa pelo fruto do imbuzeiro. A guerra de flechas, em busca da mira certeira, marca o in\u00edcio da corrida. Feito p\u00e1ssaros em ca\u00e7a, a cada lan\u00e7a que rasga o c\u00e9u Pankararu, a esperan\u00e7a da fartura que vir\u00e1 no percorrer do ar. Em um pano encarnado, o fruto \u00e9 envolto e purificado para ser apresentado at\u00e9 o mais velho da aldeia, que ensina ao curumim os preceitos que ordenam a prepara\u00e7\u00e3o do segundo ato: a puxada do cip\u00f3. O terreiro se enche de olhares curiosos para observar. Um cip\u00f3 feito de carna\u00faba \u00e9 exposto ao ch\u00e3o. A puxada do cip\u00f3 vai come\u00e7ar. Prai\u00e1s e guerreiros se dividem em cada extremidade e disputam o fruto amarrado ao centro. A puxada do cip\u00f3 trar\u00e1 a resposta do segredo encantado do imb\u00fa aos Pankararu se a pr\u00f3xima colheita ser\u00e1 de fartura ou se um per\u00edodo dif\u00edcil est\u00e1 por vir. Se calhar ao leste, junto ao nascer do Sol, a certeza de bonan\u00e7a na colheita ao povo de pele vermelha; caso a oeste, ao Sol poente, o pren\u00fancio de maus tempos e pouca chuva na aldeia Pankararu. Ap\u00f3s prai\u00e1s e guerreiros se posicionarem, os gritos e os marac\u00e1s anunciam o in\u00edcio da puxada. O imb\u00fa maduro \u00e9 conquistado pelos guerreiros do leste, e o segredo encantado \u00e9 revelado com o an\u00fancio de uma colheita de fartura em Brejo dos Padres. O bater dos p\u00e9s no terreiro inicia o encerramento da corrida do Imb\u00fa. O prai\u00e1 de Ponti\u00e1 adentra o terreiro de celebra o tor\u00e9 junto aos seus, dan\u00e7ando em honra e agradecimento \u00e0 M\u00e3e Pinda\u00e9. A colheita \u00e9 celebrada com o cozimento do fruto e a distribui\u00e7\u00e3o do alimento aos prai\u00e1s, guerreiros e curumins. A chegada da grande for\u00e7a est\u00e1 por vir.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_39033\" aria-describedby=\"caption-attachment-39033\" style=\"width: 231px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Logo-Ponte-A\u00e9rea-2023.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-39033\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Logo-Ponte-A\u00e9rea-2023-231x300.png\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Logo-Ponte-A\u00e9rea-2023-231x300.png 231w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Logo-Ponte-A\u00e9rea-2023-768x996.png 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Logo-Ponte-A\u00e9rea-2023-789x1024.png 789w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Logo-Ponte-A\u00e9rea-2023.png 1480w\" sizes=\"auto, (max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-39033\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Resist\u00eancia Pankararu: Ordenan\u00e7a de Mestre no terreiro<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>O \u00faltimo passo dos festejos da colheita \u00e9 a chegada do l\u00edder espiritual Pankararu. As folhas sopram e trazem o respeitoso sil\u00eancio que toma conta da aldeia. O cortejo dos prai\u00e1s at\u00e9 o por\u00f3 seguem os passos um dos outros at\u00e9 o chacoalhar dos marac\u00e1s anunciam que a for\u00e7a maior est\u00e1 presente. \u00c9 o Mestre-Guia, o protetor e guardi\u00e3o da aldeia, que est\u00e1 no terreiro para celebrar a colheita junto ao seu povo. Ajuc\u00e1 e tor\u00e9 para o l\u00edder de todos os prai\u00e1s, toantes e p\u00e9s de dan\u00e7a em honra a energia que resguarda dos curumins aos mais velhos. A vinda do Mestre-Guia teve mais um motivo nesta ocasi\u00e3o. A ordenan\u00e7a de Ponti\u00e1 veio a ser confirmada pelas m\u00e3os da for\u00e7a suprema. O curumim que passou pelo rancho recebeu a miss\u00e3o de preservar as mem\u00f3rias e rituais Pankararu, protegendo o solo em que seus ancestrais pisaram para que o futuro de seu povo exista. Um novo tempo h\u00e1 de come\u00e7ar. A consagra\u00e7\u00e3o do guerreiro \u00e9 feita na entrada do por\u00f3, toda aldeia entoa gritos de luta e vit\u00f3ria. Os Pankararu agora possuem um jovem lutador de sua terra, um l\u00edder guardi\u00e3o das suas mem\u00f3rias e de seus ancestrais. O curumim pedido por Ponti\u00e1 \u00e9 o protetor da sabedoria de seu povo, e a ela jura lealdade. Sua miss\u00e3o \u00e9 propagar os conhecimentos sagrados de seu povo e os firmamentos de uma cultura resistente e encarnada. Ao som da flauta seca o Mestre-Guia aponta para o leste, cujo olhar de todo povo se focaliza. Surge um clar\u00e3o entre as serras: a morada dos Encantados renasce na cachoeira de Itaparica, aos cuidados do herdeiro de Ponti\u00e1. Antes de partir, o Mestre-Guia pega a m\u00e3o do curumim e deixa ao seu povo a mensagem de maior import\u00e2ncia para os Pankararu: &#8220;Em comunh\u00e3o pratiquemos o bem-viver ao povo. \u00c0queles que preservam e mant\u00eam a energia dos encantados. Saudemos ao sol, \u00e0 terra, ao alimento, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida. As energias que comp\u00f5em nosso territ\u00f3rio, esp\u00edrito e corpo. Que a for\u00e7a dos Encantados nos sustente daqui at\u00e9 a eternidade. Celebrem a conquista do curumim de Ponti\u00e1, vivam a sabedoria que emana do sagrado ch\u00e3o. Cada vez em que o marac\u00e1 ecoar por essas terras lembrem que a passagem aqui \u00e9 a vereda para o mundo maior. Que cada Pankararu mantenha acesa a chama da esperan\u00e7a dentro de si. Nossa pele \u00e9 resist\u00eancia, e vermelha, a nossa cor.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><strong><em>GLOSS\u00c1RIO<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Prai\u00e1:<\/strong> Escolhido pelo Encantado para ser o seu representante na aldeia; aquele que usa a sagrada vestimenta de palha<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Por\u00f3:<\/strong> A casa sagrada dos Pankararu; morada das vestimentas dos prai\u00e1s; altar dos encantados<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Encantado:<\/strong> Esp\u00edrito dos ancestrais Pankararu; entidade protetora para o bem e para o mal<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Campi\u00f4:<\/strong> Cachimbo reto feito de madeira utilizado pelos Pankararu nos rituais<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Ajuc\u00e1:<\/strong> Bebida sagrada feita de folhas; beberagem de transcend\u00eancia e acesso ao mundo m\u00edstico da Jurema<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Marac\u00e1:<\/strong> Chocalho feito de caba\u00e7as<\/em><\/p>\n<p><em><strong>S\u00e3o S\u00e9:<\/strong> Deus criador segundo a cren\u00e7a Pankararu<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Pinda\u00e9:<\/strong> Terra<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Imb\u00fa:<\/strong> Fruto da regi\u00e3o; Umb\u00fa<\/em><\/p>\n<p><strong><em>REFER\u00caNCIAS<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>ALEXANDRE, Caio Richard de Ara\u00fajo Macedo. <strong>O corpo encantado na performance cerimonial Pankararu.<\/strong> Universidade de S\u00e3o Paulo: Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Artes C\u00eanicas: Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. S\u00e3o Paulo, 2020.<\/em><\/p>\n<p><em>ARRUTI, Jos\u00e9 Maur\u00edcio Andion. <strong>O reencantamento do mundo: trama hist\u00f3rica e arranjos territoriais Pankararu.<\/strong> Rio de Janeiro, RJ, UFRJ, Museu Nacional, 1996.<\/em><\/p>\n<p><em>ATHIAS, Renato; PANKARARU, <strong>Sarap\u00f3. As for\u00e7as encantadas: dan\u00e7a, festa e ritual entre os Pankararu.<\/strong> GIS-Gesto, Imagem e Som-Revista de Antropologia, v. 2, n. 1, 2017.<\/em><\/p>\n<p><em>BATALHA, Valmir dos Santos et al. <strong>Os rituais Pankararu: mem\u00f3ria e resist\u00eancia.<\/strong> 2017.<\/em><\/p>\n<p><em>CARVALHO, Andressa Thaiany; MASSON, Maria L\u00facia Vaz. <strong>O uso da voz nos rituais ind\u00edgenas Pankararu.<\/strong> Dist\u00farbios da Comunica\u00e7\u00e3o, v. 34, n. 1, 2022.<\/em><\/p>\n<p><em>DA SILVA, Anderson Barbosa. <strong>&#8220;O Encantado \u00e9 quem pede&#8221;: Um olhar etnogr\u00e1fico sobre meninos ritualizados no sert\u00e3o de Alagoas.<\/strong> Universidade Federal do Alagoas: Instituto de Ci\u00eancias Sociais: Monografia de conclus\u00e3o de curso. Macei\u00f3, 2014.<\/em><\/p>\n<p><em>DOS SANTOS ALBUQUERQUE, M. A. <strong>A Inten\u00e7\u00e3o Pankararu: A Dan\u00e7a dos Prai\u00e1s como tradu\u00e7\u00e3o intercultural na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/strong> ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 18, n. 43, 2017. DOI: 10.22456\/1984-1191.72881. Dispon\u00edvel em: https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/iluminuras\/article\/view\/72881. Acesso em: 3 mar. 2023.<\/em><\/p>\n<p><em>GOLDSCHMIDT, Andreanome. <strong>Ritual Tor\u00e9 dos Pankararu em Juazeiro do Norte.<\/strong> In: GOLDSCHMIDT, Andrea. Ritual Tor\u00e9 dos Pankararu em Juazeiro do Norte. S\u00e3o Paulo &#8211; SP, 15 nov. 2017. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.festasbrasileiras.com.br\/post\/2017\/12\/13\/ritual-pankararu-do-tor%C3%A9- em-juazeiro-donorte#:~:text=Assim%20como%20os%20demais%20romeiros,com%20eles%20durant e%20a%20festa. Acesso em: 30 mar. 2023.<\/em><\/p>\n<p><em>LOVO, Arianne Rayis et al. <strong>Entre cruzes e flechadas: processos de adoecimento e cura a partir das rezadeiras pankararu.<\/strong> 2019.<\/em><\/p>\n<p><em>LOVO, Arianne Rayis. <strong>&#8220;Flechando&#8221; corpos, curando esp\u00edritos: uma an\u00e1lise sobre a no\u00e7\u00e3o de pessoa entre os Pankararu.<\/strong> Anais da 32\u00aa Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia. Grupo de Trabalho 16 &#8211; Antropologia, Sa\u00fade P\u00fablica e fabula\u00e7\u00f5es cosmopol\u00edticas: etnografia e possibilidades simbiopo\u00e9ticas de cuidar\/fazer o mundo. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), 30 de outubro a 6 de novembro de 2020.<\/em><\/p>\n<p><em>MATTA, Priscila. <strong>Dois elos da mesma corrente: os rituais da Corrida do Imbu e da Penit\u00eancia entre os Pankararu.<\/strong> Cadernos de Campo (S\u00e3o Paulo-1991), v. 18, n. 18, p. 165-180, 2009.<\/em><\/p>\n<p><em>MURA, Claudia. <strong>Todo mist\u00e9rio tem dono!: ritual, pol\u00edtica e tradi\u00e7\u00e3o de conhecimento entre os Pankararu.<\/strong> (No Title), 2013.<\/em><\/p>\n<p><em>POVOS IND\u00cdGENAS NO BRASIL. <strong>Pankararu.<\/strong> S\u00e3o Paulo &#8211; SP, 2005. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pib.socioambiental.org\/pt\/Povo:Pankararu. Acesso em: 2 mar. 2023.<\/em><\/p>\n<p><em>UFSCAR DE MUITAS L\u00cdNGUAS. <strong>Os Pankararu.<\/strong> UFSCar de muitas l\u00ednguas: a diversidade cultural e lingu\u00edstica da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, 5 de outubro de 2018. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.muitaslinguas.ufscar.br\/os-pankararus\/. Acesso em: 3 de mar\u00e7o de 2023.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atual vice-campe\u00e3 do Grupo Especial do Carnaval Virtual, o GRCESV Ponte A\u00e9rea apresentou o enredo que levar\u00e1 na busca pelo seu 4\u00ba t\u00edtulo de campe\u00e3 em 2023. De autoria de Lucas Guerra e Murilo Polato, a escola de Xancer\u00ea\/SC ir\u00e1 cantar os rituais do povo ind\u00edgena Pankararu atrav\u00e9s do enredo &#8220;Encantarias de Um Povo Vermelho&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":358,"featured_media":39033,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[229,28],"tags":[482,230,231,232,233,483,484,485,237,238,486,487,488,489,490,491,492],"class_list":["post-39340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carnaval-virtual-2023","category-grcesv-ponte-aerea","tag-brejo-dos-padres","tag-carnaval-virtual","tag-carnaval-virtual-2023","tag-cav","tag-cav-2023","tag-encantado","tag-encantarias","tag-encantarias-de-um-povo-vermelho","tag-enredo","tag-enredo-2023","tag-jurema","tag-pankararu","tag-ponte","tag-ponte-aerea","tag-povo","tag-praia","tag-vermelho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39340"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39346,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39340\/revisions\/39346"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}