{"id":49877,"date":"2025-08-13T20:22:08","date_gmt":"2025-08-13T23:22:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=49877"},"modified":"2025-08-13T20:22:08","modified_gmt":"2025-08-13T23:22:08","slug":"estrela-guia-apresenta-enredo-para-o-carnaval-virtual-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/estrela-guia-apresenta-enredo-para-o-carnaval-virtual-2025\/","title":{"rendered":"Estrela Guia apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025"},"content":{"rendered":"<p>7\u00aa colocada do grupo na edi\u00e7\u00e3o passada, o GRESV Estrela Guia apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo Especial, na edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual.<\/p>\n<p>De autoria de Facundo Ortega, a agremia\u00e7\u00e3o ir\u00e1 defender, em 2025, o enredo <em>&#8220;O Santo Rei dos Camb\u00e1&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>Confira abaixa sinopse oficial:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>O Santo Rei dos Camb\u00e1<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Cruzando rios e destinos, vindos do Paraguai, de Buenos Aires, de Santa F\u00e9&#8230;Em Corrientes, a pele preta pisava em solo novo, por\u00e9m os passos carregavam mem\u00f3rias ancestrais.<\/em><\/p>\n<p><em>Naquela terra estranha, a imposi\u00e7\u00e3o da f\u00e9 Crist\u00e3 assombrava e oprimia. Por\u00e9m, os povos africanos, com alma forte e olhos brilhando f\u00e9, n\u00e3o esqueceu os seus: \u00a0Oxum se encantou no espelho d\u2019\u00e1gua da Virgem Maria; \u00a0Olorum soprou b\u00ean\u00e7\u00e3os ao lado de Tup\u00e3. E Xang\u00f4, o Rei da justi\u00e7a e trov\u00e3o, encontrou em S\u00e3o Baltazar a resist\u00eancia e sincretismo: negro como a noite, nobre como rei.<\/em><\/p>\n<p><em>Com a licen\u00e7a de seus senhores, em meados do s\u00e9culo XVIII, os negros tomavam as ruas em batuque e dan\u00e7a. Era o Candombe! E no cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 pulsava S\u00e3o Baltazar, o Rei Mago de pele escura, que vestia as cores de Xang\u00f4 e recebia flores, cantos e ora\u00e7\u00f5es. Ali, a devo\u00e7\u00e3o era resist\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0Baltazar n\u00e3o era s\u00f3 santo \u2014 era s\u00edmbolo, era espelho, era liberdade no compasso do tambor.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>As Cofrad\u00edas<\/em><\/strong><em>, Guardi\u00e3s do Sagrado, nasceriam em 1772 com a <strong>Cofrad\u00eda de San Baltazar y \u00c1nimas<\/strong>. Dela brotaram irmandades por todo o virreinato. Reuniam-se n\u00e3o s\u00f3 por f\u00e9, mas por identidade \u2014 negras e negros que queriam viver, sorrir, cantar, mesmo sob o olhar dos opressores.<\/em><\/p>\n<p><em>As festas eram cores, rezas, fantasias, prociss\u00f5es&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Nas ruas, com permiss\u00e3o dos donos e b\u00ean\u00e7\u00e3o dos padres, a alma negra se manifestava em ritmo, dan\u00e7a e f\u00e9. As cofrad\u00edas eram escudos \u2014 e tamb\u00e9m asas.<\/em><\/p>\n<p><em>O tempo soprou liberdade: em 1812, os ventres foram libertos. <\/em><\/p>\n<p><em>Com o fim da escravid\u00e3o em 1852, os negros buscaram morada. \u00a0E a acharam, na beira do rio, sob as ben\u00e7\u00e3os de Oxum, ch\u00e3o simples e f\u00e9rtil. <\/em><\/p>\n<p><em>Ali cresceu um bairro \u2014 chamaram de Camba Cu\u00e1, a \u201ccova dos negros\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Misturaram-se os batuques aos cantos guaranis, os atabaques \u00e0s rezas.<\/em><\/p>\n<p><em>A f\u00e9 de S\u00e3o Baltazar ganhou abrigo nos altares dom\u00e9sticos.<\/em><\/p>\n<p><em>A casa virou templo. A festa, resist\u00eancia. O bairro, ber\u00e7o da cultura afro-guarani.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0Surge a Charanda<\/em><\/strong><em>: canto que dan\u00e7a, dan\u00e7a que conta. Com viol\u00e3o, tambor e cora\u00e7\u00e3o, soava a alma de um povo:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u201cEs negro el ritmo en la sangre, pero al cantar<br \/>\nse expresa en dulces palabras el guaran\u00ed\u201d<\/em><\/strong><em><br \/>\nFragmento do chamam\u00e9 \u201cCorrientes Camb\u00e1\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Chega cinco de Janeiro. Na casa da fam\u00edlia <strong>Caballero<\/strong>, tudo se transforma: a sangr\u00eda escorre em copos, as m\u00e3os se pintam, as roupas brilham.<\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1 fora, o fogo dan\u00e7a com os tambores \u2014 a fogueira aquece e purifica a alma.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 hora do <strong>Saludo a los Santos del Barrio<\/strong>!<\/em><\/p>\n<p><em>Em prociss\u00e3o sagrada, percorrem ruas e altares. Cada parada \u00e9 um reencontro com a f\u00e9.<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o Baltazar sorri em cada imagem, em cada vela acesa, em cada l\u00e1grima que escorre em forma de gratid\u00e3o. A madrugada \u00e9 longa. E \u00e9 bela. <\/em><\/p>\n<p><strong><em>Camba cu\u00e1peaim\u00e9! Camba cu\u00e1peayu!<\/em><\/strong> <em>\u00c9 seis de janeiro, Dia de Reis, e a cidade desperta em festa! As crian\u00e7as recebem seus presentes, as velas vermelhas se acendem, e os tambores come\u00e7am a chamar <strong>o Santo Rei dos Camb\u00e1.<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_49798\" aria-describedby=\"caption-attachment-49798\" style=\"width: 212px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Estrela-Guia-Logo-2025.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-49798\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Estrela-Guia-Logo-2025-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Estrela-Guia-Logo-2025-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Estrela-Guia-Logo-2025-768x1086.jpg 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Estrela-Guia-Logo-2025-724x1024.jpg 724w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Estrela-Guia-Logo-2025.jpg 827w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-49798\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u00c0 noite, a <strong>cofrad\u00eda<\/strong> e os devotos se re\u00fanem na Igreja de Nossa Senhora da Merc\u00ea. Ali acontece a <strong>Missa da Epifania<\/strong>, mem\u00f3ria viva do dia em que os Tr\u00eas Reis Magos visitaram o Menino Jesus. Nesse rito sagrado, s\u00e3o benzidas todas as imagens de San Baltazar que habitam os lares das fam\u00edlias afrodescendentes.<\/em><\/p>\n<p><em>Come\u00e7a, ent\u00e3o, o terceiro e mais aguardado momento da celebra\u00e7\u00e3o: a <strong>Prociss\u00e3o das Tochas<\/strong>. \u00a0Sob a luz de velas e tochas, Camba Cu\u00e1 segue o cortejo, \u00a0para que o Santo Rei \u201cbaixe e escute os pedidos\u201d. Gozo <strong>(Alegria), Reza e Alabanza (Louva\u00e7\u00e3o)<\/strong> ganham formas e movimentos. <strong>Boleadoras de fogo<\/strong>, dan\u00e7am e giram por ruas e vielas, como tochas vivas, fogo vivo de Xang\u00f4.<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 andores \u2014 majestosos, enfeitados com flores, velas e fitas vermelhas, levando imagens de San Baltazar. A cada esquina, somam-se baterias das <strong>comparsas (escolas de samba)<\/strong>, misturando atabaques, tambores, caixas e tamborins num samba-candombe contagiante.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>As bastoneras (rainhas de bateria)<\/em><\/strong><em> desfilam com realeza dan\u00e7am e festejam ao lados dos <strong>Santos Vivos<\/strong> \u2014 homens que se vestem louvando o Santo Rei, com agbar\u00e1 vermelho, cetro e coroa, encarnando sua ess\u00eancia numa heran\u00e7a direta da incorpora\u00e7\u00e3o dos Orix\u00e1s. Junto a eles, a figura da <strong>Mulata<\/strong>, rainha do Congo, representa a feminilidade e a beleza negra.<\/em><\/p>\n<p><em>No final da jornada, todos se re\u00fanem no Parque Camba Cu\u00e1. Ali, charandas e candombes ecoam at\u00e9 o amanhecer. Os santos s\u00e3o acolhidos no eremit\u00e9rio, os agbar\u00e1s renovados, as coroas benzidas. <\/em><\/p>\n<p><em>Fieis deixam oferendas aos p\u00e9s do santo. <\/em><\/p>\n<p><em>A cidade inteira celebra a for\u00e7a da afrolatinidade e o orgulho do seu passado negro.<\/em><\/p>\n<p><em>O dia 6 amanhece e anoitece com cantos, batuques e estandartes ao vento.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 a festa do povo. \u00c9 o encontro das ra\u00edzes.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Viva San Baltazar! Viva o Santo Rei dos Camb\u00e1! Viva a Afrolatinidade!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong><em>Setoriza\u00e7\u00e3o <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>1\u00b0 Setor: Chegada dos Negros a Corrientes \u2013 Culto a Xang\u00f4<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>A presen\u00e7a da pele preta em Corrientes remonta ao s\u00e9culo XVII. A origem da sua chegada a Corrientes \u00e9 distinta das outras cidades com presen\u00e7a de escravizados. Cerca de 70% dos escravos vieram do Paraguai, de Buenos Aires e de Santa F\u00e9. A maior quantidade dessa popula\u00e7\u00e3o na cidade foi entre 1820 e 1830.<\/em><\/p>\n<p><em>Eles chegaram a um lugar com novos deuses, estranhos e opressores. As Oxums se misturaram com as Nossas Senhoras, os Oloruns com os Tup\u00e1s e os Xang\u00f4s com S\u00e3o Baltazar.<\/em><\/p>\n<p><em>Os primeiros registros do culto ao Santo Camb\u00e1 datam de meados do s\u00e9culo XVIII, quando os negros pediam permiss\u00e3o aos seus amos pra fazer o \u201cCandombe\u201d nas ruas, em dias dos seus santos. O santo com mais devotos era o Rei Mago Baltazar, que tinha a pele negra. Os afrodescendentes se viram identificados em sua figura e transformaram suas cores e s\u00edmbolos para que se parecessem aos de Xang\u00f4.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>2\u00b0 Setor: As Cofrad\u00edas Negras e o Afrocatolicismo<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Em 1772 foi fundada a Cofrad\u00eda de San Baltazar e \u00c1nimas, a primeira de todas. Dali em diante foram surgindo essas institui\u00e7\u00f5es por todo o virreinato, com a finalidade de reexistir e fazer os candombes de lei, a trav\u00e9s da f\u00e9 cat\u00f3lica nas festividades de santos.<\/em><\/p>\n<p><em>A cofrad\u00eda, para um negro, era uma maneira de n\u00e3o deixar morrer sua cultura \u2014 onde se bailava, se batucava, misturava, rezava e resistia ante a opress\u00e3o negra. Para cada festividade, eles reuniam dinheiro, faziam fantasias e enfeitavam suas santas e andores, e com a permiss\u00e3o de seus donos e eclesi\u00e1sticos, desfilavam pelas ruas da cidade com batuques e prociss\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>3\u00b0 Setor: Camba Cu\u00e1, a mistura Afro-Guarani na beira do Paran\u00e1<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Com a liberdade dos ventres negros declarada em 1812 nas agora independentes Provincias Unidas do R\u00edo de la Plata, os amos aos poucos foram liberando os escravizados por alforria pr\u00f3pria, j\u00e1 que na cidade de Corrientes era proibido o trabalho dos negros fora da casa dos senhores, at\u00e9 que em 1852 foi declarado o fim da escravid\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Agora os negros e ind\u00edgenas estavam livres, sem trabalho e quase na mis\u00e9ria. A maioria se assentou nas periferias rurais de Corrientes, \u00e0 beira do Rio Paran\u00e1, onde trabalhavam como lavadeiras, pescadores ou a servi\u00e7o de grandes serrarias e fazendas. Esse bairro, o mais populoso da cidade, foi chamado desdenhosamente de Camba Cu\u00e1 (\u201cCova dos Negros\u201d, em guarani). Ali se misturaram o batuque e a religiosidade dos afrodescendentes com a l\u00edngua dos ind\u00edgenas.<\/em><\/p>\n<p><em>Com o crescimento da popula\u00e7\u00e3o branca, aumentou tamb\u00e9m o preconceito e o racismo a esse povo, que trouxe pra dentro das suas casas a f\u00e9 que os representava: San Baltazar, que agora era venerado em altares nas pr\u00f3prias casas dos negros.<\/em><\/p>\n<p><em>O candombe, agora chamado Jeroky (\u201cbaile\u201d, em guarani), seguia comum nas noites do Camba Cu\u00e1, onde se misturava o batuque das tamboras, os cantos guaranis e os mbarac\u00e1s (viol\u00e3o, em guarani) espanh\u00f3is. Ali se gerou a Charanda, g\u00eanero musical ins\u00edgnia da negritude correntina, que tamb\u00e9m descendeu das milongas (ancestro musical do tango), do candombe e do chamam\u00e9, o g\u00eanero musical mais popular no litoral e um dos pilares da musicalidade folcl\u00f3rica argentina.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>4\u00b0 Setor: Cinco de fevereiro \u2013 Serenata dos Camb\u00e1<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Tudo come\u00e7a com a prepara\u00e7\u00e3o dos devotos e da cofrad\u00eda horas antes da meia-noite para receber o dia do santo. Na casa da fam\u00edlia Caballero, que preside a Cofrad\u00eda Refundada de San Baltazar, serve-se a tradicional Sangr\u00eda \u2014 bebida feita de vinho, lim\u00e3o e soda \u2014 enquanto os bailarinos est\u00e3o se maquiando e se vestindo.<\/em><\/p>\n<p><em>Na rua \u00e9 feita \u201ca fogueira dos tambores\u201d, onde os batuqueiros colocam suas tamboras e atabaques em volta do fogo pra afrouxar os couros, que assim s\u00e3o afinados. J\u00e1 preparados, come\u00e7a um dos tr\u00eas momentos mais importantes da festa: o Saludo a los Santos del Barrio (\u201cSauda\u00e7\u00e3o aos Santos do Bairro\u201d). Consiste em uma prociss\u00e3o dos batuqueiros e bailarinos pelas ruas do bairro, parando em cada casa das fam\u00edlias afrodescendentes que possuem um altar pr\u00f3prio dedicado a San Baltazar, com uma imagem dele.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>5\u00b0 Setor: Seis de janeiro \u2013 Viva o Santo Rei dos Camb\u00e1! Viva a Afrolatinidade!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>\u00c9 dia dos Santos Reis e a cidade est\u00e1 de festa, as crian\u00e7as recebem seus presentes e as velas vermelhas acendem. J\u00e1 \u00e0 noite, a cofrad\u00eda e os devotos do santo se congregam na Igreja da Nossa Senhora da Merc\u00ea e ali \u00e9 feita a missa da epifania, em lembran\u00e7a do dia em que os tr\u00eas reis magos foram visitar o menino Jesus, ali se benzem todas as imagens de San Baltazar das fam\u00edlias afrodescendentes. Terminada a missa se faz um candombe \u00e0s portas da igreja e come\u00e7a o terceiro momento mas importante da festividade, a \u201cProciss\u00e3o das Tochas\u201d . Devotos e Cofrades saem em corso pelas ruas do Camba Cu\u00e1, tocando candombes e com velas y tochas acessas, iluminando as ruas pra que o santo \u201cbaixe a escutar os pedidos\u201d. <\/em><\/p>\n<p><em>Tem dan\u00e7arinos na frente da prociss\u00e3o fazendo os tr\u00eas momentos do candombe: \u201cGozo\u201d (Alegr\u00eda), \u201cReza\u201d e \u201cAlabanza\u201d (Louva\u00e7\u00e3o). Um grupo muito interessante s\u00e3o os devotos que levam \u201cBoleadoras de Fogo\u201d dan\u00e7ando e mexendo elas como tochas vivas. E o mais importante s\u00e3o os tantos andores de imagens enfeitadas de flores, velas e fitas vermelhas que reinam no cortejo. \u00c1 cada rua vai se somando uma bateria de cada uma das \u201ccomparsas\u201d (escolas de samba) ao corso gigantesco, onde os atabaques e tamboras se misturam com as caixas, surdos e tamborins. <\/em><\/p>\n<p><em>As \u201cbastoneras\u201d (rainhas de bateria) dan\u00e7am ao ritmo do samba-candombe, as rainhas de todos os concursos e festas regionais se fazem presente desfilando ao lado de um dos elementos mais curiosos, os \u201cSantos Vivos\u201d. S\u00e3o homens que se fantasiam do Santo Rei com agbar\u00e1 (capa vermelha), cetro e coroa, e que \u201cincorporam\u201d a ess\u00eancia do santo (heran\u00e7a da incorpora\u00e7\u00e3o dos orix\u00e1s). Outra figura \u00e9 a \u201cmulata\u201d, uma mulher que se fantasia de rainha do congo e representa a feminidade negra. O governador, deputados e funcion\u00e1rio estaduais se fazem presente na festa da negritude correntina. <\/em><\/p>\n<p><em>Todas essas institui\u00e7\u00f5es, personalidades, ritmistas, figuras, andores e devotos confluem no Parque Camba Cu\u00e1, onde se tocam charandas e candombes, os santos s\u00e3o colocados no eremit\u00e9rio e a festa \u00e9 gigantesca. Os agbar\u00e1s das imagens s\u00e3o renovados y as coroas benzidas. Assim as pessoas deixam oferendas aos p\u00e9s do santo e toda a cidade celebra a negritude correntina e o passado preto da cultura argentina. Essa \u00e9 a festa do povo, onde confluem os pilares da sociedade local. Viva a Afroargentinidade! Viva o Santo Rei dos Camb\u00e1! Viva San Baltazar!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>7\u00aa colocada do grupo na edi\u00e7\u00e3o passada, o GRESV Estrela Guia apresentou o enredo que levar\u00e1 para a disputa do Grupo Especial, na edi\u00e7\u00e3o comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Facundo Ortega, a agremia\u00e7\u00e3o ir\u00e1 defender, em 2025, o enredo &#8220;O Santo Rei dos Camb\u00e1&#8221;. Confira abaixa sinopse oficial: O Santo<\/p>\n","protected":false},"author":358,"featured_media":49798,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[494,146,13],"tags":[],"class_list":["post-49877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carnaval-virtual-2025","category-gresv-estrela-guia","category-grupo-especial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49877"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49878,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49877\/revisions\/49878"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49798"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}