{"id":9470,"date":"2018-03-11T19:38:58","date_gmt":"2018-03-11T22:38:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/?p=9470"},"modified":"2018-03-11T19:38:58","modified_gmt":"2018-03-11T22:38:58","slug":"conheca-o-enredo-do-esv-bambas-de-ouro-para-o-carnaval-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/conheca-o-enredo-do-esv-bambas-de-ouro-para-o-carnaval-2018\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o enredo do ESV Bambas de Ouro para o Carnaval 2018"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">BAMBAS DE OURO<br \/>\nA FARRA DO BOI QUE AVOA<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-11-at-15.50.13.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9471 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-11-at-15.50.13.jpeg\" alt=\"\" width=\"677\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-11-at-15.50.13.jpeg 677w, https:\/\/www.carnavalvirtual.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-11-at-15.50.13-212x300.jpeg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 677px) 100vw, 677px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Justificativa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vamos contar um causo perdido nos confins da hist\u00f3ria, onde o Conde Maur\u00edcio de Nassau, resolveu tirar a pr\u00f3pria vaca do brejo. Nesse conto da hist\u00f3ria brasileira, nosso enredo se prop\u00f5e a desmistificar a ideia de um Brasil holand\u00eas ser melhor que um Brasil portugu\u00eas. O enredo defende que a l\u00f3gica da coloniza\u00e7\u00e3o se deu com o colonizador entrando com a cana e o colonizado movendo a moenda. Nosso povo precisa deixar de acreditar em bois voadores e exigir um Brasil melhor para todos. O epis\u00f3dio da hist\u00f3ria que contaremos foi descrito por Manuel Calado no seu &#8220;O Valeroso Lucideno&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Quem foi, quem foi<br \/>\nQue falou no boi voador<br \/>\nManda prender esse boi<br \/>\nSeja esse boi o que for<\/p>\n<p>O boi ainda d\u00e1 bode<br \/>\nQual \u00e9 a do boi que revoa<br \/>\nBoi realmente n\u00e3o pode<br \/>\nVoar \u00e0 toa<\/p>\n<p>\u00c9 fora, \u00e9 fora, \u00e9 fora<br \/>\n\u00c9 fora da lei, \u00e9 fora do ar<br \/>\n\u00c9 fora, \u00e9 fora, \u00e9 fora<br \/>\nSegura esse boi<br \/>\nProibido voar&#8221;<br \/>\nM\u00fasica Boi voador n\u00e3o pode de Chico Buarque de Hollanda<\/p>\n<p>Inspirado em um v\u00eddeo do professor e historiador Eduardo Bueno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Setor 1: A cidade Maur\u00edcia e o exc\u00eantrico Nassau: o holand\u00eas que n\u00e3o era holand\u00eas, em um Brasil holand\u00eas.<\/p>\n<p>Um cabra nato, Mauricio de Nassau nasceu em Dillemburg, na Alemanha em 1604, ficou famoso pela sua atua\u00e7\u00e3o como governante da col\u00f4nia Holandesa nas terras tupiniquins. Recife o recebe, como um exc\u00eantrico pr\u00edncipe, que na verdade nunca o fora, para governar o pr\u00f3spero nordeste brasileiro. J\u00e1 no embarque para o Brasil, Nassau recebe seu primeiro tapa, em vez da armada prometida de trinta e duas velas e sete mil homens de armas, a Companhia Neerlandesa das \u00cdndias Ocidentais lhe entregou apenas doze navios com dois mil e setecentos homens, que tinham como objetivo conquistar as terras nordestinas. A primeira tentativa de invas\u00e3o ocorreu em Salvador, mas foi frustrada, pois, os portugueses haviam fechado a cidade a sete portas, porque j\u00e1 estavam esperando a chegada dos holandeses. Assim partiu Nassau ao nosso Recife, onde conquistou Pernambuco, construindo al\u00ed seu doce imp\u00e9rio do mel da cana de a\u00e7\u00facar. As del\u00edcias de Pernambuco ado\u00e7aram a boca da companhia das \u00cdndias, se mesclando nesse ch\u00e3o cabra da peste, sua cultura e as origens nordestinas. A excentricidade de Nassau era tamanha que ele mandou fazer 19 retratos de si pr\u00f3prio, acompanhado de uma legi\u00e3o de escritores que o seguia, para escrever suas perip\u00e9cias e feitos. Mas nem todos queriam contar como Nassau era her\u00f3ico. Esse causo que vou contar agora foi escrito por um desses escritores, que chamava Nassau de \u201cO Valeroso Lucideno\u201d.<br \/>\nEis que na ilha de Santo Ant\u00f4nio, Nassau construiu a cidade de Maur\u00edcia, com um maravilhoso pal\u00e1cio, e ao seu entorno uma cidade toda planejada. Nessa terra havia muita prosperidade, quem visitava ficava \u2018abestalhado\u2019 com suas constru\u00e7\u00f5es. As ruas tinham escoamento de esgoto, havia um observat\u00f3rio astron\u00f4mico, bem como, um jardim bot\u00e2nico e um jardim zool\u00f3gico. As ruas eram adornadas por mamoeiros e mangueiras. Nesse lugar era proibido lixo pela cidade, um verdadeiro exemplo mundial de cidade planejada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Setor 2: A ponte da disc\u00f3rdia moral.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, sua pr\u00f3spera cidade ficava em uma ilha. As pessoas para irem l\u00e1 precisavam de barcos para a travessia. Claro que da maneira mais inteligente poss\u00edvel, Nassau resolve mandar construir uma ponte, onde ligaria Recife a sua majestosa Maur\u00edcia. Uma licita\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada para ver quem faria tal ponte. Eis que Baltazar Fonseca e sua empreiteira entram na hist\u00f3ria para construir tal monumento. Como no Brasil, empreitada boa \u00e9 aquela que nunca fica pronta, a obra estava muito atrasada e j\u00e1 se havia gasto muito mais do que se havia planejado inicialmente. A consequ\u00eancia foi de se criar assim um rebuli\u00e7o entre Nassau e a Companhia das \u00cdndias, que financiavam todo projeto. O desgaste j\u00e1 era grande, pois Nassau gostava de investir o dinheiro que obtinha do lucro da companhia, em suas pesquisas cient\u00edficas e artes. Contudo, os investidores j\u00e1 estavam de saco cheio desse neg\u00f3cio de pesquisa, porque n\u00e3o dava lucro aos bolsos. Ent\u00e3o os investidores come\u00e7aram a debochar de Nassau, indagando que a tal ponte se tornou in\u00fatil e n\u00e3o ficaria pronta nunca. Nassau ent\u00e3o tirou dinheiro do seu pr\u00f3prio bolso e resolveu finalizar a bendita ponte, por puro orgulho e para provar que ela poderia sim ficar pronta. Eis a formosa cidade de Nassau, ligada a Recife, por uma vigorosa e deslumbrante ponte, que agora n\u00e3o precisaria mais de barcos para se chegar a cidade Maur\u00edcia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Setor 3 &#8211; Como ningu\u00e9m \u00e9 bobo, o boi vai voar.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio de Nassau, com isso, esvaziou os bolsos para que a ponte ali estivesse. Nada mais justo que dar um jeito de recuperar esse dinheiro, matutou as suas id\u00e9ias e de repente manda avisar o povo, que no dia 24 de fevereiro de 1644, um domingo, UM BOI VAI VOAR. &#8220;Mas como assim? Boi n\u00e3o avoa&#8221;, pensou o povo. Nassau ent\u00e3o prometeu: &#8220;se quiserem ver com os pr\u00f3prios olhos o boi voar, dever\u00e3o cruzar a ponte at\u00e9 Maur\u00edcia e pagar 2 pe\u00e7as de florim para entrar e duas pe\u00e7as de florim para voltar. N\u00e3o ser\u00e3o aceita pessoas de barco, devem apenas vir pela ponte&#8221;. A verdade \u00e9 que todos duvidaram da fa\u00e7anha de um boi voador. &#8220;Isso \u00e9 imposs\u00edvel&#8221;, pensou o povo. Pois bem, Nassau prometeu o dinheiro de volta se o tal boi n\u00e3o voasse.<br \/>\nNa cidade do Recife havia um boi muito manso, que perambulava pelas ruas, e pertencia a Melchior \u00c1lvares, um comerciante local. O boi surpreendente subia escadas sem problemas, e essa foi a deixa de Nassau. O boi de Melchior \u00c1lvares seria o boi voador.<br \/>\nUma grande festa foi preparada para tal feito, todos queriam ver o tal boi voador. Mas o que o povo queria mesmo era rir de Nassau por um feito imposs\u00edvel, pois todos tinham certeza que n\u00e3o haveria um boi voando. Ao final da tarde, todo povo j\u00e1 havia cruzado a ponte, eis que, aparece o boi de Melchior, todo enfeitado, cruzando as ruas de Maur\u00edcia, para que o povo pudesse v\u00ea-lo antes do voo. Ent\u00e3o Nassau entrou com o boi no pal\u00e1cio e o apresentou pela \u00faltima vez na varanda, para que todos pudessem ver. O boi agora ir\u00e1 se recolher em seu camarim, para se preparar para o voo. O que ningu\u00e9m sabia era que no camarim, j\u00e1 se havia preparado uma r\u00e9plica do boi, forrada de folhas e todo enfeitado para enganar os olhos, com a diferen\u00e7a da r\u00e9plica ser mais leve. Ent\u00e3o, a r\u00e9plica foi i\u00e7ada em um cordel previamente preparado, e eis que o fato inusitado acontece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O BOI VOOU DE VERDADE!<\/p>\n<p>T\u00e1, n\u00e3o foi um boi de verdade, e nem estava realmente voando, mas o fato foi que muita gente acreditou no que se passava. Aos olhos da noite parecia mesmo que o tal boi avoava. Foi uma euforia por toda a cidade, o boi realmente estava voando, os mais c\u00e9ticos claro que n\u00e3o acreditavam no que viam, mas a verdade \u00e9 que a maioria adorou a ideia de nassau.<br \/>\nDepois, Nassau partiu de volta a Europa, e a vaca foi para o brejo. O doce sabor holand\u00eas amargou-se com a tomada de Recife pela coroa portuguesa. O seu legado foi deixado para nosso patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, e a certeza de que um brasil holand\u00eas seria muito melhor, ficou no lama\u00e7al do brejo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Setor 4: Tem muito boi pra voar ainda.<\/p>\n<p>Essa saga, pioneira de Nassau, ficou conhecido por ser o primeiro ped\u00e1gio do Brasil. Hoje, os pol\u00edticos inventam suas artimanhas para fazer seus bois voarem e continuarem enganando nosso povo, que se maravilha em ver os voos, aplaudindo de p\u00e9 a engana\u00e7\u00e3o. O t\u00e3o sonhado Brasil Holand\u00eas, talvez teria sido t\u00e3o corrupto quanto o Brasil portugu\u00eas, pois, o povo que aceita ser enganado \u00e9 tratado da mesma forma, seja por holand\u00eas, seja por portugu\u00eas. O colonizador entra com a cana na moenda do colonizado.<br \/>\nMas, sonhamos com um Brasil longe de mentiras. Onde o povo \u00e9 valorizado e educado para sua prosperidade, dando fim a farra do boi voador, e criando a igualdade social t\u00e3o sonhada por n\u00f3s, os brasileiros. Manda prender esse boi voador. O povo acordou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto de Mauricio Lanner e Mauricio Vianna<br \/>\nRevis\u00e3o de Murilo Bernardino Polato<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BAMBAS DE OURO A FARRA DO BOI QUE AVOA &nbsp; Justificativa &nbsp; Vamos contar um causo perdido nos confins da hist\u00f3ria, onde o Conde Maur\u00edcio de Nassau, resolveu tirar a pr\u00f3pria vaca do brejo. 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