Recanto do Beija-Flor irá trazer Lucas José d’Alvarenga para o Carnaval Virtual 2026
jul20

Recanto do Beija-Flor irá trazer Lucas José d’Alvarenga para o Carnaval Virtual 2026

Após a 6ª colocação no carnaval 2025, o GRESV Recanto do Beija-Flor apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial no Carnaval Virtual 2026. De autoria de Alberto dos Santos de Lemos, a agremiação irá defender o enredo “Motes e glosas do Oriente, das letras e das paixões”. Confira a sinopse do enredo: Motes e glosas do Oriente, das letras e das paixões Mote Entre a pena e o timão, fez da vida uma memória; de Sabará ao mar da China, hoje o canto faz história. Primeira glosa – O menino das Minas e a luz das letras Antes do mar, houve a montanha. Antes do governo, houve o estudo. Antes da glória disputada, houve a luz. Das terras de Minas emerge o jovem Lucas José d’Alvarenga, filho de um universo em que a educação não era apenas um adorno de distinção, mas também um instrumento de ascensão, disciplina e refinamento. Cercado por gramáticas, preceitos, música, dança, cálculo, lógica e retórica, ele se forma como expressão de um ideal ilustrado: o homem que deve compreender o mundo para nele intervir. É o instante em que a escola faz de Sabará e de Coimbra uma só paisagem imaginária: de um lado, a terra que o viu nascer; do outro, a cultura que o legitimou. Nessa dobra entre colônia e metrópole, nasce aquele que mais tarde ousaria escrever a própria memória contra o apagamento. Glosa: Entre a pena e o timão, fez da vida uma memória; na cartilha do destino, já nascia a sua história. Segunda glosa – Rotas do império, sedas do Oriente Todo homem de letras, em certos tempos, era também chamado ao mundo. Quando Lucas parte para o Oriente português, sua vida deixa de caber apenas no gabinete e entra no compasso largo das monções, dos arsenais, dos vice-reis, dos carregamentos e das rotas mercantis. Goa e Macau deixam de ser nomes distantes e tornam-se paisagens concretas de sua existência. É ali que o saber enfrenta a geografia, o cálculo enfrenta o risco e o império revela sua face mais móvel, mais ambiciosa e mais instável. Goa surge como a sala dourada do império no Oriente: palácios, arquivos, igrejas e jardins. Macau desponta como porto delicado e turbulento, cidade de conflito, suspensa entre a diplomacia, o comércio e a vigília. Lucas não chega ao Oriente como aventureiro romântico. Chega como homem que estuda, se prepara, lê documentos, recolhe notícias, procura compreender a máquina que irá servir. Glosa: Entre a pena e o timão, fez da vida uma memória; nas correntes do Oriente, viu comércio, viu glória. Terceira glosa – Macau sitiada, memória em combate Mas o...

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Recanto do Beija-Flor apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025
ago13

Recanto do Beija-Flor apresenta enredo para o Carnaval Virtual 2025

9ª colocada do grupo na edição passada, o GRESV Recanto do Beija-Flor apresentou o enredo que levará para a disputa do Grupo Especial, na edição comemorativa dos 10 anos do Carnaval Virtual. De autoria de Alberto dos Santos de Lemos, a agremiação irá defender, em 2025, o enredo “O Príncipe do Areal: Ancestralidade e Resistência Negra no Sul do Brasil”. Confira abaixa sinopse oficial: O Príncipe do Areal: Ancestralidade e Resistência Negra no Sul do Brasil Justificativa A história da população negra no Brasil meridional há muito sofre o pior processo de invisibilização sistemática dentro de nosso país. O tradicionalismo sulista frequentemente exalta a figura do gaúcho como um homem branco de ascendência europeia, ignorando a presença negra e indígena na formação do estado. Nada como um personagem subversivo, contraintuitivo, para obrigar a historiografia a sair de sua zona de conforto.  Exaltando a figura do Príncipe Custódio Joaquim de Almeida, a Recanto do Beija-flor presta uma pequena contribuição no processo de “desapagamento” do aporte dos negros para a formação do estado onde se encontra o maior número relativo de autodeclarados adeptos das religiões de matriz africana e afrobrasileira, o Rio Grande do Sul.  A figura do príncipe carrega um peso simbólico, pois ele se tornou um ícone para o movimento negro e para as religiões afro-gaúchas. Entendemos que sua história não depende apenas de comprovações documentais, ela vive na memória coletiva e na afirmação cultural. Sua biografia não se encerra no passado. Ela continua em cada ritual, em cada canto, em cada ação da negritude gaúcha, pois os grandes ancestrais como ele nunca morrem. Exaltemos sua memória. Um príncipe em terras gaúchas “Ele era um príncipe de Porto Alegre. Ele não era um príncipe por ser filho do Ovonramwen Nogbaisi. Ele era príncipe dos pobres, príncipe do povo. Ele era reconhecido assim pela população”. (Rodrigo de Azevedo Weimer) Fugindo do genocídio imposto pelos europeus na costa da Guiné, Osuanlele Okizi Erupê seguiu o caminho contrário de seus irmãos agudás. Nunca antes sequestrado e escravizado, ele cruzou o Atlântico para viver no Brasil, pouco tempo depois da Abolição oficial da escravatura. Aqui ele se estabeleceu como homem livre, imigrante, e assumiu o nome Custódio Joaquim de Almeida.  Depois de passar um tempo na Bahia e no Rio de Janeiro, recebeu orientação dos búzios para seguir para o extremo sul do Brasil, na província do Rio Grande de São Pedro. A região era sabidamente difícil, bem mais fria e com sequelas de sucessivas guerras, uma verdadeira encruzilhada de três países. Ali os negros escravizados haviam sido submetidos a sucessivos suplícios. Mas Custódio não foi à procura de lamentações. E, de fato,...

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Conheça o enredo do GRESV Recanto do Beija-Flor para o Carnaval 2018
mar11

Conheça o enredo do GRESV Recanto do Beija-Flor para o Carnaval 2018

RECANTO DO BEIJA-FLOR BAQUAQUA – VISÕES DA LIBERDADE Por Andre Dubois Baquaqua nasceu foi criado na cidade de Zoogoo ou, como chamaram os franceses quatro décadas depois, Djougou. Sua cidade natal fica no atual Benin. A Zoogoo do início do século XIX era ainda desconhecida dos europeus, já que ficava numa região mais central da Costa noroeste da África. Zoogoo era uma próspera cidade situada no meio da Rota D`Ouro. Região de intenso intercâmbio comercial e de passagem de diferentes povos. Uma região de muitas línguas, culturas e crenças! Um espaço de muitos contatos! A Rota D´Ouro, como o nome sugere, levava à região várias caravanas de homens que desejavam enriquecer. O ouro não era a única riqueza! Por ali os homens comercializavam alimentos, o marfim e a cultuada “noz de obi”- também conhecida como “noz de cola”. A cidade de Zoogoo era protegida por seis portais. Cada portal conta a genealogia de um povo que tinha vocação de guerreiro. O número 6 era um número sagrado para os moradores de Zoogoo. Assim como no ocidente acreditamos que os trevos de 4 folhas trazem sorte, os moradores da cidade natal de Baquaqua acreditavam que as “nozes de obi”, segmentadas em 6 partes, seriam símbolos de sorte. Membros do palácio real da cidade usavam colares com nozes de seis esferas como símbolos de poder, status e diferenciação social. A religião islâmica era preponderante na cidade de Zoogoo. Durante séculos os califados árabes no norte d´África expandiram o islamismo por diversas regiões do continente. A cidade negra de Zoogoo tinha no Alcorão seu livro de fé. A nobreza de Zoogoo mantinha uma belíssima mesquita na cidade. Essa mesquita era o grande ponto de solidariedade dos moradores da cidade, pois lá eram prestados todos os serviços do que podemos chamar de uma “cidade estado”.Na mesquita as crianças eram alfabetizadas. No mundo islâmico a alfabetização era garantida a todos os fiéis, já que para se estar em contato com Alah era vital saber ler o Alcorão. Muitos séculos antes das grandes nações “civilizadas” do ocidente garantirem a universalização da alfabetização, as regiões dominadas pelos califados já viviam essa realidade. Aos meninos eram ensinados os números! Se esperava que os meninos praticassem, quando adultos, o comércio da Rota D´Ouro. Foi nesse ambiente de incríveis contatos culturais que cresceu o menino Mahommah Baquaqua. Já adulto Baquaqua se especializaria em comercializar a noz de obi- noz de cola. Em África essa noz é conhecida como “fruto sagrado”. Ela é comida nos acontecimentos mais importantes dos povos que vivem nessa região.Segundo um ancião africano: “A cola é um símbolo de unidade entre os homens e Deus. A...

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Samba Oficial 2017 – GRESV Recanto do Beija-flor
ago03

Samba Oficial 2017 – GRESV Recanto do Beija-flor

Dona Rosa, Não Foi Seu Cabral Quem Descobriu o Brasil Dois Meses Depois do Carnaval Compositores: Isac Ferreira, Diney SP, Rafael Ferreira, Raphael Soares, Victor Fernandes, Victor Nowosh Interprete: Victor Nowosh Ô dona Rosa,  Não é mentira de primeiro de abril A Recanto contou que não foi “seu” Cabral Quem descobriu o Brasil Da união divina assim surgiu O céu, a terra e o mar Nascem as plantas e os animais O mundo é o fruto de sete atos de amor Os Deuses num belo sopro de inspiração Dão cor e vida à sua criação Como uma aquarela a colorir A pele dos homens… Diversidade a surgir Para a terra mais bonita, nova Rani, Povo Maori a embarcar Navega e vai, navega e vai,  No leste o seu destino encontrar Luzia… No seio da mãe natureza Cinco povos a desabrochar Para desbravar novos caminhos E marcar com força seu lugar Porém… na dor de um pesadelo A chegada do homem branco O amor dos Deuses fez ruir Tomara que um futuro mais bonito Se anuncie como um sonho Para o paraíso se...

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Recanto do Beija-Flor mostra equipe e enredo para 2017
nov23

Recanto do Beija-Flor mostra equipe e enredo para 2017

A Recanto do Beija-Flor consolida sua equipe para o Carnaval Virtual 2017, além de apresentar o seu enredo para o próximo desfile. No departamento artístico, Eduardo Tannús (ex-Caboclinho Verde) se une a Andre Dubois e Alberto Lemos. Na área musical, entra Victor Nowosh (ex-Nenê do Brasil). O enredo para 2017 é uma provocação às convenções que se vêem nos livros de história do Brasil, e conecta a Polinésia e a mitologia Maori ao Brasil. Confira a justificativa e a sinopse.   DONA ROSA, NÃO FOI SEU SEU CABRAL QUEM DESCOBRIU O BRASIL DOIS MESES DEPOIS DO CARNAVAL! JUSTIFICATIVA O enredo da Recanto do Beija-Flor de 2017 já tem no seu título uma provocação. Não é uma provocação apenas ao carnaval da Imperatriz Leopoldinense do ano 2000 e sim à historiografia e aos livros de História. Nessas terras não descobertas pelos brancos, já tínhamos por aqui civilizações que merecem o protagonismo dos autóctones. É um enredo cheio de implicância. Implicância para com as convenções. Se a chegada do homem à América tem como teoria mais aceita a passagem dos homens pelo estreito de Bering, nós optamos pela menos convencional teoria da chegada dos maori polinésios, via Pacífico, à América do Sul. Esse povo do mar, andarilho, corajoso e heroico teria chegado aqui em suas canoas, pelo menos nove séculos antes de Jesus de Nazaré pregar na Galileia. Nossa narrativa é uma história que ultrapassa o tempo dos homens. Por isso mesmo não podemos contá-la sem a ajuda de seres atemporais. Por isso fomos buscar na antropologia, nos mitos e crenças dos maori polinésios suas compreensões sobre a criação do mundo por seus deuses. Os polinésios são bastante diferentes de nós no que concerne à sexualidade. Falar de sexo para os polinésios é como falar de comida, de amizade, de qualquer coisa cotidiana. Para eles, uma relação sexual não é pecado. Muito pelo contrário! O sexo é a salvação e a criação! Foi através de atos sexuais que seu casal de deuses criadores (Lono e Kila) criaram o mundo. Sete atos de amor, cada um referente a um dia da semana, criaram o mundo e tudo que nele há. Você pode estar se perguntando: essa história contada é verdade? Querido leitor, esqueça seus padrões de verdade e ciência! Nessa narrativa, adentramos no mundo dos mitos. Mitos, como lembra-nos o renomado antropólogo Levi Strauss, que existem para significar o mundo e tudo que nele há. Os mitos são como fontes para nossa existência. Eles forjam um universo de magia, leveza e beleza, assim como o carnaval. Eles invertem, subvertem, colorem e desbotam o mundo que chamamos de real. Numa Gênese de sensualidade...

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