Riachuelo apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
maio21

Riachuelo apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

Estreante no Carnaval Virtual, a ESV Riachuelo apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Gabriel Oliveira, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “Ngoma Chamou – Batuques em Terreiros Paulistas”. Confira abaixa sinopse oficial: Ngoma Chamou – Batuques em terreiros paulistas “…Se não nos deixassem tocar os batuques, nós, os pretos, faríamos do corpo um tambor. Ou, mais grave ainda, percutiríamos com os pés sobre a superfície da terra e, assim, abrir-se-iam brechas no mundo inteiro.” Num tempo onde o tempo ainda era menino, o mundo foi criado no pulsar de um tambor. O primeiro toque não foi apenas som — foi sopro de vida, foi reza, foi criação. Ngoma: tambor sagrado dos povos bantu, não nasceu para o silêncio. Ele vibra como o coração da terra. É palavra sem boca, é canto de espírito, é dança de ancestrais. Zambiapongo, o Ser Supremo, entristecido pela solidão do poder absoluto, cogitou abandonar a criação. Foi quando os inquices — forças da natureza e filhos do Criador — tentaram reacender sua esperança: Katendê ofereceu banho de folhas, Zaratempo, criou as estações, Matamba dançou com o vento, Vunji trouxe a inocência das crianças., Angorô pintou no céu o arco-íris., Gongobira tingiu os rios com peixes coloridos, Dandalunda mostrou a força das águas, Mutalambô flechou o pássaro gigante, Nkosi forjou ferramentas para o novo mundo e Lembarenganga guiou cortejos de pombas e caramujos., cada nkisi ofertou seu dom. Mas foi Zazi, senhor do fogo, quem moldou o tambor primordial: escavou a madeira, esticou o couro, e fez soar o primeiro Ngoma. No instante em que o som ecoou, Aluvaiá dançou — e a criação retomou seu ritmo. Foi o início da primeira festa da manhã do mundo. Ngoma chamou — e Zambiapongo soprou a vida. Ngoma atravessou oceanos na travessia da Kalunga, não como dor, mas como encantamento. Protegido por inquices, orixás e encantados, chegou ao Brasil como quem retorna ao ventre: pronto pra renascer. Nas mãos de filhos de Angola, Congo e Moçambique, encontrou novo chão para pulsar. No interior paulista, o tambor firmou raiz, nas festas de São Benedito, nos batuques de Pirapora, nas congadas de Sorocaba, nos jongos de Embu, nas rodas de cururu, nas folias de reis e nos terreiros: Ngoma virou bumbo, virou tambu, umbigada, cordão umbilical. Cada toque era elo com o invisível. Cada dança, resistência. O samba rural nasceu desse chão batido, entre a fé e a farra, com um pé no santo e outro na batucada. E quando o povo negro migrou para a cidade grande,...

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Sankofa apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
maio02

Sankofa apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

Em mais um retorno ano Carnaval Virtual, o GRESV Sankofa apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Guilherme Niegro e Vivian Pereira., a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “CALUNDUS DE LUZIA PINTA”. Confira abaixa sinopse oficial: CALUNDUS DE LUZIA PINTA PRÓLOGO  Nos confins do tempo, entre os suspiros das árvores e os murmúrios dos rios, ergue-se a história de uma alma marcada pela trajetória dos ventos e pelas cicatrizes do destino. Eu, Luzia Pinta, preta, forra, solteira, nascida sob o sol ardente de Angola e enraizada na terra de Vila de Sabará, trago comigo a incerteza de minha genealogia, aprisionada desde o nascer neste corpo que já viu o peso da escravidão. É na sombra de minha própria história que em lembranças encontro meus irmãos, João e Ângela, companheiros de travessias em uma infância marcada pela imensidão dos caminhos desconhecidos. Posso narrar minha vida de trás para frente ou ao contrário se alguém preferir que assim seja, vou desvendando os mistérios do tempo, mas para os inquisidores que me julgaram, meu relato se encerra onde suas mentes limitadas creem que tenha começado. Foi numa manhã de agosto, no longínquo ano de 1743, no tribunal do Santo Ofício da Torre de Tombo em Lisboa, capital de Portugal, que minha fé foi posta à prova, não apenas pelos açoites físicos, mas principalmente pelas palavras que dilaceraram minha carne e minha alma. Acusaram-me do mais infame dos crimes aos olhos de quem professa a fé neste mundo: Feitiçaria, serva do mal. Rotularam minhas práticas de cura como artimanhas do demônio. Eu, que já nasci sob a égide do Deus católico, encontrei na minha fé a liberdade, desde os dias em que os grilhões me prenderam em África. Em nome dessa fé, fui agraciada com visões, como aquela que me visitou pela primeira vez quando eu era apenas uma menina de tenra idade, desfalecida aos pés de uma árvore. No turbilhão da visão, mergulhei em um rio de tranquilidade ao lado de uma velha senhora, de pele escura e cabelos alvos como as nuvens dos céus. Naquele instante, experimentei uma paz que transcende qualquer compreensão anterior. Dentro desta quimera estive em um casebre que encontrei ao passar por uma encruzilhada tentando achar o meu destino, neste aposento um senhor negro de barba branca e grande, estava sentado em um cadeira e rodeado de crianças da cor de ébano como eu estavam em semblante feliz. Ao acordar aos Pés do padre da cidade de São Paulo de Luanda, contei a ele esta visagem que tive,...

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Acadêmicos do Recreio apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
maio01

Acadêmicos do Recreio apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

Estreante no Carnaval Virtual, o GRESV Acadêmicos do Recreio apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Walter Martins, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “Tetas Negras, Leite Branco”. Confira abaixa sinopse oficial: TETAS NEGRAS, LEITE BRANCO Ela é mulher, preta, guerreira… No solo berço da humanidade contemplou a vida. Sob os ensinamentos das Yabás cresceu e na crença dos seus orixás se fez forte para vencer a dor da separação, da partida de seu chão, para a terra de seu cativeiro. Atravessou as águas do grande mar da saudade para ver uma nação se erguer, sob o seu suor e o peso das correntes de seu povo. Aqui se fez mãe… Por vezes sem rebento, arrancado de seus braços e lançado à sorte na roda dos enjeitados. Em anúncios de jornais virou mercadoria exposta ao poder de compra dos senhores aristocratas… De tetas negras brotou leite branco que alimentou filhos e filhas das suas senhoras, de seus algozes… Meninos brancos, meninas brancas, filhos postiços, mãe de corpo e alma em sua perfeição… Amamentou, ninou, cantou e contou estórias como se fossem seus… Ensinou a oração, protegeu na reza, recorreu a simpatias… Amaciou a língua transformando o imperativo em súplica, arrancou os espinhos e adocicou a vida… O Brasil de tantos Chiquinhos, Toninhas e Nezinhos caminhou sob os cuidados de sua mãe preta. Mãe de gerações de sinhozinhos que cresceram e mudaram o país. E hoje, tanto tempo passado, tantos filhos criados ainda sofre no cativeiro do gueto, na miséria da favela… Ontem, mãe do Brasil, hoje, filha de uma “pátria mãe gentil” que continua a lhe arrancar dos braços e da vida os filhos que gerou. Ofertam-lhe a violência, o preconceito, a negligência e a dor… Em troca alimenta-se da esperança e da fé nos dias vindouros. Ah, se esta pátria fosse realmente mãe e cuidasse do que é seu com o mesmo apreço das mães pretas de outrora… “Tetas santas, leite branco, Mães pretas, alma do Brasil” CARNAVALESCO MANOEL JUNIOR ENREDO – WALTER...

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Falange Imperial apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
maio01

Falange Imperial apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

Estreante no Carnaval Virtual, o GRES Falange Imperial apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso II na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Luiz Araujo, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “Ilê Mimô : Quilombo Caxias”. Confira abaixa sinopse oficial: Ilê Mimô : Quilombo Caxias Laroiê! Caminhos abertos pro povo de Caxias. Terra de muitos caminhos, encruza de todos os santos, passagem de fé. Sagrado se alinha, confluência de estradas. O corpo se movimenta, saúda, brinca. Todo Orixá dança, candomblé é um corpo em movimento. Risca pemba, abre a gira, vai começar! Bate o tambor! Caxias é Ilê Mimo, terreiro sagrado que transita no tempo. Axé! Lava a alma na fé da rezadeira, banho de cheiro, patuá pra proteger. Caxias é terra sagrada! Encruza, encontro de povos, faísca e rodopio. Tudo é movimento no corpo da cidade. Canta pra chamar, roda, gira! Tudo é santo! Caxias é Axé! O Rio quis ser Paris! Fundado em opressão para saciar a fome de futuro. Expurgados, negros seguem seus caminhos.  Se encontram nessas terras, encruzilhada sagrada, fincam raízes. Uma cidade em ebulição se ergue, Caxias, fruto de vários povos! Desordem e Progresso! A desordem é celeiro da disputa. A ferro e fogo o negro busca seu espaço. Encontra seus caminhos. Da noite, prostitutas, malandros, cafetões e “maconheiros” Os “desqualificados” se reúnem em luta. A rua em conflito, os verdadeiros donos da cidade tomam seu lugar. Exús, A Rua é Vossa! A resistência tem mais de uma face. Nos salões da academia se torna movimento, política, manifesto. A união do preto, grupo, mãos dadas. Os letrados da negritude caxienses! De todas as formas o Quilombo Caxias RESISTE! Apagar não foi suficiente, empurrem, que empurramos de volta! Hidras renascidas, Homens de Cor! O Futuro é Preto, e Caxias é Afro! Laroiê! Fins e Recomeços, a gira nunca acaba, é eterna,acabar pra começar, devorar para crescer. Crescer para vencer! O Leão vai...

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Vira-Lata irá cantar ‘o conto de latas’ no Carnaval Virtual 2024
out18

Vira-Lata irá cantar ‘o conto de latas’ no Carnaval Virtual 2024

O GRESV Vira-Lata cantará o casamento da Dona Baratinha no Carnaval Virtual 2024. Na disputa do Grupo de Acesso I, a escola irá levar o enredo “O Conto de Latas”, de autoria de Fernando Saol. Confira abaixo a sinopse divulgada pela agremiação: O CONTO DE LATAS O carnaval passou por ele tão depressa Quando viu, já era o fim Nenhum samba ele lembrou A campeã não viu, estava dormindo Entre sonhos e latidos Foi ouvindo o seu dono Lhe contar mais uma história E a sua predileta, era da Baratinha mais bela Com os seus laços de fita Debruçada na janela E a memória, que era ruim há muito tempo Desde daquele acidente Quando na dispersão Um guindaste lhe atingiu Misturou tudo Bagunçou o faz de conta Chamou Ariranha de Lontra E o Casamento da Barata Nos contou o que ele viu.. * * * * * * Era uma vez! Assim começa mais um enredo original (!) Comemorando o sucesso do desfile Caramelo foi pra casa Descansar o carnaval! Chegando lá, ajeitou o seu cantinho Gira, gira no seu eixo Até se aconchegar! E o papai, vai sentar ali pertinho Entre beijos e carinhos Uma estória vai contar! No Pedágio do Universo da Magia Dragões vigiam a cancela E fadas de papa-filas Evitando a invasão De quem não merecia Entrar no Mundo da Imaginação Para preservar suas histórias Manter vivas as memórias Que o encanto se espalhe De geração em geração No Reino de São Matheus Os bichos viviam em plena harmonia Falavam como se fossem gente Era um mundo diferente Onde as flores, os bichos respondiam No Blá-blá-blá O burburinho, a fofoca No Zum-zum-zum Corria a boca miúda Que o pombo-correio Seu Geraldo Espalhou que um casório ia rolar A bicharada, curiosa, quis saber “Quem vai casar?” E a Flor de Laranjeira já queria separar As pétalas mais lindas Para a noiva enfeitar Mas será o desatino A ironia do destino Vai preparar? Quando o falatório dissipou No beiral de uma janela A donzela se revelou E toda prosa, contou para a multidão Que esperava ansiosa Uma notícia, uma explicação Sobre quem é a sortuda A nada misteriosa Era tão linda, a cascuda! Dona Baratinha, então falou: “Se um dia eu fui pobre, a riqueza me encontrou!” E levantando sua patinha Quase não aguentou, Baratinha Brilhava mais que o sol E a luz dele refletiu! A moeda de ouro Ela achou no seu quintal E agora, a Barata granfina Cansou de ser solteira, a menina Não quer mais ficar pra titia Caramelo embarcou nessa viagem Em outros carnavais, todos sabem Ele já foi pajem E com a...

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