{"id":45100,"date":"2024-10-16T23:22:24","date_gmt":"2024-10-17T02:22:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=45100"},"modified":"2024-10-17T15:17:41","modified_gmt":"2024-10-17T18:17:41","slug":"sarava-colorados-do-samba-ira-cantar-milton-cunha-no-carnaval-virtual-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/sarava-colorados-do-samba-ira-cantar-milton-cunha-no-carnaval-virtual-2024\/","title":{"rendered":"Sarav\u00e1! Colorados do Samba ir\u00e1 cantar Milton Cunha no Carnaval Virtual 2024"},"content":{"rendered":"<p>O BVC Colorados do Samba apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso II, do Carnaval Virtual 2024.<\/p>\n<p>De autoria de\u00a0Henrique Pessoa e Maur\u00edcio Vianna, a escola ir\u00e1 apresentar o enredo &#8220;SARAV\u00c1! O CARNAVAL SOU EU!&#8221;, uma homenagem para Milton Cunha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira abaixo a sinopse divulgada pela agremia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>SARAV\u00c1! O CARNAVAL SOU EU!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>A Colorados, alucinada, traz Milton Cunha para os bra\u00e7os do povo e pede\u00a0<\/em><em>licen\u00e7a para contar a hist\u00f3ria babadeira desse artista brasileiro, meton\u00edmia da nossa\u00a0<\/em><em>gente e do pr\u00f3prio carnaval. \u00c9 verdade que os caminhos percorridos por esta\u00a0<\/em><em>narrativa poderiam ser diversos, assim como o enfoque dado. A Colorados, no\u00a0<\/em><em>entanto, optou pelo confete e pela serpentina, pela pena de pav\u00e3o e, assim,\u00a0<\/em><em>converteu qualquer preto e branco em cores para deixar a ess\u00eancia da alegria,\u00a0<\/em><em>marca dessa figura adorada e ador\u00e1vel, falar mais alto.<\/em><\/p>\n<p><em>Milton Reis da Cunha J\u00fanior, Milton Cunha, menino, velho &#8211; de sabedoria; n\u00e3o\u00a0<\/em><em>de idade, que fique claro -, camale\u00e3o, pav\u00e3o, o enfeitado, da inf\u00e2ncia na mata. O\u00a0<\/em><em>menino dos b\u00fafalos, o esquisito, o extravagante, a pintosa, o cor de rosa, o cor de\u00a0<\/em><em>todas as cores; o amante dos caciques e da pintura de urucum &#8211; vermelho! O\u00a0<\/em><em>colorido em um mundo preto e branco. Das ruas, da academia; o erudito, o popular.\u00a0<\/em><em>O paradoxo. O sonho poss\u00edvel! A alegoria idealizada um dia. A apoteose!<\/em><\/p>\n<p><em>Espelho de alma refletida no artista &#8211; se se ficar o bicho pega, se correr o\u00a0<\/em><em>bicho come -, o desejo de sobreviver antes mesmo do desejo de ser. Sabedoria\u00a0<\/em><em>herdada da floresta ou da solid\u00e3o atroz? Diz a\u00ed, Milton&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Soure, ba\u00eda do Guajar\u00e1. Os encantos naturais do Maraj\u00f3, \u00e0 beira dos\u00a0<\/em><em>igarap\u00e9s. Tra\u00e7os do menino marcados na areia, veia art\u00edstica precoce revelada no\u00a0<\/em><em>cen\u00e1rio da Ilha, entre cantos de p\u00e1ssaros e a presen\u00e7a de arvoredos; orqu\u00eddeas;\u00a0<\/em><em>brom\u00e9lia e um mundo s\u00f3 seu, escapismo absoluto da dor da solid\u00e3o pungente que o\u00a0<\/em><em>abra\u00e7ava sem piedade. Ref\u00fagio natural na floresta. Natureza nativa. Adornada.\u00a0<\/em><em>Patchouli, flor, cacho de bananeira, briga gostosa de murur\u00e9 em fam\u00edlia, cocar de\u00a0<\/em><em>\u00edndio, o belo guaran\u00e1, semente e pinturas ind\u00edgenas o interessavam. Era bicho\u00a0<\/em><em>folharal. J\u00e1 era, desde menino, carnaval.<\/em><\/p>\n<p><em>Do outro lado da ba\u00eda o sonho que a natureza clamava por transpor. Os\u00a0<\/em><em>estudos como trunfo, a janela para o mundo, o \u201cindulto\u201d, o passaporte da vida para a\u00a0<\/em><em>vida do menino, eventos que, com avidez, abra\u00e7ou. Formou-se psic\u00f3logo e tal qual\u00a0<\/em><em>p\u00e1ssaro que se mira pelo desejo, em liberdade, de voar, era mais do que tempo de\u00a0<\/em><em>sobreviver. Era tempo de ser fora dali.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_44789\" aria-describedby=\"caption-attachment-44789\" style=\"width: 232px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-24-at-22.24.41.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-44789 size-medium\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-24-at-22.24.41-232x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"232\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-24-at-22.24.41-232x300.jpeg 232w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-24-at-22.24.41-768x994.jpeg 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-24-at-22.24.41-791x1024.jpeg 791w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-04-24-at-22.24.41.jpeg 1236w\" sizes=\"auto, (max-width: 232px) 100vw, 232px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-44789\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>E, assim, no lusco-fusco de uma manh\u00e3 que se principiava, voou o menino\u00a0<\/em><em>rumo ao sul, tal qual bicho fora do bando, com algum pouco dinheiro nas m\u00e3os e no\u00a0<\/em><em>cora\u00e7\u00e3o duas certezas: a de que n\u00e3o havia volta e a de que havia esperan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>Chega ao Rio de Janeiro, terra do samba, da mulata e do futebol. O lugar do\u00a0<\/em><em>pote de ouro sonhado outrora, o \u201cover the rainbow\u201d, o sonho estava ali e o ano era\u00a0<\/em><em>1972. Num albergue, num beliche alugado, passando roupas para o seu sustento, o\u00a0<\/em><em>jovem Milton sonhava sonhos poss\u00edveis: sonhos de pra\u00e7a p\u00fablica, de teatro, da vida\u00a0<\/em><em>colorida fora de casa. No cora\u00e7\u00e3o do menino onde um dia morou o sonho, agora\u00a0<\/em><em>morava a possibilidade.<\/em><\/p>\n<p><em>Palco nas noites cariocas, ascens\u00e3o mete\u00f3rica, pav\u00e3o do norte cheio de\u00a0<\/em><em>borogod\u00f3. Na tentativa de alcan\u00e7ar as artes pela com\u00e9dia, dramaturgia, \u00f3pera, bal\u00e9\u00a0<\/em><em>e circo, trabalhou em casas noturnas e conheceu personalidades. Tornava-se,\u00a0<\/em><em>assim, nome forte por seu trabalho no ramo da moda e das artes.<\/em><\/p>\n<p><em>Surge, ent\u00e3o, um Beija-Flor que nortearia o voo do curumim, An\u00edsio Abra\u00e3o\u00a0<\/em><em>Davi. An\u00edsio, dotado de vis\u00e3o apurada, tal qual um beija-flor, exporia o que ele,\u00a0<\/em><em>Milton, poderia fazer com tudo aquilo que sabia, e o sonho de ser Franco Zeffirelli\u00a0<\/em><em>daria lugar \u00e0 novidade e ao desejo antigo de ser o ser multifacetado, mas num \u00fanico\u00a0<\/em><em>s\u00f3 lugar: no carnaval carioca.<\/em><\/p>\n<p><em>Fiel ao cl\u00e1ssico e erudito, acreditava nunca ser poss\u00edvel juntar seus<\/em><em>interesses \u00e0 festa popular, que era o carnaval. Era a hora de Milton mostrar ao\u00a0<\/em><em>Milton que ele estava errado, para a nossa alegria. Assim, na mistura de \u00f3pera,\u00a0<\/em><em>cinema e bal\u00e9 \u00e0 festa do carnaval surgem grandiosos desfiles do artista \u00e0 frente da\u00a0<\/em><em>Beija-Flor: \u201cMargareth Mee\u201d e \u201cBidu Sai\u00e3o\u201d. Defensor da import\u00e2ncia do carnaval\u00a0<\/em><em>como instrumento de ensino e cultura, marcou hist\u00f3ria com enredos densos e\u00a0<\/em><em>necess\u00e1rios, tais como: \u201cFatumbi\u201d, \u201cAgud\u00e1s\u201d, \u201cPreto e Branco a Cores\u201d e muitos\u00a0<\/em><em>outros.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o \u00e9 mist\u00e9rio que, desde menino, j\u00e1 se sentia uma verdadeira Carmem\u00a0<\/em><em>Miranda. Foi e \u00e9 o que tinha de ser; o que para a natureza foi feito: viado e bem\u00a0<\/em><em>humorado, inteligente, irreverente, uma escola de samba inteira. Milton sempre\u00a0<\/em><em>soube o que procurava, o estrelato. A arte de fazer carnaval nunca foi o seu objetivo\u00a0<\/em><em>de vida, ao contr\u00e1rio disso, era um mecanismo para conquistar o seu espa\u00e7o no\u00a0<\/em><em>cora\u00e7\u00e3o do grande p\u00fablico. Feito!<\/em><\/p>\n<p><em>Em sua jornada, foi comentarista do carnaval de Vit\u00f3ria, do Festival de\u00a0<\/em><em>Parintins, e s\u00f3 em 2013 conquistou seu espa\u00e7o na V\u00eanus Platinada para comentar a\u00a0<\/em><em>maior festa popular do planeta, o carnaval carioca. Desse dia em diante, a televis\u00e3o\u00a0<\/em><em>foi pequena para o seu brilho e carisma. Bom no que faz, conquistou o p\u00fablico\u00a0<\/em><em>imediatamente, virou voz de aplicativo de GPS e vive seu estrelato nas ruas, junto\u00a0<\/em><em>do povo, nas ruas, nas mesas de botequim, \u201ctransitando\u201d entre o erudito e o popular\u00a0<\/em><em>e sendo, sobretudo, a voz do sambista, mas sem nunca ser cafona; sem nunca ser\u00a0<\/em><em>chinfrim. E, estudando sempre &#8211; para quem um dia ousou duvidar- o menino do Par\u00e1\u00a0<\/em><em>se tornou doutor, mas a ess\u00eancia \u00e9 a mesma, a de menino. Vr\u00e1! Que babado; n\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>Quando a Colorados chegar \u00e0 Apoteose, na Passarela do CAV, com a sua\u00a0<\/em><em>capa ainda no mangue, far\u00e1 sair por debaixo dela uma revoada de 700 uirapurus\u00a0<\/em><em>cantando o canto de cristal. L\u00e1 estar\u00e1 Milton Cunha, o homenageado, e todos n\u00f3s,\u00a0<\/em><em>dentro e fora da esfera virtual, aqui na Terra ou no Espa\u00e7o Sideral; os amantes do\u00a0<\/em><em>samba e at\u00e9 os doentes do p\u00e9. Seremos um s\u00f3 nesse cord\u00e3o e, juntos, cantaremos,\u00a0<\/em><em>em uma s\u00f3 voz:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSarav\u00e1! O carnaval sou eu!\u201d.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O BVC Colorados do Samba apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso II, do Carnaval Virtual 2024. De autoria de\u00a0Henrique Pessoa e Maur\u00edcio Vianna, a escola ir\u00e1 apresentar o enredo &#8220;SARAV\u00c1! 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