{"id":45134,"date":"2024-10-18T11:00:54","date_gmt":"2024-10-18T14:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=45134"},"modified":"2024-10-18T11:00:54","modified_gmt":"2024-10-18T14:00:54","slug":"paranapiacaba-e-o-enredo-do-reixo-do-axolote-para-o-carnaval-virtual-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/paranapiacaba-e-o-enredo-do-reixo-do-axolote-para-o-carnaval-virtual-2024\/","title":{"rendered":"Paranapiacaba \u00e9 o enredo do Reixo do Axolote para o Carnaval Virtual 2024"},"content":{"rendered":"<p>Estreante no Grupo de Acesso I, o GRESDVM Reino do Axolote cantar\u00e1 a cidade de\u00a0Paranapiacaba.<\/p>\n<p>De autoria de\u00a0C\u00e1ssio Rosado Correia e Ana Talamine, a escola desenvolvera o enredo &#8220;Paranapiacaba- Jeito Ingl\u00eas, Rica de Belezas, Hist\u00f3rias e Mist\u00e9rios&#8221; no Carnaval Virtual 2024.<\/p>\n<p>Confira abaixo a sinopse divulgada pela agremia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Paranapiacaba- Jeito Ingl\u00eas, Rica de Belezas, Hist\u00f3rias e Mist\u00e9rios<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Paranapiacaba, situada no distrito de Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Paulo, \u00e9 uma Vila misteriosa, que esconde segredos em suas ruas de paralelep\u00edpedos e casas antigas. Com sua atmosfera envolta em neblina e hist\u00f3ria, o lugar atrai a curiosidade de quem se aventura por suas trilhas e vielas. Os antigos trilhos de trem, as constru\u00e7\u00f5es centen\u00e1rias e as lendas urbanas alimentam a aura enigm\u00e1tica que paira sobre o local. Entre os mist\u00e9rios que permeiam Paranapiacaba, h\u00e1 relatos de apari\u00e7\u00f5es sobrenaturais, eventos inexplic\u00e1veis e hist\u00f3rias sombrias que ecoam pelos corredores do tempo. Aqueles corajosos o suficiente para explorar essa Vila encantada se veem envoltos em um ambiente \u00fanico, onde o passado se mescla ao presente, criando uma experi\u00eancia intrigante e inesquec\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p><em>Paranapiacaba, nos convida a refletir sobre a beleza e o poder do desconhecido. Em meio \u00e0 sua atmosfera enevoada e hist\u00f3rias envolventes, somos lembrados de que nem tudo pode ser compreendido ou explicado. A Vila nos ensina a abra\u00e7ar o mist\u00e9rio, a explorar o inexplorado e a encontrar encanto naquilo que foge \u00e0 nossa compreens\u00e3o. Paranapiacaba nos lembra que, \u00e0s vezes, \u00e9 nos lugares mais enigm\u00e1ticos que encontramos as experi\u00eancias mais fascinantes e as li\u00e7\u00f5es mais profundas sobre n\u00f3s mesmos e sobre o mundo ao nosso redor.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>SINOPSE<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Paranapiacaba (&#8220;lugar de onde se v\u00ea o mar&#8221;, em tupi-guarani) est\u00e1 localizada em uma regi\u00e3o onde, durante os dias claros, os ind\u00edgenas que passavam por ali avistavam o mar, depois de subir a Serra do Mar rumo ao planalto. No s\u00e9culo XIX, naquele caminho \u00edngreme utilizado pelos \u00edndios, desde os tempos pr\u00e9-coloniais, seria constru\u00edda uma estrada de ferro que mudaria a paisagem do interior paulista.<\/em><\/p>\n<p><em>A expans\u00e3o da cultura do caf\u00e9 no Vale do Para\u00edba (estados do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo) determinou a constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia Santos-Jundia\u00ed. A pr\u00f3xima regi\u00e3o ocupada pela cultura cafeeira seria o oeste paulista, no interior do Estado e tornou-se urgente encontrar um meio de escoar o caf\u00e9 com maior facilidade para o Porto de Santos. Os primeiros estudos para a implanta\u00e7\u00e3o da ferrovia come\u00e7aram em 1835 e, a partir de 1850, o projeto come\u00e7ou a sair do papel, por iniciativa do Bar\u00e3o de Mau\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><em>A Vila de Paranapiacaba situa-se onde se instalou o Centro de Controle Operacional e Resid\u00eancia para os funcion\u00e1rios da companhia inglesa de trens<\/em><br \/>\n<em>S\u00e3o Paulo Railway, que realizava o transporte de passageiros e da produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 das fazendas paulistas para o Porto de Santos. Assim, a ocupa\u00e7\u00e3o dessa regi\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia Santos-Jundia\u00ed, a partir de 1860, com as obras comandadas pelo engenheiro ingl\u00eas Daniel M. Fox.<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o da ferrovia, em 1867, o acampamento passou a ser utilizado pelos operadores e mantenedores da maquinaria e do tr\u00e1fego ferrovi\u00e1rio. Assim, construiu-se a Esta\u00e7\u00e3o Alto da Serra, primeiro nome dado ao lugarejo. Devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o, \u00faltimo ponto antes da descida da serra, a vila come\u00e7ou a ganhar import\u00e2ncia. Na mesma \u00e9poca, em torno da Esta\u00e7\u00e3o S\u00e3o Bernardo, surgia a futura cidade de Santo Andr\u00e9, \u00e0 qual pertence a Vila de Paranapiacaba.<\/em><\/p>\n<p><em>A ocupa\u00e7\u00e3o no interior do Estado se consolidou gra\u00e7as \u00e0 estrada de ferro. O com\u00e9rcio e a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola aumentaram significativamente e a ferrovia come\u00e7ou a ser duplicada. Paralelamente \u00e0s obras de duplica\u00e7\u00e3o, a vila tamb\u00e9m era modificada. No alto de uma colina, os ingleses constru\u00edram a casa do engenheiro-chefe, chamada de Castelinho, de onde toda a movimenta\u00e7\u00e3o no p\u00e1tio ferrovi\u00e1rio poderia ser observada. Nessa \u00e9poca, tamb\u00e9m foi erguida a Vila Martim Smith com casas em estilo ingl\u00eas, de madeira e telhados em ard\u00f3sia, para servir de moradia aos funcion\u00e1rios da empresa.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 1900, o novo sistema de planos inclinados \u00e9 inaugurado e recebe o nome de Serra Nova. Do outro lado da estrada de ferro, a Parte Alta de Paranapiacaba, que n\u00e3o pertencia \u00e0 companhia, seguia padr\u00f5es arquitet\u00f4nicos diversos daqueles da vila inglesa. At\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1940, os moradores do local viviam como uma grande fam\u00edlia na vila bem cuidada, com ruas arborizadas e casas pintadas. O Clube Uni\u00e3o Lira Serrano &#8211; centro de uma intensa atividade sociocultural &#8211; promovia bailes, jogos de sal\u00e3o, competi\u00e7\u00f5es esportivas, encena\u00e7\u00f5es teatrais, exibi\u00e7\u00f5es de filmes e concertos da Banda Lira.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 1946, termina o per\u00edodo de concess\u00e3o da empresa S\u00e3o Paulo Railway Co. e todo seu patrim\u00f4nio \u00e9 incorporado ao da Uni\u00e3o, fato apontado pelos antigos moradores como o in\u00edcio da decad\u00eancia da vila. Com a desativa\u00e7\u00e3o parcial do sistema funicular, na d\u00e9cada de 1970, parte dos funcion\u00e1rios \u00e9 dispensada ou aposentada e outros s\u00e3o contratados, para cuidar do novo sistema de transposi\u00e7\u00e3o da serra, a cremalheira-ader\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Mercado de Secos e Molhados<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Constru\u00eddo, em 1899, depois de restaurado passou a funcionar como Centro Multicultural.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Cambuci<\/strong><\/em><br \/>\n<em>\u201cCambuci. A gente tem at\u00e9 um festival de Cambuci aqui que \u00e9 em setembro, o m\u00eas inteiro. Tudo \u00e9 de Cambuci. \u00c9 sorvete, \u00e9 cacha\u00e7a. A melhor cacha\u00e7a de Cambuci da regi\u00e3o \u00e9 a que aqui tem um bar que ganhou at\u00e9 um pr\u00eamio da cacha\u00e7a de Cambuci.<\/em><\/p>\n<p><em>E na cidade a gente tem algumas festas, ent\u00e3o o Cambuci \u00e9 a coisa mais importante da cidade. Tudo \u00e9 Cambuci. E a frutinha mais ruim \u00e9 essa, mas tudo \u00e9 Cambuci. \u00c9 de sorvete para cacha\u00e7a, ent\u00e3o tem coisas que t\u00eam que ser mais&#8230; O Cambuci \u00e9 a coisa\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_44756\" aria-describedby=\"caption-attachment-44756\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240410-WA0093-Yone-Cristina.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-44756\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240410-WA0093-Yone-Cristina-230x300.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240410-WA0093-Yone-Cristina-230x300.jpg 230w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240410-WA0093-Yone-Cristina-768x1002.jpg 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240410-WA0093-Yone-Cristina-785x1024.jpg 785w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240410-WA0093-Yone-Cristina.jpg 984w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-44756\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em><strong>Castelinho (Atual Museu do Castelo)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Constru\u00eddo em 1897, o Museu foi a moradia do engenheiro chefe da ferrovia. Hoje, abriga diversas pe\u00e7as antigas e a mem\u00f3ria social da vila. O Museu conta com uma exposi\u00e7\u00e3o permanente, uma maquete f\u00edsica de toda a Vila, cinco totens instalados no piso superior com fotos da vista das janelas do Museu Castelo, aproveitando a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da constru\u00e7\u00e3o, e possui tamb\u00e9m banners distribu\u00eddos por todas as salas que contam a hist\u00f3ria da implanta\u00e7\u00e3o da Vila Ferrovi\u00e1ria.<\/em><\/p>\n<p><em>Situado entre Vila Velha e a Vila Martin Smith, foi constru\u00eddo por volta de 1897 e era utilizado como a resid\u00eancia do engenheiro-chefe e gerente do tr\u00e1fego de trens da Serra do Mar. Sua impon\u00eancia simbolizava a lideran\u00e7a e a hierarquia que os ingleses impuseram a toda a Vila.<\/em><\/p>\n<p><em>Paranapiacaba est\u00e1 entre os 100 monumentos mais importantes do mundo, pelo World Monument Fund e tamb\u00e9m \u00e9 reconhecida pela Unesco como patrim\u00f4nio de relevante valor para a humanidade<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Trem Tur\u00edstico<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O Trem Expresso para Paranapiacaba \u00e9, sem d\u00favida, o passeio mais indispens\u00e1vel pela regi\u00e3o. Fabricado na d\u00e9cada de 1950, o trem passa por<\/em><br \/>\n<em>paisagens pitorescas e faz com que o passageiro sinta que est\u00e1 voltando no tempo. Ao total, s\u00e3o 48 quil\u00f4metros e 1h30 de dist\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Parque Nacional das Nascentes<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Paranapiacaba \u00e9 rodeada por importantes Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente. Uma delas \u00e9 o Parque Nascentes. Assim como o nome sugere, a reserva foi criada para proteger e conservar as diversas nascentes da \u00e1rea, como a do Rio Grande, principal formador da Represa Billings.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Museu do Funicular<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O Museu do Funicular \u00e9 onde se encontram as oficinas, ferramentas e utens\u00edlios que eram utilizadas para fabrica\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o dos trens. Alguns dos vag\u00f5es ainda est\u00e3o preservados, como o vag\u00e3o funer\u00e1rio. O Museu do Funicular abriga uma exposi\u00e7\u00e3o permanente de fotos e diversos objetos de uso ferrovi\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>P\u00e1tio Ferrovi\u00e1rio<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>No P\u00e1tio Ferrovi\u00e1rio encontram-se os principais \u00edcones da Vila de Paranapiacaba, o Rel\u00f3gio da Esta\u00e7\u00e3o, a Ponte que liga a Parte Alta com a Parte Baixa e o Locobreque.<\/em><\/p>\n<p><em>Erguida em 1898, a torre do rel\u00f3gio \u00e9 um dos cart\u00f5es-postais da cidade. O destaque fica por conta do rel\u00f3gio da marca Johnny Walker, de Londres. Suas badaladas regulavam os hor\u00e1rios dos trens e a entrada e sa\u00edda dos funcion\u00e1rios da ferrovia.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Paranapiacaba e suas Lendas de Assombra\u00e7\u00f5es<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u00cdndios e o Caminho de Machu Picchu. Festival de Inverno e o Primeiro<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Campo de Futebol do Brasil Oficial<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cDizem tamb\u00e9m que existe um caminho que \u00e9 l\u00e1&#8230; que vem l\u00e1 de Machu Picchu at\u00e9 aqui. Existe umas&#8230; aqui na padaria, no mercado. Existe umas pedras que s\u00e3o hist\u00f3ricas, que t\u00eam um caminho, que dizem que os \u00edndios, eles traziam as comidas, os guentos, as ervas, e eles faziam esse caminho de santos tamb\u00e9m com os negros, escravos, todos passando por Paranapiacaba. Eu n\u00e3o sei bem essa hist\u00f3ria, mas existem alguns livros hist\u00f3ricos que falam sobre isso, que \u00e9 bem interessante. Que vem a hist\u00f3ria, o porqu\u00ea da vila e o porqu\u00ea que a vila foi t\u00e3o importante para o conhecimento de todos. E uma coisa que eu acho muito legal tamb\u00e9m, o primeiro campo de futebol do Brasil \u00e9 aqui em Paranapiacaba. Com as medidas oficiais. Ele foi at\u00e9 reformado agora, veio governador e tudo. E tamb\u00e9m a gente tem o Festival de Inverno, que \u00e9 em Junho e Julho, que tamb\u00e9m \u00e9 um m\u00eas todo, bastante importante, que vem mais de um milh\u00e3o de pessoas na vila. Ent\u00e3o, s\u00e3o coisas que s\u00e3o muito importantes na nossa Vila, que acontecem todos os anos, h\u00e1 muito tempo. No festival de inverno do ano passado (2022), eles fizeram a reforma dele. Primeiro campo de futebol do Brasil. E a primeira vez que jogaram futebol, foram os ingleses que trouxeram. Tamb\u00e9m \u00e9 bem interessante colocar. Eu acho uma coisa bem legal\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Fantasma do Castelinho<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Hoje, o Castelinho virou museu, mas continuam surgindo relatos de sons estranhos em um dos quartos. As pessoas que j\u00e1 viram o vulto dizem que ele se parece com um dos quadros na parede&#8230; Exatamente o que mostra Daniel Fox ao lado da esposa.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Dama do Lira<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cTem um tenor, o Lira que agora est\u00e1 fechado, era um lugar de festas muito grande, eventos hist\u00f3ricos, e vinha gente de tudo que era lugar de S\u00e3o Paulo. E eram festas muito famosas, ent\u00e3o existia um tenor que era o namorado da bailarina, que \u00e9 outra lenda de Paranapiacaba. Esse tenor est\u00e1 enterrado no nosso cemit\u00e9rio ali em cima. E se voc\u00ea olhar para a foto do tenor, ele te segue. Ele \u00e9 um cara muito bonito, para a \u00e9poca, ele era um cara muito bonito, e ele era o namorado da bailarina. A bailarina se suicidou porque esse tenor morreu e ela ficou depressiva e se matou. Por isso que aparece ainda ela dan\u00e7ando, e muitas vezes ele cantando l\u00e1 no Lira\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Pau da Missa<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Quando os ingleses viviam na Vila, eram de maioria religiosa protestante e anglicana. Na parte alta ficava (ainda fica) a igreja cat\u00f3lica Bom Jesus de<\/em><br \/>\n<em>Paranapiacaba. Para anunciar cerim\u00f4nias, prociss\u00f5es, missas de s\u00e9timo dia e cortejos f\u00fanebres aos moradores cat\u00f3licos da parte baixa, o padre usava uma \u00e1rvore conhecida como Pau da Missa. O costume continua na mesma \u00e1rvore, embora boa parte dos moradores tenha adotado a religi\u00e3o evang\u00e9lica. Diz a lenda que se algu\u00e9m bater tr\u00eas vezes \u00e0 meia-noite nesta \u00e1rvore ver\u00e1 o espectro da pessoa que morreu cujo nome est\u00e1 anunciado no Pau da Missa.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Trem- Fantasma<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cEssas s\u00e3o hist\u00f3rias ver\u00eddicas que estou contando, porque s\u00e3o pessoas de hoje que j\u00e1 viram, que j\u00e1 conversaram com essas pessoas mortas. Tem alguns historiadores da vila que era interessante voc\u00ea conversar, porque eles t\u00eam muitas hist\u00f3rias, n\u00e3o s\u00f3 de tempos atr\u00e1s. A gente tem um trilho de trem que morreu mais de 14 pessoas ou 15 pessoas de uma vez, porque na \u00e9poca era tudo amachadada, tudo eles faziam \u00e0 m\u00e3o. E quando eles estavam entrando num buraco, aquilo l\u00e1 caiu e matou todo mundo. Vem um ca\u00e7a-fantasmas brasileiro aqui, que \u00e9 um senhor e uma senhora com a aparelhagem, e eles gravaram gritos e sons e choros dentro desse lugar. Agora \u00e9 o lugar onde um trem passa. Ent\u00e3o, tem muitas hist\u00f3rias muito legais, porque \u00e9 uma cidade muito grande. Na minha casa, l\u00e1 no Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua, a gente sente que existem esp\u00edritos que est\u00e3o ali dentro e que muitas vezes eles querem conversar. Ou a gente pega e bota uma coisa num lugar, ela cai, ou ela vira, ou ela aparece de outro lado. Quando eu peguei a chave do emp\u00f3rio, eu olhei l\u00e1 em cima no castelinho, o cara l\u00e1 do castelinho, o dono do castelinho, que \u00e9 o engenheiro, estava me olhando, dizendo assim, quem \u00e9 essa pessoa? Quem \u00e9 essa pessoa que est\u00e1 entrando na minha casinha? A\u00ed, eu olhei para ele e disse, \u00f3, tio, de boa a\u00ed, s\u00f3 estou entrando, vou cuidar com todo o amor dessa casa, vou respeitar as entidades que est\u00e3o aqui dentro. Me apresentei e ele pelo jeito, assim, me deu a ben\u00e7\u00e3o dele e disse, t\u00e1 bom, vou te deixar trabalhar. Porque a vila de Paranapiacaba, ela \u00e9 uma vila, ela n\u00e3o \u00e9 que nem S\u00e3o Tom\u00e9 das Letras, que a energia \u00e9 alta, aqui a energia \u00e9 baixa. Ent\u00e3o, ou ela te acolhe ou ela te manda embora. Ent\u00e3o, \u00e9 uma vila acolhedora para algumas pessoas e para outras pessoas, voc\u00ea n\u00e3o consegue ficar l\u00e1 dentro. Eu j\u00e1 tive pessoas trabalhando na loja que ficaram mesmo que enlouqueceram e n\u00e3o quiseram mais aparecer porque n\u00e3o tem essa, a energia da vila \u00e9 muito complicada. Ent\u00e3o, tem seres, tem pessoas que eles deixam entrar na vila para que comecem a limpar, porque respeitam o lugar. Ent\u00e3o, assim, \u00e9 muito massa, muito massa mesmo\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Jack Estripador<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA Rainha da Inglaterra, na \u00e9poca, ela tinha um m\u00e9dico que era muito famoso, todo mundo conhecia ele como o m\u00e9dico da Rainha da Inglaterra. E esse m\u00e9dico, diziam que era o Jack Estripador. Foi visto na \u00e9poca, foi conhecido na \u00e9poca pelos policiais da Inglaterra e eles chegaram a esse m\u00e9dico. S\u00f3 que como ele era o m\u00e9dico oficial da Rainha, na \u00e9poca a Rainha n\u00e3o podia ter isso no nome dela. Imagina que descobrissem que o m\u00e9dico que era da Rainha da Inglaterra era o Jack Estripador que estava matando as prostitutas l\u00e1 na Inglaterra. Ent\u00e3o, o que que ela fez? Ela pediu pra que pegassem o m\u00e9dico e mandassem ele para o lugar mais longe da Inglaterra poss\u00edvel. E naquela \u00e9poca eles estavam fazendo aqui a vila de Paranapiacaba, que era uma prov\u00edncia ainda, n\u00e9. Ent\u00e3o mandaram ele pra c\u00e1. O Jack Estripador ele veio pra c\u00e1, ficou aqui como m\u00e9dico, s\u00f3 que ele n\u00e3o foi enterrado no cemit\u00e9rio aqui de Paranapiacaba. Ele foi enterrado num outro cemit\u00e9rio que na \u00e9poca os portugueses, que eram os caras que mandavam na parte de cima, n\u00e3o deixavam nenhum ingl\u00eas ser enterrado ali. Ent\u00e3o n\u00e3o se sabe aonde que o corpo dele t\u00e1 enterrado. Mas isso \u00e9 uma coisa interessante tamb\u00e9m, porque dizem que o Jack Estripador veio morar aqui em Paranapiacaba nessa \u00e9poca\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>A Lenda do V\u00e9u da Noiva<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 dif\u00edcil observar a densa neblina pairando sobre a vila sem se perguntar de onde vem. Surgindo e tomando conta de toda a vila, um ar que chega a dar arrepios, quase como se quisesse nos amedrontar. A neblina, densa e indecifr\u00e1vel que todos ficam admirados vendo sua chegada. N\u00e3o sabem que por tr\u00e1s desse v\u00e9u branco h\u00e1 uma triste lenda.<\/em><\/p>\n<p><em>Uma das lendas mais conhecidas pelos moradores, narra a tr\u00e1gica hist\u00f3ria de uma mo\u00e7a, filha do engenheiro chefe, que se apaixonou por um dos seus<\/em><br \/>\n<em>oper\u00e1rios e foi impedida de realizar sua cerim\u00f4nia de casamento. Tudo pronto para o casamento! O mais belo vestido vindo da Capital com um v\u00e9u t\u00e3o longo que mal caberia no sal\u00e3o da igreja. E o noivo? Trancado por seu pai enfurecido em um dos vag\u00f5es com destino a baixada, impedido de comparecer \u00e0 sua pr\u00f3pria cerim\u00f4nia.<\/em><\/p>\n<p><em>A noiva desesperada por descobrir que seu pai mandou seu noivo serra abaixo. Larga tudo e corre atr\u00e1s do seu amor, descendo pelo caminho dos trilhos, aos prantos, trope\u00e7ando, caindo v\u00e1rias vezes e ao continuar sua descida, chega ao meio da primeira ponte, se desequilibra e despenca no meio do abismo. Diz a lenda que seu corpo nunca foi encontrado. E a densa neblina que invade a Vila de Paranapiacaba em alguns dias, seria at\u00e9 hoje sua alma com seu lindo v\u00e9u esvoa\u00e7ante em busca de seu amor.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>O Balan\u00e7o Solit\u00e1rio<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O vento seria capaz de movimentar um balan\u00e7o? Sim, claro. Mas e se eu te contar que apenas um dos 4 balan\u00e7os se movimenta enquanto os balan\u00e7os ao lado continuam parados? Sinistro, n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/p>\n<p><em>Diz a lenda que h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, um parquinho que fica ao lado do famoso Clube Uni\u00e3o Lyra Serrano, foi cen\u00e1rio de mais uma lenda, viva at\u00e9 hoje. Em uma das casas de frente a esse parquinho, morava uma fam\u00edlia inglesa com tr\u00eas integrantes: pai, m\u00e3e e filha.<\/em><\/p>\n<p><em>Em um dia comum, a vila estava envolta de neblina, a pequena menina atenta, observava pela janela os balan\u00e7os do parquinho. Inquieta perguntou para a m\u00e3e se poderia brincar l\u00e1 fora. Sua m\u00e3e estranhou a pergunta, pois estava muita neblina e ainda assim, a menina queria sair para brincar.<\/em><\/p>\n<p><em>Mesmo sabendo que a resposta da m\u00e3e seria n\u00e3o, a menina insistia, quase chorando, dizia que seu amiguinho estava chamando l\u00e1 de fora.<\/em><\/p>\n<p><em>Sua m\u00e3e decidiu ir at\u00e9 o parquinho para ent\u00e3o conversar com o tal amiguinho. Ela procurou, andou pelo parquinho mas n\u00e3o avistou ningu\u00e9m, em meio a neblina, sua filha apontou para um dos balan\u00e7os em movimento e disse: \u201cele est\u00e1 ali mam\u00e3e!\u201d. Mas ela n\u00e3o via ningu\u00e9m. E mesmo sem ningu\u00e9m, o balan\u00e7o verde, balan\u00e7ava sem vento forte e ningu\u00e9m por perto.<\/em><\/p>\n<p><em>Com medo e assustada, sem saber o que fazer, a m\u00e3e pegou a filha e a levou para casa. Fechou as janelas e ficaram ali, muito assustadas.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois de alguns anos, a fam\u00edlia se mudou e a menina n\u00e3o pode brincar com seu amiguinho que a espera at\u00e9 hoje, solit\u00e1rio em seu Balan\u00e7o na Vila de Paranapiacaba.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Bruxas e Magos<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cNa \u00e9poca que eles come\u00e7aram a fazer o trilho do trem, tudo era muito manual. Ent\u00e3o os homens que come\u00e7aram a trabalhar, quase todos nordestinos, que na \u00e9poca tava vindo muito nordestino aqui pra regi\u00e3o de S\u00e3o Paulo, n\u00e9, nessa regi\u00e3o. Eles n\u00e3o tinham essa capacidade que tem hoje. E era tudo muito manual. Ent\u00e3o o que que acontecia? Dizem que tinha um lugar nos trilhos que amputava as pernas das pessoas, porque um fechava de um lado o trilho e os outros que estavam trabalhando do outro lado n\u00e3o dava tempo de tirar a perna e cortava fora. A\u00ed existia uma senhora que ela era uma curandeira na regi\u00e3o antes do hospital que \u00e9 o hospital velho que existe aqui. Se chamava dona Dorita. Ela \u00e9 uma nordestina que veio com o marido. Esse marido trabalhava nos trilhos do\u00a0trem e ela cuidava dessas pessoas. Ela fazia os partos. Ela pegava as meninas que ganhavam nen\u00e9 e em vez de deixar elas na casa delas, ela tinha um quarto na casa dela que deixava a menina at\u00e9 ela ficar bem e mandava ela embora. E chamavam ela de bruxa, porque tudo isso que ela curava, ela curava com as ervas. Com as ervas que a m\u00e3e dela, na \u00e9poca l\u00e1 ensinou ela e enfim. Ent\u00e3o ela foi a primeira bruxa de Paranapiacaba, dona Dorita. Faziam de tudo para mandar ela embora. Pegaram o marido dela, mandaram o marido dela embora do trabalho para ver que se ela fosse embora. Fizeram um hospital muito moderno para \u00e9poca aqui. Ningu\u00e9m ia para o hospital. O hospital estava em moscas, em compensa\u00e7\u00e3o a dona Dorita, ela era a pessoa que cuidava de todo mundo aqui em Paranapiacaba. Esse clima tinha muitas pessoas que ficavam muito doente por causa do clima. Ela com seus ch\u00e1s, com as suas ervas, ela cuidava de todo mundo. Ent\u00e3o ela foi a primeira pessoa assim que se chamavam<\/em><br \/>\n<em>de bruxa. Porque na \u00e9poca, voc\u00ea sabe que quase 200 anos atr\u00e1s, a Inglaterra estava a ca\u00e7a das bruxas e ela era uma pessoa que trabalhava com ervas. Ent\u00e3o chamavam ela de bruxa. E ela queriam porque queriam tirar ela de toda a maneira daqui. Ela \u00e9 uma pessoa que simplesmente a hist\u00f3ria n\u00e3o fala dela. Porque se esqueceram dela. Falam da dona Francisca, que era uma curandeira que existia aqui. Eu conheci a dona Francisca quando eu vim morar pra c\u00e1 faz o qu\u00ea? 5 ou 6 anos. Ela faleceu. Ela tem at\u00e9 uma casa ali em cima que ainda os parentes dela vivem. Dessa casa. Ela \u00e9 mais conhecida, porque ela era uma pessoa que nasceu na vila. E ela tamb\u00e9m trabalhava com ervas, com ch\u00e1s. Ela era uma poetisa. Ela era uma mulher muito empoderada. E ent\u00e3o elas se falam tamb\u00e9m muito da dona Francisca, que era tamb\u00e9m uma das bruxas aqui de Paranapiacaba. A\u00ed a gente tem o Festival das Bruxas, que \u00e9 sempre em Maio, e esse Festival das Bruxas, ele vai entrar nos Guinness agora, porque \u00e9 o maior tempo de festival que tem na Am\u00e9rica Latina em uma cidade s\u00f3. Se eu n\u00e3o me engano, s\u00e3o 28 ou 27 vezes que j\u00e1 aconteceu isso, que seria da T\u00e2nia Gori, mas a cidade toda fecha\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>O Fantasma da Vila<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cTem outras hist\u00f3rias de um senhor que \u00e9 falecido, porque aqui tudo \u00e9 hist\u00f3ria. Mas pessoas que chegam na vila pela parte de cima, quando tem a neblina, porque isso acontece s\u00f3 quando a neblina desce, quando tem a neblina, eles n\u00e3o enxergam ningu\u00e9m na rua, s\u00f3 enxergam um senhor e come\u00e7am a perguntar para ele. E ele come\u00e7a a te contar sobre a vila, onde \u00e9 as coisas, o que acontece. E as pessoas v\u00e3o nos lugares, e ele diz, vai por aqui, vai por ali. Quando voc\u00ea est\u00e1 perdido na neblina, simplesmente aparece esse senhor, ele diz, n\u00e3o, dobra aqui \u00e0 esquerda, \u00e0 direita, voc\u00ea vai no seu caminho. E ele est\u00e1 enterrado tamb\u00e9m no cemit\u00e9rio, e muitas vezes as pessoas visitam o cemit\u00e9rio, enxergam a foto dele e dizem, n\u00e3o, foi esse senhor aqui que me deu as dicas l\u00e1 em cima. Ent\u00e3o ele \u00e9 um fantasma da vila, tamb\u00e9m muito conhecido. Tem pessoas conhecidas minhas que j\u00e1 viram, que j\u00e1 pegaram informa\u00e7\u00f5es com ele, e \u00e9 muito estranho isso\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Picafumo<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o sei se te contaram tamb\u00e9m a lenda do Picafumo, que \u00e9 um andarilho que aparece sempre nos verdes, nos matos por a\u00ed, que tamb\u00e9m s\u00e3o pessoas que j\u00e1 viram ele. O Picafumo, ele viveu h\u00e1 uns 150 anos atr\u00e1s e ele era um cara muito, muito complicado de se lidar. Ele n\u00e3o tinha fam\u00edlia, n\u00e3o tinha ningu\u00e9m e ele era uma pessoa muito rude. A\u00ed tinha uma senhorinha que ia sempre na igreja e essa senhora viu que o Picafumo estava ficando doente e da\u00ed ela pediu para o padre, padre, vai l\u00e1 no Picafumo, fala com ele, d\u00e1 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, o cara est\u00e1 doente, ele n\u00e3o tem fam\u00edlia. E o padre da igreja, n\u00e3o, esse cara n\u00e3o vale uma reza, ele n\u00e3o vale nada, ele \u00e9 uma pessoa muito rude, n\u00e3o sei o qu\u00ea. E isso foi, foi indo, foi indo, foi indo, o Picafumo ficou doente, morreu. A\u00ed a velhinha, padre, lembra do Picafumo? Pois \u00e9, ele faleceu. Ser\u00e1 que o senhor pode fazer uma ora\u00e7\u00e3o para ele? Ele vai ser enterrado sem ningu\u00e9m, ningu\u00e9m gosta dele, e a gente vai enterrar ele e a gente queria uma ora\u00e7\u00e3o. O padre disse, eu? Orar para esse cara? De jeito nenhum, n\u00e3o vou de jeito nenhum orar para ele. A\u00ed ele foi enterrado l\u00e1 em cima no cemit\u00e9rio. E tudo certo, sete dias depois come\u00e7aram a bater na porta do padre. Pum, pum, pum, pum. Olhou para fora. Era o Picafumo. A\u00ed o padre, eu n\u00e3o vou dar uma ora\u00e7\u00e3o para esse cara, n\u00e3o. Ele est\u00e1 morto que n\u00e3o sei o que. Desenterraram ele e o padre disse assim, em vez de eu dar uma ora\u00e7\u00e3o, eu vou pegar e vou botar cal. Porque dizem que quando voc\u00ea coloca cal, na pessoa, ela desintegra. Quando tiraram ele, ele estava certinho, n\u00e3o tinha nada apodrecido, nada, nada, nada, nada. E j\u00e1 fazia 15 dias isso, que<\/em><br \/>\n<em>ele j\u00e1 tinha morrido, ele tinha que estar pelo menos podre e n\u00e3o estava. A\u00ed eles colocaram cal e enterraram. 14 dias depois, p\u00e1, p\u00e1, p\u00e1, p\u00e1. Era o Picafumo querendo a b\u00ean\u00e7\u00e3o do padre, para ele ir para o c\u00e9u, n\u00e9. E o padre, eu n\u00e3o vou dar uma extrimu\u00e7\u00e3o para esse cara que n\u00e3o sei o que. Pegaram e tentaram queimar o Picafumo. N\u00e3o conseguiram. A\u00ed o padre diz, pega esse corpo, tira daqui e coloca l\u00e1 no meio do mato, que eu n\u00e3o quero mais esse corpo aqui. E dizem que \u00e9 esse homem que aparece no meio do mato, caminhando at\u00e9 hoje \u00e9 o Picafumo, que n\u00e3o ganhou a extrimu\u00e7\u00e3o do padre, e ele t\u00e1 por a\u00ed caminhando. \u00c9 bem rapidinho assim, mas tem mais hist\u00f3ria. Mas como eu quero te contar r\u00e1pido, esse tamb\u00e9m \u00e9 uma lenda muito legal de Paranapiacaba\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>O Senhor das Lamparinas<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cEu acho que \u00e9 interessante tamb\u00e9m que tem uma outra lenda, que eu esqueci de te contar, que \u00e9 a lenda de um senhor que trabalhava&#8230; Porque antigamente n\u00e3o tinha luz, n\u00e9? Tinha aquelas velas que colocavam na cidade. Ent\u00e3o, ele ia na cidade acendendo as velas de uns casti\u00e7ais grandes, como umas lamparinas mesmo, pra que ficasse tudo aceso de tardezinha, e de manh\u00e3zinha ele ia l\u00e1 e apagava. E hoje em dia ainda se enxerga ele muitas vezes, quando come\u00e7a a neblina, na noitezinha, se enxerga ele acendendo essas lamparinas. Imagina uma ala com os caras com as lamparinas assim, ia ficar bem legal tamb\u00e9m, n\u00e9? Que era um senhor que acendia as lamparinas\u201d.<\/em><br \/>\n<em>(Relato da Ana Talamine- Moradora de Paranapiacaba- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Ana Talamine- Emp\u00f3rio Irm\u00e3s da Lua<\/em><\/p>\n<p><em>https:\/\/www.instagram.com\/irmas_dalua?igsh=ZnNqMG40MjBmazJ5<\/em><\/p>\n<p><em>http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/296<\/em><\/p>\n<p><em>https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;source=web&amp;rct=j&amp;url=https:\/\/www.mbigucci.com.br\/blog\/conheca-a-historia-de-paranapiacaba\/&amp;ved=2ahUKEwijt5en7ZL_AhVhjJUCHQ-kCQo4ChAWegQIBRAB&amp;usg=AOvVaw2fXTpm0VGjic7pW9zqqMvh<\/em><\/p>\n<p><em>https:\/\/www.guiadoturismobrasil.com\/noticia\/3829\/paranapiacaba-historia-cultura-e-ecoturismo-em-santo-andre<\/em><\/p>\n<p><em>http:\/\/bibocaambiental.blogspot.com\/2019\/08\/historias-apavorantes-de-paranapiacaba.html?m=1<\/em><\/p>\n<p><em>https:\/\/www.paranapiacabaolhovivo.com\/contos-lendas-e-misterios-em-paranapiacaba\/<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estreante no Grupo de Acesso I, o GRESDVM Reino do Axolote cantar\u00e1 a cidade de\u00a0Paranapiacaba. De autoria de\u00a0C\u00e1ssio Rosado Correia e Ana Talamine, a escola desenvolvera o enredo &#8220;Paranapiacaba- Jeito Ingl\u00eas, Rica de Belezas, Hist\u00f3rias e Mist\u00e9rios&#8221; no Carnaval Virtual 2024. Confira abaixo a sinopse divulgada pela agremia\u00e7\u00e3o: Paranapiacaba- Jeito Ingl\u00eas, Rica de Belezas, Hist\u00f3rias<\/p>\n","protected":false},"author":358,"featured_media":44756,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[493],"tags":[],"class_list":["post-45134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carnaval-virtual-2024"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45134"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45135,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45134\/revisions\/45135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}