{"id":4813,"date":"2016-11-16T15:32:34","date_gmt":"2016-11-16T18:32:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=4813"},"modified":"2017-08-03T01:59:05","modified_gmt":"2017-08-03T04:59:05","slug":"imperio-do-progresso-lanca-sinopse-para-o-carnaval-virtual-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/imperio-do-progresso-lanca-sinopse-para-o-carnaval-virtual-2017\/","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio do Progresso lan\u00e7a sinopse para o Carnaval Virtual 2017"},"content":{"rendered":"<p>A Imp\u00e9rio do Progresso, vice-campe\u00e3 do Grupo Especial do Carnaval Virtual 2016, arrega\u00e7a as mangas e lan\u00e7a logo e sinopse para seu carnaval 2017. O enredo, de autoria de Diego Ara\u00fajo (enredista de escolas em diversas cidades brasileiras), celebra o Manifesto Antropof\u00e1gico de Oswald de Andrade, escrito em 1928.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sob o t\u00edtulo &#8220;Mito, Arte e Cultura de Alma Devoradora&#8221;, a Progresso far\u00e1 uma viagem bem humorada, sob uma perspectiva muito inusitada. A agremia\u00e7\u00e3o renovou sua equipe para 2017, com Raphael Soares (carnavalesco em Florian\u00f3polis) a cargo dos desenhos e Thatiane Carvalho (int\u00e9rprete mirim no Rio de Janeiro) \u00e0 frente do seu microfone.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a aqui o enredo 2017 da Imp\u00e9rio do Progresso (texto de responsabilidade da agremia\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>MITO, ARTE E CULTURA DE ALMA DEVORADORA<\/b><\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" title=\"Logo do enredo - Imp\u00e9rio do Progresso 2017\" src=\"http:\/\/imgs-srzd.s3.amazonaws.com\/srzd\/upload\/l\/o\/logo_bohemios_2017.jpg\" alt=\"Logo do enredo - Imp\u00e9rio do Progresso 2017\" width=\"500\" height=\"586\" align=\"top\" \/><\/b><\/p>\n<p><b>Justificativa<\/b><\/p>\n<p><b>&#8220;[&#8230;]Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval [&#8230;]&#8221;<\/b><br \/>\n<b>Oswald de Andrade<\/b><\/p>\n<p>Desde os tempos do deus do trov\u00e3o, onde todo mundo nasceu nu. Sem pecado, com cocar de pena, urucum e pele morena. Pregui\u00e7a e antropofagia.<\/p>\n<p>Gente que come gente. Ora, pois! Credo em cruz! Devoradores!E foi assim que nasceu a p\u00e1tria-m\u00e3e gentil. Devorando e sendo devorada. Pindorama. Vera-Cruz. Santa Cruz. Ibirapitanga. Brasil.<\/p>\n<p>Em 2017, o Imp\u00e9rio do Progresso far\u00e1 do seu Carnaval um rito de devora\u00e7\u00e3o. Celebraremos na Passarela Virtual os 89 anos do &#8220;Manifesto Antropof\u00e1gico&#8221; escrito por Oswald de Andrade em 1928, e que tinha como proposta de repensar a depend\u00eancia cultural do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em ess\u00eancia, esse \u00e9 um painel carnavalesco que ser\u00e1 colorido pelos tons mais pulsantes de brasilidade. \u00c9 um manifesto de alerta para que se devorem todas as coisas, claro, sem esquecer de nossas ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Somos tupinamb\u00e1s. Modernistas. Povo.<\/p>\n<p>Somos mito, arte e cultura.<\/p>\n<p>Calidosc\u00f3pio cultural. Estandarte do sanat\u00f3rio. A loucura que permite criar. Escola que devora cultura e faz samba. Pandeiro e tradi\u00e7\u00e3o. Tamborim e modernidade.<br \/>\nTemos alma devoradora!<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a quest\u00e3o!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Sinopse<\/b><\/p>\n<p><b>Essa est\u00f3ria come\u00e7a assim,<\/b><br \/>\n<b>Se \u00e9 verdade? N\u00e3o se prenda aos fatos,<\/b><br \/>\n<b>Este del\u00edrio navega por \u00e1guas de calmaria&#8230;<\/b><\/p>\n<p>Buscando os fasc\u00ednios descritos pelo destemido aventureiro que deixou um &#8220;marco&#8221; na hist\u00f3ria do velho mundo, no balan\u00e7o do oceano, Colombo &#8211; mais recusado que cart\u00e3o de cr\u00e9dito -navegou. L\u00e1 se foram. Ni\u00f1a, a virginal. Pinta, a pintosa. Todas &#8220;caravelando&#8221; com Maria, a santa. Singrando o atl\u00e2ntico, partiram, querendo as gostosuras das \u00cdndias.<\/p>\n<p><b>O anseio do leva e traz tinha l\u00e1 seus motivos,<\/b><br \/>\n<b>Ni\u00f1a queria p\u00f4r na receita mais tempero,<\/b><br \/>\n<b>Pinta, conhecer o bicho &#8211; ou bicha, n\u00e9- da seda,<\/b><br \/>\n<b>Maria, tomar um banho de cheiro,<\/b><br \/>\n<b>Afinal, todas estavam de olho na butique dela&#8230;<\/b><\/p>\n<p>E tudo que encontraram foi o exotismo de um novo mundo. De uma natureza colorida &#8211; mas, discreta, n\u00e3o se preocupe &#8211; fora do meio do mapa, uh lal\u00e1!Com show da m\u00e3e d?\u00e1gua &#8211; a velha corista dos rios &#8211; e o musical das Amazonas &#8211; as vedetes das matas &#8211; na festa da primavera. Tinha \u00e1gua mineral da juventude, banho de ofur\u00f4 para o homem virar ouro eos papagaios transformistas.Atraindo a sanha de riqueza, transformando o lugar na sua nova col\u00f4nia de f\u00e9rias.<\/p>\n<p><b>Mais para baixo tinha gente de tanga de pena,<\/b><br \/>\n<b>O clima esquentou nas chegan\u00e7as de al\u00e9m-mar,<\/b><br \/>\n<b>Os tambores ecoavame as matas balan\u00e7avam&#8230;<\/b><\/p>\n<p>Teve troca-troca, ai que loucura! Foram-se os paus e vieram as muambas d?al\u00e9m-mar. Da \u00edndia morena descobriram a beleza, querendo cobrir de pecado a sua pureza. O caldeir\u00e3o ferveu! No menu do Chef Tupinamb\u00e1 tinha sardinha para fome do povo aplacar. O mito virou rito, \u00edndio come gente!<\/p>\n<p><b>Contra toda as ditas verdades universais,<\/b><br \/>\n<b>Despindo-se de todas as formas de caretice,<\/b><br \/>\n<b>Devorar virou arte na taba modernista&#8230;<\/b><\/p>\n<p>Que inaugurou o &#8220;futurismo endiabrado&#8221;, rompendo com todas as correntes tradicionais. Rito do exorcismo da tristeza catequizadora da moral: Aba-Pora-\u00da! A comilan\u00e7a cultural reavivou a brasilidade nas veias. O \u00edndio modernistadevorou literatura, pintura e m\u00fasica em 7 luas de Carnaval. Cara\u00edba revolucion\u00e1rio, pai do &#8220;b\u00e1rbaro tecnizado&#8221;.<\/p>\n<p><b>No portal das vis\u00f5es delirantes,<\/b><br \/>\n<b>Onde a esfinge que tem cabe\u00e7a de arara e corpo de on\u00e7a brada:<\/b><br \/>\n<b>&#8220;Tupy ornottupy, thatisthequestion!&#8221;<\/b><\/p>\n<p>Neste reinado tropicaliente: Viva a mulata tatata e o seu cora\u00e7\u00e3o que balan\u00e7a ao som de um samba de tamborim. Nesse caleidosc\u00f3pio psicod\u00e9lico \u00e9 proibido proibir! Somos mutantes misturando viola e guitarra na velocidade da luz, para l\u00e1 de 2001. Nos palcos acendem uma luz, brilha o rei da vela. Nas telas, apagam-se as luzes, a terra est\u00e1 em transe. No mato virgem, Macuna\u00edma descansa em sua rede, enquanto a roda vivan\u00e3o para de girar feito a baiana de al\u00e9m-mar.<\/p>\n<p><b>Nesta selva de pedra colossal o bicho vai pegar, <\/b><br \/>\n<b>Para fazer o contraponto que vem questionar,<\/b><br \/>\n<b>Do que tem fome a popula\u00e7\u00e3o&#8230;<\/b><\/p>\n<p>Quais anseios tem as figuras que tomam as ruas. Que v\u00e3o de l\u00e1 para c\u00e1 em busca da miseric\u00f3rdia, a rua tem alma.Quem revira o lixo e faz poesia no papel\u00e3o. Quem barganha nos becos e vielas o p\u00e3o de cada dia. O clamor liberta a a\u00e7\u00e3o de cidadania. Saciada a fome do corpo, alimenta de saber a alma na busca incessante pelo fim da mis\u00e9ria. &#8220;Quem tem fome tem pressa&#8221; &#8211; \u00e9 a palavra do homem &#8211; e no pa\u00eds da Cobra Grande, a danada vai fumar!<\/p>\n<p><b>Um dia, quando ru\u00edrem os pilares do absurdo concreto,<\/b><br \/>\n<b>E os drag\u00f5es de metal enferrujarem,<\/b><br \/>\n<b>Um \u00edndio vai se levantar e reconstruir o mundo,<\/b><br \/>\n<b>A natureza ser\u00e1 a m\u00e3e da civiliza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/b><\/p>\n<p>E os seus filhos vir\u00e3o para escrever o enredo de um novo tempo &#8211; guiados em comiss\u00e3o de anci\u00f5es na trilha da evolu\u00e7\u00e3o &#8211; onde a paz vai dar o tom da can\u00e7\u00e3o que vai harmonizar o samba da nova era. O sol tropical vai iluminar os paj\u00e9s que ir\u00e3o transformar a sociedade. Assim vai nascer o conjunto de curumins e cunhat\u00e3s &#8211; de cora\u00e7\u00e3o pulsante em um ritmo audacioso feito bateria -que ir\u00e3o pensar para al\u00e9m das fantasias.<\/p>\n<p><b>Essa aldeia vai brilhar no futuro,<\/b><br \/>\n<b>Feito alegoria de um mundo mais justo.<\/b><br \/>\n<b>O povo de alma vermelha vir\u00e1,<\/b><br \/>\n<b>Portando a bandeira das transforma\u00e7\u00f5es,<\/b><br \/>\n<b>O mestre \u00edndio de cara pintada,<\/b><br \/>\n<b>De alma devoradora,<\/b><br \/>\n<b>Vir\u00e1!<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Imp\u00e9rio do Progresso, vice-campe\u00e3 do Grupo Especial do Carnaval Virtual 2016, arrega\u00e7a as mangas e lan\u00e7a logo e sinopse para seu carnaval 2017. 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