Conheça o enredo do GRESV Imperiais do Samba para o Carnaval 2018
mar11

Conheça o enredo do GRESV Imperiais do Samba para o Carnaval 2018

IMPERIAIS DO SAMBA ANANSI – UM NOVO ITÃ À HUMANIDADE É noite… Sem estrelas, sem luar e sem horas. É a noite que se traveste de dia quando o sol se ergue no horizonte. Mesmo assim ainda há escuridão, cada vez mais densa sendo lançada de dentro e para dentro dos seres humanos. Nessa noite escura transbordam verdades absolutas onde floresce a intolerância. A palavra de Deus – o mesmo de todos nós independente da crença – se torna arma para o ódio perseguir e destruir a fé que não é a mesma do algoz. O Cristo de braços abertos sobre a Guanabara cerra seus olhos para não ver o quanto deturparam seus ensinamentos. “Perdão meu pai, eles não sabem o que fazem.”. Contra a intolerância disfarçada de verdade, contra a fúria arrasadora dos adoradores do novilho de ouro – ouro subtraído de fiéis manipulados – e que tentam calar os tambores e as histórias de matriz africana, a Imortal do Samba evoca o poder mitológico de Anansi, aquele que foi capaz de tecer as histórias do mundo todo. Que possamos reescrever a história do povo brasileiro. Que seja uma história de tolerância e respeito, permitindo assim que os tambores de cada terreiro possam manterem vivas suas tradições e vivos os itãs (mitos) dos encantados Orixás. Contra você que fala de Deus sem colocá-lo no coração… Contra você que faz da bíblia uma arma de ódio… Contra você que ergue seus templos sobre a exclusão… Contra todos que não aceitam que toda fé conduz ao mesmo Deus… ANANSI UM NOVO ITÃ À...

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Conheça o enredo do GRESV União da Gávea para o Carnaval 2018

UNIÃO DA GÁVEA Elza Soares: A mulher do fim do mundo desperta o poder feminino! Sonhei um sonho lindo… O mundo recriar Com a voz que pode vencer o mal! Eu vim do “Planeta Fome! ” Onde ninguém tem nome Atravessei desertos e montanhas… Venci a Dor e a Pobreza Para me tornar a Dona do Carnaval Hoje sou fantasia… Um delírio sem igual Seguindo a trilha de um “ritmo quente” Me dissolvi no sangue de cada mulher fervente Conheci A Origem Negra que navega em mim… Sou um “navio humano” No corpo eu carrego A raiz e o barro do mangue Vida à beira do Mar Fecundo… O poder gerador de estrelas é feminino! A Lama é feminina… Dela eu surgi para dançar Com Sentinelas, Taifeiros, Estrelas, Madrugadas e Escolas de Samba… Superei Miséria, preconceito, abuso e discriminação! E em momento algum deixei de cantar minha canção! Assim conquistei, amei, sobrevivi! Por isso “Me respeita” que “o laço se fechou” O velho mundo acabou! O machismo perdeu a vez Caducou na loucura do freguês! E cada uma de nós está na sua origem… Toda mulher é rainha, toda mulher é negra, Toda mulher é sua mãe… E sua mãe é geradora de vida! Vai dizer que não sabia? “Moço olha o vexame! ” Então acho bom me escutar Obedece a minha lei Segue a minha fé! “Beba-me! ” Quebrei a Máquina Quebrei com a ginga do meu samba Sou todas as mulheres em uma… Sou Elza Soares Sou “Paixão selvagem” Eu sou a “Dona da Barriga” Eu sou a mãe de Deus! A Mensagem da Mulher do Fim do Mundo Não se trata de um enredo que fale de Elza, mas sim, por Elza! Ou melhor, através de Elza Soares… Por ela observamos o poder da feminilidade e sua importância ancestral. Bastava dizer isto! Mas em um mundo racional, é bom que acrescentemos algo mais… Mas a razão gosta de tentar explicar tudo e talvez diante desta eloquente figura devamos reverenciar a razão, ou quem sabe fugirmos um pouco para ela… Em uma sociedade hipócrita, materialista e masculinizada Elza Soares é exemplo ao simplesmente ser quem é… Um símbolo do Poder Feminino. Venceu e provou seu talento! E agora volta a fazer sucesso quando muitos, especialmente os mais jovens haviam se esquecido dela. Com um trabalho mitológico, pois carregado de mito e simbolismo em suas letras, com um visual bem construído. Surge agora como uma aparição! Negra, Mulher, ela é todas as mulheres em uma, ela é todas as Negras, e mais, ela é a senhora do mangue, a lama geradora de vida, a Escuridão da Criação dentro...

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Conheça o enredo do GRCESV Ponte Aérea para o Carnaval 2018

PONTE AÉREA É por amor a essa pátria Brasil que a gente segue em fileira… Justificativa: A Ponte Aérea apresenta na avenida a questão histórica da terra no Brasil, resgatando as batalhas, os instrumentos de regulação e repressão que transformaram o bem natural em objeto de cobiça e propriedade. Mostrando as revoltas e movimentos populares, erguendo a bandeira das lutas do campo e reafirmando os princípios e valores do movimento dos trabalhadores sem terra. Semeia a bravura desse povo, embalando-se pela poesia dos hinos e marchas, sambas e enredos que fizeram ressoar as vozes sem terra. É preciso lutar pelo nosso chão, com a enxada na mão e a ternura no coração. Sinopse: Vem! Teçamos a nossa liberdade! Braços fortes que rasgam o chão. Sob a sombra da valentia, desfraldemos a nossa rebeldia. Plantemos nesta terra como irmãos!* Chão onde brota a vida, que sustenta a luta. Desde sempre em disputa entre nativo e o explorador. Chão que assistiu a sangria, o saque, a covardia com a natureza e com quem a cultivou. Terra dividida por português, loteada em Capitania para semear sua hegemonia e colonizar seu poder. Terra “concedida” em Sesmaria, para estimular o que se produzia e a riqueza florescer. Nêgo vai lavorar, lavorar, lavorar Nêgo vai lavorar, lavorar…** Rincão de índio virou também solo de negro, que povoava cativeiros e irrigava a plantação com a lágrima açoitada, valentia na enxada, mas a terra por eles semeada pra eles não poderia ser torrão. Nem do rendeiro, do posseiro que lutava contra o sesmeiro que lucrava e na Colônia era reconhecido. Cresceram disputas e os transtornos pra Coroa, que suspendeu as concessões e inaugurou uma nova era. “Mercado do chão”, “comércio de áreas”, surgem latifúndios. O solo agora é moeda regido por “Lei de terra”. Abolia-se a escravatura e os direitos, se forjava liberdade subjulgando ao burguês a flagelada negritude. Que não tinha terra, emprego ou dignidade, mas não lhe faltava vontade muito menos atitude de lutar por justiça e a construção de outra sociedade, ao lado de outros miseráveis que se espalhavam pelo país. Surgiram revoltas e a esperança reinava de novo. Canudos, Contextado, Porecatu e Formoso. Tantas guerrilhas movidas por gente diferente, mas com uma missão em mente: ter um chão pra subsistir. Foram oprimidas, reprimidas e combatidas, foram base para que, anos depois, as ligas camponesas pudessem existir. Só sai, sai, sai. Só sai reforma agrária com a aliança camponesa e operaria! A mobilização política ganhou corpo. Pastorais e comunistas, lavradores e operários. Com tantas vozes formando o coro, o sonho da reforma agrária apresentava outro cenário. Mas o golpe foi instalado e as conquistas...

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Conheça o enredo da Escola Virtual da Amazônia para o Carnaval 2018
mar11

Conheça o enredo da Escola Virtual da Amazônia para o Carnaval 2018

ESCOLA VIRTUAL DA AMAZÔNIA VOLTEI, PERNAMBUCO! “Nas asas de um passarinho Sobrevoei a cidade Eu te via tu fugias Como se fora miragem Bem te vi no Varadouro Na ribeira, no mercado No bloco da flor da lira Nos carnavais do passado” (Alçeu Valença / Don Tronxo) A saudade me trouxe de volta àquele se sempre esteve dentro de mim: Pernambuco, viajando pelas canções cantadas por Alceu Valença. Chego pelo céu, voando num carrossel fantástico. Vejo Recife e Olinda com suas pontes e ladeiras e me lembro de muitos carnavais vividos por suas ruas e praças. De volta ao meu lugar, minha sede é reencontrar o meu carnaval, me encantar novamente, me deixar levar pelo baque dos maracatus e me embriagar na efervescência do frevo. “Salve a Nação Elefante Estrela Brilhante Piaba de Ouro Maracatu Dona Santa De onde é que ele é? Quem sabe é o som de Luanda No bairro de São José…” (Alceu Valença) Chego no Marco-Zero, em Recife, na sexta-feira de carnaval para a abertura oficial da festa com show reunindo diversos Maracatus no qual a chave é entregue ao Rei Momo. Os maracatus nação fazem seus cortejos reais pelas ruas, louvando a herança africana, celebrando os ancestrais e mantendo viva a memória de suas célebres personalidades. As calungas levadas pelas damas do paço representam os antigos ancestrais e simbolizam o axé do grupo. Diante de mim, passa a realeza negra pernambucana, reis e rainhas vestidos com luxo e elegância. De onde vem esse som? De onde vem essa dança? Meu coração tambor me diz que vem da África. O sagrado batuque dita o ritmo da cerimônia, carregada de significados religiosos vinculados aos xangôs e juremas. Marco presença no ritual da Noite dos Tambores Silenciosos no Pátio do Terço, no qual são entoados cânticos aos orixás e aos eguns (espíritos dos ancestrais). Um misto de teatro e dança, vejo maracatus de baque solto vindos de diversas cidades da Zona da Mata e Região Metropolitana trazendo ligeireza, vitalidade e a força dos canaviais. Continuo a me encantar com o colorido sonoro, com o deslumbrante visual e sua circularidade. Brilham lantejoulas, balançam fitas coloridas diante dos meus olhos. Como o mestre manda, são entoadas as toadas improvisadas. Caboclos de lança exibem com violência sua dança, com orgulho seus figurinos exuberantes e com habilidade seus chocalhos. Têm também caboclos de pena e baianas, tudo em companhia do rei e da rainha. Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes Camponeses, Apôis Fum e o Bloco Um Dia Só Os Corações Futuristas, Bobos em Folia Pirilampos de Tejipió A Flor da Magnólia Lira do Charmion, Sem Rival Jacarandá, a Madeira da Fé...

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Conheça o enredo do GRESV Bohêmios Samba Club para o Carnaval 2018
mar11

Conheça o enredo do GRESV Bohêmios Samba Club para o Carnaval 2018

GRESV BOHÊMIOS SAMBA CLUB Hoje tem sambada! A Bohêmios anuncia, no galope da pisada, segue o banco no baião, levanta a poeira na roda, que o Cavalo Marinho, meu povo, vai além da madrugada! Justificativa: A Bohêmios Samba Club se notabilizou por trazer enredos culturais extremamente ligados às tradições populares do País. Em 2018, mais uma vez, investiga os sertões do Brasil em busca de manifestações ainda pouco celebradas ou praticamente desconhecidas. Assim, conseguimos dar voz aos mantenedores das tradições populares, fortalecendo cada vez mais a identidade de nosso povo e, porque não dizer, ajudando o Brasil a conhecer a si próprio! Desbravando as festividades populares nordestinas, apresentaremos mais uma vez na passarela virtual um espetáculo repleto de brasilidade das mais profundas raízes da cultura popular: a brincadeira denominada “Cavalo Marinho”, que é uma tradição de ciclo natalino e de homenagem aos Santos Reis, que envolve a dança, a música, o teatro popular de máscaras, a poesia, o canto, o ritual e a louvação! Com linguagem própria, e misturando elementos da cultura afro, da cultura ibérica e da cultura indígena, trata-se de uma expressão transmitida tradicionalmente de pai para filho, para contar um emaranhado de histórias do cotidiano real e imaginário do universo canavieiro. Atualmente, existem aproximadamente 12 Grupos de Cavalos Marinhos em atividade, localizados na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e no Município de Pedras de Fogo, na Paraíba. Os grupos se apresentam durante a noite, e os rituais têm, em média, de 06 a 08 horas de duração, finalizando na manhã do dia seguinte. No decorrer das apresentações, cerca de 76 personagens das categorias Humanas, Fantásticas e Animais são apresentadas para o público. Em 03 de dezembro de 2014, a Brincadeira foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Assim, neste cenário, a Bohêmios Samba Club se faz brinquedo e cavalga na beleza e na riqueza dessa história, desvelando um precioso mundo, em que realidade e fantasia não cansam de se entrelaçar! Sinopse: 1 – Pôr do sol no canavial – Do giro da moenda à usina do cortador. Deixo o lamento na estrada, pois no galope da pisada eu sou mais é brincador! “Corto cana, amarro cana, Dou três nós de amarradia Foi você quem me ensinou a namorar que eu não sabia. Corto cana, amarro cana Dou três nós de amarrá Foi você que me ensinou Meu benzinho a namorar”. – Toada pra cortar cana – Cavalo Marinho Sobre o vasto canavial, brilham os últimos raios de sol do entardecer. O dia se despede e, aos poucos, a noite vai se insinuando acima do imenso tapete verde. Pela estrada, voltam para casa os cortadores…...

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Conheça o enredo do GRESV Flor de Lótus para o Carnaval 2018
mar11

Conheça o enredo do GRESV Flor de Lótus para o Carnaval 2018

GRESV FLOR DE LÓTUS Padma Lótus, a Divina Flor Justificativa O Grêmio Recreativo Escola de Samba Flor de Lótus, honrosamente, volta à luz da Passarela do Samba Virtual para contar e cantar a história de um símbolo que é nosso orgulho maior. Estampada em nosso pavilhão, ostenta a glória que faz o nosso amor ser reconhecido e admirado a cada vez que fazemos a nossa festa nas telas de tantos computadores. De tantos povos, tantas histórias. Religião e ciência. Do sagrado e do profano. Simplesmente a rara beleza que se transforma em poesia, se faz magia em fantasia e ganha as cores da alegria da folia. É assim, tomada pela inspiração ao fitar os olhos em sua bandeira que faremos da flor de lótus o nosso Carnaval com o enredo: “Padma Lótus, a Divina Flor”. Sinopse Suas raízes se espalham pela profundeza das águas, Fazendo lembrar o princípio do universo, Quando surgiu Vishnu reluzindo no infinito, De seu umbigo nasceu a flor que gerou Brahma, Firmando o cosmos, o céu, a terra e as estrelas, Findando as trevas, formando o mundo. Para então emergir, Onde nasceram sete flores sagradas, Simbolizando os sete passos da iluminação, Abrindo os portais da elevação espiritual, Para o Samsara através dos mundos, Até a plenitude do nirvana, Onde Siddhartha medita na paz eterna. Germinar em sutileza, Afirmando o dualismo do dia e da noite, Simbolizando a evolução da alma, Escondida no escuro da madrugada, Revelando-se na singela manhã, Florescendo com o brilho do sol, O esplendor da divindade de Rá, Transfigurado no lírio d’água. Flutuar serenamente, Aproximando o Velho e o Novo Mundo, De lá para cá, navega em forma de curiosidade, Daqui para lá, navega em forma de conhecimento, A bordo da barcaça para os braços da realeza, Victória na nobreza dos jardins britânicos, Aguapé-Assú na Amazônia tupiniquim. Desabrochar altiva, Guardando os mistérios da vida, Pois tu, é alimento do corpo e da alma, E nem mesmo a ciência desvendou, O poder da eternidade escondido, Em cada semente, pétala e flor, Cultivando milênios de sabedoria. Eternizar em poesia, Toda a magia contida em tua forma singela, Exaltada em forma de oração, E no esplendor de um pavilhão, Flor divina de todos os povos, Luz da Pureza divinal, Flor divina do meu Carnaval, Flor de Lótus,...

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