{"id":5635,"date":"2017-08-05T22:42:08","date_gmt":"2017-08-06T01:42:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=5635"},"modified":"2017-08-05T22:42:08","modified_gmt":"2017-08-06T01:42:08","slug":"c-u-doce-conheca-o-enredo-do-gresv-coracoes-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/c-u-doce-conheca-o-enredo-do-gresv-coracoes-unidos\/","title":{"rendered":"C.U. Doce, conhe\u00e7a o enredo do GRESV Cora\u00e7\u00f5es Unidos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>C.U Doce<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>Autor: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Romulo de Souza \/ \u00a0Lukas Schultheiss<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/coracoes-Jefferson-Diego.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-5636\" src=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/coracoes-Jefferson-Diego.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"567\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/coracoes-Jefferson-Diego.jpg 677w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/coracoes-Jefferson-Diego-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Respire fundo! Sentiu um cheiro doce no ar? A partir deste momento todos os sentidos estar\u00e3o mais apurados, pois a Cora\u00e7\u00f5es Unidos invadir\u00e1 a avenida trazendo aromas, sabores, texturas, cores e recheada de hist\u00f3rias para falar de algo que est\u00e1 na boca do povo: o doce.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Desde os tempos mais remotos o homem sempre buscou maneiras de alterar o sabor dos alimentos. Na mitologia, os sabores mais doces eram oferecidos aos deuses \u2013 inclusive um deles usava instrumentos feitos de doces. J\u00e1 com os devidos da cana da cana-de-a\u00e7\u00facar o doce chega \u00e0 mesa dos nobres europeus e faz surgir os confeiteiros e receitas que s\u00e3o reproduzidas at\u00e9 hoje. E com elas, novos mitos, novas hist\u00f3rias e novos sabores s\u00e3o criados.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Um doce divino<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(ou\u2026 da hist\u00f3ria \u00e0 mitologia, os doces em homenagem aos deuses)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para muitas pessoas receber ou comer um doce gera um prazer t\u00e3o grande que se iguala a um orgasmo. As pupilas dilatam, o cora\u00e7\u00e3o bate mais forte, os pelos arrepiam, a respira\u00e7\u00e3o fica ofegante\u2026 pode parecer exagerado, mas para a cultura Hindu essas sensa\u00e7\u00f5es est\u00e3o intrinsecamente ligadas. Afinal, Kamadeva, uma esp\u00e9cie de cupido, uma divindade que controla o amor e o erotismo utiliza-se de um arco feito de cana-de\u2013a\u00e7\u00facar, com a corda feita de mel de abelhas e suas flechas s\u00e3o compostas de 5 tipos de flores: ashoka, l\u00f3tus branco e azul, mallika e manga. \u00c9 assim, juntando o doce do mel e da cana e o aroma das flores ele flecha o cora\u00e7\u00e3o dos apaixonados. E os nomes pelos quais a divindade \u00e9 conhecida, n\u00e3o poderiam ser mais certeiros: Ragavrinda (O ramo da paix\u00e3o), Ananga (O incorp\u00f3reo), Kandarpa (o que inflama at\u00e9 os deuses), Manmatha (o que agita os cora\u00e7\u00f5es), Manasija (O que nasce da mente), Madana (O intoxicante). Para proteger e acompanhar a divindade segue um ex\u00e9rcito de abelhas zunindo e um papagaio.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">E por falar em abelhas, na mitologia grega,Virg\u00edlio, um poeta e pensador romano, em seu 4\u00ba livro das \u201cGe\u00f3rgicas\u201d relata que o personagem Aristeu teria sido o primeiro apicultor da hist\u00f3ria e que cultivava abelhas em carca\u00e7as de animais. Mas, quem primeiro ficou famoso por fazer uso das colmeias foram os b\u00e1rbaros. As noites nas tavernas eram de pura anarquia. Homens imensos, ornamentados com peles de animais, chap\u00e9us com chifres e tacapes, ora festejavam, ora se engalfinhavam por qualquer motivo. E como um encontro destes pede uma bebida e a cerveja s\u00f3 foi inventada empos depois, o que eles tomavam era uma beberagem doce, sagrada e \u201cmeio m\u00e1gica\u201d, o hidromel, uma mistura de mel e \u00e1gua, fermentada, ningu\u00e9m sabe quem inventou ou como surgiu, mas durante s\u00e9culos foi essencial para os povos b\u00e1rbaros, gregos e romanos. Dizem at\u00e9 que \u00e9 a bebida favorita dos Deuses N\u00f3rdicos. E dela tamb\u00e9m surgiu a express\u00e3o \u201clua de mel\u201d, pois os casais que, em honra aos deuses, tomassem essa bebida durante um ciclo lunar ap\u00f3s o casamento seriam agraciados com filhos var\u00f5es.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Os Deuses realmente influenciam e muito a vida dos povos. Foi para eles que boa parte dos doces foram criados ou oferecidos. Nos baixos relevos gravados h\u00e1 s\u00e9culos na tumba do eg\u00edpcio fara\u00f3 Rams\u00e9s III, aparece uma variedade de doces fabricados com farinha de trigo, mel, frutas e especiarias que serviam de oferendas aos deuses. J\u00e1 os gregos, criaram o Manjar dos Deuses do Olimpo, a ambrosia, um doce com sabor divinal, que segundo a mitologia, era t\u00e3o poderoso que se um mortal (a quem era vedado o consumo) a comece, ganharia a imortalidade. Com os astecas a hist\u00f3ria foi diferente, o Deus Quetzalcoatl, \u00e9 que trouxe uma comida deles para o paladar humano, o delicioso chocolate. E com eles tamb\u00e9m, veio o h\u00e1bito de mascar tzictli, o l\u00e1tex do sapoti, que mais tarde deu origem ao nosso chiclete; isso sem falar no aroma e sabor da baunilha, nascida do sangue da filha Deusa da Fertilidade e produzida pelos povos Totonacas. A baunilha misturada ao chocolate e outras especiarias, gerava uma mistura incompar\u00e1vel, que era consumida pelo Imperador Montezuma antes de ir para o seu har\u00e9m de 600 mulheres, fazendo os europeus acreditarem que ela aumentava a libido e a performance sexual.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A influ\u00eancia europeia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(ou, como a Europa aperfei\u00e7oou o sabor e o tornou comercial)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O sabor adocicado foi inclu\u00eddo aos banquetes europeus conforme novas transa\u00e7\u00f5es e descobertas geogr\u00e1ficas eram feitas. A cada novo povo conhecido, chegavam mais e mais influ\u00eancias para a j\u00e1 renomada cozinha do Reinos de Portugal, Espanha, It\u00e1lia e Fran\u00e7a. O a\u00e7\u00facar, principal produto da cana, que j\u00e1 era consumido por reis e nobres na Europa, por interm\u00e9dios dos mercadores do oriente tinha fins m\u00e9dicos e seu valor era t\u00e3o caro que registrava-se a posse at\u00e9 em testamentos. Com a coloniza\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios na \u00c1frica e nas Am\u00e9ricas, o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar aumentou. E refinado, em Veneza ele foi parar nas cozinhas e mesas da nobreza, servindo de complementa\u00e7\u00e3o e mais tarde de ingrediente principal para os mais diversos pratos.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Adicionando a\u00e7\u00facar \u00e0s massas j\u00e1 conhecidas surgiram bolos, tortas, &#8220;biscuit&#8221;, folhados, &#8220;petit fours&#8221;, marzip\u00e3s, balas, gomas, pirulitos, caramelos, cremes e tantos outras receitas que eram servidas como acompanhamento para a mais nova moda europeia: o caf\u00e9. Fornadas cada vez maiores, receitas cada vez mais elaboradas eram disputadas pelos novos chefes de cozinha, que agora, chamados de confeiteiros, tamb\u00e9m se especializavam em sabores doces. E foi misturando as frutas, o mel, o leite, o chocolate, a baunilha, as flores e o a\u00e7\u00facar, que eles criaram seus pratos. \u00c9 o in\u00edcio das confeitarias, das docerias, dos caf\u00e9s e das casas de ch\u00e1, onde a comida ganhou status de obra de arte, pois n\u00e3o somente a qualidade e o sabor importavam, mas tamb\u00e9m a apar\u00eancia art\u00edstica.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">As guloseimas tem\u00e1ticas<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(ou, como as datas comemorativas ganharam seus pr\u00f3prios doces)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Jujuba, bananada, pipoca, cocada, queijadinha, sorvete, chiclete\u2026 comer muitos doces j\u00e1 traziam problemas desde o in\u00edcio de sua cria\u00e7\u00e3o. O organismo d\u00e1 sinais de que n\u00e3o suporta tanta ingest\u00e3o de a\u00e7\u00facares. Por outro lado, muitas pessoas n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00e3o de comprar doces sempre e por isso, o faziam em datas especiais, oferecendo aos parentes, amigos e enamorados como presente. E para isso, os confeiteiros, come\u00e7aram a criar pratos e produtos espec\u00edficos para estas determinadas datas, assim como os antigos faziam em honras aos Deuses.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Surgiram assim os bolos de anivers\u00e1rios, as colombas pascais, as tortas de natal, rabanadas, o bolo de reis, os divertidos biscoitos de gengibre, as caixas de chocolate e at\u00e9 mesmo reinven\u00e7\u00f5es de tradi\u00e7\u00f5es milenares, como os ovos de p\u00e1scoa, que se tornaram ovos de chocolate pelos p\u00e2tissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Com melhores tecnologias, a partir do final do s\u00e9culo XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados at\u00e9 hoje. O mesmo aconteceu com o P\u00e3o do Mortos, no M\u00e9xico, uma lenda sobre o sacrif\u00edcio de uma princesa foi transformada em uma gostosura servida apenas no Dia dos Mortos. E por falar em gostosura, isso logo nos remete ao \u201cTravessuras ou Gostosuras?\u201d, ditas pelos pequeninos estadunidenses na \u00e9poca de Hallowen, quando saem de casa em casa fantasiados recolhendo doces pela vizinhan\u00e7a. Pr\u00e1tica parecida fazem os brasileiros no dia de S\u00e3o Cosme e Dami\u00e3o.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Uma doce leitura<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(Ou, como a literatura ajudou a difundir o doce paladar entre as crian\u00e7as)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Imagine morar numa casa cheia de doces? Participar de um concurso de bolos? Ou ent\u00e3o, ter uma cozinheira especializada em fazer bolinhos de chuva? Quem sabe, ent\u00e3o, ser dono de sua pr\u00f3pria f\u00e1brica de chocolates. Essas e outras doces hist\u00f3rias recheadas de aventuras fazem parte da inf\u00e2ncia de milhares de pessoas por todo o mundo. E todas elas t\u00eam um comum os doces. Al\u00e9m de uma forma de incentivar as crian\u00e7as a lerem, elas enchem os olhos e nos deixam babando imaginando cada um daqueles doces em nossa frente.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cJo\u00e3o e Maria\u201d, hist\u00f3ria contada e recontada desde os tempos mais antigos, falam sobre uma velha senhora que mora numa casa feita de doces e que rapta dois irm\u00e3os abandonados na floresta. Enquanto Maria \u00e9 for\u00e7ada a cozinhar e limpar a casa, Jo\u00e3o \u00e9 preso e for\u00e7ado a comer e engordar para servir de refei\u00e7\u00e3o para a velha. Quem tamb\u00e9m comia muito, eram o netos da Dona Benta, a propriet\u00e1ria do \u201cSitio do Pica-Pau Amarelo\u201d. Enquanto ela contava hist\u00f3rias e lendas das florestas, sua cozinheira, Tia Anast\u00e1cia preparada os famosos bolinhos de chuva, que se tornaram frequentes nos caf\u00e9s da tarde de diversas casas do Brasil.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No teatro, a hist\u00f3ria de \u201cMaroquinhas Fru Fru\u201d, uma divertida confeiteira que vence um concurso de bolos \u00e9 contada at\u00e9 hoje nos palcos. O pr\u00eamio, um colar de p\u00e9rolas \u00e9 roubado e uma verdadeira investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita enquanto o p\u00fablico se delicia provando os bolos do concurso.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">No cinema, algumas vers\u00f5es do livro de \u201cCharlie e a F\u00e1brica de Chocolate\u201d fizeram o p\u00fablico, rir, se emocionar e babar pelas centenas de doces produzidas pelos engra\u00e7ados Oompa-Loompas, que entre diversos experimentos criaram aquilo que \u00e9 o sonho de muitos: um rio de chocolate, uma chiclete que n\u00e3o perde o gosto, quebra-queixos perp\u00e9tuos, doces vivos e os mais saborosos chocolates de todo mundo. Todos queriam morar na Fant\u00e1stica Fabrica de Chocolates de Willy Wonka.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Um doce lugar<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(ou, o lugar onde os prazeres n\u00e3o t\u00eam fim)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Se na literatura j\u00e1 \u00e9 bom imaginar que os doces podem ser infinitos e estarem sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, imagine um lugar onde este e outros prazeres realmente existam em abund\u00e2ncia. Esse lugar existe, pelo menos, na mitologia: Cocanha. Na tradi\u00e7\u00e3o oral dos franceses que se espalhou e ganhou novos contornos pelo mundo, trata-se da terra da abund\u00e2ncia, um lugar na Idade M\u00e9dia onde os sonhos e fa\u00e7anhas se tornam reais e que os desejos seriam instantaneamente gratificados.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 um local em que n\u00e3o havia trabalho, o alimento era abundante, as lojas ofereciam seus produtos de gra\u00e7a, casas eram feitas de cevadas ou doces, o sexo podia ser obtido livremente, o clima sempre era agrad\u00e1vel, o vinho nunca terminava e todos permaneciam jovens para sempre. Vivia-se entre os rios de vinho e leite, colinas de queijo (ali\u00e1s, o queijo chovia do c\u00e9u) e leit\u00f5es assados que ostentavam uma faca espetada no lombo estavam por todo canto.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O autor deste pa\u00eds das maravilhas, n\u00e3o \u00e9 conhecido, mas cerca de duzentos versos octoss\u00edlabos comp\u00f5e O Conto de Cocanha, que claro, mexe com a imagina\u00e7\u00e3o e j\u00e1 foi retratado em pinturas e filmes, al\u00e9m de ser um dos s\u00edmbolos da cultura hippie nos anos finais da d\u00e9cada de 60.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Um doce Brasil<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(ou, o lugar de onde os doces de todo o mundo se encontram e se transformam)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Cozinhar \u00e9 como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitar\u00e1 sobre o paladar de algu\u00e9m sempre especial. E foi devorando cada novo peda\u00e7o da hist\u00f3ria de seus imigrantes, que os povos que constituem o Brasil criaram ou, saboreando o melhor de reinventar, transformaram os doces deste pa\u00eds em refer\u00eancias culin\u00e1rias.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Dos \u00edndios vieram as tapiocas, cuscus, sagus; dos europeus vieram os bolos, tortas, p\u00e3es e caramelos; dos africanos, as queijadinhas, cocadas e cremes; dos orientais as bananadas, compotas e balas e a uni\u00e3o de todas estas culturas tornou nossos doces mais a\u00e7ucarados que o da maioria dos lugares. Trouxe \u00e0s nossas frutas a fun\u00e7\u00e3o de rechear outras massas. Misturando os doces e receitas surgiram o brigadeiro, o quindim, o doce de leite, o bolo de rolo, o curau, a pamonha, o p\u00e9 de moleque, pa\u00e7oca, goiabada, rapadura e tantos outros que alegram o nosso paladar.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">T\u00e1 com \u00e1gua na boca?! Ent\u00e3o, vem provar!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C.U Doce Autor: Romulo de Souza \/ \u00a0Lukas Schultheiss Respire fundo! Sentiu um cheiro doce no ar? A partir deste momento todos os sentidos estar\u00e3o mais apurados, pois a Cora\u00e7\u00f5es Unidos invadir\u00e1 a avenida trazendo aromas, sabores, texturas, cores e recheada de hist\u00f3rias para falar de algo que est\u00e1 na boca do povo: o doce.<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":5636,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[143,86],"tags":[],"class_list":["post-5635","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gresv-coracoes-unidos","category-grupo-de-acesso-i"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5635"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5635\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5637,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5635\/revisions\/5637"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}