Samambaia Guerreira quer voar com o padre do balão no Carnaval Virtual 2026

Após a estreia e a 12ª colocação do grupo, o GRESV Samambaia Guerreira quer alçar novos voos e apresentou o enredo para a disputa do Grupo Especial, no Carnaval Virtual 2026.

De autoria de Murilo Polato, a agremiação irá defender o enredo “O sonho de voar! Samambaia ganha asas em busca do padre do balão”.

Confira a sinopse do enredo:

O sonho de voar! Samambaia ganha asas em busca do padre do balão

APRESENTAÇÃO

Dizem que tudo começa com um incômodo. Não o existencial, o outro. Aquele zumbido irritante no ouvido. Um mosquito passando, outro vindo, até que pá! Uma raquete elétrica resolve o problema e, sem querer, acende uma ideia. Sente-se na ponta da folha e vem voar com a Samambaia. Se até mosquito voa… por que a gente não pode também?

No Carnaval de 2026, a Samambaia olhou para os céus para decidir seu enredo. Pegue seu bilhete e embarque nessa viagem em busca do padre do balão com a Samambaia Guerreira.

SINOPSE

Era dia. Uma samambaia em uma área de serviço vivia. De lá podia ver um relógio que marcava as horas, os armários que guardavam produtos de limpeza e histórias, e teias de aranhas em um emaranhado de vassouras. As que a produziram, doidas para poderem os também alcançar altos lugares. Os pássaros lá fora piavam sem parar. E uma dúvida não parava de atormentar (ou era aquele zumbido chato da mosca a pousar?). Onde foi parar o Padre do Balão? A Samambaia começou a confabular e a imaginar o que poderia haver além daquela janela que trazia um pequeno lampejo de sol, que batia apenas das 14h até as 16:30h.

Logo oficial do enredo

Antes de poder voar, o homem começou a imaginar. Tal qual nossa plantinha. O que o homem não pode entender, ele imagina. E como sonha alto. Teve quem voasse demais e caísse. Teve quem já nascesse voando. Quem governasse os céus como se fosse seu quintal. Criaturas, deuses, aves gigantes, mensageiros e guerreiros. O céu nunca esteve vazio para a humanidade. Cada crença o preencheu à sua maneira. Deixe acreditar. Faz bem imaginar. Só cuidado para não ficar apenas na imaginação e esquecer de olhar para a realidade.

Mas uma hora, imaginar cansou a humanidade. Deu vontade de tentar. Botar a mão na massa. Deve ser duro apenas viver de imaginação, sem saber como gira a engrenagem que movimenta os seres que cruzam os lugares mais altos. E lá vai o ser humano: desenha, observa, calcula, e se joga. Literalmente. Tem monge planando, inventor despencando, gente colando pena onde não devia, e descobrindo da pior forma que voar não é tão simples quanto parece. Entre uma queda e outra, alguém percebe que o segredo não está nas asas, está no ar. Não era conspiração das aves, era apenas a matemática. O cálculo que leva ao resultado.

Com o aprendizado, meu amigo, a coisa começa a subir. Balões flutuam, máquinas ganham forma, e o céu deixa de ser promessa e vira possibilidade. Lentamente, meio torto, meio improvisado, mas vai. Até que vai de vez. Embarcando nesse 14 bis dá para enxergar e atravessar o céu azul. 

E quando o homem foi, ninguém mais segurou. As nuvens, atravessou, os continentes, cortou, olhou para cima e decidiu que ainda é pouco. Saiu da Terra, deu uma volta lá fora, pisou na Lua e, pela primeira vez, viu o próprio mundo de longe. E percebe o quanto somos pequenos. Como o espaço é silencioso. Como há muito mais além dos nossos microuniversos.

E aí bateu outra pergunta. Se a gente chegou até aqui… será que tem mais alguém por aí? O céu, que já foi casa de deuses, agora vira palco de suspeitas. Luzes estranhas, histórias mal explicadas, encontros improváveis. O desconhecido deixa de ser medo e vira curiosidade. E para a humanidade, uma simples mensagem: Busquem conhecimento!

Mas a Samambaia não quer resposta científica. Ela quer encontrar o que aconteceu. Cadê o padre? Vamos seguir viagem.

Só que, nesse ponto, o céu já não é mais o mesmo. Ele virou outra coisa. Virou cenário de fantasia, de memória, de invenção. Tem gente que voa com guarda-chuva, tem quem desafie a gravidade sob sua capa, tem quem atravesse planetas, sendo responsável por aquilo que lhe cativou (e pelo que não lhe cativou também). Nesse espaço, em que tudo é imaginação, tem pipa perdida, balão subindo, o sonho escapando. O céu virou tudo ao mesmo tempo. E talvez sempre tenha sido. A viagem está acabando, e nada da plantinha ter sua resposta.

Até que, entre uma nuvem e outra, entre o improvável e o impossível, a Samambaia encontra o que procurava. Não porque sabia onde estava, mas porque nunca deixou de procurar. No meio de um mundo cheio de balões, lá está. Simples assim. Voar nunca foi só sobre sair do chão. Foi sobre insistir, imaginar, errar, tentar de novo… até transformar o impossível em caminho. É descobrir que há muito mais do que a tela de um computador. Mas que esse lugar pode trazer mais alegrias, que tristezas e frustrações. Com lágrimas nos olhos, fruto da última vez que fora regada, a Samambaia, que começou com um incômodo, termina com uma certeza:

Imortal é aquilo que de bom que a viagem te trouxe. Sonhe enquanto vive. Viva enquanto sonha… Au revoir, et bon voyage!

Author: Lucas Guerra

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