{"id":45138,"date":"2024-10-18T11:29:46","date_gmt":"2024-10-18T14:29:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=45138"},"modified":"2024-10-18T11:29:46","modified_gmt":"2024-10-18T14:29:46","slug":"republica-das-ungidas-ira-apresentar-madagasykara-mo-carnaval-virtual-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/republica-das-ungidas-ira-apresentar-madagasykara-mo-carnaval-virtual-2024\/","title":{"rendered":"Rep\u00fablica das Ungidas ir\u00e1 apresentar Madagasykara mo Carnaval Virtual 2024"},"content":{"rendered":"<p>O\u00a0GRSAESV Rep\u00fablica das Ungidas apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso I em 2024.<\/p>\n<p>De autoria de\u00a0Eduardo Tann\u00fas e Robert Mori, a escola ir\u00e1 defender no Carnaval Virtual o enredo <em>&#8220;Madagasykara&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Confira abaixo a sinopse divulgada pela agremia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Madagasykara <\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong><em>Introdu\u00e7\u00e3o: a \u00e1rvore da vida floresceu<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Nos prim\u00f3rdios do planeta, quando os continentes ainda estavam se separando uns dos outros, uma frondosa \u00e1rvore reinava absoluta, com seus troncos resistentes at\u00e9 aos inc\u00eandios e sua copa esplendorosa que abrigava toda sorte de animais. Seu nome era Reniala,\u00a0 a \u00e1rvore da vida.<\/em><\/p>\n<p><em>Apesar de ser uma fortaleza protetora para todo animal que a procurasse, Reniala n\u00e3o se sentia completa por n\u00e3o poder florescer e frutificar. Por que a \u00e1rvore da vida n\u00e3o produzia alimentos?<\/em><\/p>\n<p><em>Humildemente,\u00a0 ela suplicou ao criador Zanahary.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cOh poderoso Zanahary! Eu amo tanto defender e proteger os animais! Por que n\u00e3o posso aliment\u00e1-los com frutos?<\/em><\/p>\n<p><em>Zanahary respondeu: \u201cmas voc\u00ea gerar\u00e1 filhos, \u00e1rvores como voc\u00ea. Como a natureza sustentaria tantas \u00e1rvores como voc\u00ea e suas folhagens?\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Reniala prontamente respondeu: meus galhos s\u00e3o fortes e frondosos. Posso proteger os animais com eles.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim, Reniala perdeu parte das folhas, enquanto florescia divinamente e gerava frutos insubstitu\u00edveis.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Setor 1- ilay paradisa nivoatra mitokana- O para\u00edso que evoluiu no isolamento <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>No princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o da Pangeia, um supercontinente, chamado Gondwanna, riqu\u00edssimo em minerais e diversidade de ecossistemas,\u00a0 come\u00e7ou a se separar devido aos mmovimentos tect\u00f4nicos. Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, Ant\u00e1rtida,\u00a0 Austr\u00e1lia, \u00cdndia, Oriente M\u00e9dio e a ilha Madagasykara do mundo decidiram se separar. Milh\u00f5es de anos deixaram a ilha completamente isolada no oceano \u00edndico, cada vez mais distante da costa africana.<\/em><\/p>\n<p><em>Isso foi determinante para o desenvolvimento do maior marsupial e a maior ave da hist\u00f3ria. O l\u00eamure urso, de 3 m de altura e pesando 350 toneladas, e a Ave elefante, de 3,7m de altura e 700 kg<\/em><\/p>\n<p><em>Um espa\u00e7o t\u00e3o in\u00f3spito n\u00e3o poderia ter melhor nome: Madagasykara, ou \u201ca Dobra do Mundo\u201d. Derivando pelo oceano indico at\u00e9 ficar milhares de km distante de Mo\u00e7ambique, florestas se multiplicaram e savanas cresceram<\/em><\/p>\n<p><em>Juntamente, plantas e animais tornaram-se totalmente end\u00eamicas. A come\u00e7ar pelas\u00a0 6 esp\u00e9cies de Baobab e a emblem\u00e1tica Ravenala, ou \u201c\u00e1rvore do viajante\u201d, conhecida por seus reservat\u00f3rios de \u00e1gua. Os animais tornaram-se s\u00edmbolos de lendas que ultrapassaram gera\u00e7\u00f5es. Os marsupiais s\u00e3o a prova viva que \u00c1frica e Oceania j\u00e1 foram um mesmo continente. S\u00e3o l\u00eamures, fossas e aiais das mais variadas cores, formas, tamanhos e modos de vida. Dos noturnos aos diurnos, dos coletivos aos solit\u00e1rios. Tamb\u00e9m \u00e9 a maior origem dos camale\u00f5es, muitos end\u00eamicos da regi\u00e3o, do maior ao menor. Uma realidade: ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da megafauna, tornou-se a fauna end\u00eamica de menor estatura em um ecossistema. Incluindo os predadores. Mini-tesouros vivendo na imensid\u00e3o verde que o homem n\u00e3o teve muita responsabilidade em manejar.<\/em><\/p>\n<p><em>Irrespons\u00e1veis ou, talvez, no come\u00e7o ing\u00eanuos. Diretamente da ilha de Born\u00e9u, que um dia foi vizinha de Gondwanna, austron\u00e9sios decidiram por suas canoas por tsingys ao oeste. E singrando por oceanos quentes, uma terra exuberante dezenas de milhares de quil\u00f4metros depois, quem imaginaria um clima T\u00c3O semelhante? Chuvoso, quente, riqu\u00edssimo. Era o sonho revelado que os deuses anunciaram!!! E tais canoas aportaram por Antsiranana, na praia esculpida pelas correntes \u00edndicas. Era preciso abrir a floresta para fazer um sustento, mas aquela \u00e1rvore frondosa&#8230; parece tanto a \u00e1rvore da vida! Essa precisa de uma aten\u00e7\u00e3o especial, mesmo que deixe de ser uma floresta para se tornar uma avenida em meio a planta\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o muito tempo depois, os bantus viram que era poss\u00edvel ir al\u00e9m da imensa costa aonde nasceu a humanidade. Quem diria que seria navegando pelas correntes t\u00e3o fortes do canal de Mo\u00e7ambique? E sa\u00edam as pirogas para desbravar o desconhecido! Mil quil\u00f4metros separavam a \u00c1frica da ilha encantada, e de Mahajanga \u00e0 Toliara, os bantus povoaram a costa oeste em um longo caminho de densas florestas!<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Setor 2- Zafimaniry entalhado em Madeira. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>As pirogas, tradicionais canoas africanas para navegar rios de relevos acidentados, come\u00e7aram a ser utilizadas pelos bantus para pescas nas praias do canal de Mo\u00e7ambique. Aventurando-se em \u00e9poca de calmaria, mas equipados para situa\u00e7\u00f5es de mar revolto. Os bantus atravessaram o canal por centenas de quil\u00f4metros.\u00a0 Quando eles pensavam que estavam em Madagasykara,\u00a0 na dobra do mundo, colinas muito harm\u00f4nicas surgem no horizonte do Oceano Turquesa. Madagasykara! \u00c9 a dobra, o fim do mundo! Um para\u00edso que evoluiu em pleno isolamento!<\/em><\/p>\n<p><em>As colinas consagradas! O caminho de Rambosalama para guiar os sonhos de um povo negro que festeja embelezando ainda mais a paisagem.<\/em><\/p>\n<p><em>Reniala e seus filhos deixaram o para\u00edso isolado repleto de frutos que passou a alimentar tamb\u00e9m os humanos. Alimentar, abrigar, aben\u00e7oar. Reniala tornou-se sagrada para todos os seres vivos! O homem conheceu Reniala, e Reniala tornou-se cultuada como deusa da fertilidade, a que fornece moradia e alimenta\u00e7\u00e3o a qualquer ser vivo. E quem eram seus filhos humanos? Sakalavas, pessoas de \u201cpele negra como \u00e9bano\u201d, significado da palavra sakalava. Eram ex\u00edmios guerreiros, adaptados ao meio ambiente em interven\u00e7\u00f5es organizadas, dan\u00e7arinos, artistas, e por que n\u00e3o inventores? Inventaram meios de sobreviver em um ambiente isolado completamente diferente de Afrika, a terra ancestral.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Os sakalavas foram se Espalhando pelo litoral e se separando de acordo com o ambiente. Tinham os Betsimisaraka \u00a0na costa, excelentes tecel\u00f5es. Os Bara das terras altas, ex\u00edmios cesteiros, os Betsileo e os Zafimaniry das florestas da serra, que esculpiam suas vit\u00f3rias na mais perfeita carpintaria em madeiras de lei. Cestaria, movelaria, utens\u00edlios dom\u00e9sticos e de guerra, arquitetura.\u00a0 Tudo t\u00e3o perfeito e t\u00e3o integrado ao meio ambiente, que podemos ver na serra Zafimaniry a primeira cidade planejada, uma mistura de arte e genialidade em pleno mirante da Serra Betsileo.<\/em><\/p>\n<p><em>Os Sakalavas eram extremamente felizes por uma vida t\u00e3o diferente e farta nesse para\u00edso. Mas eles n\u00e3o estavam sozinhos.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_44841\" aria-describedby=\"caption-attachment-44841\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240427-WA0003-Eduardo-Tann\u00fas-dos-Reis.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-44841\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240427-WA0003-Eduardo-Tann\u00fas-dos-Reis-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240427-WA0003-Eduardo-Tann\u00fas-dos-Reis-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240427-WA0003-Eduardo-Tann\u00fas-dos-Reis-768x462.jpg 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240427-WA0003-Eduardo-Tann\u00fas-dos-Reis-1024x616.jpg 1024w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240427-WA0003-Eduardo-Tann\u00fas-dos-Reis.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-44841\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Setor 3: Ny fanjakana Merina be voninahitra- O glorioso reino Merina<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Algumas d\u00e9cadas antes, pelo leste da ilha, engenhosas canoas atravessaram o oceano \u00edndico.\u00a0 Vindas do distante arquip\u00e9lago indon\u00e9sio, aproveitando-se da calmaria e da temperatura elevada da \u00e9poca, elas atravessaram milhares de quil\u00f4metros at\u00e9 encontrar Imerina! O Para\u00edso! Imerina! Uma gigantesca ilha repleta de recursos e prosperidade! Perfeita para finalmente fundar uma cidade para agradecer aos ancestrais!<\/em><\/p>\n<p><em>E Antsiranana recebe as canoas merinas, abrindo caminho para as colinas de Rambosalama.\u00a0 Aonde ficar? Logo na entrada, na colina de Ambohimanga. Os Merinas eram de diferentes regi\u00f5es da Indon\u00e9sia. Tinham tamb\u00e9m os Hovas vindos de Java e os Vazimbas vindos de Sumatra. Como unificar? Os Merinas de Born\u00e9u sugeriram a celebra\u00e7\u00e3o Vodyondry para prosperar a comunidade, casar e unificar. Casar como Manelobe, patriarca Hova, sacramentou com Rafohy, Rainha Vazimba. E os povos da floresta e do rio ampliaram seus dom\u00ednios. Pelos casamentos, diversos povos de ilhas diferentes se unificaram numa ilha s\u00f3, e do casamento de Manelobe com Rafohy, nasce Andriamanelo, o filho sagrado. Unificou os Merinas, construiu Hovans em homenagem ao pai, e celebrou com Fandroana a prosperidade da m\u00e3e. \u00c1gua \u00e9 vida, e o banho \u00e9 purifica\u00e7\u00e3o. Fandroana para festejar as vit\u00f3ria, a fartura e o sucesso.<\/em><\/p>\n<p><em>A prosperidade das planta\u00e7\u00f5es de arroz, dos pomares de baunilha, das hortas de inhame e das florestas de baobab, o Reino Merina unificou as terras altas. E uma na\u00e7\u00e3o totalmente auto-gerida estava pronta para apresentar todos seus encantos ao mundo. Ser\u00e1 que valeria a pena?<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Setor 3: Peste Parfum\u00e9e <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Andriamanelo deixou seu filho, Ramalo, prosperando ainda mais a produ\u00e7\u00e3o de arroz, Inhame, baunilha e manga. Ao passo que o Ravali, culto ancestral a Zanahary, se espalhava com os rituais Sampys, o poder do pa\u00eds se desenvolvia, em um Imp\u00e9rio de etnias completamente diferentes.<\/em><\/p>\n<p><em>Radama I foi o grande mpanjaka que apresentou Madagascar ao mundo. Todos olhavam maravilhados para aquele diferente pa\u00eds com riquezas t\u00e3o particulares.<\/em><\/p>\n<p><em>Contudo, tamanha riqueza voltaria a despertar o interesse da terra pestilenta, aonde a inveja corr\u00f3i o car\u00e1ter de qualquer mandat\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em>Inicialmente, Madagascar inspirava medo aos navegantes, Marco Polo em seus relatos mencionou uma ilha imensa, isolada da costa de Mo\u00e7ambique, impedia qualquer aproxima\u00e7\u00e3o com violentos proj\u00e9teis de lan\u00e7as. Dois s\u00e9culos ap\u00f3s Marco Polo passar temeroso pela ilha, Diogo Soares nunca mais foi visto.\u00a0 Ele foi alvejado por Betsimisarakas que n\u00e3o gostavam de invasores e seu corpo foi jogado ao mar repleto de lan\u00e7as.<\/em><\/p>\n<p><em>Todavia, com a prosperidade vinda de Radama I, o grande, os olhos europeus cresceram ao tamanho proporcional de seus egos. N\u00e3o tardou para a Fran\u00e7a iniciar miss\u00f5es para estabelecer dom\u00ednio econ\u00f4mico, cultural e religioso da regi\u00e3o. Radama estava disposto a negociar, contudo, piratas ingleses simplesmente apareceram na regi\u00e3o de Toliara e sequestraram centenas de Sakalavas, Baras e Betsileos para trafic\u00e1-los como escravizados. Foram mais de 32 mil malagasys aportando em Salvador e n\u00e3o tardando para ajudarem a Povoar os numerosos quilombos baianas. Foram povos que ajudaram a diversificar ainda mais a cultura bantu em terras brasileiras.<\/em><\/p>\n<p><em>Por\u00e9m, os europeuss n\u00e3o contavam com Ranavalona I sucedendo o marido ap\u00f3s sua morte. Ao contr\u00e1rio dele, Ranavalona n\u00e3o estava aberta ao di\u00e1logo com o que ela chamava de invasores. Ela denunciou publicamente as miss\u00f5es crist\u00e3s que ajudavam os piratas com tr\u00e1fico de escravizados, e decidiu tomar medidas radicalmente en\u00e9rgicas.<\/em><\/p>\n<p><em>Ranavalona I proibiu o cristianismo e expulsou todos os estrangeiros do pa\u00eds. Os europeus chamam ela de \u201ca monarca mais sanguin\u00e1ria da hist\u00f3ria,\u00a0 d\u00e9spota, radical, louca e assassina. J\u00e1 os africanos com unanimidade defendem seu legado de bravura para resistir ferozmente contra todas as p\u00e9rfidas atividades europeias no pa\u00eds, que visivelmente estavam sedentas de inveja e gan\u00e2ncia, sob um hip\u00f3crita e mentiroso discurso de \u201cepopeia de coragem e bravura\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Foram quase 3 d\u00e9cadas de embates e ultra-nacionalismo. O que Ranavalona I n\u00e3o esperava era que Radama II e sua esposa Ranavalona II resolveriam entrar em tr\u00e9gua com os franceses e arrendar parte de suas terras para os europeus usarem como quisessem.<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto Radama tra\u00eda seu pr\u00f3prio povo e vendia suas terras mais importantes, Ranavalona II convertia-se ao cristianismo, promovia uma iconoclastia em massa e extinguia as tradi\u00e7\u00f5es religiosas do imp\u00e9rio, curvando-se em adora\u00e7\u00e3o ao Jesus branco e racista dos franceses.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando ambos foram sucedidos por Radama e Ranavalona III, tarde demais. Os franceses j\u00e1 tinham exalado todo seu perfume de pestil\u00eancia e sabotagem nas terras malagasy, executaram cruelmente Radama e aprisionaram Ranavalona na Ilha Reuni\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>A tentativa francesa de manter a autoridade europeia dominando a regi\u00e3o fracassou retumbantemente. Em uma como\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, ecoados pela onda em Mem\u00f3ria de Ranavalona I e III, os Malagasy em suas 19 etnias uniram-se com um absoluto desejo pela liberdade. Foram 65 anos de guerras, mas a Fran\u00e7a conseguiu apenas uma col\u00f4nia insubmissa e dispendiosa, com nativos unidos brigando ferozmente contra a pestil\u00eancia exalando eau du parfum. Ap\u00f3s a segunda guerra mundial, exaurida das perdas militares e civis, a Fran\u00e7a precisou encarar a primavera africana em sua mais plena flora\u00e7\u00e3o. Reniala fez sua Ilha voltar a florescer, e em 1962, Madagasykara se torna Repoblika.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Setor final: O Hino de Manifesto <\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Entre ditaduras e regimes democr\u00e1ticos, o juramento para Ranavalona prevaleceu e o pa\u00eds tornou-se um espetacular exemplo de respeito e preserva\u00e7\u00e3o \u00e9tnica de diversas origens. Seu senso de igualdade e respeito \u00e0s diferen\u00e7as inspirou um povo lutador que protestava na terra que recebeu os malagasy de maneira injusta. A hist\u00f3ria Merina, ao toque do Olodum, propunha novos ideais no mundo. Um mundo de valoriza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as e respeito \u00e0 cultura ancestral. Nos anos 1980, Olodum iniciou seus protestos e manifesta\u00e7\u00f5es contra o regime do apartheid, sistema segregacionista Imposto pelos Ingleses aos Sul Africanos. Por d\u00e9cadas, negros sul-africanos refugiavam-se em Madagascar, fugindo de persegui\u00e7\u00f5es violentas e cru\u00e9is.<\/em><\/p>\n<p><em>O canto de Madagascar ecoou. E de tanto descer a Ladeira do Pelourinho, h\u00e1 30 anos passou a descer comemorando o fim do regime segregacionista. O continente negro voltou integralmente aos seus ancestrais. E da ilha do amor, o arco-\u00edris multicor ilumina a cintilante dobra do mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>Sarobidy Madagasikara!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0GRSAESV Rep\u00fablica das Ungidas apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso I em 2024. De autoria de\u00a0Eduardo Tann\u00fas e Robert Mori, a escola ir\u00e1 defender no Carnaval Virtual o enredo &#8220;Madagasykara&#8221;. 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