{"id":9405,"date":"2018-03-11T13:42:35","date_gmt":"2018-03-11T16:42:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=9405"},"modified":"2018-03-11T13:42:35","modified_gmt":"2018-03-11T16:42:35","slug":"conheca-o-enredo-do-gresv-imperio-do-rio-belo-para-o-carnaval-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/conheca-o-enredo-do-gresv-imperio-do-rio-belo-para-o-carnaval-2018\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o enredo do GRESV Imp\u00e9rio do Rio Belo para o Carnaval 2018"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">IMP\u00c9RIO DO RIO BELO<br \/>\nLAROY\u00ca EXU<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9406\" src=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/13-RioBelo.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/13-RioBelo.jpg 820w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/13-RioBelo-256x300.jpg 256w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/13-RioBelo-768x899.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><\/h3>\n<p>O Imp\u00e9rio do Rio Belo em sua caminhada pelo Carnaval Virtual experimentar\u00e1 novos ares. E para isso, pede licen\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o para que seus caminhos em num novo desafio possam se abrir. Vamos apresentar um pouco daquele que est\u00e1 pr\u00f3ximo de n\u00f3s, por\u00e9m n\u00e3o o vemos. Aquele que emana as vibra\u00e7\u00f5es, o fogo que arde sem ver, onde tudo come\u00e7a. N\u00e3o se come\u00e7am pedidos sem antes pedir licen\u00e7a. Teremos a honra de falar daquele que \u00e9 sempre citado, lembrado, mas n\u00e3o tem sua hist\u00f3ria aprofundada.<\/p>\n<p>Laroy\u00ea exu!<\/p>\n<p>Num caminho long\u00ednquo<br \/>\nOnde n\u00e3o se enxerga o in\u00edcio e nem o fim<br \/>\nEu dito o ritmo da vida<br \/>\nAbra o port\u00e3o, pois sou eu seu sentinela<br \/>\nE pe\u00e7a sempre licen\u00e7a antes de falar de mim<br \/>\nSou eu quem come\u00e7a, sou eu quem termina<br \/>\nEu trago, eu levo<br \/>\nAbro porta, fecho porta<br \/>\nPosso ser \u201cSeo\u201d Tranca-rua, o dono da gira<br \/>\nO galo aqui j\u00e1 cantou pra minha escola passar<br \/>\nE se voc\u00ea n\u00e3o for passar que eu o fa\u00e7a!<br \/>\nConcebido por Olorum<br \/>\nFui a primeira forma a ser criada, junto do ar e da \u00e1gua<br \/>\nO orun e o ay\u00ea, o espiritual e o material<br \/>\nO mensageiro de dois mundos<br \/>\nGuardi\u00e3o da sua cancela<br \/>\nSentinela da f\u00e9<\/p>\n<p>(segundo setor)<\/p>\n<p>Sou bravo guerreiro<br \/>\nIrm\u00e3o de Ogum e Ox\u00f3ssi<br \/>\nE ao pisar na terra, com muita fome comi todas as comidas<br \/>\nDevorei os animais que nela havia e continuei pedindo<br \/>\nComi plantas, min\u00e9rios e minerais<br \/>\nE quando n\u00e3o havia mais o que comer<br \/>\nDevorei at\u00e9 minha pr\u00f3pria m\u00e3e<br \/>\nTornei-me Elegibo, senhor das oferendas<br \/>\nA boca do mundo<br \/>\nE desde ent\u00e3o sou eu quem entrega tudo o que \u00e9 oferecido aos orix\u00e1s<\/p>\n<p>(terceiro setor)<\/p>\n<p>Sempre convidado e respeitado em todas as festas<br \/>\nSou a energia travessa que adora um charme<br \/>\nSou o calor da chama que arde sem cessar<br \/>\nSem a mim nada come\u00e7a, nada se encaminha e nada termina<br \/>\nSou devasso, alegre, liberto<br \/>\nAproximo-me da for\u00e7a natural<br \/>\nA for\u00e7a animal, a energia primordial<br \/>\nProtetor do com\u00e9rcio e dos esp\u00edritos revolucion\u00e1rios<br \/>\nSou o senhor da transforma\u00e7\u00e3o<br \/>\nOrientador de contradi\u00e7\u00f5es, o estopim e a p\u00f3lvora<br \/>\nA desordem e o silencio<br \/>\nSou a esfera que equilibra o universo<\/p>\n<p>(quarto setor)<\/p>\n<p>E nessa caminhada ouvia-se uma gargalhada<br \/>\nQue parecia correr para todos os lados<br \/>\nNo chacoalhar das grandes ondas<br \/>\nQue balan\u00e7avam o tumbeiro<br \/>\nOra aproximando, ora afastando<br \/>\nEsse gargalhar, meu caro<br \/>\nN\u00e3o era de alegria<br \/>\nE ressoava estridente<br \/>\nResistindo ao esquecimento imposto aos negros<br \/>\nL\u00e1 fui eu na Calunga Grande<br \/>\nDesbravando o seio de Iemanj\u00e1<br \/>\nHomens e mulheres, reis e rainhas<br \/>\nO cora\u00e7\u00e3o dos negros foi acorrentado<br \/>\nA sete chaves, em meio \u00e0s rosas vermelhas de sangue<br \/>\nMergulhados na escurid\u00e3o<br \/>\nPresenciei cada irm\u00e3o nosso deixando o mundo dos vivos<br \/>\nA gargalhada forte estremecia, ecoava pelos corredores<br \/>\nDeixando loucos os capit\u00e3es<br \/>\nE assim desembarquei em terras desconhecidas<\/p>\n<p>(quinto setor)<\/p>\n<p>Por aqui ando pelas ruas<br \/>\nOcupo cabar\u00e9s, cemit\u00e9rios e encruzilhadas<br \/>\nCom meu jeito faceiro posso ser uma mulher sedutora<br \/>\nDecidida e malandra<br \/>\nPosso estar tamb\u00e9m vestido de capa ou terno<br \/>\nMunido de tridente e cartola<br \/>\nSempre com meu \u201cpito\u201d e minha cacha\u00e7a<br \/>\nDisfar\u00e7ando-me para ser escudo de meus fi\u00e9is<br \/>\nAceitando ser chamado de diabo<br \/>\nSempre os guardando das coisas do mal<br \/>\nDe um jeitinho que s\u00f3 eu sei<br \/>\nAssombrei senhores, reis, fidalgos<br \/>\nPelas esquinas alimentei os negros<br \/>\nSuas dores aliviei<br \/>\nRiscando o ch\u00e3o, olhei a lua e girei<\/p>\n<p>Gritei e gargalhei novamente<br \/>\nDesaparecendo em seguida<br \/>\nSou o mensageiro do leva e traz<br \/>\nSou a ordem, o que se multiplica<br \/>\nA vida, o Bar\u00e1, a imagem do homem<br \/>\nAmigo de todos e inimigo tamb\u00e9m<br \/>\nMas eu mesmo, n\u00e3o fa\u00e7o mal a ningu\u00e9m<\/p>\n<p>(sexto setor)<\/p>\n<p>Protejo meus filhos<br \/>\nEsbravejo contra a viol\u00eancia, a intoler\u00e2ncia<br \/>\nN\u00e3o abro m\u00e3o da vigil\u00e2ncia dos meus<br \/>\nContra quem somente me acusa pelas roupas que visto<br \/>\nMas n\u00e3o enxerga a irmandade na energia<br \/>\nClamo agora a todos aqueles filhos meus\u2026<br \/>\nOh, grande povo das ruas!<br \/>\nMendigos, putas, malandros, bo\u00eamios<br \/>\nAqueles oprimidos pelo mundo<br \/>\nPara que em cada esquina sejam de novo vistos<br \/>\nE vistam minha energia travessa<\/p>\n<p>Sob o olhar da grande lua em busca de seu lugar ao sol<br \/>\nEm meu tridente n\u00e3o fa\u00e7o maldade<br \/>\nEm meu tridente fa\u00e7o justi\u00e7a<\/p>\n<p>Dando-lhe n\u00e3o o que voc\u00ea quer, mas o que voc\u00ea merece<br \/>\nDepender\u00e1 de cada um que cruzar o caminho<br \/>\nAfinal, nunca me chamaram de santo<br \/>\nPois sou um deus e quase humano<\/p>\n<p>E por fim te pergunto<br \/>\nO que seria do culto aos orix\u00e1s<br \/>\nSem Exu pra te guiar?<br \/>\nMojub\u00e1!<br \/>\nLaroy\u00ea, Exu!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IMP\u00c9RIO DO RIO BELO LAROY\u00ca EXU O Imp\u00e9rio do Rio Belo em sua caminhada pelo Carnaval Virtual experimentar\u00e1 novos ares. 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