Vira-Lata irá homenagear o Império Serrano no Carnaval Virtual 2026
jul20

Vira-Lata irá homenagear o Império Serrano no Carnaval Virtual 2026

Trazendo um cortejo de Maracatu, o GRESV Vira-Lata apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso I, no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Fernando Saol, a agremiação irá defender o enredo “Omikekere – A luz que nasceu menino”. Confira a sinopse oficial do enredo: Omikekere – A luz que nasceu menino O Morro inteiro ouviu Quando o tambor chamou Chama, tambor! Ô, ô, ô, ô, foi Angola que chegou… Fala, tambor! É cortejo na Serrinha Senta, criança Vem ouvir para aprender Quando a porta-estandarte dança A bandeira que balança Encanta os olhos do erê Erê que corre na Balaiada Anunciando a estrela que nasceu A Calunga já está toda enfeitada Verde e branco é o seu vestido Vibra o som pelas alfaias Sagrado cortejo, o morro vai descer Quem dança primeiro Ouve o toque do gonguê O Rei vai ser coroado E a Rainha ao seu lado Na Serrinha, que Prazer É o rei do Congo Aclamado em nosso chão É herança de Luanda Sonho de libertação Veio lá, gente de longe Aplaudir o realejo Dona Santa, do Elefante A Nação do Gato Preto Porto Rico, Oxum Mirim Linda Flor do meu cortejo As crianças da Serrinha Todas param para ouvir Pai João da Timbada Feiticeiro de Ogum Ele que conta essa estória Encantando um por um Houve uma vez no Morro Uma grande confusão Ninguém mais se escutava Ninguém mais tinha razão Foi quando a rapaziada Combinou na estação Da Linha Ferroviária Do subúrbio da Central Quem vem lá da Resistência Também vai participar A promessa é de união Todo mundo se ajudar E quem ouviu a batida do tambor Fala, tambor! Falou… O menino que virá Vai brilhar pela cidade Sorte de quem ganhou antes Quem não ganhou, vai esperar Porque a sede de vitória Não vai ser fácil saciar Tambor falou, tambor! Que o amor vai renascer Em cada toque de alvorada Todo morro vai descer A coroa reluzente, brilha! A lágrima que escorre a face… é vida! Só demente é quem não vê A luz que ilumina o povo Desce o morro todo ano Tambor fala, tambor grita Desfila em roda, ciclo sem fim Que Oxalá continue permitindo Não ser apenas menino. Viver o Império...

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Corações Unidos apresentará a Chapada Diamantina no Carnaval Virtual 2026
jul20

Corações Unidos apresentará a Chapada Diamantina no Carnaval Virtual 2026

Na disputa pelo Grupo de Acesso I, o GRESV Corações Unidos apresentou que levará para a avenida no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Iago Damasceno e Raphael Reis, a agremiação irá defender o enredo “Joia Rara da Bahia – O diamante lapidado por Deus e pela história”. Confira a sinopse oficial do enredo: Joia Rara da Bahia – O diamante lapidado por Deus e pela história JUSTIFICATIVA Na região central da Bahia ergue-se um santuário de pedra, água e memória, a G.R.E.S.V Corações Unidos convida a todos a embarcar pela jornada no meio da Serra do Sincorá. Entre os inúmeros atrativos, a natureza fez sua construção, construção que encanta até mesmo o Criador. Não apenas a beleza do mineral, mas a beleza da história humana e espiritual do local. É a Chapada Diamantina, joia rara do Brasil, território onde a terra guarda riquezas e o povo lapida sua própria existência. A Corações Unidos leva sua comunidade rumo à Serra do Sincorá para contar a saga de um território moldado pelo tempo, pela fé e pela resistência. SINOPSE Antes do garimpo, antes das vilas e dos homens, havia o silêncio das montanhas. A Chapada nasce do choque das eras geológicas. Rochas monumentais, cânions profundos, picos esbeltos como o Pico das Almas. A Cachoeira da Fumaça desenha no ar um véu que não toca o chão. No Poço Encantado, a luz do sol penetra a caverna como um milagre azul.  A água, o vento e o tempo foram os primeiros escultores. A natureza lapidou o cenário que se tornaria palco da ambição humana. É o diamante ainda escondido no ventre da terra. Do brilho da pedra nasce a cobiça. A cidade de Lençóis floresce como a maior produtora de diamantes do mundo no século XIX. Igatu surge como império de pedra. A Chapada pulsa riqueza — mas também desigualdade. Garimpeiros, coronéis, exploração e esperança. O diamante ilumina, mas também fere. O esplendor convive com a exaustão. A terra é escavada, as vidas também. Entre grutas abertas à força e trilhas de suor, ergue-se um ciclo econômico que transforma vilas em cidades tombadas pela memória — mas marcadas pela dor. O diamante brilha. Mas a que custo? Quando a pedra escasseia, permanece o povo. No Pantanal dos Marimbus, o Quilombo do Remanso resiste sobre as águas. A cultura negra fincou raízes na Chapada e fez do território abrigo de liberdade. No Jarê, tradição única da região, o sagrado africano encontra o indígena e o católico em sincretismo profundo. A fé torna-se identidade. A identidade, permanência. Na Gruna do Brejo, bonecos de argila guardam as almas do passado. No Cemitério Bizantino, a arquitetura...

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Arautos apresenta enredo sobre esperança e felicidade para o Carnaval Virtual 2026
jul20

Arautos apresenta enredo sobre esperança e felicidade para o Carnaval Virtual 2026

Com a mensagem de afeto, esperança e felicidade,  o GRESV Arautos apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso I 2026 no Carnaval Virtual. De autoria de Fabio Granville, a agremiação irá defender o enredo “Eu só quero um xodó”. Confira a sinopse oficial do enredo: Eu só quero um xodó “Que falta eu sinto de um bem… Que falta me faz um xodó…” Assim tocava na rádio enquanto aquela alma solitária era banhada pelo luar do sertão. A solidão em sua alma criou este agreste soturno e doído. Levando a vida assim tão só, a música era sua maior companheira e algumas costumavam sempre embalar sua alma para dias melhores, mas nenhuma mais que essa. “Eu só quero um xodó” fazia uma leitura perfeita do que se passava em seu macambúzio coração. Observando a lua no céu, pensou no velho Lua, o rei do sertão, padrinho do compositor daquela música que entoava na rádio. Sabia do causo danado de bom por trás dela: uma música feita com dengo por Dominguinhos e sua esposa na época, Anastácia. Um dia, Dominguinhos, na sanfona, tocava uma nova melodia na sala enquanto ela cozinhava um peixe frito na cozinha. Anastácia sentiu xodó por aquele arrasta-pé, pegou seu caderninho, se alimentou de inspiração e ficou entre a frigideira e a escrita, um olho no peixe e outro na letra, e assim foi escrevendo esta música que ficou nacionalmente conhecida pela voz de Gilberto Gil e depois gravada por tantos outros cantores e cantoras. Enquanto a zabumba, o triângulo e o fole da sanfona preenchiam sua casa com aquela linda melodia, encantado por esse xodó, esperando na janela adormeceu e viajou em sonho… Um sonho sertanejo onde se viu numa festa junina. E no alto falante do local, ainda tocava aquela música divina: “Eu só quero um amor, que acabe o meu sofrer…” E por um momento, naquele sonho, esqueceu da solidão e resolveu aproveitar aquela fuzueira danada de boa. Nesse sonho pra lá de arretado, havia fartura de doces de abóbora em formato de coração, casais apaixonados dividindo a pipoca, a paçoca e a maçã do amor, uma carreira gigante na barraca do beijo e muitos xavecos em versinhos apaixonados através do correio elegante. Olha que isso aqui tá muito bom, pensou, mas queria também viver uma história de amor como aquela de Dominguinhos e Anastácia. E se fosse para sonhar, que este sonho então acontecesse naquele sonho, naquela festa, com aquela música. Orou para Santo Antônio, o santo casamenteiro, até que pegaram a sua mão para dançar o arraiá na quadrilha junina. E enquanto “Eu só quero um xodó”...

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Ibirapitanga é o enredo da Estrela Guia para o Carnaval Virtual 2026
jul20

Ibirapitanga é o enredo da Estrela Guia para o Carnaval Virtual 2026

Buscando o retorno para o Grupo Especial, o GRESV Estrela Guia apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso I no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Badu, a agremiação irá defender o enredo “Ibirapitanga”. Confira a sinopse oficial do enredo: IBIRAPITANGA Sou a semente primordial de um país A raiz de um lugar Que cresce e floresce Tronco forte de tantas histórias No verde que se banha à beira-mar Sou mais uma pequena grande parte deste todo Enraizada nesse lugar Meu nome sempre será IBIRAPITANGA Sou a árvore-vermelha de um povo naturalmente vermelho Tamoios, Aimorés, Tupiniquins e Tupinambás Carijós, Caetés e Potiguaras Botânicos ancestrais Gentes-floresta Humano e ambiente como um só organismo Árvore que respira para a vida respirar Arcos e flechas, Adornos e teceduras, Pinturas e batuques Para tudo fui matéria viva De pé Fui parte de uma sociedade-floresta Que respeitava cada ramo Para sempre florescer Mas, em outras terras, já era motivo de falatório E quando recebi o nome de pau-brasil A galhofa virou brasa Nos sonhos do breazail eterno Fui deflorado E o pau, dos ditos brasileiros Era desejo de vários Picado, raspado, queimado, Dei cor para um velho mundo, Estava na boca e nos ouvidos, Só mais um pau para toda obra Dei nome para um país, Mas fui esquecido, E, depois de tanta ganância, Restou-me a lenda de algo que já não era mais Vou renascer enquanto mito de nação Na poesia de manifesto De cores e brasilidades Hoje, ainda vivo para não deixar de existir Faço-me rizomático Para continuar mantendo de pé O verde desse lugar chamado...

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São Paulo será tema do Império da Carlota no Carnaval Virtual 2026
jul20

São Paulo será tema do Império da Carlota no Carnaval Virtual 2026

Em busca de uma vaga no Grupo Especial, o GRESV Império da Carlota apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo de Acesso I no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Pedro Araujo, a agremiação irá apresentar o enredo “Isto é São Paulo, meu Brasil”. Confira a sinopse oficial do enredo: Isto é São Paulo, meu Brasil Prefácio
 O Império da Carlota abre alas para que eu, São Paulo, conte minha história. Entre garoa e concreto, nasci do encontro entre fé e sonho, e aprendi a falar no ritmo do samba. É pelos versos dos Demônios da Garoa que ecoo minha memória, pelos tambores do samba paulistano que revelo minha alma. Sou cidade e sou canção, sou trabalho e poesia. Em cada esquina, carrego uma batida; em cada rosto, uma história. Do “Trem das Onze” ao batuque do Anhembi, transformei pressa em compasso e suor em melodia. Hoje, o Império da Carlota me transforma em desfile, para mostrar ao Brasil que, quando o samba fala por mim, eu viro eternidade.

 
  “Entre garoa e bandeiras: o berço do sonho” (Tom Poético)
 Era uma vez… eu. Um colégio à beira do tempo, onde nasci semente. Foi em mil quinhentos e cinquenta e quatro que meus primeiros sonhos indígenas e jesuítas ergueram, no alto da colina, o berço do que o destino chamaria de São Paulo. 
E dessa semente brotei eu — mais do que uma cidade, um espírito. Entre as neblinas da manhã, uma garoa fina — quase um véu de noiva — abençoava o chão que um dia seria tomado por concreto, aço e luz. E o vento do planalto soprava nomes e tambores, trazendo de longe as vozes das aldeias, dos bandeirantes, dos operários, dos poetas. 
Ah, eu! A cidade que amanhece cansada e dorme sonhando grande. Que mistura o grito da locomotiva com o toque do tamborim. Que ergue arranha-céus, mas também ergue sambas. Que faz da pressa uma forma de fé e do trabalho uma oração. O Império da Carlota, com seu estandarte em vermelho e amarelo , vem hoje cantar a mim — essa cidade que não para. Fiz-me capital da esperança, do suor e da cultura. Sou mil povos, mil ritmos, mil vozes — mas um só coração, pulsando no compasso da batida paulista. 
A cada batida do tambor, renasço em novo retrato: a garoa se transforma em confete, a pressa vira coreografia, e o som da metrópole encontra o som do samba. Porque antes de ser concreto, sou poesia. E é com poesia que a Carlota me coroa — cidade do povo que trabalha, que cria, que canta — cidade que é...

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