{"id":49830,"date":"2025-06-06T23:40:51","date_gmt":"2025-06-07T02:40:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=49830"},"modified":"2025-06-06T23:40:51","modified_gmt":"2025-06-07T02:40:51","slug":"ilu-aye-apresenta-enredo-para-o-carnaval-virtual-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/ilu-aye-apresenta-enredo-para-o-carnaval-virtual-2025\/","title":{"rendered":"Ilu Ay\u00ea apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025"},"content":{"rendered":"<p>Retornando ao grupo, o GRESV Ilu Ay\u00ea apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso I, na edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual.<\/p>\n<p>De autoria de Fernando Saol, a agremia\u00e7\u00e3o ir\u00e1 defender, em 2025, o enredo\u00a0<em>\u201cDO BARRO DA CRIA\u00c7\u00c3O: ANA, A DAMA DO SERT\u00c3O\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Confira abaixa sinopse oficial:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>DO BARRO DA CRIA\u00c7\u00c3O: ANA, A DAMA DO SERT\u00c3O<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>No in\u00edcio, Nan\u00e3 reinava<\/em><br \/>\n<em>Soberana, altiva, rainha<\/em><br \/>\n<em>Sozinha pelo mundo<\/em><br \/>\n<em>Moldando a vida com perfei\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Das suas \u00e1guas primordiais<\/em><br \/>\n<em>Saiu a mat\u00e9ria prima<\/em><br \/>\n<em>Quem fez de Nan\u00e3, a dona<\/em><br \/>\n<em>Dona do mundo<\/em><br \/>\n<em>Dona de tudo<\/em><\/p>\n<p><em>E Nan\u00e3 se deu uma miss\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>De povoar sua terra<\/em><br \/>\n<em>Com homens e mulheres<\/em><br \/>\n<em>Que um dia, voltariam para ela<\/em><\/p>\n<p><em>De barro era feito o homem<\/em><br \/>\n<em>Ao barro voltaria o homem<\/em><br \/>\n<em>Nan\u00e3 \u00e9 a vida<\/em><br \/>\n<em>E empresta sua energia<\/em><br \/>\n<em>At\u00e9 que a vida volta a ela<\/em><br \/>\n<em>Um dia<\/em><\/p>\n<p><em>Ana \u00e9 da vida, poesia<\/em><br \/>\n<em>Filha da terra de Ouricuri<\/em><br \/>\n<em>M\u00e3e artes\u00e3<\/em><br \/>\n<em>Pai lavrador<\/em><br \/>\n<em>A inf\u00e2ncia, o barro moldou<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_49784\" aria-describedby=\"caption-attachment-49784\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ilu-Ay\u00ea-Logo-2025.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-49784\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ilu-Ay\u00ea-Logo-2025-228x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ilu-Ay\u00ea-Logo-2025-228x300.jpeg 228w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ilu-Ay\u00ea-Logo-2025-768x1010.jpeg 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ilu-Ay\u00ea-Logo-2025-778x1024.jpeg 778w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ilu-Ay\u00ea-Logo-2025.jpeg 973w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-49784\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Desde pequena, criativa<\/em><br \/>\n<em>Fez seus brinquedos<\/em><br \/>\n<em>Deu-lhes vida<\/em><br \/>\n<em>Boi de barro<\/em><br \/>\n<em>Cavalo-alado<\/em><br \/>\n<em>Boneco e boneca<\/em><br \/>\n<em>Fez santo de barro<\/em><\/p>\n<p><em>Na feira do Araripe<\/em><br \/>\n<em>Sua m\u00e3e era artista<\/em><br \/>\n<em>Que vendia utens\u00edlios<\/em><br \/>\n<em>Feito de terra, \u00e1gua<\/em><br \/>\n<em>Pintados com tintas da mata<\/em><\/p>\n<p><em>Suas cria\u00e7\u00f5es eram tamb\u00e9m<\/em><br \/>\n<em>Uma maneira de ajudar a fam\u00edlia<\/em><br \/>\n<em>Sem barro, a fome existia<\/em><br \/>\n<em>E desde cedo, sua arte preenchia<\/em><br \/>\n<em>A mente sonhadora<\/em><br \/>\n<em>A barriga vazia<\/em><\/p>\n<p><em>Quando acaba a inf\u00e2ncia<\/em><br \/>\n<em>A inoc\u00eancia termina<\/em><br \/>\n<em>Desde cedo vi\u00fava<\/em><br \/>\n<em>M\u00e3e de duas meninas<\/em><br \/>\n<em>Mas o amor logo bate<\/em><br \/>\n<em>A porta de Ana Leopoldina<\/em><\/p>\n<p><em>Ouricuri \u00e9 pequena<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o \u00e9 terra de oportunidade<\/em><br \/>\n<em>E para ganhar dinheiro<\/em><br \/>\n<em>Precisa mudar de cidade<\/em><br \/>\n<em>Em foi na grande Petrolina<\/em><br \/>\n<em>Que surgiu a felicidade<\/em><\/p>\n<p><em>Apegada aos santos da Lapinha<\/em><br \/>\n<em>S\u00e3o Francisco das Chagas e Padim Padre C\u00edcero<\/em><br \/>\n<em>Foi na beira do Velho Chico<\/em><br \/>\n<em>Que Ana ent\u00e3o fez pedido<\/em><br \/>\n<em>Queria transformar sua vida<\/em><br \/>\n<em>Usando o que sabe fazer de of\u00edcio<\/em><\/p>\n<p><em>O grande rio que fornece a arte<\/em><br \/>\n<em>Para todos \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>O barro que vem das beiradas<\/em><br \/>\n<em>Moldou todo o seu cora\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>As panelas de barro, n\u00e3o far\u00e1<\/em><br \/>\n<em>Ao olhar aquela imensid\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>A carranca da feia barca\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>Encarou Ana pelo beir\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Ao voltar pra casa decidida<\/em><br \/>\n<em>Vai criar com o mais puro amor<\/em><br \/>\n<em>A carranca que Ana encarou<\/em><br \/>\n<em>Ganhou vida o barro do rio<\/em><br \/>\n<em>O Velho Chico ent\u00e3o aben\u00e7oou<\/em><\/p>\n<p><em>O barro que era sustento<\/em><br \/>\n<em>Nas feiras foi se transformar<\/em><br \/>\n<em>Todos viram o raro talento<\/em><br \/>\n<em>Da carranca para navegar<\/em><br \/>\n<em>Proteger pescador de agouro<\/em><br \/>\n<em>E fartura na rede, pescar<\/em><\/p>\n<p><em>Seu segundo marido apoia<\/em><br \/>\n<em>E valoriza sua profiss\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>As filhas que hoje, se vestem<\/em><br \/>\n<em>Gra\u00e7as ao trabalho de artes\u00e3<\/em><br \/>\n<em>Ana fez da sua vida o barro<\/em><br \/>\n<em>Tal qual fez o barro, Nan\u00e3<\/em><\/p>\n<p><em>O barro n\u00e3o nasce feito<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 preciso ir retirar<\/em><br \/>\n<em>Do leito do rio, profundo<\/em><br \/>\n<em>No fog\u00e3o ele vai cozinhar<\/em><br \/>\n<em>Tem que curtir mais tr\u00eas dias<\/em><br \/>\n<em>Antes de poder amassar<\/em><br \/>\n<em>S\u00f3 a\u00ed que o barro tem vida<\/em><br \/>\n<em>E com ele, vamos modelar<\/em><\/p>\n<p><em>As carrancas s\u00e3o sua heran\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>Vazadas no meio do olhar<\/em><br \/>\n<em>Em homenagem ao seu grande amor<\/em><br \/>\n<em>Que a vida n\u00e3o pode enxergar<\/em><br \/>\n<em>S\u00e3o bichanas, s\u00e3o fruto da mente<\/em><br \/>\n<em>Que Ana faz emergir ao criar<\/em><\/p>\n<p><em>O seu mundo \u00e9 todo moldado<\/em><br \/>\n<em>Entre formas, texturas e cores<\/em><br \/>\n<em>S\u00f3 quem sabe contemplar sua obra<\/em><br \/>\n<em>Vai sentir, entender seus amores<\/em><br \/>\n<em>Por mat\u00e9ria que n\u00e3o d\u00e1 na escola<\/em><br \/>\n<em>E que muita das vezes, ignora<\/em><\/p>\n<p><em>O barro que endurece, amolece<\/em><br \/>\n<em>O mais espinhoso cora\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Escultura que a todos fornece<\/em><br \/>\n<em>Prote\u00e7\u00e3o a toda embarca\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Mas n\u00e3o pe\u00e7a licen\u00e7a e ver\u00e1s<\/em><br \/>\n<em>O poder da sua maldi\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Ao cair no ch\u00e3o se esfacela<\/em><br \/>\n<em>Por devagar com andor<\/em><br \/>\n<em>Pois diferente das artes de tela<\/em><br \/>\n<em>O barro tem outro valor<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 arte que o ar endurece<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 lama que o fogo queimou<\/em><br \/>\n<em>Quando o barro n\u00e3o \u00e9 de quem merece<\/em><br \/>\n<em>O destino \u00e9 cair do andor<\/em><\/p>\n<p><em>At\u00e9 a belas carrancas<\/em><br \/>\n<em>Que navegam toda manh\u00e3<\/em><br \/>\n<em>Um dia v\u00e3o fazer a viagem<\/em><br \/>\n<em>V\u00e3o voltar para o solo de Nan\u00e3<\/em><\/p>\n<p><em>Mas com Ana, elas viram arte<\/em><br \/>\n<em>Pernambuco \u00e9 sortudo de ter<\/em><br \/>\n<em>A mulher que domina o barro<\/em><br \/>\n<em>E o barro resplandece ao saber<\/em><br \/>\n<em>Que Ana vai moldar a cer\u00e2mica<\/em><br \/>\n<em>E que dela, vai brilhar o amor<\/em><br \/>\n<em>Que Ana pode oferecer&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Ana hoje, \u00e9 alma encantada<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 carranca que nunca voltou<\/em><br \/>\n<em>Da viagem que fez pelo rio<\/em><br \/>\n<em>E do barro n\u00e3o se separou<\/em><\/p>\n<p><em>Sua arte permanece imponente<\/em><br \/>\n<em>Enquanto houver barro e cer\u00e2mica<\/em><br \/>\n<em>Ana viver\u00e1 eternamente!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retornando ao grupo, o GRESV Ilu Ay\u00ea apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo de Acesso I, na edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. 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