{"id":4902,"date":"2017-02-28T19:05:20","date_gmt":"2017-02-28T22:05:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=4902"},"modified":"2017-08-03T01:37:56","modified_gmt":"2017-08-03T04:37:56","slug":"rio-belo-homenageia-serrinha-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/rio-belo-homenageia-serrinha-em-2017\/","title":{"rendered":"Rio Belo homenageia Serrinha em 2017"},"content":{"rendered":"<p>No seu segundo desfile no Carnaval Virtual, a Imp\u00e9rio do Rio Belo homenageia outro Imp\u00e9rio: o Imp\u00e9rio Serrano, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Confira a sinopse de &#8220;Um Imp\u00e9rio em Aquarela &#8211; A Coroa\u00e7\u00e3o do Menino da Serrinha&#8221;, de Marcos Felipe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>UM IMP\u00c9RIO EM AQUARELA &#8211; A COROA\u00c7\u00c3O DO MENINO DA SERRINHA<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/15823442_611369909050390_200119388022660388_n-Marcos-Felipe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5238 alignright\" src=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/15823442_611369909050390_200119388022660388_n-Marcos-Felipe.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"737\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/15823442_611369909050390_200119388022660388_n-Marcos-Felipe.jpg 651w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/15823442_611369909050390_200119388022660388_n-Marcos-Felipe-203x300.jpg 203w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A palavra \u201caquarela\u201d dentro de um sentido liter\u00e1rio tem v\u00e1rios significados. Ela remete \u00e0 diversidade de cores e formas, mas tamb\u00e9m de culturas sabores e paisagens de um pa\u00eds. \u201cAquarela\u201d \u00e9 diversidade, que se encontra em uma agremia\u00e7\u00e3o que une f\u00e9 com tradi\u00e7\u00e3o e valores que honram a gl\u00f3ria dos seus ancestrais. E em 2017, o Imp\u00e9rio do Rio Belo ir\u00e1 aquarelar em seu desfile a diversidade de uma escola que se orgulha de ser de todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>SINOPSE<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e1 pelos idos de 1940, o Rio de Janeiro passava por profundas transforma\u00e7\u00f5es. Morros abriam espa\u00e7o pela mata. Pretos, pobres, nordestinos, todos se amontoavam no sub\u00farbio que s\u00f3 crescia. Erguiam-se casinhas de pau a pique t\u00e3o simples quanto as fam\u00edlias que ali chegavam. Era o pequeno quilombo carioca! O glorioso jongo, som do atabaque que traz a guerreira express\u00e3o da cor, desatava o ponto e enfeiti\u00e7ava a todos que ali passavam. Deixe levar pela ancestralidade de um povo que carrega dentro de si uma realeza africana Bantu do Congo e Angola. Heran\u00e7a que enraizou em cada alvorecer a felicidade e sua humildade.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cSerra dos anos dourados da nossa hist\u00f3ria<\/em><br \/>\n<em>Desperta e vem cantar feliz<\/em><br \/>\n<em>O jongo e o samba de raiz<\/em><br \/>\n<em>No enredo desse carnaval\u201d<\/em><\/p>\n<p>Os blocos faziam a festa no asfalto. Guerras de confete e serpentina embalavam os foli\u00f5es que podiam ali se divertir. Mas n\u00e3o eram todos que podiam. Mano D\u00e9cio e Silas de Oliveira, homens que trajados de linho e panam\u00e1, levaram a musicalidade da cidade \u00e0s batidas do sub\u00farbio. O samba era a sua bandeira, mesmo que proibida. E o samba resiste! Abra\u00e7ado ao jongo sobe o morro, abre espa\u00e7o num t\u00edmido quintal e participa da roda. Ent\u00e3o, sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os da cigana guerreira, uma mistura de rituais sacro-profanos riscava o ch\u00e3o e sacramentava o nascimento que consagrou toda uma brasilidade. Inspirado na corte Tijucana, a esperan\u00e7a se une \u00e0 paz e d\u00e1 o toque final.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cSua voz ecoa pelo ar<\/em><br \/>\n<em>Ao som de lindas marchinhas<\/em><br \/>\n<em>Seu nome atravessou fronteiras<\/em><br \/>\n<em>Um buqu\u00ea de poesias\u201d<\/em><\/p>\n<p>De maneira impressionante, sempre encantava a todos desenhando uma Aquarela brasileira por onde passava. Quem era? Se for malandro, \u00e9? Eu n\u00e3o sei. Por entre medalhas e bras\u00f5es, arrasta uma multid\u00e3o pelas andan\u00e7as por este grande pa\u00eds. Quem vem l\u00e1? No balan\u00e7o do seu cora\u00e7\u00e3o, a musa da brasilidade: Carmem Miranda, que cantava os passos de seus Her\u00f3is da Liberdade. Era o pedido de democracia que resplandecia no alvorecer, mostrando que um filho teu n\u00e3o foge \u00e0 luta. Pedindo \u00e0 ben\u00e7\u00e3o Vin\u00edcius, ao lado de grandes nomes como Castro Alves, Jorge Amado e Ariano Suassuna. Era o Jo\u00e3o das Ruas do Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cVou levar meu samba por a\u00ed<\/em><br \/>\n<em>Passando pelas ruas<\/em><br \/>\n<em>Feliz da vida\u201d<\/em><\/p>\n<p>Nada consegue parar a for\u00e7a que nos move. Rompendo barreiras do mar com o canto das sereias sigo rumo ao horizonte, ao c\u00e9u dos orix\u00e1s. Pela ponte orum-ay\u00ea, vejo esta for\u00e7a esta que emana das grandes m\u00e3es de santo que tomam conta do terreiro. A f\u00e9 \u00e9 a luz que te guia al\u00e9m dos limites das religi\u00f5es, fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol. A f\u00e9 que move um imperiano n\u00e3o se abala. Segue por todos os pequenos caminhos construindo seu pr\u00f3prio Imp\u00e9rio do divino, clamando por esperan\u00e7a e paz. E sempre olhando para cima, olhando a lua prateada onde S\u00e3o Jorge ponta de lan\u00e7a derrama toda coragem e prote\u00e7\u00e3o para seus filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cImperiano de f\u00e9 n\u00e3o cansa<\/em><br \/>\n<em>Confia na lan\u00e7a do Santo Guerreiro<\/em><br \/>\n<em>E faz a festa porque Deus \u00e9 brasileiro\u201d<\/em><\/p>\n<p>E agora, todas as aten\u00e7\u00f5es se voltam para uma rua, uma passarela, um altar. Todos se re\u00fanem ao centro, onde as grandes j\u00f3ias da coroa est\u00e3o sendo cortejadas. L\u00e1 vem Dona Ivone girando e sorrindo com as m\u00e3es baianas, Arlindo e toda a ala musical pedindo que quem gostou fa\u00e7a barulho. Nobres m\u00fasicos em uma Sinf\u00f4nica regida pelo agog\u00f4 rei. Um Bumbum Paticumbum Prugurundum que por ali passava pedindo que o luxo n\u00e3o escondesse a raiz, que o dinheiro n\u00e3o maquiasse a ess\u00eancia, que o artista importado n\u00e3o ofuscasse a prata da casa. Tamanha foi como\u00e7\u00e3o, caiu nos bra\u00e7os de sua gente. Quem diria que de um quintal de prazeres da Serrinha, nosso eterno menino de 47 receberia hoje sua coroa, mostrando que seu quintal \u00e9 maior que o mundo, \u00e9 enredo do meu samba. E ao chegar o novo dia, tomados pela emo\u00e7\u00e3o de pertencer a este Imp\u00e9rio, entoamos ao mundo nossa prece final:<\/p>\n<p><em>\u201cOlhai teus filhos, \u00f3 pai. Zela por sua alegria, sua musicalidade, sua negritude. Que possamos contornar todas as adversidades, que o resplandecer de nossa coroa dourada nunca se afaste do olhar do sambista apaixonado. Que, aos versos, nosso canto possa ecoar at\u00e9 que o \u00faltimo caboclinho dance, at\u00e9 o \u00faltimo tilintar do agog\u00f4, o \u00faltimo baluarte cruzar a avenida. Erga, S\u00e3o Jorge, suas armas defendendo toda a hist\u00f3ria de um povo.\u201d<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No seu segundo desfile no Carnaval Virtual, a Imp\u00e9rio do Rio Belo homenageia outro Imp\u00e9rio: o Imp\u00e9rio Serrano, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. 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