Na disputa pelo Grupo de Acesso I, o GRESV Corações Unidos apresentou que levará para a avenida no Carnaval Virtual 2026.
De autoria de Iago Damasceno e Raphael Reis, a agremiação irá defender o enredo “Joia Rara da Bahia – O diamante lapidado por Deus e pela história”.
Confira a sinopse oficial do enredo:
Joia Rara da Bahia – O diamante lapidado por Deus e pela história
JUSTIFICATIVA
Na região central da Bahia ergue-se um santuário de pedra, água e memória, a G.R.E.S.V Corações Unidos convida a todos a embarcar pela jornada no meio da Serra do Sincorá. Entre os inúmeros atrativos, a natureza fez sua construção, construção que encanta até mesmo o Criador. Não apenas a beleza do mineral, mas a beleza da história humana e espiritual do local. É a Chapada Diamantina, joia rara do Brasil, território onde a terra guarda riquezas e o povo lapida sua própria existência. A Corações Unidos leva sua comunidade rumo à Serra do Sincorá para contar a saga de um território moldado pelo tempo, pela fé e pela resistência.
SINOPSE
Antes do garimpo, antes das vilas e dos homens, havia o silêncio das montanhas.
A Chapada nasce do choque das eras geológicas. Rochas monumentais, cânions profundos, picos esbeltos como o Pico das Almas. A Cachoeira da Fumaça desenha no ar um véu que não toca o chão. No Poço Encantado, a luz do sol penetra a caverna como um milagre azul. A água, o vento e o tempo foram os primeiros escultores. A natureza lapidou o cenário que se tornaria palco da ambição humana. É o diamante ainda escondido no ventre da terra.
Do brilho da pedra nasce a cobiça.
A cidade de Lençóis floresce como a maior produtora de diamantes do mundo no século XIX. Igatu surge como império de pedra. A Chapada pulsa riqueza — mas também desigualdade. Garimpeiros, coronéis, exploração e esperança. O diamante ilumina, mas também fere. O esplendor convive com a exaustão. A terra é escavada, as vidas também. Entre grutas abertas à força e trilhas de suor, ergue-se um ciclo econômico que transforma vilas em cidades tombadas pela memória — mas marcadas pela dor.
O diamante brilha. Mas a que custo?
Quando a pedra escasseia, permanece o povo. No Pantanal dos Marimbus, o Quilombo do Remanso resiste sobre as águas. A cultura negra fincou raízes na Chapada e fez do território abrigo de liberdade. No Jarê, tradição única da região, o sagrado africano encontra o indígena e o católico em sincretismo profundo. A fé torna-se identidade. A identidade, permanência. Na Gruna do Brejo, bonecos de argila guardam as almas do passado. No Cemitério Bizantino, a arquitetura branca eterniza nomes. A Chapada prova que a verdadeira riqueza não é a pedra, mas a memória.
Do esgotamento nasce a reinvenção.
Quando o garimpo declina, a flor ressurge. A Sempre-Viva, resistente ao tempo, torna-se símbolo da nova economia e da delicadeza eterna da serra. Mas a exploração ameaça novamente. Espécies raras, como o Beija-Flor-de-Gravata-Vermelha e o Papa-Formiga-do-Sincorá, enfrentam o risco do desaparecimento.
A Chapada pede cuidado. O diamante agora é verde. É azul. É vivo. A riqueza maior é preservar.
Da terra brotam talentos.
Milton Santos, grande nome da geografia começa a pensar o mundo. Gilberto Gil tem seu primeiro encontro com a música lá e Moraes Moreira canta a infância sertaneja no local. Dom Obá II d’África ecoa bravura e dignidade no Império. A Chapada não é apenas cenário — é berço de vozes que ecoam pelo Brasil.
Aqui a metáfora se completa.
O coração tricolor da Escola recebe a benção da Chapada Diamantina. O brilho agora é outro, ele palpita no sangue, os diamantes valem dinheiro, mas o amor pela agremiação é incomparável. A Chapada Diamantina, tal qual a própria Corações Unidos, é símbolo da resistência de um lugar, a superação de tempos difíceis, habitando nela, o desejo da permanência.
Na Chapada Diamantina, os encantos do lugar maravilham os olhos, na Corações Unidos a história da Agremiação inspira outros corações. Aqui o Coração diamantado se une com o coração tricolor: rumo à vitória, rumo ao marco, rumo a nossa estrela.
Enredistas: Iago Damasceno e Raphael Reis









