Sankofa cantará festa dos Pretos-Velhos no Carnaval Virtual 2026
jul20

Sankofa cantará festa dos Pretos-Velhos no Carnaval Virtual 2026

Desfilando pelo Grupo de Acesso I, o GRESV Sankofa apresentou o enredo que levará para a disputa da edição de 2026 do Carnaval Virtual. De autoria de Vivian Pereira e Guilherme Niegro, a agremiação irá defender o enredo “Uma Festa no Sertão”. Confira abaixo a sinopse oficial: Uma Festa no Sertão Sou Sankofa. Sou o pássaro do tempo. Não sigo em linha reta. Meu caminho é espiral. Volto para trás para recolher a memória e então sigo rumo ao horizonte. Porque antes de tudo é preciso lembrar: Esta história vem de uma terra não tão distante. No tempo em que tudo começou, este lugar era chamado de Sertão. Assim se conhecia a vasta região rural que hoje compõe a Zona Oeste carioca — território de mato, rios e fazendas espalhadas entre vales e montanhas. Estradas de barro, roças abertas no braço e trilhos de trem guiavam quem chegava para recomeçar. Desço em Inhoaíba. Chão batido. Mato vivo. Terra de caminhos abertos. Chamaram de campo ruim porque nunca souberam escutar a terra. Mas a terra sabe. E o meu povo também. Antes do progresso, laranjais. Antes da praça, encruzilhada. E é nas encruzilhadas da história que a memória aprende a caminhar. SETOR 2 Camélia branca no peito. Pano alvo, renda, lenço e carijó. A liberdade não foi presente. Ergueu-se passo a passo. Quando o Brasil marcou o 13 de maio, este chão respondeu diferente. Não se festeja decreto. A lei disse: acabou. Mas o corpo sabia: a luta continua. Celebra-se quem resistiu. Castro Alves fez do verso um grito. André Rebouças sonhou caminhos para um país que não quis enxergar seu povo retinto. E com eles caminharam os que não estão nos livros: os sem nome, os que lutaram com o corpo, com a fé e com a própria vida. Por eles, a festa se levantou. A praça vestiu África. O tambor chamou memória. O corpo virou bandeira. A arte tomou a rua. A cena virou quilombo. A Umbanda abriu caminhos. A rua virou gira. Povo de terreiro, povo de igreja, memórias diferentes, mesma raiz. Toda festa tem raiz. E toda raiz leva de volta à praça onde a memória se firma. SETOR 3 Foi por essas trilhas que o preto chegou no vagão da esperança. Trouxe mala curta e fé imensa. Plantou liberdade e criou raízes onde muitos viam apenas passagem. Foi assim que a memória encontrou seu chão. E o tempo se acomodou na praça. Tio Quincas. Joaquim Manuel da Silva. Homem de trilho e travessia, caminhante de fé pelas estradas do sertão carioca. Figura tão querida que a memória ganhou corpo em bronze. No 13 de maio de...

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Império Iguaçuano apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
ago13

Império Iguaçuano apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

6ª colocada do grupo na edição passada, o GRESV Império Iguaçuano apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial, na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Fernando Saol, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “Chão de Léguas e o Tambor das Encantarias “. Confira abaixa sinopse oficial: CHÃO DE LÉGUAS E O TAMBOR DAS ENCANTARIAS PRÓLOGO (abertura) Lá na Trindade! Onde Nego Véio apareceu Era seu Bogi Buá, Sentinela da Porteira Que vigia Santantônio dos Pretos E abre a gira Onde a cura é praticada com tambores e magia   Quem não tem medo, pode pedir Ao Raizeiro, ervas para preparar O ritual que se inicia, é agora Quem tem medo, vai embora Na Avenida, a magia vai se espalhar   LOUVARIÊ (setor 1) E assim começou… Eles contam que no início Viviam na plantação Na lida da fazenda Colhendo o algodão Lá na beira do riacho Onde a água serpenteia As pedras do lajeado Do abundante Itapecuru Em Codó, não se duvida Da força dos Encantados Que invertem a rota dos rios Que tantos irmãos libertaram   Babassuê mandou firmar A energia para o bem E na sua pajelança Encantados vem também   O silêncio foi rompido lá na Mata Na clareira, ouço passos de Bogi Buá É dele o comando, a partida É Légua que inicia a tamborzada O som que irradia a energia E o movimento que dobra o Babaçu A reza comandada por Barba Soêra Encantaria de caboclos e voduns   CHÃO DE LÉGUAS (setor 2) Pega no chifre do Boi, com raiva vai mugir Santo Antônio glorioso Laçou o boi, não deixou ele fugir E choveu, caiu água em mundaréu Gloriosa Santa Bárbara Me vigia lá do céu   A roda se abriu Coli Maneiro cantou! Pediu pra aplaudir O Irmão Lauro Bogi   Dobre o joelho na beirada do Gongá Louvariê, não tem peji! Marimba e maracá! O tambor tocou reunir E na roda vai chegar… Chegou, Codó parou! O vento que aqui ventava Em instantes não mais ventou E da Mata agora vem Uma luz que até cegava Encantados de Légua, Senhor Caxeu, Rei Camundá E o Valente Tufão das Matas   PELAS ENCANTARIAS… (setor 3) O Tambor vai abafando Até o som do trovão É Terecô, meu senhor É do couro, a vibração!   Tem fujão em Mirador Tem quilombo em Coroatá A magia só ferve, pajé Nas matas do Roncador No Brejo da Cassiana E no Beiço Caído Quem tem medo de Encantado Melhor nem entrar no Rio No balanço das marés Nas areias bailarinas É a família da Turquia...

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Estrela Guia apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
ago13

Estrela Guia apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

7ª colocada do grupo na edição passada, o GRESV Estrela Guia apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial, na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Facundo Ortega, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “O Santo Rei dos Cambá”. Confira abaixa sinopse oficial: O Santo Rei dos Cambá Cruzando rios e destinos, vindos do Paraguai, de Buenos Aires, de Santa Fé…Em Corrientes, a pele preta pisava em solo novo, porém os passos carregavam memórias ancestrais. Naquela terra estranha, a imposição da fé Cristã assombrava e oprimia. Porém, os povos africanos, com alma forte e olhos brilhando fé, não esqueceu os seus:  Oxum se encantou no espelho d’água da Virgem Maria;  Olorum soprou bênçãos ao lado de Tupã. E Xangô, o Rei da justiça e trovão, encontrou em São Baltazar a resistência e sincretismo: negro como a noite, nobre como rei. Com a licença de seus senhores, em meados do século XVIII, os negros tomavam as ruas em batuque e dança. Era o Candombe! E no coração da fé pulsava São Baltazar, o Rei Mago de pele escura, que vestia as cores de Xangô e recebia flores, cantos e orações. Ali, a devoção era resistência.  Baltazar não era só santo — era símbolo, era espelho, era liberdade no compasso do tambor. As Cofradías, Guardiãs do Sagrado, nasceriam em 1772 com a Cofradía de San Baltazar y Ánimas. Dela brotaram irmandades por todo o virreinato. Reuniam-se não só por fé, mas por identidade — negras e negros que queriam viver, sorrir, cantar, mesmo sob o olhar dos opressores. As festas eram cores, rezas, fantasias, procissões… Nas ruas, com permissão dos donos e bênção dos padres, a alma negra se manifestava em ritmo, dança e fé. As cofradías eram escudos — e também asas. O tempo soprou liberdade: em 1812, os ventres foram libertos. Com o fim da escravidão em 1852, os negros buscaram morada.  E a acharam, na beira do rio, sob as bençãos de Oxum, chão simples e fértil. Ali cresceu um bairro — chamaram de Camba Cuá, a “cova dos negros”. Misturaram-se os batuques aos cantos guaranis, os atabaques às rezas. A fé de São Baltazar ganhou abrigo nos altares domésticos. A casa virou templo. A festa, resistência. O bairro, berço da cultura afro-guarani.  Surge a Charanda: canto que dança, dança que conta. Com violão, tambor e coração, soava a alma de um povo: “Es negro el ritmo en la sangre, pero al cantar se expresa en dulces palabras el guaraní” Fragmento do chamamé “Corrientes Cambá” Chega cinco de Janeiro. Na casa da família Caballero, tudo se transforma: a...

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Arautos do Cerrado apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
ago13

Arautos do Cerrado apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

16ª colocada do grupo na edição passada, o GRESV Arautos do Cearrado apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial, na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Fábio Granville, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “O MILHO QUE FAZ BUM…BUM PATICUMBUM PRUGURUNDUM!”. Confira abaixa sinopse oficial: O MILHO QUE FAZ BUM…BUM PATICUMBUM PRUGURUNDUM! Quetzalcóatl, o deus asteca, se transformou em uma formiga, atravessou montanhas e trouxe o milho ao seu povo. Por isso era chamado de alimento “dos deuses”. O cereal que nascia naquelas espigas douradas ficou sendo a principal fonte de alimentação dos povos indígenas da era pré-colombiana. Mas, um dia, não se sabe quando, nem como, em condições ideais de pressão e temperatura, um milho fez “bum”. Outro fez “bumbum” e outros “paticumbum” e tantos outros “prugurundum”. Bumbumpaticumbumprugurundum para todo lado! Aquele alimento amarelo-dourado tornou-se uma nuvem branca que cabia nos dedos. Era o milho se transformando, tal qual fez o deus asteca para levá-lo para a aldeia. E aquele grãozinho estourado, serviu como um bom alimento, mas também usado como artesanato, coroas e colares feitos para ornamentar aquela civilização bem desenvolvida.  E esse alimento pipocou por toda América! Há registros arqueológicos de milho estourado em diversas regiões, dos indígenas da América do Norte aos Incas, no Peru. E o milho estourava de diversas formas e técnicas, seja no espeto de espiga, com os grãos espalhados sobre a brasa, até em panelas de barro com areia quente. E há também histórias desse grão transformado aqui no Brasil. Foi, aliás, pelos indígenas tupi-guarani, que ele ganhou o nome que a gente conhece: “pele arrebentada” ou “pele estourada”, simplesmente, pipoca. Pipoca que chegou a ser alimento proibido pela Coroa portuguesa aos indígenas aldeados no século XVIII em Goiás. Proibida ou não, esse alimento indígena pipocou agora pelo mundo! Europa, África, Ásia, Oceania… Muito tempo depois, no finalzinho do século XIX, o inventor estadunidense Charles Cretors criou uma máquina automatizada capaz de fazer Bumbumpaticumbumprugurundum em qualquer lugar, popularizando a pipoca. E por ser um alimento gostoso, fácil de se fazer e barato, ela explodiu em vários ambientes. Na praça, nos parques, nas feiras, nos circos, na porta das escolas, nas festas populares, da festa Junina ao Cosme e Damião, a pipoca combina com qualquer ambiente por sua versatilidade. Mas, apesar de estar em todos os lugares, é no cinema que a pipoca chegou e não saiu mais. Em uma estratégia de marketing bem sucedida, tiraram os carrinhos das ruas e colocaram dentro das salas de cinema, fazendo-a ser um par perfeito para qualquer filme. Com o tempo, os combos e...

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O Amor da Minha Vida apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
ago13

O Amor da Minha Vida apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

Fazendo a sua estreia no grupo, o GRESV O Amor da Minha Vida apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial, na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Rômulo Vieira e Gilce Vieira, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “A Morte”. Confira abaixa sinopse oficial: A MORTE Há um momento em que tudo silencia. Quando a pele arrepia, o peito encolhe e o tempo para. É quando ela se aproxima. Não pede licença. Não veste fantasia. Apenas paira — e faz a alma perguntar: o que é morrer? Num mundo que esconde a morte atrás de cortinas e contratos, o cortejo começa onde a palavra falta. Nasce no medo ancestral, na sombra sem nome. A morte como ausência que assombra. Como abismo que não se olha. Mas se o fim assusta, é porque viver queima. O tempo se torna incêndio, e a vida, centelha. Cada passo pode ser o último. Cada abraço, o derradeiro. E, por isso, vale ouro. Vale samba. Vale choro e riso ao mesmo tempo. Pelos cantos do mundo, a morte dança em muitas cores. Sorri em caveiras floridas, se deita sobre tapetes brancos, desce aos terreiros, sobe aos céus. Tem nome, tem rito, tem canto — mas nunca o mesmo. Em cada povo, uma maneira de partir. Em cada fé, uma rota pra além. E se a vida é pensamento, a morte também é ideia que ronda filósofos e loucos. Nos livros, ela é espelho. No verso, é dúvida. O fim vira caminho de quem ousa pensar o existir. Depois, ela sobe ao palco. É musa de Cartola, atriz em tragédia, figura no cinema. Canta, dança, morre e renasce em cena. A arte, afinal, é um jeito bonito de eternizar o adeus. Mas nem todo fim é justo. Há quem nasça pra morrer cedo. Quem nunca teve chance de viver direito. Quem é apagado antes de ser lembrado. Na calada, a morte escancara as vergonhas do mundo. Mas onde tentaram silenciar, a memória floresceu — e virou luta. Fica, então, o luto. A ausência desenha sua presença nas pequenas coisas. A cadeira vazia. A foto empoeirada. A palavra não dita. Mas também no que pulsa: a lembrança, o amor, o samba. E quando a avenida parece se calar… a bateria sobe, e o som do tambor faz pulsar novamente. Porque a morte é parte do ciclo. Folha que cai, semente que brota. Silêncio que prepara a próxima canção. No fim, ninguém parte. Tudo recomeça. Atravessar o tema da morte é tocar em uma das maiores perguntas da humanidade. O GRESV O Amor da Minha Vida propõe para...

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