{"id":4823,"date":"2016-11-19T12:00:12","date_gmt":"2016-11-19T15:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=4823"},"modified":"2017-08-03T01:51:54","modified_gmt":"2017-08-03T04:51:54","slug":"rosa-vermelha-anuncia-seu-enredo-para-o-carnaval-virtual-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/rosa-vermelha-anuncia-seu-enredo-para-o-carnaval-virtual-2017\/","title":{"rendered":"Rosa Vermelha anuncia seu enredo para o Carnaval Virtual 2017"},"content":{"rendered":"<p>A Rosa Vermelha, 10\u00aa colocada do Grupo Especial em 2016, tamb\u00e9m se adiantou e p\u00f4s no ar a sinopse para o Carnaval Virtual 2017. O enredo, assinado por Victor Farias, traz a for\u00e7a da mulher ind\u00edgena, da tribo Tukano-Dessana.<\/p>\n<p>Confira a sinopse da Rosa Vermelha para 2017:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DEUSAS DA PELE DE FOGO<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rosa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-4824\" src=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rosa.jpg\" alt=\"rosa\" width=\"500\" height=\"778\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rosa.jpg 584w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rosa-193x300.jpg 193w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>N\u00e9 \u00f1e enh\u00f5 marik\u00e3 terop\u00ebre<\/em><br \/>\n<em>A&#8217;tiro de pok\u00e3ti-mehatip\u00e3<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e9 \u00f1e enh\u00f5 marik\u00e3 terop\u00ebre<\/em><br \/>\n<em>A&#8217;tiro de pok\u00e3ti-mehatip\u00e3<\/em><\/p>\n<p>(Trecho de c\u00e2ntico sagrado t\u00edpico da cultura Tukano-Dessana)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vozes regougas entoavam uma derradeira cantiga milenar enquanto alaridos se ouviam na grande roda sob a cumeeira da Taba Dessana, a morada geral dos filhos da cria\u00e7\u00e3o. A flauta sagrada ressoava e os velhos xam\u00e3s pendiam em transe profundo anunciando o in\u00edcio de uma viagem metaf\u00edsica ao tempo da cria\u00e7\u00e3o. Os olhos se fecham e\u00a0a escurid\u00e3o do nada primordial assombra a com a l\u00f4brega vis\u00e3o da velha av\u00f3 do mundo e\u00a0seu cachimbo de ervas criando-se a partir do nada e para o nada; de sua boca nascem\u00a0fios de fuma\u00e7a que v\u00e3o dar origem ao ser animista de si mesma, Yeb\u00e1 b\u00ebl\u00f3. Em sua\u00a0lis\u00e9rgica forma mastiga Ipadu e gera o mundo escuro e frio, tamb\u00e9m gera os trov\u00f5es\u00a0primordiais que regem a imaterialidade junto a \u00cbm\u00ebko Sul\u00e3n Pal\u00e3mim para a cria\u00e7\u00e3o das\u00a0camadas do universo e o sistema solar. Ent\u00e3o Yeb\u00e1 b\u00ebl\u00f3 semeia a terra com sementes de seus seios e cria os seres com vida que descem serpenteando pelos galhos da grande \u00e1rvore ancestral para dominar o fogo, as armas, as folhas sagradas e os adornos divinos povoando a terra e louvando o elemento primordial de tudo; a for\u00e7a da mulher e a\u00a0ess\u00eancia feminina.<\/p>\n<p>Ess\u00eancia que se entrela\u00e7a nos mitos de mulheres que mimetizam-se na alma viva\u00a0da natureza e trazem consigo a for\u00e7a vital da mata. O poder do sobrenatural lhes\u00a0pertence, dominar o tempo, os elementos, os animais, folhas, bichos e a vida \u00e9 a arte da\u00a0for\u00e7a matriarcal que deixa o plano et\u00e9reo e encarna no corpo pintado de vermelho forte\u00a0como fogo. For\u00e7a que se enra\u00edza no cora\u00e7\u00e3o e na alma de cada mulher, de cada filha da terra que luta e que se mant\u00eam altiva nas intemp\u00e9ries da selva. Mulheres que sempre foram o ventre que germina a semente de novas gera\u00e7\u00f5es e o seio que alimenta o futuro\u00a0da tribo, a jovem, a guerreira ou anci\u00e3 que carrega o fardo das almas do mundo; todas mulheres eternizadas na mem\u00f3ria dos velhos que contam ao redor da fogueira o poder das verdadeiras deusas em pele cor de urucum.<\/p>\n<p>As marcas da hist\u00f3ria tamb\u00e9m se registram nas margens dos rios quando o kariwa\u00a0empunhando cruzes e espadas, exalando podrid\u00e3o e rum vociferavam rezas crist\u00e3s\u00a0trazendo a febre ter\u00e7\u00e3, trazendo a maledic\u00eancia impregnada em suas vestes manchadas\u00a0de pelo breu da alma europeia. As lembran\u00e7as dessa hist\u00f3ria deixaram feridas no corpo e\u00a0da alma da mulher ind\u00edgena e negra que na concep\u00e7\u00e3o euroc\u00eantrica eram sem alma, sem\u00a0dores, sem hist\u00f3ria e muitos tornaram-se sem vida pela ponta da espada ou pela ponta do\u00a0chicote na explora\u00e7\u00e3o for\u00e7ada. Negros e ind\u00edgenas id\u00eanticos na insubordina\u00e7\u00e3o e na luta\u00a0pela liberdade; a revolta inflama o sangue das guerreiras que v\u00e3o a luta, que se armam e vencem a m\u00e3o que lhes segrega o corpo, mas nunca da alma! A alma ind\u00edgena e africana\u00a0s\u00e3o por ess\u00eancia irmanadas pela liberdade.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia que gera o bi\u00f3tipo caboclo se deve fundamentalmente as m\u00e3os da\u00a0mulher que trama seus fios de palha e linha entre sonhos e esperan\u00e7as; se deve a for\u00e7a\u00a0bra\u00e7al que lida nas barrancas, nas matas e nas \u00e1guas; a resist\u00eancia cabocla corre no\u00a0sangue da mulher da amaz\u00f4nia que mant\u00eam dentro de si a f\u00e9. A f\u00e9 que, independente da\u00a0religi\u00e3o, se remete ao sentido de esperan\u00e7a e da emo\u00e7\u00e3o materna na figura das grandes m\u00e3es de um povo. Mulheres que s\u00e3o m\u00e3es pelas m\u00e3os que rezam, que banzem e que\u00a0alimentam o cora\u00e7\u00e3o e a alma sofrida do caboclo. M\u00e3os que tamb\u00e9m fazem brotar as\u00a0sutilezas da poesia, das flores que bordam estandartes, fitas e saias que balan\u00e7am no ar\u00a0levantando a poeira do ch\u00e3o de terra batida pelos p\u00e9s de dan\u00e7a; m\u00e3os que fazem brotar o\u00a0folclore alimentado pelo amor de mulheres fortes que marejam seus olhares ao se\u00a0reconhecerem na mais pura imagem da transfigura\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica da caboclitude nas\u00a0belas express\u00f5es art\u00edsticas amaz\u00f4nicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>REGRAS CONCURSO DE SAMBAS DE ENREDO:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Envio at\u00e9 o dia 15 de abril Samba deve estar em MP3 com voz sem a obriga\u00e7\u00e3o de bases como cavaco ou bateria.<\/li>\n<li>A letra deve ser enviada com o(s) nome(s) do compositor(es) juntamente com o \u00c1udio.<\/li>\n<li>Qualquer d\u00favida pode ser tirada com nosso carnavalesco Victor Farias<\/li>\n<li>Envio do samba para o email rosa_vermelha 13@outlook.com ou whatsapp 051997032789<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rosa Vermelha, 10\u00aa colocada do Grupo Especial em 2016, tamb\u00e9m se adiantou e p\u00f4s no ar a sinopse para o Carnaval Virtual 2017. 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