{"id":54145,"date":"2026-07-20T20:44:04","date_gmt":"2026-07-20T23:44:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=54145"},"modified":"2026-07-20T20:44:04","modified_gmt":"2026-07-20T23:44:04","slug":"uniao-da-gavea-ira-homenagear-clovis-bornay-no-carnaval-virtual-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/uniao-da-gavea-ira-homenagear-clovis-bornay-no-carnaval-virtual-2026\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o da G\u00e1vea ir\u00e1 homenagear Cl\u00f3vis Bornay no Carnaval Virtual 2026"},"content":{"rendered":"<p>Retornando ao Grupo de Acesso I, o GRESV Uni\u00e3o da G\u00e1vea apresentou o enredo que levar\u00e1 para a avenida no Carnaval Virtual 2026.<\/p>\n<p>De autoria de\u00a0Clay Gommez, a agremia\u00e7\u00e3o homenageia Cl\u00f3vis Bornay atrav\u00e9s do enredo &#8220;Evo\u00e9, Cl\u00f3vis! &#8211; Um olhar carnavalesco sobre o mestre das fantasias&#8221;.<\/p>\n<p>Confira a sinopse do enredo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Evo\u00e9, Cl\u00f3vis! &#8211; Um olhar carnavalesco sobre o mestre das fantasias<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201dOs olhos levemente puxados, os trejeitos exagerados, a inconfund\u00edvel l\u00edngua presa e uma aura cintilante por onde passava eram apenas algumas das caracter\u00edsticas mais marcantes de uma lenda do carnaval que viveu entre n\u00f3s.\u201d ( trecho inicial do livro: \u201dEntre o asfalto e a passarela \u2013 o olhar carnavalesco de Cl\u00f3vis bornay.\u201d Escrito por Jo\u00e3o Perigo em 2020.)<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u201cO in\u00edcio de um sonho carnavalesco.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 figuras que n\u00e3o passam pelo carnaval \u2014 <strong>elas se tornam o pr\u00f3prio carnaval<\/strong>. Assim foi <strong>Cl\u00f3vis Bornay<\/strong>, um artista cuja vida confundiu-se com o brilho dos paet\u00eas, a leveza das plumas, o tilintar dos cristais e o esplendor das fantasias que marcaram \u00e9poca. Nesta viagem po\u00e9tica pela mem\u00f3ria da folia, o <strong>G.R.E.S.V. Uni\u00e3o da G\u00e1vea<\/strong> vem para a passarela virtual celebrar o homem que transformou o sonho em arte e arte em eternidade.<\/em><\/p>\n<p><em>Nosso desfile come\u00e7a onde nascem as lembran\u00e7as: na serra fluminense. Em <strong>Nova Friburgo<\/strong>, um menino curioso descobria o encantamento das festas populares e dos carnavais de outrora. Filho de um joalheiro, Cl\u00f3vis cresceu entre brilhos e pedras preciosas, fascinado pelo reflexo da luz que dan\u00e7ava nas vitrines da loja de seu pai. Cada fa\u00edsca de brilho parecia anunciar um destino luminoso.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_54146\" aria-describedby=\"caption-attachment-54146\" style=\"width: 205px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Logo-Oficial-GRESV-Uni\u00e3o-da-G\u00e1vea-2026.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-54146\" src=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Logo-Oficial-GRESV-Uni\u00e3o-da-G\u00e1vea-2026-205x300.jpg\" alt=\"\" width=\"205\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Logo-Oficial-GRESV-Uni\u00e3o-da-G\u00e1vea-2026-205x300.jpg 205w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Logo-Oficial-GRESV-Uni\u00e3o-da-G\u00e1vea-2026-768x1124.jpg 768w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Logo-Oficial-GRESV-Uni\u00e3o-da-G\u00e1vea-2026-700x1024.jpg 700w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Logo-Oficial-GRESV-Uni\u00e3o-da-G\u00e1vea-2026.jpg 1093w\" sizes=\"auto, (max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-54146\" class=\"wp-caption-text\">Logo oficial do enredo<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Ainda crian\u00e7a, ao chegar ao <strong>Rio de Janeiro<\/strong>, encontrou uma cidade que respirava carnaval. Nos bailes do <strong>Fluminense Football Club<\/strong>, o jovem foli\u00e3o viveu sua primeira consagra\u00e7\u00e3o: aos 12 anos, vestido de Cossaco, venceu seu primeiro concurso de fantasias. Era o pren\u00fancio de um reinado que atravessaria d\u00e9cadas.<\/em><\/p>\n<p><em>O sonho ganharia asas no majestoso <strong>Theatro Municipal do Rio de Janeiro<\/strong>. Ali, inspirado nos grandes bailes e fantasias do carnaval de Veneza, na It\u00e1lia, Cl\u00f3vis convenceu o diretor geral do Theatro a criar um baile de fantasias de luxo. Surge ent\u00e3o o deslumbrante <strong>\u201cPr\u00edncipe Hindu\u201d<\/strong>, sua cria\u00e7\u00e3o, que arrebatou aplausos e revelou ao mundo um artista destinado \u00e0 gl\u00f3ria carnavalesca.<\/em><\/p>\n<p><em>A partir desse momento, Cl\u00f3vis Bornay tornou-se sin\u00f4nimo de espet\u00e1culo. Nos sal\u00f5es do <strong>Copacabana Palace<\/strong>, do <strong>Hotel Gl\u00f3ria<\/strong>, do <strong>Pal\u00e1cio Quitandinha, entre<\/strong>\u00a0tantos outros, desfilavam imperadores, reis e pr\u00edncipes \u2014 todos encarnados pelo mesmo artista. Cada fantasia era um monumento de luxo, pesquisa e imagina\u00e7\u00e3o. Tamanho talento fez de Bornay um vencedor quase invenc\u00edvel, tornando-se <strong>\u201chors concours\u201d<\/strong>, pois j\u00e1 n\u00e3o havia rivais \u00e0 altura.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u201cAs v\u00e1rias faces de Cl\u00f3vis Bornay.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Mas Cl\u00f3vis era mais do que brilho. Era tamb\u00e9m intelectual, pesquisador e guardi\u00e3o da mem\u00f3ria. Como muse\u00f3logo, ajudou a organizar o primeiro museu de arte sacra do pa\u00eds, no <strong>Museu Sacro da Vener\u00e1vel Ordem Terceira da Penit\u00eancia<\/strong>. Entre imagens barrocas e resplendores dourados, nasceu uma inspira\u00e7\u00e3o que marcaria sua est\u00e9tica: as aur\u00e9olas e ornamentos sagrados passariam a adornar suas fantasias, misturando religiosidade, arte e carnaval.<\/em><\/p>\n<p><em>Homem de muitas faces, Bornay tamb\u00e9m cantou marchinhas, participou e marcou presen\u00e7a no lend\u00e1rio <strong>Cassino do Chacrinha<\/strong> e no <strong>Programa Silvio Santos<\/strong>. Na dramaturgia, integrou produ\u00e7\u00f5es marcantes no cinema como <strong>Terra em Transe<\/strong> e <strong>Independ\u00eancia ou Morte!<\/strong>, enquanto na televis\u00e3o divertia o p\u00fablico ao lado de <strong>J\u00f4 Soares<\/strong> no ic\u00f4nico <strong>Viva o Gordo!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Entre gl\u00f3rias e desafios, Cl\u00f3vis tamb\u00e9m enfrentou preconceitos. Expulso de casa na juventude por sua orienta\u00e7\u00e3o sexual, encontrou na amizade e na arte o caminho para se reconstruir. Tornou-se s\u00edmbolo de resist\u00eancia e orgulho, assumindo-se publicamente como \u201co gay mais chique do Brasil\u201d e levantando a bandeira contra a intoler\u00e2ncia em tempos dif\u00edceis.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u201cBornay no carnaval e o universo das Escolas de Samba.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Mas foi nas escolas de samba que sua criatividade encontrou nova avenida. Desfilando e criando para agremia\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, Bornay levou luxo e teatralidade aos carros aleg\u00f3ricos. No <strong>Acad\u00eamicos do Salgueiro<\/strong>, reviveu a figura de Est\u00e1cio de S\u00e1 em uma fantasia monumental. Na <strong>Unidos de Lucas<\/strong>, apresentou o inesquec\u00edvel desfile <strong>\u201cHist\u00f3ria do Negro no Brasil\u201d<\/strong>, embalado pelo antol\u00f3gico samba <strong>\u201cSublime Pergaminho\u201d<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p><em>Seu momento de consagra\u00e7\u00e3o viria na <strong>Portela<\/strong>, quando apresentou o enredo <strong>\u201cLendas e Mist\u00e9rios da Amaz\u00f4nia\u201d<\/strong> em 1970. Um espet\u00e1culo de cores, mitos e encantamentos que levou a azul e branca de Oswaldo Cruz ao t\u00edtulo m\u00e1ximo, eternizando seu nome na hist\u00f3ria do carnaval.<\/em><\/p>\n<p><em>Sua trajet\u00f3ria ainda cruzaria a Ba\u00eda de Guanabara para brilhar nos carnavais de <strong>Niter\u00f3i<\/strong>, onde ajudou escolas como a <strong>Unidos do Viradouro<\/strong> e a <strong>Souza Soares<\/strong> a escrever cap\u00edtulos gloriosos na hist\u00f3ria da folia.<\/em><\/p>\n<p><em>Os anos passaram, mas Bornay jamais abandonou o carnaval. Mesmo longe dos concursos e da cria\u00e7\u00e3o de enredos, seguia desfilando como destaque de luxo, sempre elegante, sempre majestoso, como um rei que nunca deixa seu trono.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 2005, o artista despediu-se da vida. Seu cortejo final transformou-se em um \u00faltimo desfile: confetes e serpentinas acompanharam o som da imortal marchinha <strong>\u00d3 Abre Alas<\/strong>, enquanto o samba da Portela ecoava como despedida. Assim partia o homem, mas permanecia o mito.<\/em><\/p>\n<p><em>Hoje, a <strong>Uni\u00e3o da G\u00e1vea<\/strong> ergue seu estandarte para celebrar este g\u00eanio da fantasia. Entre mem\u00f3rias, brilhos e hist\u00f3rias, revisitamos sua vida como um grande baile carnavalesco \u2014 daqueles que Cl\u00f3vis tanto amava.<\/em><\/p>\n<p><em>Que chovam paet\u00eas prateados!<\/em><br \/>\n<em>Que ecoem as marchinhas eternas!<\/em><br \/>\n<em>Que o luxo da imagina\u00e7\u00e3o volte a reinar!<\/em><\/p>\n<p><em>Porque no reino do carnaval, h\u00e1 um nome que jamais ser\u00e1 esquecido.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Viva Cl\u00f3vis Bornay!<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Evo\u00e9, mestre das fantasias!<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Clay Gommez<br \/>\n<\/strong><strong>Enredista e Carnavalesco.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><strong>Fontes de pesquisas: <\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Livro: \u201cEntre o asfalto e a passarela\u00a0 &#8211; O olhar carnavalesco de Cl\u00f3vis Bornay.\u201d (Jo\u00e3o Perigo, 2020)<\/em><\/p>\n<p><em>Di\u00e1rio de not\u00edcias, 5820 de 28 de fevereiro de 1936, capa.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal do Brasil, 95 de 23 de abril de 1964, p\u00e1gia 2.<\/em><\/p>\n<p><em>Revista do r\u00e1dio, 811 de 5 de novembro de 1965.<\/em><\/p>\n<p><em>Revista Manchete, 925 de 10 de janeiro de 1970, p\u00e1gina 41.<\/em><\/p>\n<p><em>Tribuna de imprenssa, 4879 de 5 de fevereiro de 1966.<\/em><\/p>\n<p><em>Di\u00e1rio de not\u00edcias, 13886 de 24 de fevereiro de 1968.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal do Brasil, 261 de 8 de fevereiro de 1970.<\/em><\/p>\n<p><em>Revista Manchete, 968 de 7 de novembro de 1970.<\/em><\/p>\n<p><em>Revista Manchete,1033 de 5 de fevereiro de 1971.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal O Fluminense, 21325 de 9 de mar\u00e7o de 1973.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal O Fluminense,21328 de 12 de mar\u00e7o de 1973.<\/em><\/p>\n<p><em>Revista Manchete, 1299 de 12 de mar\u00e7o de 1977.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal do Brasil, 309 de 13 de fevereiro de 1980.<\/em><\/p>\n<p><em>Revista Manchete, 1872 de 5de mar\u00e7o de 1988.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal do Brasil, 315 de 19 de fevereiro de 1990.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal do Brasil, 277 de 10 de janeiro de 1996.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornal do Brasil, 302 de 4 de fevereiro de 1996.<\/em><\/p>\n<p><em>Ara\u00fajo, H. Mem\u00f3rias do Carnaval. Primeira edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Oficina do Livro, 1991.<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/acervo.oglobo.globo.com\/em-destaque\/clovis-bornay-rei-absoluto-dos-desfiles-de-fantasias-do-carnaval-carioca-18429131\">https:\/\/acervo.oglobo.globo.com\/em-destaque\/clovis-bornay-rei-absoluto-dos-desfiles-de-fantasias-do-carnaval-carioca-18429131<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/revista.memoriaslgbt.com\/index.php\/ojs\/article\/view\/30\">https:\/\/revista.memoriaslgbt.com\/index.php\/ojs\/article\/view\/30<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/cultura\/como-clovis-bornay-se-tornou-a-lenda-mais-extravagante-do-carnaval\/\">https:\/\/veja.abril.com.br\/cultura\/como-clovis-bornay-se-tornou-a-lenda-mais-extravagante-do-carnaval\/<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/webstories\/flipar\/2025\/10\/7266394-clovis-bornay-a-historia-do-rei-dos-desfiles-de-fantasias-do-carnaval-carioca.html\">https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/webstories\/flipar\/2025\/10\/7266394-clovis-bornay-a-historia-do-rei-dos-desfiles-de-fantasias-do-carnaval-carioca.html<\/a><\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/dicionariompb.com.br\/artista\/clovis-bornay\/\">https:\/\/dicionariompb.com.br\/artista\/clovis-bornay\/<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retornando ao Grupo de Acesso I, o GRESV Uni\u00e3o da G\u00e1vea apresentou o enredo que levar\u00e1 para a avenida no Carnaval Virtual 2026. 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