Altaneiros do Samba aposta em reedição para o Carnaval Virtual 2026
jul20

Altaneiros do Samba aposta em reedição para o Carnaval Virtual 2026

Retornando ao Grupo Especial, o GRESV Altaneiros do Samba apresentou o enredo que levará para a disputa do Carnaval Virtual 2026. De autoria de Cecel Altaneiros, a agremiação aposta na reedição do enredo “Camafeu de Oxóssi, um guia, um mestre e um Obá”, de 2012. Confira a sinopse do enredo: Camafeu de Oxóssi, um guia, um mestre e um Obá JUSTIFICATIVA O Grêmio Recreativo Escola de Samba Virtual “Altaneiros do Samba” honrosamente presta essa homenagem a um dos mais expressivos personagens e mitos da cultura brasileira. Considerado “patrimônio da baianidade”. Rebuscando a vasta história da cultura baiana, encontramos registros e relatos sobre Ápio Patrocínio da Conceição, popularmente conhecido como “Camafeu de Oxóssi”.  O legendário guardião da cultura baiana e um ícone da cultura afro-brasileira. Um homem do povo, um guia, um expoente da cultura soteropolitana, um mestre, solista de berimbau, cantador de capoeira e um homem de sorte tanto no jogo quanto no amor, como esse Obá mesmo se autodefiniu: “Um homem em que as adversidades da vida não foram capazes de vencer a sua fé, coragem e sabedoria”. A INFÂNCIA E A ADOLESCÊNCIA Ápio Patrocínio da Conceição nasceu em 04 de outubro de 1914, no bairro de Gravatá, na cidade de Salvador, Estado da Bahia.  Filho de Faustino José do Patrocínio e Maria Firmina da Conceição. Seu pai era mestre-pedreiro, descendente de africano. Conviveu com ele até os sete anos. Sua mãe veio de Camamu, era negociante de tabuleiro. Negociava frutas, doces, acarajés… tudo na Baixa dos Sapateiros. Sua mãe teve 16 filhos. Ele, Raimundo, João e seus outros irmãos… cada um de um pai. Como ficou órfão de pai ainda menino, Ápio da Conceição, foi trabalhar para ajudar a mãe. Apanhava frutas na roça, ajudava a fazer as cocadas e a vendê-las. O menino não parava, era guerreiro nato. Tanto que vendeu giletes, cordões de sapato ou cadarços e pedra para isqueiro na porta do Elevador Lacerda na Baixada do Sapateiro. De menino de rua que passou fome e perdeu toda a família, a aprendiz de artífice de Salvador, trabalhando na fundição, ele atingiu a adolescência como pregoeiro de quinquilharias. Anos posteriores o levaram para o passeio do Mercado Modelo como engraxate, além de vender os jornais de modinha nas feiras de Água de Meninos, Dois de Julho e Sete Portas. Conforme ele mesmo descreveu em certa oportunidade:  “Eu ia para as feiras de Água de Menino, Dois de Julho e Sete Portas com as modinhas nas mãos, fazia samba de improviso e formava a roda. Depois, fiquei uns tempos vendendo pão dormido, com um balaio na cabeça.” Saiu de lá para ser marítimo e foi parar na...

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Agora Vai cantará o batuque no Carnaval Virtual 2026
jul20

Agora Vai cantará o batuque no Carnaval Virtual 2026

Estreante no Grupo Especial, o GRESVSDQ Agora Vai apresentou o enredo que levará para a avenida no Carnaval Virtual 2026; De autoria de Cláudio Daflon, a agremiação irá defender o enredo “De couro e alma”. Confira a sinopse do enredo: De couro e alma Para o carnaval de 2026, o Agora Vai se inspira no samba concorrente do Império da Tijuca para o enredo Batuk (Carnaval de 2014), da parceria de Samir Trindade, Serginho Aguiar, Elson Ramires, Filipe Araújo, Jota e Alexandre Moreira. Tudo começa na África, onde o primeiro som sentido e compreendido é o do coração, já pulsando em 2/4 (du-du; tum-tum), em sintonia com os surdos que hoje fazem o chão tremer na avenida… Lá, os ritmos foram codificados e, desde então, reimaginados, dando origem àquela que, para nós, foi a grande criação humana: a linguagem dos tambores. Através deles, por milhares de anos, os criadores falaram, cantaram e pensaram em seus mundos; com o tempo, misturaram criações de dentro e de fora deles. 1) Origem? Tambores, corpos e mundos entrelaçados Desde a sua invenção e a cada porrada no seu couro, o tambor tem sido a tecnologia do impossível: entrelaça tudo aquilo que, por muito tempo, a dureza de colonizadores travados e  desritmados julgou imiscível: o terreno e o divino, o corpo e a mente, o instintivo e o racional. Junta e mistura batuques cultivados em terras africanas desde tempos ancestrais, ritualizados e atualizados nos próprios corpos africanos, que, ao contrário da chave europeia do pecado e da vergonha, dançam como instrumentos de acesso aos prazeres e saberes. Seus sons são sentidos, vividos e pensados. Por isso, além de múltiplos, são dinâmicos – pulsando em revolução permanente. Tem força e tem magia, pois, sim, o batuque tem o poder de curar e transformar tudo o que alcança.   2) Uma invenção para canto, dança, devoção e criação Os tambores e seus ritmos, por definição, nunca são estáticos, e a inspiração que os cria pode até ser “uma luz que chega de repente”, mas ela vem de longe, muito longe, e vai longe, muito longe. São tecnologia comunicativa primordial: eles falam (e gritam) para que os pés daqui levantem poeira; para que outros, dali, escutem e se juntem; e também para que desçam, dançando, aqueles que vêm de lá, de Aruanda. Por serem capazes de mexer e misturar o daqui, o dali e o de lá, os tambores são invenções que estão sempre a inventar. Para os seus inventores bantos, o tambor é ngoma; é, portanto, bem mais que o artefato tambor: é ritmo, dança e espiritualidade. O batuque é mediação entre o mundo visível e o...

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Encantados da Serra irá trazer a Semiromba para o Carnaval Virtual 2026
jul20

Encantados da Serra irá trazer a Semiromba para o Carnaval Virtual 2026

Fazendo a sua estreia no Grupo Especial, o GRESV Encantados da Serra apresentou o enredo que levará para a avenida no Carnaval Virtual 2026; De autoria de Marcio Venancio, a agremiação irá contar o enredo “SEMIROMBA – AS FACES DE SÃO FRANCISCO”. Confira a sinopse do enredo: SEMIROMBA – AS FACES DE SÃO FRANCISCO Justificativa A Encantados da Serra, no Carnaval de 2026, guiada pelo seu legado de “Paz e Bem”, celebra com emoção os seus sete anos de história, reverenciando a vida e a missão de um dos maiores símbolos de fé, humildade e amor à criação: São Francisco de Assis. Seguir seus ensinamentos é mais do que recordar sua trajetória — é viver sua essência. É ser Semiromba. É revelar suas múltiplas faces e espalhar ao mundo a alegria, a paz, o amor e a esperança. Neste desfile, a escola convida o público a mergulhar na jornada desse franciscano iluminado: desde seu nascimento em Assis, sua transformação espiritual, até sua chegada ao Brasil, onde sua história se entrelaça com outras crenças, culturas e manifestações de fé, revelando novas formas de existir e de se manifestar. São Francisco, o missionário do amor, aquele que deu nome à ordem dos franciscanos, transcende o tempo e o espaço, tornando-se símbolo universal de fraternidade. A Encantados da Serra também convida a todos a navegar pelas águas do Velho Chico, a sentir seus mistérios, a mergulhar em suas lendas e a reverenciar sua força sagrada — uma das muitas faces desse espírito que se manifesta na natureza, na fé e na ancestralidade. Amigo da natureza, irmão dos animais, guardião da criação, São Francisco de Assis é, hoje, celebrado em um espetáculo de cores, sons e emoções. Entre pássaros, flores e seres encantados, sob a bênção da irmã Lua e do irmão Sol, a Encantados da Serra ergue sua homenagem. Um canto de fé. Um ato de amor. Um desfile de devoção. Sinopse   Sob o céu pintado em cores que dançam entre o Sol e a Lua, nasce uma história de luz, fé e transformação. Entre cantos de pássaros e o sopro da natureza, revelam-se as múltiplas faces de um espírito guiado pelo amor. Nascido em Assis, na Itália, como Giovanni di Pietro di Bernardone — mais tarde chamado Francisco — viveu a juventude entre festas, batalhas e desafios. Mas foi no encontro com a dor do mundo, ao abraçar um leproso, que sua alma despertou para um novo caminho. Na simplicidade da capela de São Damião, ouviu o chamado divino: “Francisco, vá e restaure a minha casa”. E assim fez. Renunciou às riquezas, abandonou o luxo e abraçou a humildade. Fundou a Ordem...

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Acadêmicos de Madureira apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2026
jul20

Acadêmicos de Madureira apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2026

Retornando ao Grupo Especial, o GRESV Acadêmicos de Madureira apresentou o enredo que levará para a avenida no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Ruan Avelar, a agremiação irá defender o enredo “O relho triunfa do senhor das ladeiras e o mistério mascarado chacoalha o sertão!”. Confira a sinopse do enredo: O relho triunfa do senhor das ladeiras e o mistério mascarado chacoalha o sertão! O ARCO INVISÍVEL: A MÁSCARA COMO LINGUAGEM, RITO E REVELAÇÃO No princípio, era o rosto. E a humanidade, diante do mundo, precisou reinventá-lo. Ao longo da história das culturas humanas, a máscara configura-se como um dispositivo simbólico de transfiguração que desloca o sujeito de sua identidade ordinária para um campo ampliado de experiência. Mais do que um simples adereço, ela opera como linguagem cênica, integrando um sistema de signos visuais que constitui a encenação e produz sentidos na relação entre corpo, imagem e espectador. Nesse sentido, sua presença não se limita ao teatro formal, mas se estende às práticas festivas, como o carnaval, onde assume funções específicas relacionadas ao jogo social e ao imaginário coletivo. Mascarar-se é tornar-se outro – paradoxalmente, tornar-se mais profundamente a si. A partir de uma perspectiva que articula teatralidade e cultura popular, a máscara pode ser compreendida como portadora de um princípio de mistério. Esse mistério atravessa a categoria de ocultamento do rosto, de forma que se instaura em uma zona ambígua entre o ser e o parecer, entre identidade e representação. Historicamente vinculada a rituais e práticas sagradas, a máscara já foi concebida como um artefato de mediação com o invisível, possibilitando a incorporação de entidades, forças ou personagens outros. Tal dimensão persiste, ainda que ressignificada, nos contextos contemporâneos, sobretudo no carnaval. No âmbito da encenação, o uso da máscara implica uma reorganização da expressividade. Ao suprimir a face como principal veículo de comunicação, ela desloca a potência expressiva para o corpo, instaurando uma nova gramática gestual baseada no exagero, na codificação e na estilização dos movimentos. Esse deslocamento intensifica o caráter enigmático da presença mascarada: o que se oculta no rosto reaparece de forma amplificada no corpo, produzindo um jogo sensível entre revelação e ocultamento. No carnaval, esse princípio atinge sua potência máxima. No contexto do carnaval, e particularmente no Carnaval de Veneza, esse jogo atinge uma dimensão social ampliada. A máscara, incorporada ao espaço urbano e festivo, permite ao folião experimentar uma espécie de suspensão das normas identitárias e das hierarquias sociais. Ao encobrir o rosto, ela não apenas protege o anonimato, mas ativa uma liberdade performativa, autorizando comportamentos, gestos e interações que escapam às convenções cotidianas. O mistério, aqui, torna-se uma condição de possibilidade: é justamente...

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Dom João irá cantar as Suraras do Tapajós no Carnaval Virtual 2026
jul20

Dom João irá cantar as Suraras do Tapajós no Carnaval Virtual 2026

Estreando no Grupo Especial, o CCJ Dom João apresentou o enredo que levará para a avenida no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Diego Martind, a agremiação irá defender o enredo “Kiribasawa Yúri Yí-Itá – O Canto ;Que Ecoa das Águas: Suraras”. Confira a sinopse do enredo: Kiribasawa Yúri Yí-Itá – O Canto ;Que Ecoa das Águas: Suraras Enredo em homenagem as suraras, uma viagem encantada nas músicas e contos que elas espalham por aí, mundo afora. SINOPSE Silêncio. Ouçam o que dizem as águas do Tapajós. Antes do verbo, veio o rio. Antes do passo, veio a correnteza. Nas margens de areia branca de Alter do Chão, onde o sol beija o espelho d’água, reside uma força antiga, um segredo guardado por séculos. O nome dessa força é Kirĩbasawa. A Dom João pede licença aos Encantados e aos donos da terra para contar uma história de metamorfose e poder. Vamos narrar o despertar das mulheres que ousaram tocar o couro proibido do tambor. Mulheres que fizeram de sua voz, correnteza; de sua saia, redemoinho. Esta é a saga das Suraras do Tapajós. Não apenas o grupo que canta, mas o espírito guerreiro que encarna nelas. Do fundo do rio à copa das árvores, do cotidiano ribeirinho à explosão da festa: o nosso carnaval vai desaguar no mar da avenida. SETOR 1: A ENCANTARIA E O MITO – O NASCIMENTO NAS ÁGUAS Mergulhamos. Tudo começa no azul profundo e misterioso. No ventre do rio, a vida pulsa em nheengatu. É ali, no reino submerso, que habita a Grande Cobra, a Boiúna. Ela não é monstro; é mãe, é mistério, é a Serpente Mulher que seduz e amedronta, cujos olhos brilham como faróis na escuridão líquida. As águas se agitam. Nossas baianas, Mães D’Água, giram como a espuma que se forma no encontro dos rios. Dentro desse cenário fantástico, surgem seres híbridos, escamas que viram pele, barbatanas que viram braços. É o ritual de Kirĩbasawa, a força que emana das águas e purifica o caminho. O mito se faz presente: a serpente desperta e, ao subir à superfície, traz consigo a melodia ancestral que vai guiar nosso povo. SETOR 2: SEGREDOS DA MATA – O SANTUÁRIO VERDE A serpente toca a terra e a floresta responde. Entramos no templo de clorofila. Aqui, o verde é infinito e o silêncio é prece. A mata não é apenas cenário; é entidade viva. Entre Samaúmas gigantes e cipós que abraçam o céu, olhos invisíveis nos observam. São os Segredos da Floresta. Curupiras, Caiporas e espíritos guardiões caminham entre nós. É a Amazônia intocada, farmácia de Deus, onde cada folha cura e cada raiz conta...

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