Imperatriz Itaocarense homenageará Eliana Macedo no Carnaval Virtual 2026

7ª colocada na temporada anterior, o GRESV Imperatriz Itaocarense apresentou o enredo em que irá homenagear Eliana Macedo, no Grupo Especial do Carnaval Virtual 2026.

De autoria de Walter Gualberto Martins, a agremiação defenderá o enredo “Eliana Macedo – A Pérola da Atlântida”.

Confira a sinopse do enredo:

Eliana Macedo – A Pérola da Atlântida

 Justificativa

 Em 2026, a Imperatriz Itaocarense leva para a avenida virtual um enredo que nasce do orgulho, da memória e da emoção. Celebrar os 100 anos de Eliana Macedo é mais do que reverenciar uma estrela. É exaltar uma das grandes musas do cinema nacional, especialmente no universo vibrante das chanchadas da Atlântida Cinematográfica.

Símbolo de uma era marcada pelo humor, pela música e pelo brilho popular, Eliana ajudou a construir o encanto dessas produções que conquistaram o Brasil e marcaram gerações. Sua presença iluminava as telas, dando alma e elegância a um gênero que se tornou parte essencial da nossa identidade cultural.

Em tempos em que a memória artística precisa ser celebrada, contar sua história é um gesto de reconhecimento e pertencimento. Filha ilustre de Itaocara, Eliana transcendeu fronteiras e eternizou seu nome na história do nosso cinema. Ao levá-la para a avenida, a Imperatriz transforma saudade em espetáculo, emoção em desfile, e consagra sua estrela como um legado eterno que jamais deixará de brilhar.

Logo oficial do enredo

A Pérola da Atlântida

Nas brumas do tempo e nas páginas esquecidas da história do cinema brasileiro, um pesquisador percorre as ruínas do antigo Cine Vitória, no distrito de Portela, em Itaocara, terra natal de dois nomes importantes da cultura nacional: Eliana Macedo e Watson Macedo.

Entre paredes silenciosas e equipamentos abandonados, o visitante sobe até a antiga cabine de projeção. Ali, em meio a latas de filme, projetores empoeirados e lembranças de um tempo glorioso do cinema, encontra uma misteriosa caixa. Dentro dela repousam folhas amareladas pelo tempo: um roteiro inédito, assinado pelo grane Watson Macedo.

Ao folhear aquelas páginas, o pesquisador mergulha numa viagem pela imaginação. O roteiro revela a história de um filme jamais realizado, uma obra fantástica criada pelo diretor para enaltecer uma estrela que um dia brilhou intensamente: Eliana Macedo, a eterna “namoradinha do Brasil”.

Na trama imaginada, os irreverentes comediantes Oscarito e Grande Otelo invadem um estúdio da lendária Atlântida Cinematográfica em meio a uma de suas típicas e hilárias confusões. Durante uma discussão, os dois acabam entrando em um estranho cenário onde repousa uma engenhoca extraordinária: uma máquina do tempo, semelhante àquela utilizada nas fantasias cinematográficas da chanchada.

Ao lado da máquina está a própria Eliana Macedo, pronta para participar da filmagem de um novo longa metragem. No meio da trapalhada, Oscarito tropeça, esbarra na engenhoca e ativa o mecanismo misterioso. Em um clarão inesperado, os três são sugados pela máquina e lançados em uma incrível viagem através do tempo e do imaginário.

Quando despertam, descobrem que foram parar em um lugar inesperado: a lendária Atlântida, a cidade perdida descrita pela mitologia grega. Mas ali reina uma grande confusão entre fantasia e realidade. O universo mágico da Atlântida mitológica mistura-se ao brilho tropical da Atlântida Cinematográfica, criando um mundo onde deuses, sereias, cenários de cinema e personagens da chanchada se misturam em perfeita harmonia carnavalesca.

Ao despertarem, Oscarito e Grande Otelo percebem que Eliana Macedo desapareceu. Preocupados com o ocorrido, começam a percorrer as ruas daquela Atlântida encantada. Ou seriam os corredores da Atlântida Cinematográfica?

Na busca incessante, esbarram em figuras tão curiosas quanto fascinantes, um hibridismo “tropicaltante” com tritões trajados como galãs de cinema, sacerdotes que mais parecem diretores de cena, e criaturas míticas que misturam dois mundos em fantasia e humor. Entre tropeços, sustos e confusões típicas de suas jornadas, a dupla segue guiada pela esperança de reencontrar a estrela perdida.

De longe, avistam um grandioso templo dedicado aos deuses da Atlântida. Solene e deslumbrante, o espaço guarda as divindades atlantes. Em formas eternizadas na pedra, surgem rostos e expressões de atrizes e atores que encantaram o Brasil nas décadas de 1940 e 1950, como se aquele santuário fosse também um altar à alegria, à música e ao cinema nacional.

Ao adentrarem o grandioso templo, Oscarito e Grande Otelo são tomados por uma sensação extraordinária ao perceberem que eles também assumiram formas divinas, como se os deuses da Atlântida os tivessem escolhido para habitar aquele sagrado espaço. Seus corpos irradiam poder e majestade, refletindo a grandiosidade do mundo ao redor.

No entanto, para sua surpresa e frustração, Eliana Macedo não se encontra ali. As esculturas e os altares celebram os grandes nomes do cinema, mas a estrela que procuram permanece ausente. Determinados a não desistir, os dois decidem continuar a busca, guiados pela intuição e pelo espírito aventureiro que sempre os acompanhou.

Seguindo pelas ruas labirintos da cidade encantada, chegam a outro prédio icônico: o cassino, esplêndido salão de lazer da aristocracia local. Um espaço exuberante onde a alta sociedade se reúne para dançar, jogar e celebrar em meio a uma atmosfera de glamour, magia e fantasia cinematográfica.

Fascinados, passam por salões iluminados, veem apresentações de músicas e coreografias que Eliana Macedo já havia feito ao longo de sua carreira, recriadas com precisão mágica por bailarinos, projeções e figuras fantásticas que parecem encarnar seu espírito.

A cada número, cada passo de dança e cada gesto, a lembrança de Eliana se torna mais viva, mas, curiosamente, em nenhum momento a estrela surge no palco ou no salão. É como se ela estivesse presente apenas através da memória das apresentações, em ecos de sua arte que continuam a encantar e emocionar.

Oscarito e Grande Otelo se olham, maravilhados e ao mesmo tempo confusos. A magia das cenas, a perfeição das coreografias e a musicalidade envolvente despertam neles uma mistura de encantamento e inquietação. Onde estaria Eliana, afinal? Por que, apesar de toda a sua presença luminosa, ninguém consegue encontrá-la? A dúvida não os impele a seguir, ansiosos por descobrir o destino daquela estrela que parece habitar simultaneamente a lembrança e a Atlântida.

A busca por Eliana retorna as ruas e, ao caminharem, Oscarito e Grande Otelo começam a notar resquícios de cartazes espalhados pelas paredes e fachadas da cidade. Cada fragmento, desbotado pelo tempo ou iluminado por reflexos mágicos, traz à vida cenas marcantes dos grandes clássicos em que atuaram junto à estrela.

A cada novo cartaz que encontram, flashes de filmes surgem diante de seus olhos: Eliana Macedo deslizando com graça pelos salões, realizando passos de dança que encantaram plateias; interações cômicas com Oscarito e outros atores. É como se a memória da atriz percorresse aquelas ruas junto com eles, fascinante e enigmática.

A curiosidade e a inquietação crescem a cada cartaz, até que finalmente a dupla se depara com uma propaganda reluzente, chamativa e colorida, anunciando o Carnaval Atlântida. O cartaz destaca a presença da grande atriz, prometendo que o espetáculo será um encontro de cores, música e dança.

Os atores se entreolham, excitados e ansiosos. A pista deixa claro que a estrela não está perdida, está prestes a se revelar no coração do palácio durante o carnaval da cidade… Correm pelas ruas da Atlântida, guiados pela luz e pelo som das marchinhas que outrora embalaram as chanchadas e preparavam o público brasileiro para os festejos de Momo. O coração da cidade pulsa à medida que se aproximam do majestoso salão do Carnaval Atlântida enfeitado para o Baile de Máscaras do Rei.

No salão lustres de cristal flutuam, máscaras brilhantes dançam pelo ar, serpentinas e confetes se misturam a cores que parecem vivas, enquanto a orquestra executa marchinhas e músicas que ecoam a história do cinema brasileiro. E então, no meio da multidão festiva, surge Eliana Macedo.

Ela não apenas está presente, como também é o centro de toda a magia. Com graça e majestade, a atriz caminha pelo salão, e cada passo seu ecoa como um tributo ao seu talento, charme e legado.

Em um gesto simbólico e grandioso, o rei a coroa como a Pérola da Atlântida, eternizando seu nome e sua imagem na história do cinema nacional. O salão explode em aplausos, danças e luzes, e a magia das chanchadas se funde ainda mais à fantasia da cidade perdida, criando um espetáculo de cores, música e alegria jamais visto.

Neste instante, Eliana Macedo, no ano de seu centenário, não é apenas uma estrela do cinema, torna-se lenda, musa e ícone, capaz de atravessar o tempo, a memória e a fantasia, lembrada para sempre como a verdadeira Pérola da Atlântida, símbolo da arte que encantou gerações.

Author: Lucas Guerra

Share This Post On