Cruzeiro do Sul apresenta sua sinopse para o Carnaval Virtual 2016
nov03

Cruzeiro do Sul apresenta sua sinopse para o Carnaval Virtual 2016

Introdução O negro sofreu na América. Isso todo mundo já sabe. A diáspora africana em direção ao Novo Mundo foi causa de um sofrimento ímpar, que dura até hoje, escondendo-se nos costumes de uma sociedade atrasada. Mas, não… Esse não é mais um conto de quando os negros sofriam nas lavouras, sujeitos aos castigos dos senhores, lavorando ao som do estalo do chicote e do clique das baionetas dos capitães-do-mato, entoando cânticos de louvação a seus orixás. Nossa história vai começar de outro lugar. Setor 1: Tristeza e Libertação – Blues e Jazz Estados Unidos, década de 1920. A mistura da cultura negra africana com o Protestantismo inspirara a comunidade escrava das colônias do sul a entoar cânticos de tristeza e de saudade das suas terras. Trabalhavam nas lavouras cantando a plenos pulmões, pondo toda a força de sua raça nas notas altas das suas canções de desenraizamento. O homem branco sequer sabia que tipo de canto era aquele… Pensava que o escravo era feliz. A inabalável fé em Deus explodia na Igreja Negra, onde o jazz era a trilha sonora. Mas a Guerra de Secessão é recém-encerrada. O negro liberto pelas colônias industrialistas do norte se vê agora sem obrigações. Mas também sem terra, sem trabalho e sem ter o que comer. E agora? Os negros que não se encontraram como arrendatários de microfúndios naquele mesmo sul se viram forçados a migrar para o norte para trabalhar nas industrias das colônias capitalistas, antiescravocratas. E a miséria os acompanhou. Mas também os acompanhou a mesma inabalável fé em Deus, exprimida em cantos tristes da gente que espera o dia do retorno do Altíssimo como a promessa de dias melhores no Paraíso. No Norte, a realidade não era tão promissora quanto o prometido. O trabalhador, tão desempregado então como quando saíra do último lar, se entrega aos prazeres proibidos da cidade – bebidas, drogas, prostituição. A tristeza virara música novamente, e no conforto de uma velha gaita, ou tocando um violino em troca de moedas, o negro cria o blues – a canção da tristeza. Com o passar do tempo, o blues ganha força e sofisticação, e os músicos independentes das ruas unem seus talentos. O jazz, mutável, ganha novas roupagens, como o ragtime e o dixieland, tradicional da histórica e quase mítica Nova Orleans. Setor 2: Poder Para o Povo Preto – Funk e Soul Obviamente o negro se cansaria de ser marginalizado. Os movimentos liberais e antirraciais revelaram expoentes políticos negros, como Malcolm X, Martin Luther King, Jr. e o Partido dos Panteras Negras. A música negra americana já tinha força o suficiente para tirar os pés da...

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Recanto do Beija-Flor apresenta sua sinopse para o Carnaval Virtual 2016
nov01

Recanto do Beija-Flor apresenta sua sinopse para o Carnaval Virtual 2016

Menininha do Gantois, Menininha do Tororó: Recanto de Água doce e fértil… Oxum-abutre trouxe a chuva de volta E com ela a fertilidade do solo e os alimentos E graças a Oxum a humanidade não pereceu. (Prandi, A mitologia dos Orixás, p. 343) Uma das histórias mais bonitas que nos foram trazidas pela força das vozes dos negros aqui chegados d`África remete-nos a abdicação de Oxum de seus atributos mais conhecidos: a beleza, a vaidade e todas as efemeridades atrelada a Ela (Oxum). Rezam as vozes que no início dos tempos do mundo, os orixás se rebelaram contra Olodumare-Senhor Supremo. Eles alegavam que o Olodumare vivia muito distante. Uma distância espiritual, afetiva e geográfica para com os próprios orixás e os homens. Decidiram não mais prestarem obediência ao Senhor Supremo e também destroná-lo, distribuindo entre eles o poder do axé. Olorum irado tomou medidas drásticas: retirou a chuva da terra e a prendeu no céu. O Ayê foi tomado por uma terrível seca. Com a seca veio a fome e com a fome a morte. O ronco das barrigas e a palidez das faces começaram a falar mais alto que o orgulho dos rebeldes e seus planos de levante. Os orixás passaram dias em reuniões e resolveram, por unanimidade, ir a Olodumare implorar perdão para que a vida na Terra voltasse ao normal. Eles tinham, no entanto, um imenso problema: como chegar à inalcançável e distante morada do Senhor Supremo? Enviaram pássaros mensageiros, mas todos pereciam exaustos, sem sequer chegarem perto da casa de Olorun. A seca e a fome devastavam a Terra e seus habitantes. Foi quando Oxum resolveu intervir. A vaidosa Oxum transformou-se num belíssimo pavão o que causou gargalhada no concílio de Orixas.Um tremor de gargalhadas sacudiu a Terra: “Vais acabar se machucando, gracinha!”. E lá se foi Oxum-pavão seguindo em direção ao Sol, voando as alturas do Orum em busca do Palácio do Senhor. Mesmo tão exausta Oxum estava determinada em sua missão. O sol foi enegrecendo suas lindas penas de pavão. As penas da cabeça ficaram ressequidas, o pavão tinha queimaduras em todo o corpo. Quase morta, Oxum, a ave em estado miserável, chegou à porta do palácio de Olodumare. O Senhor Supremo se compadeceu da pobre ave e a alimentou e deu água. Olorun perguntou a ave feia, sem nenhuma beleza, o porquê de tal jornada. A ave, agora transfigurada num feio abutre, explicou ao senhor o que estava ocorrendo no Ayê. Descreveu homens morrendo de inanição, a falta da água e o total caos da Terra. Agora damos voz às próprias vozes de África: Olodumare, penalizado com a pobre ave, deu-lhe a...

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Império do Progresso apresenta sua sinopse para o Carnaval Virtual 2016
out31

Império do Progresso apresenta sua sinopse para o Carnaval Virtual 2016

Justificativa Eis a águia novamente, altaneira e majestosa, na luz de uma passarela! De espírito renovado e com a certeza de mais uma vez erguer a bandeira da cultura popular brasileira, o Império do Progresso apresenta seu enredo para o Carnaval Virtual 2016. Consideramos o ato de cantar uma das formas mais puras e autênticas de expressão da humanidade. Por tal consideração, tomamos o canto como fio condutor da proposta de enredo que será desenvolvida. “Canta, Canta Minha Gente…” nasce inspirado no projeto “O Canto Livre de Angola” idealizado por Martinho da Vila nos anos 70, com a intenção de estreitar os laços de amizade entre Brasil e Angola. Durante o processo, a cultura angola fora apresentada para os brasileiros através das obras de inúmeros artistas. Neste enredo exaltaremos a influência das raízes culturais angolanas no cenário das manifestações rítmicas do Brasil. Exaltaremos o centenário do samba e por fim celebramos a figura de Martinho da Vila, que nos conduzirá por essa viagem, e é considerado embaixador cultural de Angola no Brasil. Viva Angola! Viva o Centenário do Samba! Viva Martinho da Vila! Canta minha gente! “Canta, Canta Minha Gente…” Sinopse O tambor falará! Emanando energia e vibração, Despertando todas as coisas ao seu redor, O tambor falará por nós… Que é tempo de evocar o poder da magia. De lá, onde o chão sustenta o negro corpo que com os pés marca sua história. Kimbandeiro é feiticeiro. Kimbandeiro tem o dom da revelação. A lua clareia teus passos A dança tem o poder da magia N?Zambi é a luz, é teu guia Abre teus olhos para o mundo… Tu que tens forma de gente, a natureza é tua morada. Sagrados sejam os frutos da terra e dos rios. Sagradas sejam as plantas e os animais. A natureza é tua morada, tu que é herdeiro daqueles que tem forma de gente. Traz na pele a marca da valentia, Tem no sangue a força de um guerreiro. Teu povo celebra… Das aldeias às cidades. O poder sobrenatural que transforma homem em bicho. A força dinyânga em memória dos caçadores. Oferendas para as deusas das águas. A felicidade. A devoção. Quando o corpo fora aprisionado, Luanda virou saudade. A incerteza singrava o mar, Eis a nova terra, em nome de Deus… O batismo para o grilhão e a dor. Do Cais do Valongo para todos os lugares. Cantar foi a forma de buscar forças. Assim giraram as moendas nos canaviais. Floresceram algodoeiros. Bateram as bateias nas beiras de rio. O ganho nas ruas, riqueza para seus senhores. A negritude foi o braço forte que fez desta terra Brasil. Miscigenada melodia liberta...

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Rosa Vermelha divulga sinopse para o Carnaval Virtual 2016
out30

Rosa Vermelha divulga sinopse para o Carnaval Virtual 2016

Rosa – Um conto barroco na grandeza de uma flor. Proposta do enredo Nélson, com seu cavaquinho, que me dê licença para fazer de seus versos o fio que conduzirá o nosso humilde carnaval? Me dê as flores em vida O carinho, a mão amiga, Para aliviar meus ais. Depois que eu me chamar saudade Não preciso de vaidade Quero preces e nada mais [Quando eu me chamar saudade Composição: Guilherme De Brito / Nélson Cavaquinho] As flores são uma das formas mais comuns, mas não menos gloriosa, de se prestar uma homenagem. São o símbolo mais puro da beleza, do reconhecimento e do carinho, as flores trazem a iconografia da grandeza, receber flores em sua homenagem é ter a consagração feita com a mais perfeita criação divina. No entanto, dentro de um imenso jardim há aquela flor que sempre se sobressairá, não é atoa que carrega o título de nobreza atribuído por poetas inspirados e por amantes apaixonados. A rainha de todas as flores é a que exala o perfume mais sedutor e o orvalho quando cai à noite desliza sobre o rubro veludo de suas pétalas revelando toda a perfeição da natureza quando desabrocha a mais bela Rosa Vermelha. Fazer um carnaval, real ou virtual, é como tratar um jardim. Devemos cuidar de nossas criações, garantir que cada detalhe esteja em seu lugar, cada cor esteja em harmonia, cada textura, cada palavra tem que estar em sintonia. Regamos nosso carnaval com suor e lágrimas emocionadas, fortalecemos nossas raízes com comprometimento e vontade, cuidamos de nossa roseira para que seus botões floresçam em vermelho vivo, para que seu perfume conquiste cada um que esteja assistindo nosso trabalho, cuidamos para que nossos pés, assim como as raízes, estejam sempre plantados no chão, firmes e fortes para que possamos, humildemente, prestar a homenagem a grande mestra da arte de fazer carnaval. Rosa Magalhães e seus 45 anos de carnaval serão lembrados com muita emoção, com euforia bordada em um sentimento chamado inspiração. Introdução Sopram os ventos que trazem consigo o ar da inspiração. Ventos que sopram sobre um palco, aparentemente vazio, até que sua cortina é levantada, um grande ato está por ocorrer: Por detrás do grande pano encarnado um enorme jardim se revela, uma grande Rosa Vermelha desabrocha sobre o olhar de um casal apaixonado. As luzes se apagam, e reacendem revelando uma menininha envolta com anjinhos barrocos de brasilidade. “A casa começa ficar cheia E no grande ato No bumbum praticumbum Ouvi alguém perguntar Que tititi é esse? João e Marias O Incrível homem que só tinha medo de quase nada Marquês, Dom Quixote e Catarina de Médici...

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